Cidades Inteligentes: Saúde Pública

Fonte: Wikiversidade

Esta página faz parte do projeto Cidades Inteligentes, realizado como requisito parcial para aprovação na disciplina Sistemas de Informação, ministrada pela professora Dra. Cláudia Melo na Universidade de Brasília (UnB), no primeiro semestre de 2017. O subtema do grupo em questão é Saúde Pública. A equipe é composta pelos estudantes Carolina Meneses, Fábio Trevizolo, Iure Brandão e Lucas Cruz.

Primeira entrega[editar | editar código-fonte]

Relatório referente à primeira parte do projeto.

Resumo[editar | editar código-fonte]

Tornar as cidades mais inteligentes ajuda a melhorar os serviços e aumentar a qualidade de vida dos cidadãos que nela residem. Neste processo, o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) possui papel significativo. Tendo "Cidades Inteligentes" como tema, este projeto parte do problema “Como podemos tornar Brasília uma cidade inteligente e mais sustentável?”. Os objetivos são identificar, desenhar e implementar soluções (protótipos funcionais) para endereçar uma oportunidade latente ou necessidade/dor existente nas regiões administrativas do Distrito Federal, buscando cidades mais sustentáveis a partir do uso de sistemas de informação. Dentro do objetivo, a equipe escolheu como problema específico o assunto "Saúde Pública". As metodologias utilizadas são Design Thinking e Técnicas de Prototipação.

Palavras-chave: Cidades Inteligentes, saúde pública, Distrito Federal.

Introdução[editar | editar código-fonte]

O estudo de reconhecimento Smart Sustainable Cities, promovido pela Universidade das Nações Unidas em 2016, afirma que a previsão é de que a população urbana global cresça em 63% entre 2014 e 2050. Segundo o relatório, este crescimento acelerado cria desafios de sustentabilidade sem precedentes, com aumentos crescentes nas demandas por energia, água, saneamento, educação, saúde, habitação, transporte, serviço público etc., testando os limites das infraestruturas urbanas. Ao mesmo tempo, os centros urbanos oferecem grandes oportunidades para o desenvolvimento econômico.[1]

O conceito de Cidades Inteligentes (Smart Cities) emergiu como uma resposta aos desafios e oportunidades criados pela rápida urbanização. A necessidade do desenvolvimento de cidades e comunidades sustentáveis tem tomado cada vez mais importância, inclusive tendo sido elencada como o 11º entre os "17 objetivos para transformar nosso mundo", definidos pela Organização das Nações Unidades (ONU) no ano de 2015.[2]

Cidades Inteligentes implementam sistemas urbanos inteligentes para atender ao desenvolvimento socioeconômico ao mesmo tempo em que protegem os recursos naturais. O objetivo do modelo é contribuir para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, em um processo de transformação que deve ocorrer de forma contínua, baseado no engajamento e colaboração das partes interessadas.[1] Neste processo, o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) possui papel significativo.

O ranking Connected Smart Cities, lançado pela consultoria Urban Systems em 2016, elencou Brasília como a quarta cidade mais inteligente do Brasil, com 33.844 pontos no ranking geral, que analisou 73 indicadores divididos em 11 eixos.[3] Apesar disto, a população do Distrito Federal ainda enfrenta diversos problemas.

A partir do conhecimento do conceito de Cidades Inteligentes, este projeto busca responder o problema “Como podemos tornar Brasília uma cidade inteligente e mais sustentável?”. Os objetivos são identificar, desenhar e implementar soluções (protótipos funcionais) para endereçar uma oportunidade latente ou necessidade/dor existente nas regiões administrativas do Distrito Federal, buscando cidades mais sustentáveis.

Com a utilização de metodologias de Design Thinking e Técnicas de Prototipação, a equipe optou por tratar do subtema “Saúde Pública”. A saúde é uma das áreas em que a população brasiliense enfrenta mais dificuldades. Desde 2015, a capital federal vive em permanente estado de emergência na saúde, vide decreto emitido pelo governo e que já foi prorrogado por quatro vezes.[4]

Mecanismos de organização do time[editar | editar código-fonte]

O grupo utilizou as ferramentas Google Docs, Google Apresentações e Google Drive para elaboração e armazenamento dos textos e pesquisas de forma coletiva e interativa. As reuniões em sala de aula foram utilizadas para realização de brainstorming, tomada de decisões, estipular prazos para realização das tarefas, controle de qualidade das tarefas e análise de impacto e riscos da solução. A forma de comunicação interna da equipe em outros horários que não o da aula foi por meio do aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. Por fim, a plataforma Wikiversidade está sendo utilizada para publicação.

Fases do projeto[editar | editar código-fonte]

A primeira parte do processo de desenvolvimento do projeto foi composta por diversas fases:

  • Imersão
  • Brainstorming
  • Entrevistas
  • Definição dos pontos de vista dos usuários
  • Definição do problema específico
  • Prototipação
  • Validação do protótipo
  • Entrega parcial e apresentação

Fases iniciais[editar | editar código-fonte]

Imersão[editar | editar código-fonte]

O projeto foi iniciado a partir da imersão da equipe no tema Cidades Inteligentes, partindo de referências bibliográficas recomendadas pela professora. A princípio, foram consultadas as seguintes fontes:

  • Cities - United Nations Sustainable Development Action 2015[2]
  • Smart Sustainable Cities: Reconnaissance Study[1]
  • As 50 cidades mais inteligentes do Brasil em 2016[3]
  • Open & Agile Smart Cities[5]
  • INCT of the Future Internet for Smart Cities[6]
  • Cities of Tomorrow[7]

Brainstorming: tempestade de idéias[editar | editar código-fonte]

Post-its da primeira sessão de brainstorming realizada pelo grupo

Literalmente traduzido como "tempestade cerebral", brainstorming é uma técnica utilizada para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou grupo. Neste método, cada integrante contribui espontaneamente com a geração de uma lista de idéias que podem levar à solução de um problema. O mais importante no brainstorming não é a qualidade, mas a quantidade, pois a técnica assume que quanto maior a quantidade de idéias geradas, maior a chance de chegar a uma resposta efetiva.[8]

Com o propósito de identificar uma necessidade/dor existente ou oportunidade latente no domínio, na primeira reunião da equipe foi feita uma sessão de brainstorming a partir de conhecimento prévio a respeito de diversos problemas que afligem os cidadãos do Distrito Federal. A dinâmica consistiu em cada integrante do grupo escrever em post-its problemas diversos que poderiam ser abordados no projeto, bem como seus públicos-alvo. Em seguida, os problemas elencados foram organizados de acordo com a temática.

