Educação Aberta/Educação Livre

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Infográfico da plataforma Educação Livre

Dados básicos[editar | editar código-fonte]

1. Nome da plataforma ou serviço: Educação Livre

2. Link: https://www.edulivre.org.br

Resumo[editar | editar código-fonte]

O site Educação Livre, que conta com uma comunidade de aproximadamente 8.643 pessoas (pois o valor aumenta frequentemente), é uma plataforma com atuação nacional de educação online, gratuita e colaborativa, que auxilia os jovens no desenvolvimento de habilidades que proporcionem o crescimento pessoal e profissional. Neste local, o usuário cadastrado também pode contribuir com revisão e envio de conteúdos; e receber ofertas (que vão além do ambiente virtual) de oportunidades de cursos, estágios e empregos que se adéquem ao seu interesse pessoal.

Público alvo[editar | editar código-fonte]

O público-alvo da plataforma está direcionado aos jovens entre 16 e 29 anos de idade, principalmente aqueles que se encontram em situação de desemprego e baixa renda (renda familiar menor que três salários mínimos), e que consequentemente estão em busca de uma qualificação que lhes proporcione melhores oportunidades no mercado de trabalho. Todavia, qualquer um que se interesse por conhecimento pode participar desta comunidade.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

São ofertados cursos estruturados, através de 43 "Trilhas de Aprendizagem", e aprofundamento de conteúdos, por meio de aproximadamente 2.686 vídeos (previamente selecionados e agrupados em categorias). Visando o crescimento pessoal de quem aprende, são oferecidos estudos nas áreas de empreendedorismo, produtividade, postura profissional, inteligência emocional, organização, resolução de problemas, educação financeira e cidadania. Além disso, objetivando ganho profissional, há cursos para revisão de matemática, português, ciências, e artes e cultura, além de reforço em técnicas de estudo e noções de informática.

Organização[editar | editar código-fonte]

Na aba "Quem somos", está posto que quem organiza o site são jovens, educadores e empresários (todos de forma voluntária). No que diz respeito à seção de vídeos dispostos na plataforma, o aprendizado é autodirigido. No entanto, se o usuário optar por percorrer uma "Trilha", a plataforma disponibiliza um estudo com seções de aprendizagem, que podem variar de 2 a 6, dependo do tema escolhido; e ao final, há uma atividade de verificação que testa o nível de aproveitamento do aluno (sendo todas as etapas realizadas de maneira individual). Também é possível pausar, voltar, adiantar e assistir novamente aos vídeos, em caso de dúvida, ou para apenas recapitular o conteúdo.

Os vídeos passados durante a atividade têm o intuito didático de ensinar um novo conhecimento a quem aprende, sem a necessidade do intermédio de um professor neste processo de ensino. A maioria dos vídeos não são produzidos pelo grupo Educação Livre, mas obtidos do YouTube (terceiros), por meio de indicações de outros membros da plataforma. Sendo assim, nem sempre quem emite o conteúdo é professor, ou pessoa com qualificação formal na área a ser trabalhada.

Não há como baixar os vídeos, mas é possível acessá-los na fonte onde foram originalmente postados; algumas "Trilhas" dispõe de material de apoio disponível em (.pdf); e os conteúdos abordados são de caráter introdutório, possuindo baixo nível de complexidade. Não há um espaço destinado para interação entre estudantes, nem mesmo um local onde se possa pedir auxílio na resolução das questões ou no aprendizado das atividades.

Possuindo uma conta no site, caso o indivíduo queira sair da "Trilha" sem finalizar a tarefa, seu progresso fica salvo para que retorne a qualquer momento. O grupo Educação Livre também possui um contato, que por WhatsApp, envia conteúdos e informações úteis sobre oportunidades de emprego, estágios, cursos presenciais, eventos e mensagens de encorajamento sobre o desempenho de quem se propõe a aprender na plataforma (este contato é disponibilizado no momento do cadastro no site, não sendo obrigatório aceitar a proposta).

O site também possui uma aba, denominada "Oportunidades", onde são oferecidas possibilidades de emprego, estágio e cursos (fora do site) disponíveis na região onde o jovem reside; sendo esta área restrita a quem possui cadastro e somente aberta para a visualização para quem não possui cadastro no site. Ao clicar na oportunidade de emprego, aparecem requisitos para a vaga que se articulam com as “Trilhas” da plataforma, com o objetivo de capacitar o jovem para um melhor desempenho no momento da entrevista (procedimento que não faz parte do processo de seleção).

