História da Educação para as Licenciaturas

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Ementa[editar | editar código-fonte]

Síntese histórica da volução da educação desde às sociedades primitivas até o século XX, dentro do contexto sócio-cultural de cada época. Objetivos, significados e conteúdos das instituições educacionais da Antiguidade Clássica, Idade Média, Renascimento, Séculos XVIII e XIX. O 'progresso' educacional do século XX, tendências da educação contemporânea e suas

objetivos[editar | editar código-fonte]

Geral[editar | editar código-fonte]

Subsidiar uma prática pedagógica fundamentada, coerente e eficaz no atual contexto brasileiro, por meio da compreensão da inter-relação existente entre os processos de desenvolvimento da educação no âmbito mundial e os (des)caminhos da educação brasileira.

Específicos[editar | editar código-fonte]

- Compreender a História, conceito e sua relação com a educação,Identificar a importância da História da Educação para a compreensão da organização escolar no mundo, dos primórdios à atualidade;

- Definir as perspectivas teóricas e práticas da história da educação, possibilitar o entendimento de que a educação e o contexto histórico formam uma unidade dialética, seja no âmbito teórico seja na prática, posto que estas são interdependentes entre si;

- Estudo analítico do processo educativo com ênfase no contexto dinâmico e complexo no qual estas práticas estão inseridas:Destacar os aspectos essenciais da educação nos diversos períodos;

- Entender as inter-relações entre elementos da História Geral, História Geral da Educação, História do Brasil e História da Educação no Brasil:Situar a educação de cada período histórico em seu contexto sócio-econômico;

- Proporcionar uma reflexão crítica da educação ao longo de sua história;

- Atentar para a inter-relação existente entre o processo educacional seja ele europeu ou norte americano e sua interferência nos (des)caminhos da educação brasileira, e

- Analisar criticamente a educação contemporânea, propondo alternativas.

Justificativa[editar | editar código-fonte]

Compreender os diferentes processos de desenvolvimento da educação geral e sua articulação com a realidade brasileira possibilitará ao professor (licenciatura) em formação a compreensão articulada e coerente dos processos educacionais do passado e suas possíveis, mas não exclusivas, relações com a realidade na qual ele está inserido, já que se entende que o indivíduo é um sujeito histórico, que por sua práxis produz a realidade e também é produzido por ela.

Conteúdo Programático[editar | editar código-fonte]

PRELIMINARES[editar | editar código-fonte]

A evolução dos processos educacionais como um aspecto da história da cultura. Fontes relevantes para a pesquisa e estudo da história da educação. Seleção dos fatos educativos. Valor dos estudos da história da educação.

A EDUCACAO NAS SOCIEDADES PRÉ-LETRADAS[editar | editar código-fonte]

A educação nas sociedades pré-letradas: a educação como processo co-natural ao homem; a intenção educativa dos povos pré-letrados: caráter assistemático da educação.

A EDUCACAO NA ANTIGUIDADE CLASSICA GRÉCIA[editar | editar código-fonte]

Grécia[editar | editar código-fonte]

A educação na antiguidade clássica da Grécia: as origens homéricas da educação clássica; os ideais educativos espartanos e atenienses; os sofistas e as lideranças democráticas; Sócrates educador; a república e os ideais pedagógicos de Platão; o cosmopolitismo da educação helenística;

Roma[editar | editar código-fonte]

Os ideais primitivos da educação romana, a influência grega, Quintiliano e a formação do orador, a pedagogia do cristianismo.

A EDUCACAO MEDIEVAL[editar | editar código-fonte]

A patrística e sua contribuição para a pedagogia; princípios e diretrizes da pedagogia escolástica; o surgimento e a evolução das universidades; a educação cavalheiresca: disciplina social.

A EDUCACAO MODERNA[editar | editar código-fonte]

Renascença e o humanismo pedagógico; a reforma educacional protestante e a contra-reforma; a sociedade de Jesus e o "radio Studiorum".