MEIO AMBIENTE
Problema Público-alvo
Excesso de resíduos sólidos População em geral
Coleta seletiva ineficiente População em geral
Descarte inadequado de lixo eletrônico População em geral
Crise hídrica População em geral
Poluição População em geral
MOBILIDADE URBANA
Problema Público-alvo
Engarrafamentos População em geral
Desrespeito às leis de trânsito População em geral
Buracos nas vias População em geral
Sinais de trânsito pouco inteligentes População em geral
Escassez de ciclovias Ciclistas
Dificuldade para encontrar vagas em estacionamentos Usuários de transporte privado
Falta de informação sobre horários dos ônibus Usuários de transporte público
SAÚDE PÚBLICA
Problema Público-alvo
Demora no atendimento em hospitais públicos e postos de saúde Usuários da rede pública de saúde
Dificuldade na marcação de consultas, exames e cirurgias em hospitais públicos Usuários da rede pública de saúde
Falta de informação sobre especialidades médicas existentes em hospitais públicos Usuários da rede pública de saúde
Falta de médicos nos hospitais públicos e regionais Usuários da rede pública de saúde
SEGURANÇA
Problema Público-alvo
Falta de iluminação pública População em geral
Em certos locais, veículos são assaltados recorrentemente Usuários de transporte privado
Carros são furtados em diversos estacionamentos Usuários de transporte privado
O índice de crimes cibernéticos tem aumentado e afetado muitas famílias Usuários de Internet
OUTROS
Problema Público-alvo
Excesso de animais de rua População em geral
Falta de informação sobre trabalhos voluntários População em geral
Falta de transparência do governo População em geral
Pouca participação dos cidadãos na gestão urbana População em geral
Falta de profissionais para darem aulas nas escolas públicas Usuários da rede pública de ensino

Após a realização da dinâmica, o grupo optou por abordar o tema "Saúde Pública".

Entrevistas[editar | editar código-fonte]

Para coleta de dados, foram realizadas entrevistas de acordo com os princípios expostos no texto Using Interviews in Design Thinking for Innovation Classes[9], recomendado pela orientadora do projeto.

Após a identificação como estudantes da Universidade de Brasília (UnB) realizando um projeto para a disciplina Sistemas de Informação, as entrevistas se  desenvolveram a partir das seguintes perguntas:

  • Você já passou por alguma dificuldade no acesso à rede pública de saúde? Se sim, quais as maiores dificuldades?
  • Você pode nos contar relatos de experiências relacionadas a algum desses problemas?

Os dados foram coletados no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Hospital Regional do Gama (HRG) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas de Samambaia. Um total de 22 pessoas foram entrevistadas, incluindo jovens (até 20 anos), adultos (entre 21 e 59 anos) e idosos (60 anos ou mais). A maior parte dos entrevistados eram usuários do sistema público de saúde, porém também foram ouvidos alguns prestadores de serviço. A resposta mais frequente foi: todos haviam passado por dificuldade no acesso à rede pública de saúde. Entre as maiores dificuldades estavam: o tempo de espera para se realizar uma consulta médica, o tempo para ser atendido na emergência dos hospitais regionais, e casos onde não havia o médico especializado para atender o paciente, gastando tempo e recursos financeiros, e forçando-o a se deslocar para outro hospital.

ALGUNS RELATOS DE USUÁRIOS DA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL
"Moro no Gama e faço tratamento no HRT. Uma vez por mês, tenho que pedir alguém para me trazer e depois me levar para casa. O mais difícil é conseguir marcar uma consulta com o meu médico. Além disso, os medicamentos que uso são muitos caros. Recebo os remédios do hospital, porém muitas vezes não tem o meu medicamento e preciso racionar o remédio que sobra por mais alguns dias. Isso faz com que o meu tratamento não seja tão bom". (I., homem, 73 anos)
"Moro no Pará, vim para um evento de família em Brasília e, infelizmente, nesse evento fui picado por um inseto venenoso e tive que recorrer ao sistema público de saúde do HRT. O médico me atendeu e disse que eu teria que fazer uma cirurgia. A picada foi no meu polegar esquerdo. Tive que amputar a falange do polegar, pois a minha diabetes intensificou o veneno e necrosou essa parte do dedo. Precisei aguardar três dias para fazer a cirurgia, e nesses três dias fiquei na sala de espera, uma sala onde não tinha mais onde caber gente, superlotada, onde é muito abafado e pessoas com todos os tipos de doenças ficam juntas. Fiquei com medo de pegar alguma outra doença por esses motivos, e por não haver nenhum tipo de higienização no local. Faltam muitos profissionais para atender os pacientes, e assim a fila de espera fica muito grande". (F., homem, 56 anos)
"Moro no Maranhão e estou no HRT com a ajuda dos meus irmãos, pois fui diagnosticada com câncer e vão me submeter a um tratamento com base em quimioterapia. A cirurgia não é mais viável pelo fato de o câncer estar em um estágio muito avançado. Só vou conseguir os remédios daqui a seis meses e isso está preocupando a todos, pois, se os remédios chegassem logo, a minha expectativa de vida aumentaria". (M., mulher, 43 anos)
"Trabalho na rede pública há quinze anos. Fico sobrecarregada com o número de pacientes que tenho que atender todos os dias e acho que o principal problema dos hospitais públicos é a falta de profissionais qualificados, assim como a falta de espaço para poder atender essa enorme quantidade de pacientes". (F., mulher, 39 anos)
"Precisei levar minha filha na rede pública de saúde. Chegando lá, vi que a situação era horrível. Havia muitas pessoas em um espaço muito pequeno, o que me preocupou muito porque tinha gente com todo tipo de doenças juntas e minha filha ou, até mesmo eu, poderíamos pegar alguma doença. Como se não bastasse tudo isso, não tinha pediatra para atender a minha filha e disseram que não tinha previsão para que algum aparecesse para atender as crianças". (J., mulher, 36 anos)
"Tive uma doença muito forte contraída por uma bactéria. Precisei utilizar o sistema de saúde pública e constatei que não ficaria boa tão cedo, pois faltava antibióticos para muitas pessoas e elas estavam na fila de espera para receber esses medicamentos. Tive que passar muito tempo mal com essa doença para só depois receber o tratamento com medicamentos". (K., mulher, 29 anos)
"Tive um parente que sofreu um acidente grave e precisou utilizar a rede pública de saúde. A situação na UTI era grave, não tinha médico. Eram vários plantões em que não havia médico algum na UTI, o que é um descaso muito grande com toda a população, pois são casos que precisam de urgência e não há médicos para atender esses casos". (R., homem, 44 anos)
"Tive o braço fraturado. Precisei usar o sistema de saúde pública para resolver o meu problema e, ao chegar lá, me deparei com a falta de equipamentos para fazer o raio-x e, assim, o médico verificar se precisaria de cirurgia ou somente colocar um gesso. Tive que ser transferido para outro hospital e lá enfrentei uma fila enorme de pessoas que também tinham que utilizar aquele equipamento". (S., homem, 32 anos)

