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Discussão:O que é isso companheiro? (1997)

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ficha do filme

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Título do Filme: O que é isso, companheiro?

Ano: 1997   País: Brasil

Gênero: Drama

Duração: 1h 52 min

Direção: Bruno Barreto

Roteiro: Leopoldo Serran e Fernando Gabeira

Fotografia: Félix Monte

Trilha sonora: Stewart Copeland

Elenco original: Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Alan Arkin, Selton Mello, Luiz Fernando Guimarães

Produção: Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas

Idioma original: Português (Brasileiro) Brenno Rocha (discussão) 19h55min de 21 de novembro de 2022 (UTC)Responder

Análise de Filme - “O que é isso companheiro?”. Larissa Pimentel Demendi

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Título do Filme: O que é isso companheiro?

Ano: 1997              

País: Brasil

Gênero: Thriller/ação/drama

Duração: 1h50min

Direção: Bruno Barreto

Roteiro: Leopoldo Serran

Fotografia: Félix Monti

Trilha sonora: Stewart Coperland

Elenco original: Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Alan Arkin, Selton Mello, Luiz Fernado Guimarães

Produção: L.C. Barreto

Idioma original: Português (Brasil).

O filme conta a história do grupo de guerrilheiros de esqueda MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) e ANL (Ação Libertadora Nacional), sendo suas personagens: Paulo interpretado por Pedro Cardoso, Fernanda Torres como Andréia / Maria, Luís Fernando Guimarães protagonizando Marcelo, Cláudio Fontana como Jonas e Alan Arkin como o embaixador Charles Burke Elbrick, onde os realizadores descrevem de maneira bem minunciosa e com exatidão seus protagonistas. Quem mais prendeu minha atenção ao longo do filme foi Paulo (Pedro Cardoso), previamente por ter admiração ao ator e seu trabalho, quanto pela persistência, inteligência e táticas de seu personagem.

A obra se desdobra em assuntos relevantes sobre a memória e história do Brasil, como a luta contra a ditadura militar brasileira, violações dos direitos humanos (como tortura e deaparecimento de pessoas), a falta da liberadade de expressão por meio de repressão e violência do Estado e extrema direita, censura à imprensa, sequestro do embaixador dos Estados Unidos Charles Elbrick, imperialismo estadunidense, a importância e o papel de organizações militantes da esquerda e principalmente, a busca por liberdade e democracia. Podemos perceber esses temas desde a abertura do filme, onde cita "Em 1964 o governo democrático brasileiro é deposto por um golpe de estado militar [...] em dezembro de 1968 a junta militar que governa o Brasil decreta o Ato  Institucional número 5 pondo fim a liberdade de imprensa e todos os direitos do cidadão", manifestações / passeatas com cartazes escrito "Abaixo a ditadura!", cenas de comemorações do primeiro homem pisar na lua, diálogos sobre fazer revolução entre Fernando Gabeira (Pedro Cardoso) e Artur (Eduardo  Moscovis).

A principal cena que e chamou atenção foi a qual um único personagem compra alimentos em grande quantidade, para alimentar o Embaixador sequestrado e seus companheiros, onde levanta suspeita. Ressalva em como "pequenos atos" levantam suspeitas.

Apesar de ser um filme de ação/ drama, as cenas me parecem mais monótonas, com diálogos e discussões em grande parte do tempo, fazendo com que as cenas efetivas de ações sejam menores, gerando uma certa ansiedade para os próximos desdobramentos, trazendo a sensação do filme ser focado apenas no sequestro do embaixador.

Filme de fácil compreensão, bem articulado, válida a proposta, pois traz a memória desse processo, ditadura, que traz a reflexão sobre como são perigosos os avanços, e retrocessos, da extrema direita, além de trazer uma análise sobre o nosso papel individual, refletido no coletivo como cidadãos.  

Conseguimos observar que o grande objetivo do filme é a documenação de um processo histórico e atingir a construção Ideológica, por meio de adesão sentimental e afetiva da coletividade, com os anos dolorosos da ditadura, assim como discutido em sala de aula, a criação das memórias coletivas em eventos marcados por grupos sociais, sempre com coesão, conectando os fatos, formando um processo histórico de longa duração, mesmo que com instabilidades, por exemplo, a existência insistente da repressão policial em espaços segregados, como em favelas e em grupos específicos, como em LGBT+, pessoas pretas pardas e indígenas, além de disseminação dos discursos de ódio em redes sociais e opiniões que fazem referência ao neonazismo, onde não há monitoramento, rompendo a barreira entre "liberdade de expressão" e "crime", tudo com propósito político de manipulação da massa, fazendo com que haja desorganização política e desinformação à população.

No final do filme, após o sequestro bem-sucedido do embaixador pelos militantes das organizações MR-8 e ALN, o governo militar cede às exigências dos sequestradores e libera 15 presos políticos que são enviados ao exílio. O embaixador é então libertado sem ferimentos.

Paulo (Pedro Cardoso) escapa e vai para o exílio. Maria (Fernanda Torres), foge para o exterior.

O filme termina com um tom crítico e reflexivo, mostrando a complexidade da luta contra a ditadura. Larissa Pimentel Demendi (discussão) 03h27min de 26 de agosto de 2025 (UTC)Responder