São descritos neste espaço: o tipo profissional adequado para a vaga e as respectivas quantidades disponíveis; remuneração e benefícios; atividades a serem desempenhadas; local e horário de trabalho; e o período de inscrição. Há confidencialidade com relação à empresa que está ofertando o emprego ou estágio, e a plataforma coloca como pré-requisito para concorrer à vaga, a conclusão de algumas lições.

Tempo[editar | editar código-fonte]

A plataforma visa uma educação livre, portanto o aluno possui total liberdade para ministrar seus estudos até onde ele enxergar que já lhe foi suficiente, sendo assim, a plataforma não dita um tempo máximo para a realização dos cursos por ela disponibilizados. O aluno é responsável pelo tempo que ele irá levar, tendo independência para acessar quantas vezes quiser os conteúdos e adquirir o máximo de conhecimento possível.

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Os materiais presentes no site, em sua maioria, são vídeos de diversos autores (terceiros), vinculados ao YouTube. Entretanto, parte dos vídeos, apesar de estarem na mesma plataforma do Google, são de autoria do grupo Educação Livre, em parceria com a Cia de comédia Setebelos. Este tipo de metodologia de aprendizagem não é formalmente reconhecido pelo Ministério da Educação do Brasil (MEC), e desta forma, não há certificação após a conclusão dos cursos oferecidos de maneira online pela plataforma. No entanto, o que se aprende no site, pode ser utilizado no currículo do jovem na seção de "aptidões e competências".

Sustentabilidade[editar | editar código-fonte]

Os principais mantenedores da plataforma Educação Livre são: a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO); o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); o Fundo Multilateral de Investimentos do Grupo BID (FUMIN); e o Serviço Social da Indústria (SESI). Além destas instituições, há parcerias com o Serviço Social da Indústria (SENAI), o Banco Votorantim, os grupos empresariais Alpargatas e Brasal, e por fim, a Associação Brasileira de Recursos Humanos de Pernambuco (ABRH-PE).

Contudo, a plataforma resume-se a um projeto sem fins lucrativos, visto que não há no site nenhuma menção sobre pagamento e todos os materiais disponibilizados são gratuitos. A intenção dos responsáveis pela iniciativa, é que o jovem possa, dentro do site Educação Livre, aprender e receber oportunidades que não lhe gerem custos.

Abertura[editar | editar código-fonte]

Para navegar e utilizar as "Trilhas" e "Oportunidades", é necessário fazer cadastro no site, disponibilizando nome completo, e-mail e número de telefone; além de criar uma senha para o acesso. Já a aba "Vídeos", tem acesso parcialmente livre, sendo vedada apenas a opção de comentário. Algumas "Trilhas" possuem materiais que podem ser baixados, mas os vídeos que fazem parte da aula, podem somente ser compartilhados. A plataforma disponibiliza a opção de compartilhamento pelo Facebook, mas como o vídeo possui as configurações do YouTube, é possível compartilhar também de outras formas.

Análise[editar | editar código-fonte]

A plataforma se destaca por promover através de parcerias, ofertas de vagas de emprego e estágio. Já no que diz respeito à contribuição para o acesso a uma educação de qualidade, evidencia-se a preocupação com a capacitação dos jovens (principalmente daqueles que estão com dificuldades financeiras) para o mercado de trabalho.

A maior limitação da plataforma é não gerar nenhum tipo de certificado que possa ser incorporado como "formação" no currículo de quem aprende; e, no caso de estudantes universitários, não ter a possibilidade de adquirir horas complementares. Fora isso, outros pontos negativos são a falta de interação com outros estudantes e a falta de apoio pedagógico (não há meio de comunicação com professores, tutores, etc).

Desta forma, a plataforma Educação Livre é mais apropriada para estudantes do terceiro ano do Ensino Médio (que se interessem pelo programa Jovem Aprendiz), ou para aqueles que já concluíram todas as etapas do ensino básico, mas não tiveram oportunidade de avançar nos estudos, tendo como única opção o ingresso no mercado de trabalho.

Com relação aos modelos tradicionais de EaD, o projeto analisado se assemelha aos novos modelos de educação, como os Ambientes Pessoais de Aprendizagem (Personal Learning Environments), onde o estudante aprende o que lhe convém, sem a necessidade de um currículo a seguir e uma instituição a coordenar suas atividades.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Gabriela Cunha Miguel

Anna Clara Barros Alves