Descrição dos pontos de vista dos usuários e do problema específico[editar | editar código-fonte]

Pontos de vista[editar | editar código-fonte]

Post-its com dados coletados nas entrevistas
Post-its com dados coletados nas entrevistas, organizados em clusters por grupo de usuários e local

Os dados de problemas coletados a partir da realização das entrevistas foram escritos em post-its, que em seguida foram agrupados em clusters de acordo com a similaridade das questões de que tratavam, grupo de usuários e local ao qual estavam relacionados.

No processo de Design Thinking, um ponto de vista (POV) é uma declaração orientadora que foca em usuários específicos, necessidades e insights que foram descobertos durante a realização das entrevistas.[10] A partir da visualização dos post-its agrupados, alguns pontos de vista foram descritos:

PONTO DE VISTA 1
Usuários... ...precisam de uma forma de... ...porque...
Usuários adultos da rede pública de saúde do Distrito Federal... ...se informar sobre disponibilidade das áreas médicas antes de se deslocar ao local... ...precisam ser atendidos no menor tempo e deslocamento possível. Frequentemente vão à toa ao lugar só para saber se tem o médico de que precisam.
PONTO DE VISTA 2
Usuários... ...precisam de uma forma de... ...porque...
Usuários adultos da rede pública de saúde do Distrito Federal... ...marcar consultas, exames e cirurgias com mais rapidez e eficiência... ...quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de cura.

Problema específico[editar | editar código-fonte]

A definição de uma declaração significativa que resuma o problema é uma parte integral do processo de Design Thinking, orientando o foco para o alcance de uma solução.[11] O grupo optou por trabalhar com o primeiro ponto de vista traçado, definindo o seguinte problema específico: falta de informação sobre disponibilidade de áreas médicas em cada hospital. O problema ficou claro durante a realização da pesquisa de campo, tendo sido relatado por diversos usuários da rede pública de saúde. Esta questão afeta a velocidade no diagnóstico do paciente, fazendo com que ele, já enfermo, precise, por conta própria, procurar o hospital que possui o profissional especializado para o seu atendimento.

ELEVATOR PITCH
PARA Usuários adultos da rede pública de saúde do Distrito Federal
QUE Precisam de uma forma de se informar sobre disponibilidade das áreas médicas antes de se deslocar ao local
O/A site
É UMA Solução para a falta de informação
DIFERENTE DE Site da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, que não apresenta as informações de forma facilitada/intuitiva e atualizada

Hipóteses de solução traçadas[editar | editar código-fonte]

Realizou-se uma dinâmica em que cada integrante do grupo deveria traçar quatro hipóteses de solução para o problema específico definido pelo time. Em seguida, a equipe se dividiu em duas duplas para troca de feedbacks. Por fim, o grupo inteiro conversou a respeito das propostas.

Após a dinâmica, o grupo optou pela proposta de criar uma ferramenta online (site) para divulgação dos plantões dos funcionários da rede pública de hospitais do Distrito Federal. A sugestão foi escolhida por ter sido apresentada entre as soluções propostas por todos os quatro integrantes da equipe. Sabendo onde vai estar disponível a especialidade necessária para cuidar do problema do usuário, é possível obter um diagnóstico mais rápido, além de ajudar o paciente a não se deslocar de sua casa para um hospital em vão.

Definição do plano de ação, de estudos e pesquisas para elaboração do primeiro protótipo[editar | editar código-fonte]

Foi criado um plano de pesquisas e estudos para saber como elaborar o primeiro protótipo da melhor forma, pois o público-alvo é de adultos que utilizam o sistema público de saúde. Haverá, portanto, pessoas que não saberão utilizar o sistema por não ter conhecimentos básicos de como mexer em um computador, ou por simplesmente serem analfabetas. Portanto, o plano de ação para o protótipo foi fazer telas bastante intuitivas para facilitar ao máximo possível a interação humano-computador, de forma que a utilização por parte do usuário seja agradável para que ele a utilize sempre que precisar e a recomende a outras pessoas.

Primeiro protótipo[editar | editar código-fonte]

Para experimentação da hipótese de solução definida, foi criado pelo grupo um primeiro protótipo, ainda bastante inicial e conceitual, com a utilização apenas de materiais baratos e disponíveis, como folhas de papel A4 em branco, lápis e borracha. A inspiração partiu dos vídeos Design Thinking - Paper Prototypes[12] e Rapid Prototyping 1 of 3: Sketching & Paper Prototyping[13], materiais sobre prototipação recomendados pela orientadora do projeto.

Descrição do primeiro protótipo[editar | editar código-fonte]

Basicamente são três telas progressivas onde começa a partir do contexto geral, que é: a escolha da especialidade médica. Seguindo para os locais onde são ofertadas as especialidades e, por último, informações detalhadas em tempo real referentes à escala dos médicos desejados. Também é possível acessar referências e localização por GPS do local.