A PEDAGOGIA REALISTA DO SECULO XVII[editar | editar código-fonte]

A pedagogia realista do século XVII - a nova didática: o racionalismo de Descartes; o empirismo inglês. Locke.

O SECULO XVIII: O ILUMINISMO E SUAS RELACOES COM A EDUCACAO[editar | editar código-fonte]

O iluminismo e suas relações com a educação; o conceito do iluminismo; a enciclopédia; a "resolução Coperniciana" na educação; Rousseau e o naturalismo pedagógico: "Emilio"; a revolução francesa e a educação nacional.

AS REALIZACOES EDUCATIVAS E SISTEMATIZACOES PEDAGOGICAS DO SECULO XIX[editar | editar código-fonte]

Pestalozzi e o neo-humanismo social; o intelectualismo pedagógico de Herbert froebel e os jardins de infância; Spencer e o cientificismo pedagógico.

A EDUCACAO NO SECULO XX: A EXPERIMENTACAO PEDAGOGICA DA ATUALIDADE[editar | editar código-fonte]

O método Montessori; os grandes teóricos da pedagogia ativista: J. Dewey e J. Piaget.

TENDENCIAS DA EDUCACAO CONTEMPORANEA[editar | editar código-fonte]

Principais tendências e os organismos internacionais; perspectivas para a escola do futuro. Educação Contemporânea

No século XX surgiram vários movimentos, experiências e teorias educacionais destinadas a renovar os métodos da escola tradicional. Assim, a herança dos conhecimentos pedagógicos do século XIX permitiu que se chegasse no século XX a um conceito bem mais pragmático da educação.

A Nova Escola e a Escola Ativa:

A chamada "escola nova" abarcou várias correntes pedagógicas. Reagindo contra a organização tradicional do ensino em compartimentos estanques, o médico e educador belga Ovide Decroly criou o método globalizador, que se concentrava no princípio do interesse da criança. Já o francês Célestin Freinet valorizou o ensino baseado em métodos ativos e no trabalho de equipe como meio de formação do educando, centralizando as atividades escolares em torno do uso da imprensa na escola.

A partir do princípio de que o ensino simultâneo não levava em conta as diversas aptidões e tipos de inteligência dos alunos, procurou-se estabelecer a "diferenciação pedagógica" em graus e ciclos sucessivos, da qual já se havia cogitado anteriormente. Nesse sentido, o psicólogo suíço Edouard Claparède, que deu a seu método a denominação de "educação funcional", criou o "sistema de grupos móveis". Desse sistema, a pedagogia passou à individualização do aprendizado, no que sobressaiu o trabalho da italiana Maria Montessori, baseado no princípio da auto-educação. Na América Latina, Lorenzo Luzuriaga, Lourenço Filho e Anísio Teixeira foram os grandes pedagogos da escola ativa.

Educação em Liberdade:

O inglês Alexander S. Neill, em sua escola de Summerhill, pôs em prática a educação em liberdade. Aboliu a hierarquia professor-aluno e, portanto, a relação de autoridade na experiência pedagógica, encaminhando a criança à auto-educação, de acordo com seu ritmo individual de desenvolvimento.

O suíço Jean Piaget destacou-se entre os educadores que preconizaram o respeito à liberdade e à individualidade da criança, defendendo um sistema educativo menos diretivo, menos autoritário e uniforme. Piaget procurou demonstrar que a educação devia ajustar-se às leis e etapas do desenvolvimento psicológico da criança.

Educação Socialista:

Só no século XX foi elaborada uma doutrina marxista para a educação. A maior figura da pedagogia marxista foi o soviético Anton Semenovitch Makarenko, que criou as "escolas da comunidade". Outros pensadores de orientação marxista, como o francês Louis Althusser, analisaram o papel da escola tradicional que, ao inculcar no educando o sistema de valores das classes sociais dominantes, seria responsável pela perpetuação das desigualdades sociais.

