Educação Aberta/RexLAB

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Infográfico da plataforma RexLab

Dados Básicos[editar | editar código-fonte]

Experimentação Remota

RexLab Link : https://rexlab.ufsc.br/

Resumo[editar | editar código-fonte]

Segundo o site da própria UFSC (https://rexlab.ufsc.br/about/). Surgiu em 1997 o RExLab, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que conta atualmente com uma rede de 12 Universidades (RexNet) em 5 diferentes países. Um de seus objetivos é atender a necessidade de apropriação social da ciência e da tecnologia, popularizando conhecimentos científicos e tecnológicos, estimulando os jovens a inserirem-se nas carreiras científico-tecnológicas e buscar iniciativas que integrem a educação científica ao processo educacional promovendo a melhoria devido à atualização/modernização do ensino em todos os seus níveis, enfatizando ações e atividades que valorizem e estimulem a criatividade, a experimentação e a interdisciplinaridade.

Público alvo[editar | editar código-fonte]

Estudantes de ensino médio e superior interessados em robótica, física, biologia e afins, além de professores e cursos com o objetivo de usar meios um pouco mais didáticos e lúdicos para evoluírem na sua construção de conhecimento ensino-aprendizagem.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

A plataforma disponibiliza 14 experimentos remotos (há mais, porém nem todos estão em funcionamento completo) divididos em 3 áreas de conhecimento: física, biologia e robótica. Esses experimentos, no geral, podem ser usados para complementar o ensino regular do ensino médio. Um projeto do próprio Rexlab, Gt-mre(http://gt-mre.ufsc.br/index.php) oferece mini cursos completamente online que utilizam esses experimentos para ajudar na compreensão dos tópicos.

Organização[editar | editar código-fonte]

A plataforma do Rexlab não oferece nenhum recurso para organização dos usuários. Cada visitante deve agendar o laboratio e apenas ele pode ver o experimento. Por exemplo, quando optamos ver o experimento do Painel Elétrico CC (http://relle.ufsc.br/labs/1) que visa o estudo das associações em série, paralela e mista em redes de correntes contínuas, é possível ver um painel na própria UFSC que responde aos comandos da pessoa interessada a longa distância e em tempo real, possibilitando uma maior interatividade com o conteúdo. Já na plataforma do Gt-mre(http://gt-mre.ufsc.br/index.php) os usuários têm acessos a fóruns de discussão, mensagens e turmas para os inscritos em cada curso.

Tempo[editar | editar código-fonte]

Como apenas um usuário pode interagir com o experimento de cada vez, é possível marcar uma data e horário para se usar o equipamento. Caso não haja ninguém utilizando a experiência pode-se acessá-la imediatamente. Cada sessão dura entre 5 e 40 minutos, dependendo da complexidade e interatividade do experimento remoto. Mesmo que não haja nenhuma outra pessoa na fila, ao final do tempo destinado para sessão o experimento é encerrado.

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

O RexLab não disponibiliza nenhuma ferramenta de avaliação ou certificação aos usuários. Projetos e cursos que eventualmente utilizam os recursos do RexLab podem ou não certificar seus usuários de acordo com suas capacidades. O projeto gt-mre(http://gt-mre.ufsc.br/index.php) disponibiliza questionários para avaliar os cursos que utilizam os experimentos do RexLab, mas não oferece certificação.

Sustentabilidade[editar | editar código-fonte]

É um projeto totalmente grátis para quem o utiliza, tendo sido iniciado pela Universidade Federal de Santa Catarina e não tem fins lucrativos. Mantém parceiros nacionais e internacionais que são instituições de ensino, como faculdades, colégios e institutos relacionados com tecnologia, educação à distância,pesquisa laboratorial entre outros. São apoiados pela Capes, CNPq, FAPESC, frida, RNP e Erasmus.

Abertura[editar | editar código-fonte]

Para utilizar o site, não é preciso de conta. Qualquer pessoa tem acesso a todo o conteúdo disponível online. É possível ver e manipular as experiências porem não há como gravar o vídeo exibido ou algum meio de compartilhar a simulação ocorrida. Comentários que aparecem ao final da página de cada experimento são possíveis utilizando a mídia social.

Análise[editar | editar código-fonte]

O grande diferencial desse projeto é a possibilidade do indivíduo conseguir aplicar seus conhecimentos usando meios tecnológicos e ver, na medida do possível, a prática do seu conhecimento adquirido. Além disso o Rexlab possibilita uma experiência de laboratório negada a uma grande parcela dos estudantes do ensino básico no Brasil.

Os experimentos remotos se mostram como uma alternativa moderna para contornar as clássicas dificuldades de aulas de laboratório. Algumas dessas dificuldades são: a obrigação da presença física dos alunos no laboratório; eventuais danos aos equipamentos provocados por mal uso; a necessidade de vários conjuntos de equipamentos, já que toda uma turma precisa fazer o experimento ao mesmo tempo. Entretanto, para alguns experimentos remotos disponibilizados pelo RexLab há simuladores computacionais que são totalmente digitais. Esses simuladores se mostram tão eficientes quanto os experimentos remotos e não apresentam a necessidade de marcar um horário para utilizá-los. A plataforma oferece um recurso que deve ser utilizado em conjunto com outras ferramentas didáticas, como aulas convencionais, ou cursos online. Sozinhos, os laboratórios remotos se mostram mais como uma curiosidade do que uma maneira eficaz de se apropriar do conhecimento. Entretanto, um dos projetos do próprio laboratório, Gt-mre, traz ótimos cursos que utilizam os experimentos remotos e outras ferramentas tecnológicas para ajudar os usuários a atingir os objetivos dos cursos. Pensando em grande parte para atender estudantes do ensino médio e de universidades, o projeto distingue-se por traçar um caminho mais ousado na educação a distância, possibilitando interagir com objetos físicos a longa distância. De fato, faz-se necessário a expansão dessa ideia para que se melhore o ensino de ciências em locais sem acesso a laboratórios convencionais.

O site não tem meios de se compartilhar os experimentos feitos e também não disponibiliza um local onde os acessantes possam discutir ou interagir de maneira organizada sobre os experimentos realizados, apenas um local para deixar comentários associados a uma conta de facebook.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Vinícius Campos Queiroz

Sarah Goulart

Matheus da Costa Pedreira

Gabriel Ferreira Aguiar