As duas primeiras telas possuem um campo de busca em forma de lista conjugado com caixas selecionáveis. Essas caixas são intuitivas e ilustradas de forma a simplificar a interação com o usuário. 

Validação da hipótese de solução com o público-alvo[editar | editar código-fonte]

A validação veio por meio de apresentação do protótipo conceitual para os usuários do Posto de Saúde de Taguatinga. Todos os entrevistados já fizeram uso do Hospital Regional de Taguatinga e suas respostas foram utilizando experiências do mesmo local. Ao todo foram 8 participantes entrevistados, sendo 6 adultos e 2 idosos. A opinião unânime foi que essa solução poderia sanar a falta de informação sobre os plantões médicos. Os idosos fizeram uma ressalva, pois se tratava de uma solução muito tecnológica, mas acreditam que o design do site poderia ajudá-los a entender e utilizar essa ferramenta de forma correta.

Elogios Críticas
  • A interface é simples e intuitiva
  • Ideia é interessante
  • Site bem objetivo
  • Informação em tempo real? Vai ser muito bom!
  • Seria bom ter o tamanho da fila para ser atendido naquela especialidade
  • Não sei se conseguiria chegar no site (usuário analfabeto)
  • Poderia ter o telefone do hospital
  • Se tiver muitas caixas, pode ser difícil localizar a especialidade

Considerações finais[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser considerada a quarta cidade mais inteligente do Brasil, Brasília ainda enfrenta muitos desafios que poderiam ser trabalhados a partir da implementação de sistemas urbanos inteligentes, como visto durante as etapas de imersão e brainstorming deste projeto. A equipe delimitou apenas um subtema e um problema específico para tratar: saúde pública e a falta de informação sobre a disponibilidade de áreas médicas em cada hospital, respectivamente. A questão sobre tornar Brasília uma cidade inteligente e mais sustentável não se esgota.

A realização deste projeto trouxe diversos aprendizados aos integrantes do grupo. Por meio da realização de entrevistas foi possível criar empatia com aqueles que nem sempre estão na mesmo cotidiano, e compreender os problemas deles, além de projetar algo que pode ser útil para modernizar a cidade, ajudar na qualidade de vida e salvar o tempo da comunidade. O processo funcionou como uma oportunidade de exercício de utilização do método ágil Design Thinking, além de técnicas de brainstorming e prototipação.

Apresentação[editar | editar código-fonte]

Segunda entrega[editar | editar código-fonte]

Relatório referente à parte final do projeto.

Resumo[editar | editar código-fonte]

Tornar as cidades mais inteligentes ajuda a melhorar os serviços e aumentar a qualidade de vida dos cidadãos que nela residem. Neste processo, o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) possui papel significativo. Tendo "Cidades Inteligentes" como tema, este projeto parte do problema “Como podemos tornar Brasília uma cidade inteligente e mais sustentável?”. Os objetivos são identificar, desenhar e implementar soluções (protótipos funcionais) para endereçar uma oportunidade latente ou necessidade/dor existente nas regiões administrativas do Distrito Federal, buscando cidades mais sustentáveis a partir do uso de sistemas de informação. Dentro do objetivo, a equipe escolheu como problema específico o assunto "Saúde Pública". As metodologias utilizadas são Design Thinking e Técnicas de Prototipação.

Palavras-chave: Cidades Inteligentes, saúde pública, Distrito Federal.

Introdução[editar | editar código-fonte]

O estudo de reconhecimento Smart Sustainable Cities, promovido pela Universidade das Nações Unidas em 2016, afirma que a previsão é de que a população urbana global cresça em 63% entre 2014 e 2050. Segundo o relatório, este crescimento acelerado cria desafios de sustentabilidade sem precedentes, com aumentos crescentes nas demandas por energia, água, saneamento, educação, saúde, habitação, transporte, serviço público etc., testando os limites das infraestruturas urbanas. Ao mesmo tempo, os centros urbanos oferecem grandes oportunidades para o desenvolvimento econômico.[1]

O conceito de Cidades Inteligentes (Smart Cities) emergiu como uma resposta aos desafios e oportunidades criados pela rápida urbanização. A necessidade do desenvolvimento de cidades e comunidades sustentáveis tem tomado cada vez mais importância, inclusive tendo sido elencada como o 11º entre os "17 objetivos para transformar nosso mundo", definidos pela Organização das Nações Unidades (ONU) no ano de 2015.[2]

Cidades Inteligentes implementam sistemas urbanos inteligentes para atender ao desenvolvimento socioeconômico ao mesmo tempo em que protegem os recursos naturais. O objetivo do modelo é contribuir para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, em um processo de transformação que deve ocorrer de forma contínua, baseado no engajamento e colaboração das partes interessadas.[1] Neste processo, o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) possui papel significativo.

O ranking Connected Smart Cities, lançado pela consultoria Urban Systems em 2016, elencou Brasília como a quarta cidade mais inteligente do Brasil, com 33.844 pontos no ranking geral, que analisou 73 indicadores divididos em 11 eixos.[3] Apesar disto, a população do Distrito Federal ainda enfrenta diversos problemas.

A partir do conhecimento do conceito de Cidades Inteligentes, este projeto busca responder o problema “Como podemos tornar Brasília uma cidade inteligente e mais sustentável?”. Os objetivos são identificar, desenhar e implementar soluções (protótipos funcionais) para endereçar uma oportunidade latente ou necessidade/dor existente nas regiões administrativas do Distrito Federal, buscando cidades mais sustentáveis.

Com a utilização de metodologias de Design Thinking e Técnicas de Prototipação, a equipe optou por tratar do subtema “Saúde Pública”. A saúde é uma das áreas em que a população brasiliense enfrenta mais dificuldades. Desde 2015, a capital federal vive em permanente estado de emergência na saúde, vide decreto emitido pelo governo e que já foi prorrogado por quatro vezes.[4]

Mecanismos de organização do time[editar | editar código-fonte]

O grupo utilizou as ferramentas Google Docs, Google Apresentações e Google Drive para elaboração e armazenamento dos textos e pesquisas de forma coletiva e interativa. As reuniões em sala de aula foram utilizadas para realização de brainstorming, tomada de decisões, estipular prazos para realização das tarefas, controle de qualidade das tarefas e análise de impacto e riscos da solução. A forma de comunicação interna da equipe em outros horários que não o da aula foi por meio do aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. Para elaboração dos protótipos foi utilizado o Wireframe e, para elaboração do modelo de negócio de processo, a ferramenta draw.io. Por fim, a plataforma Wikiversidade está sendo utilizada para publicação.

