Epilepsia

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Epilepsia[editar | editar código-fonte]

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que podem ser causadas por qualquer tipo de lesão no cérebro – de um tumor ou um derrame a um problema congênito ou um trauma, pode também ser genético ou haver um defeito na codificação de canais iônicos (sódio, potássio, receptores GABAa ou nos receptores nicotínicos da acetilcolina). Durante alguns minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos (um descompasso elétrico nos circuitos cerebrais), que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Os distúrbios podem ser parciais atingindo apenas uma parte do cérebro ou generalizados (tônico clônicas) onde atingem todo o cérebro. Aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo sofrem de epilepsia, considerada a segunda causa mais frequente de distúrbio neurológico em adultos jovens. Na maioria das vezes, as crises epiléticas não danificam os neurônios. Em 3% dos casos, porém, os ataques têm duração superior à meia hora ou ocorrem um atrás do outro. Nessas situações, há o risco de perda de neurônios e, assim, do surgimento de sequelas.


Sintomas[editar | editar código-fonte]

A pessoa pode apenas apresenta-se "desligada" por alguns instantes; o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados, podendo também perder a consciência e cair, os membros ficam rígidos e começa a debater-se com movimentos rítmicos, já que os músculos se contraem e relaxam repetidas vezes, pois o comando central no cérebro está desorganizado. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória.

Um novo tratamento para a epilepsia[editar | editar código-fonte]

Veneno de aranha contra epilepsia[editar | editar código-fonte]

Ao estudar as toxinas desses organismos para conhecer melhor como elas agem, os cientistas estão descobrindo compostos que podem ser tornar potenciais medicamentos para o tratamento de doenças encefálicas, como a epilepsia. De acordo com o professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estima-se que, das 38 mil espécies de aranha existentes no mundo, cerca de 500 tenham potencial para compostos com alguma atividade biológica, como inibir a transmissão neuromuscular - as sinapses, pelas quais os sinais eletroquímicos são transmitidos de neurônio para neurônio.

As moléculas do veneno[editar | editar código-fonte]

Ao estudar, ao logo de anos, as diversas moléculas que compõem o veneno de uma espécie de aranha comum na América do Sul, a Parawixia bistrata, o professor da USP de Ribeirão Preto, Wagner Ferreira dos Santos, descobriu duas moléculas bastante promissoras para o desenvolvimento de uma nova droga para o tratamento da doença que provoque menos efeitos colaterais nos pacientes do que as existentes no mercado. Já testadas em ratos, as moléculas, denominadas Parawixia 1 e FrPbAII, apresentaram efeitos anticonvulsivos, neuroprotetores e antiansiolíticos, ou seja, inibiram as convulsões que caracterizam a doença, protegeram os neurônios de lesões e diminuíram a ansiedade, que costuma preceder os ataques epiléticos.

As moléculas não curam a doença, mas possibilitam controlar o alastramento da lesão dos neurônios provocada por ela

Veneno sintético[editar | editar código-fonte]

Na tentativa de fazer com que as moléculas da aranha Parawixia bistrata que descobriu possam despertar o interesse de alguma indústria farmacêutica brasileira ou multinacional, o biólogo Wagner Ferreira dos Santos pretende desenvolver modelos sintéticos dos dois compostos e patenteá-los no exterior.

Referências[editar | editar código-fonte]

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=veneno-aranha-virar-remedio-contra-epilepsia&id=5538 http://www.epilepsia.org.br/site/epilepsia.php http://veja.abril.com.br/140410/tempestade-cerebral-sob-controle-p-126.shtml http://www.scielo.br/pdf/anp/v61n4/a32v61n4.pdf