Na União Soviética, após a morte de Stalin, em 1953, as mudanças na política oficial afetaram diretamente a escola. A idéia central passou a ser o estreitamento dos laços entre a escola e a vida, em todos os níveis. Reviveu a idéia da educação politécnica, mas no sentido de preparar estudantes secundários para o trabalho especializado na indústria e na agricultura. Essa orientação, que vigorou no período do governo de Nikita Khrutchev, foi substituída por uma política de universalização da educação secundária, com ênfase na criação de escolas secundárias técnicas. No entanto, os ganhos quantitativos dessa política não tiveram correspondência na melhoria da qualidade de ensino.

Na China, desde a revolução comunista até à morte de Mao Zedong (Mao Tsé-tung), em 1976, a educação teve como tônica a doutrinação ideológica em todos os campos e níveis, que ocupou, por lei, dez por cento do currículo escolar. O novo governo deslocou a ênfase para a modernização, principal bandeira do regime pós-Mao. Todo o esforço educacional passou a ser dirigido no sentido das "quatro modernizações" (indústria, agricultura, defesa nacional e ciência e tecnologia).

Educação Liberadora:

Para o brasileiro Paulo Freire o objetivo da educação deveria ser a liberação do oprimido, que lhe daria meios de transformar a realidade social a sua volta mediante a "conscientização" (conhecimento crítico do mundo). No período 1958-1964 no Brasil e depois de 1964 no Chile, Paulo Freire pôs em prática, com bons resultados, seu método de alfabetização de adultos. A eficácia e a validade do método estribam-se no fato de partir da realidade do alfabetizando, do seu universo, do valor pragmático das coisas e fatos de sua vida cotidiana, de suas situações existenciais. Obedece às normas metodológicas e lingüísticas, mas vai além delas, ao desafiar o homem ou a mulher que se alfabetizam a se apropriarem do código escrito com vistas a sua politização. O trabalho de Paulo Freire pode ser visto não apenas como um método de alfabetização, mas como um processo de conscientização, por levar em conta a natureza política da educação.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Básica[editar | editar código-fonte]

  • ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1996.
  • PONCE, Aníbal. Educação e Luta de Classes. 11. ed. São Paulo: Cortez: Autores Associados,1991.
  • LUZURIAGA, L. SAO PAULO 4a. EDICAO. HISTORIA DA EDUCACAO E DA PEDAGOGIA ED. NACIONAL 1969
  • LEIF, J. E RUSTIN, E. SAO PAULO. PEDAGOGIA GERAL DO ESTUDO DAS DOUTRINAS PEDAGOGICAS ED. NACIONAL 1960.
  • JAEGER, W. SAO PAULO PAIDEIA ED. HERDER S/D.
  • PLATAO SAO PAULO A REPUBLICA ED. HEMUS 1970.
  • MAQUIAVEL, N. SAO PAULO O PRINCIPE ED. HEMUS 1977.
  • ROUSSEAU, J. J. SAO PAULO 3a. EDICAO EMILIO OU DA EDUCACAO ED. DIFEL 1979.
  • DEWEY, J. SAO PAULO DEMOCRACIA E EDUCACAO ED. NACIONAL 1979.
  • DEWEY, J. SAO PAULO 4a. EDICAO DEMOCRACIA E EDUCACAO ED. NACIONAL 1979.
  • MARROU, H. I. SAO PAULO HISTORIA DA EDUCACAO NA ANTIGUIDADE ED. HERDE 1957.
  • RICH, J. M. RIO DE JANEIRO BASES HUMANISTICAS DA EDUCACAO ED. ZAHAR 1975
  • HUBERT, R. SAO PAULO HISTORIA DA PEDAGOGIA ED. NACIONAL 1979.
  • MORENO, J. M. MADRID HISTORIA DE LA EDUCACION ED. PARANINFO 1974.

Complementar[editar | editar código-fonte]

  • BORGES, Vavy Pacheco. O que é História. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.
  • GADOTTI, Moacir. História das Idéias Pedagógicas. 8. ed. São Paulo: Ática, 2004.
  • ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da Educação no Brasil (1930/1973). 29. ed. Petrópolis:

Vozes, 2005.