Fases do projeto[editar | editar código-fonte]

A primeira parte do processo de desenvolvimento do projeto foi composta por diversas fases:

  • Imersão
  • Brainstorming
  • Entrevistas
  • Definição dos pontos de vista dos usuários
  • Definição do problema específico
  • Prototipação
  • Validação do protótipo
  • Entrega parcial e apresentação

Fases iniciais[editar | editar código-fonte]

Imersão[editar | editar código-fonte]

O projeto foi iniciado a partir da imersão da equipe no tema Cidades Inteligentes, partindo de referências bibliográficas recomendadas pela professora. A princípio, foram consultadas as seguintes fontes:

  • Cities - United Nations Sustainable Development Action 2015[2]
  • Smart Sustainable Cities: Reconnaissance Study[1]
  • As 50 cidades mais inteligentes do Brasil em 2016[3]
  • Open & Agile Smart Cities[5]
  • INCT of the Future Internet for Smart Cities[6]
  • Cities of Tomorrow[7]

Brainstorming: tempestade de idéias[editar | editar código-fonte]

Post-its da primeira sessão de brainstorming realizada pelo grupo

Literalmente traduzido como "tempestade cerebral", brainstorming é uma técnica utilizada para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou grupo. Neste método, cada integrante contribui espontaneamente com a geração de uma lista de idéias que podem levar à solução de um problema. O mais importante no brainstorming não é a qualidade, mas a quantidade, pois a técnica assume que quanto maior a quantidade de idéias geradas, maior a chance de chegar a uma resposta efetiva.[8]

Com o propósito de identificar uma necessidade/dor existente ou oportunidade latente no domínio, na primeira reunião da equipe foi feita uma sessão de brainstorming a partir de conhecimento prévio a respeito de diversos problemas que afligem os cidadãos do Distrito Federal. A dinâmica consistiu em cada integrante do grupo escrever em post-its problemas diversos que poderiam ser abordados no projeto, bem como seus públicos-alvo. Em seguida, os problemas elencados foram organizados de acordo com a temática.

MEIO AMBIENTE
Problema Público-alvo
Excesso de resíduos sólidos População em geral
Coleta seletiva ineficiente População em geral
Descarte inadequado de lixo eletrônico População em geral
Crise hídrica População em geral
Poluição População em geral
MOBILIDADE URBANA
Problema Público-alvo
Engarrafamentos População em geral
Desrespeito às leis de trânsito População em geral
Buracos nas vias População em geral
Sinais de trânsito pouco inteligentes População em geral
Escassez de ciclovias Ciclistas
Dificuldade para encontrar vagas em estacionamentos Usuários de transporte privado
Falta de informação sobre horários dos ônibus Usuários de transporte público
SAÚDE PÚBLICA
Problema Público-alvo
Demora no atendimento em hospitais públicos e postos de saúde Usuários da rede pública de saúde
Dificuldade na marcação de consultas, exames e cirurgias em hospitais públicos Usuários da rede pública de saúde
Falta de informação sobre especialidades médicas existentes em hospitais públicos Usuários da rede pública de saúde
Falta de médicos nos hospitais públicos e regionais Usuários da rede pública de saúde
SEGURANÇA
Problema Público-alvo
Falta de iluminação pública População em geral
Em certos locais, veículos são assaltados recorrentemente Usuários de transporte privado
Carros são furtados em diversos estacionamentos Usuários de transporte privado
O índice de crimes cibernéticos tem aumentado e afetado muitas famílias Usuários de Internet
OUTROS
Problema Público-alvo
Excesso de animais de rua População em geral
Falta de informação sobre trabalhos voluntários População em geral
Falta de transparência do governo População em geral
Pouca participação dos cidadãos na gestão urbana População em geral
Falta de profissionais para darem aulas nas escolas públicas Usuários da rede pública de ensino

Após a realização da dinâmica, o grupo optou por abordar o tema "Saúde Pública".

Entrevistas[editar | editar código-fonte]

Para coleta de dados, foram realizadas entrevistas de acordo com os princípios expostos no texto Using Interviews in Design Thinking for Innovation Classes[9], recomendado pela orientadora do projeto.

Após a identificação como estudantes da Universidade de Brasília (UnB) realizando um projeto para a disciplina Sistemas de Informação, as entrevistas se desenvolveram a partir das seguintes perguntas:

  • Você já passou por alguma dificuldade no acesso à rede pública de saúde? Se sim, quais as maiores dificuldades?
  • Você pode nos contar relatos de experiências relacionadas a algum desses problemas?

Os dados foram coletados no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Hospital Regional do Gama (HRG) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas de Samambaia. Um total de 22 pessoas foram entrevistadas, incluindo jovens (até 20 anos), adultos (entre 21 e 59 anos) e idosos (60 anos ou mais). A maior parte dos entrevistados eram usuários do sistema público de saúde, porém também foram ouvidos alguns prestadores de serviço. A resposta mais frequente foi: todos haviam passado por dificuldade no acesso à rede pública de saúde. Entre as maiores dificuldades estavam: o tempo de espera para se realizar uma consulta médica, o tempo para ser atendido na emergência dos hospitais regionais, e casos onde não havia o médico especializado para atender o paciente, gastando tempo e recursos financeiros, e forçando-o a se deslocar para outro hospital.

ALGUNS RELATOS DE USUÁRIOS DA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL
"Moro no Gama e faço tratamento no HRT. Uma vez por mês, tenho que pedir alguém para me trazer e depois me levar para casa. O mais difícil é conseguir marcar uma consulta com o meu médico. Além disso, os medicamentos que uso são muitos caros. Recebo os remédios do hospital, porém muitas vezes não tem o meu medicamento e preciso racionar o remédio que sobra por mais alguns dias. Isso faz com que o meu tratamento não seja tão bom". (I., homem, 73 anos)
"Moro no Pará, vim para um evento de família em Brasília e, infelizmente, nesse evento fui picado por um inseto venenoso e tive que recorrer ao sistema público de saúde do HRT. O médico me atendeu e disse que eu teria que fazer uma cirurgia. A picada foi no meu polegar esquerdo. Tive que amputar a falange do polegar, pois a minha diabetes intensificou o veneno e necrosou essa parte do dedo. Precisei aguardar três dias para fazer a cirurgia, e nesses três dias fiquei na sala de espera, uma sala onde não tinha mais onde caber gente, superlotada, onde é muito abafado e pessoas com todos os tipos de doenças ficam juntas. Fiquei com medo de pegar alguma outra doença por esses motivos, e por não haver nenhum tipo de higienização no local. Faltam muitos profissionais para atender os pacientes, e assim a fila de espera fica muito grande". (F., homem, 56 anos)
"Moro no Maranhão e estou no HRT com a ajuda dos meus irmãos, pois fui diagnosticada com câncer e vão me submeter a um tratamento com base em quimioterapia. A cirurgia não é mais viável pelo fato de o câncer estar em um estágio muito avançado. Só vou conseguir os remédios daqui a seis meses e isso está preocupando a todos, pois, se os remédios chegassem logo, a minha expectativa de vida aumentaria". (M., mulher, 43 anos)
"Trabalho na rede pública há quinze anos. Fico sobrecarregada com o número de pacientes que tenho que atender todos os dias e acho que o principal problema dos hospitais públicos é a falta de profissionais qualificados, assim como a falta de espaço para poder atender essa enorme quantidade de pacientes". (F., mulher, 39 anos)
"Precisei levar minha filha na rede pública de saúde. Chegando lá, vi que a situação era horrível. Havia muitas pessoas em um espaço muito pequeno, o que me preocupou muito porque tinha gente com todo tipo de doenças juntas e minha filha ou, até mesmo eu, poderíamos pegar alguma doença. Como se não bastasse tudo isso, não tinha pediatra para atender a minha filha e disseram que não tinha previsão para que algum aparecesse para atender as crianças". (J., mulher, 36 anos)
"Tive uma doença muito forte contraída por uma bactéria. Precisei utilizar o sistema de saúde pública e constatei que não ficaria boa tão cedo, pois faltava antibióticos para muitas pessoas e elas estavam na fila de espera para receber esses medicamentos. Tive que passar muito tempo mal com essa doença para só depois receber o tratamento com medicamentos". (K., mulher, 29 anos)
"Tive um parente que sofreu um acidente grave e precisou utilizar a rede pública de saúde. A situação na UTI era grave, não tinha médico. Eram vários plantões em que não havia médico algum na UTI, o que é um descaso muito grande com toda a população, pois são casos que precisam de urgência e não há médicos para atender esses casos". (R., homem, 44 anos)
"Tive o braço fraturado. Precisei usar o sistema de saúde pública para resolver o meu problema e, ao chegar lá, me deparei com a falta de equipamentos para fazer o raio-x e, assim, o médico verificar se precisaria de cirurgia ou somente colocar um gesso. Tive que ser transferido para outro hospital e lá enfrentei uma fila enorme de pessoas que também tinham que utilizar aquele equipamento". (S., homem, 32 anos)

Descrição dos pontos de vista dos usuários e do problema específico[editar | editar código-fonte]

Pontos de vista[editar | editar código-fonte]

Post-its com dados coletados nas entrevistas
Post-its com dados coletados nas entrevistas, organizados em clusters por grupo de usuários e local

Os dados de problemas coletados a partir da realização das entrevistas foram escritos em post-its, que em seguida foram agrupados em clusters de acordo com a similaridade das questões de que tratavam, grupo de usuários e local ao qual estavam relacionados.

No processo de Design Thinking, um ponto de vista (POV) é uma declaração orientadora que foca em usuários específicos, necessidades e insights que foram descobertos durante a realização das entrevistas.[10] A partir da visualização dos post-its agrupados, alguns pontos de vista foram descritos:

PONTO DE VISTA 1
Usuários... ...precisam de uma forma de... ...porque...
Usuários adultos da rede pública de saúde do Distrito Federal... ...se informar sobre disponibilidade das áreas médicas antes de se deslocar ao local... ...precisam ser atendidos no menor tempo e deslocamento possível. Frequentemente vão à toa ao lugar só para saber se tem o médico de que precisam.
PONTO DE VISTA 2
Usuários... ...precisam de uma forma de... ...porque...
Usuários adultos da rede pública de saúde do Distrito Federal... ...marcar consultas, exames e cirurgias com mais rapidez e eficiência... ...quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de cura.

Problema específico[editar | editar código-fonte]

A definição de uma declaração significativa que resuma o problema é uma parte integral do processo de Design Thinking, orientando o foco para o alcance de uma solução.[11] O grupo optou por trabalhar com o primeiro ponto de vista traçado, definindo o seguinte problema específico: falta de informação sobre disponibilidade de áreas médicas em cada hospital. O problema ficou claro durante a realização da pesquisa de campo, tendo sido relatado por diversos usuários da rede pública de saúde. Esta questão afeta a velocidade no diagnóstico do paciente, fazendo com que ele, já enfermo, precise, por conta própria, procurar o hospital que possui o profissional especializado para o seu atendimento.

ELEVATOR PITCH
PARA Usuários adultos da rede pública de saúde do Distrito Federal
QUE Precisam de uma forma de se informar sobre disponibilidade das áreas médicas antes de se deslocar ao local
O/A site "Busca Saúde"
É UMA Solução para a falta de informação
DIFERENTE DE Site da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, que não apresenta as informações de forma facilitada/intuitiva e atualizada

Hipóteses de solução traçadas[editar | editar código-fonte]

Realizou-se uma dinâmica em que cada integrante do grupo deveria traçar quatro hipóteses de solução para o problema específico definido pelo time. Em seguida, a equipe se dividiu em duas duplas para troca de feedbacks. Por fim, o grupo inteiro conversou a respeito das propostas.

Após a dinâmica, o grupo optou pela proposta de criar uma ferramenta online (site) para divulgação dos plantões dos funcionários da rede pública de hospitais do Distrito Federal. A sugestão foi escolhida por ter sido apresentada entre as soluções propostas por todos os quatro integrantes da equipe. Sabendo onde vai estar disponível a especialidade necessária para cuidar do problema do usuário, é possível obter um diagnóstico mais rápido, além de ajudar o paciente a não se deslocar de sua casa para um hospital em vão.

Definição do plano de ação, de estudos e pesquisas para elaboração do primeiro protótipo[editar | editar código-fonte]

Pautando-se nos métodos ágeis, o time discutiu frequentemente a respeito do projeto por meio do aplicativo WhatsApp, definindo tarefas para cada membro da equipe e informando os outros a respeito do andamento das atividades, bem como eventuais dificuldades.

Foi criado um plano de pesquisas e estudos para saber como elaborar o primeiro protótipo da melhor forma, pois o público-alvo é de adultos que utilizam o sistema público de saúde. Haverá, portanto, pessoas que não saberão utilizar o sistema por não ter conhecimentos básicos de como mexer em um computador, ou por simplesmente serem analfabetas. Portanto, o plano de ação para o protótipo foi fazer telas bastante intuitivas para facilitar ao máximo possível a interação humano-computador, de forma que a utilização por parte do usuário seja agradável para que ele a utilize sempre que precisar e a recomende a outras pessoas.

Diagrama de Visão Geral[editar | editar código-fonte]

Foi feito um diagrama de visão geral do sistema para abstrair as ideias principais. A ferramenta https://www.draw.io/ foi usada.

Visão Geral do sistema

Primeiro protótipo[editar | editar código-fonte]

Para experimentação da hipótese de solução definida, foi criado pelo grupo um primeiro protótipo, ainda bastante inicial e conceitual, com a utilização apenas de materiais baratos e disponíveis, como folhas de papel A4 em branco, lápis e borracha. A inspiração partiu dos vídeos Design Thinking - Paper Prototypes[12] e Rapid Prototyping 1 of 3: Sketching & Paper Prototyping[13], materiais sobre prototipação recomendados pela orientadora do projeto.

Descrição do primeiro protótipo[editar | editar código-fonte]

Basicamente são três telas progressivas onde começa a partir do contexto geral, que é: a escolha da especialidade médica. Seguindo para os locais onde são ofertadas as especialidades e, por último, informações detalhadas em tempo real referentes à escala dos médicos desejados. Também é possível acessar referências e localização por GPS do local.

As duas primeiras telas possuem um campo de busca em forma de lista conjugado com caixas selecionáveis. Essas caixas são intuitivas e ilustradas de forma a simplificar a interação com o usuário.

Validação da hipótese de solução com o público-alvo[editar | editar código-fonte]

A validação veio por meio de apresentação do protótipo conceitual para os usuários do Posto de Saúde de Taguatinga. Todos os entrevistados já fizeram uso do Hospital Regional de Taguatinga e suas respostas foram utilizando experiências do mesmo local. Ao todo foram 8 participantes entrevistados, sendo 6 adultos e 2 idosos. A opinião unânime foi que essa solução poderia sanar a falta de informação sobre os plantões médicos. Os idosos fizeram uma ressalva, pois se tratava de uma solução muito tecnológica, mas acreditam que o design do site poderia ajudá-los a entender e utilizar essa ferramenta de forma correta.

Elogios Críticas
  • A interface é simples e intuitiva
  • Ideia é interessante
  • Site bem objetivo
  • Informação em tempo real? Vai ser muito bom!
  • Seria bom ter o tamanho da fila para ser atendido naquela especialidade
  • Não sei se conseguiria chegar no site (usuário analfabeto)
  • Poderia ter o telefone do hospital
  • Se tiver muitas caixas, pode ser difícil localizar a especialidade

Segundo protótipo[editar | editar código-fonte]

Durante a apresentação referente à entrega parcial do projeto, diversas opiniões foram recebidas como feedback da professora e dos outros estudantes da turma de Sistemas de Informação. A partir deste feedback e do feedback recolhido na validação com os possíveis usuários do sistema (pessoas adultas que utilizam a rede pública de saúde do Distrito Federal), foi elaborado um segundo protótipo, desta vez produzido de forma digital e apresentando melhor legibilidade que a primeira versão.

Descrição do segundo protótipo[editar | editar código-fonte]

Da mesma forma que o primeiro protótipo, esta segunda versão apresenta três telas progressivas:

  • A primeira apresenta as opções de especialidades médicas;
  • A segunda tela exibe os locais que possuem a especialidade selecionada;
  • A terceira e última tela traz informações detalhadas a respeito do estabelecimento de saúde escolhido:
    • Nesta última tela, juntamente com o botão de "como chegar ao hospital", foi adicionado o número de telefone do estabelecimento. A mudança foi feita a partir de sugestão de usuários durante a validação do protótipo anterior.

Validação da hipótese de solução com o público-alvo[editar | editar código-fonte]

A validação veio novamente por meio de apresentação do protótipo conceitual para os usuários do Posto de Saúde de Taguatinga. Todos os entrevistados já fizeram uso do Hospital Regional de Taguatinga e suas respostas foram utilizando experiências do mesmo local. A validação teve um foco de apresentar novamente a ideia e as telas para os usuários e, a partir da resposta deles, criar um terceiro protótipo com melhoras significativas para os possíveis usuários do sistema.

  • Recebemos muitos elogios às telas e à ideia;
  • Os usuários fizeram ressalvas de que poderia incluir o tamanho da fila de cada médico com sua especialidade;
  • Sugeriram um filtro para casos em que existam muitos médicos de uma mesma especialidade; desta forma, seria possível filtrar para o seu horário ou médico desejado;
  • Idosos disseram que por ser uma solução muito tecnológica poderiam ter muitas dificuldades na utilização.

Ferramentas e técnicas utilizadas na prototipação[editar | editar código-fonte]

Para a prototipação das telas foi utilizada a ferramenta Wireframe.

Modelagem de processos de negócio[editar | editar código-fonte]

A modelagem de processos de negócio, ou BPM (do inglês, Business Process Modeling) é uma representação simplificada da realidade dos processos, feita com o objetivo de visualizá-los de forma generalizada para que sejam analisados e melhorados. Outra técnica bastante utilizada é o service blueprint. Para a realização deste projeto, foram utilizadas as duas abordagens com o intuito de permitir à equipe uma melhor compreensão a respeito da real experiência do usuário na utilização da plataforma.

Foram desenhados dois modelos de processos de negócio: um referente aos usuários e outro aos hospitais. Os modelos foram elaborados na ferramenta colaborativa online draw.io.

Modelo referente aos usuários[editar | editar código-fonte]

Modelo BPMN - Usuários 2.png

Modelo referente aos hospitais[editar | editar código-fonte]

Modelo BPMN - Hospitais 2.png

Terceiro protótipo[editar | editar código-fonte]

Após a realização da modelagem de processos de negócio e melhor compreensão a respeito da experiência do usuário, a equipe elaborou um terceiro protótipo para que se chegasse em um protótipo mais agradável e útil para os usuários utilizarem (tanto os pacientes quanto os operadores do sistema).

Descrição do terceiro protótipo[editar | editar código-fonte]

Após fazermos a modelagem de processos de negócio do nosso sistema, na qual fizemos uma representação simplificada da realidade dos processos, pudemos ter uma visualização melhor do protótipo, uma visualização de forma generalizada. Com essa forma generalizada de visualizar os processos, facilitou a elaboração do terceiro protótipo, pois conseguimos ver lacunas que podiam ocasionar rupturas comunicativas entre usuários e sistemas. Logo, com a modelagem de processos, tivemos uma percepção mais generalizada de todas as ações do usuário dentro do sistema e, dessa forma, elaboramos um protótipo evitando todo tipo de ruptura comunicativa entre usuário e sistema e que deixasse essa comunicação a mais agradável possível.

O terceiro protótipo continua a apresentar três telas progressivas:

  • A primeira tela mostra as opções de especialidades médicas;
  • A segunda tela exibe os locais que possuem a especialidade selecionada;
  • A terceira e última tela traz informações detalhadas a respeito do estabelecimento de saúde escolhido:
    • Adicionamos à informação de cada médico o tamanho da fila, para caso uma pessoa queira receber o atendimento por este determinado médico, saber quantos pacientes estão na sua frente para serem atendidas. Assim, a pessoa teria uma noção melhor de quando seria atendido e se realmente vale a pena ir para uma consulta ou atendimento com aquele médico naquele momento;
    • Acrescentamos também um filtro para que a pessoa possa observar as tabelas com os resultados por horário, estado do médico (disponível, indisponível ou a verificar) e horário que ele atenderá, reduzindo, assim, a carga de informações em casos de muitos médicos naquele hospital e com aquela especialidade, facilitando a procura por um médico específico em um horário desejado pelo paciente.

Validação da hipótese de solução com o público-alvo[editar | editar código-fonte]

A validação veio novamente por meio de apresentação do protótipo conceitual para os usuários do Posto de Saúde de Taguatinga. Todos os entrevistados já fizeram uso do Hospital Regional de Taguatinga e suas respostas foram utilizando experiências do mesmo local. A validação visou receber mais feedbacks do usuário para uma possível alteração que agrade todos ao máximo. Recebemos muitos elogios às telas e à ideia, porém os idosos continuaram a dizer que por ser uma solução muito tecnológica poderiam ter muitas dificuldades na utilização dela. Logo, consideramos que chegamos em um nível de protótipo aceitável e agradável aos usuários, com a ressalva de ser muito tecnológico, porém o design simples e intuitivo ajudaria essas pessoas que acharam muito tecnológica a solução.

Ferramentas e técnicas utilizadas na prototipação[editar | editar código-fonte]

Para a prototipação das telas foi utilizada a ferramenta Wireframe.

Considerações finais[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser considerada a quarta cidade mais inteligente do Brasil, Brasília ainda enfrenta muitos desafios que poderiam ser trabalhados a partir da implementação de sistemas urbanos inteligentes, como visto durante as etapas de imersão e brainstorming deste projeto. A equipe delimitou apenas um subtema e um problema específico para tratar: saúde pública e a falta de informação sobre a disponibilidade de áreas médicas em cada hospital, respectivamente. A questão sobre tornar Brasília uma cidade inteligente e mais sustentável não se esgota.

A realização deste projeto trouxe diversos aprendizados aos integrantes do grupo. Por meio da realização de entrevistas foi possível criar empatia com aqueles que nem sempre estão na mesmo cotidiano, e compreender os problemas deles, além de projetar algo que pode ser útil para modernizar a cidade, ajudar na qualidade de vida e salvar o tempo da comunidade. O processo funcionou como uma oportunidade de exercício de utilização do método ágil Design Thinking, além de técnicas de brainstorming, prototipação e modelagem de processos de negócio.

Apresentação[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 Smart Sustainable Cities: Reconnaissance Study
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 Cities - United Nations Sustainable Development Action 2015
  3. 3,0 3,1 3,2 3,3 As 50 cidades mais inteligentes do Brasil em 2016
  4. 4,0 4,1 Saúde em Brasília vive há dois anos em permanente estado de emergência
  5. 5,0 5,1 Open & Agile Smart Cities
  6. 6,0 6,1 INCT of the Future Internet for Smart Cities
  7. 7,0 7,1 Cities of Tomorrow
  8. 8,0 8,1 A Review of Brainstorming Research: Six Critical Issues for Inquiry
  9. 9,0 9,1 Using Interviews in Design Thinking for Innovation Classes
  10. 10,0 10,1 Define and Frame Your Design Challenge by Creating Your Point Of View and Ask "How Might We"
  11. 11,0 11,1 Stage 2 in the Design Thinking Process: Define the Problem and Interpret the Results
  12. 12,0 12,1 Design Thinking - Paper Prototypes
  13. 13,0 13,1 Rapid Prototyping 1 of 3: Sketching & Paper Prototyping