EaD-FE-UnB/Inovação e conhecimento nas cidades-floresta: a experiência da EaD em uma universidade amazônica - Grupo 2

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Resumo do Trabalho[editar | editar código-fonte]

O texto “Inovações e conhecimentos nas cidades-floresta: a experiências da EaD em uma universidade amazônica" trata de projeto com EaD da Universidade do Pará voltado para formação de docentes. Essa iniciativa surgiu ao ser identificado que a população por fazer parte de uma região cidade-floresta não estava tendo acesso a educação. Cidade-floresta se caracteriza pelas cidades que são isoladas por ausência de estradas, florestas que envolve o verde das matas e os rios. Nos anos 80, ao inicio do projeto de formação docente, 60% da população do Pará estava situada no interior. E apenas 1% do docentes possuíam ensino superior. E desde então o projeto da UFPA vem ofertando EaD em busca de mudar essas fragmentação da educação.

Apresentação do trabalho[editar | editar código-fonte]

O Estado do Pará se encontrava em uma situação onde as demandas educacionais dos 144 municípios não conseguiam ser supridas pelo ensino tradicional, então, é enxergado pela UFPA a necessidade de ampliar a sua oferta de cursos tanto de graduação, quanto de pós-graduação, a partir desta questão viu-se a necessidade de implementar a Educação a Distância.

Em 1993 o projeto de EaD veio como Implementação de Interiorização (Resolução n° 1.355/1986) voltada para formação de recursos humanos. Os cursos eram voltados para formação de docentes da educação básica, pois foi feito uma pesquisa e constatado que somente 1% dos professores que davam aula no ensino fundamental e médio, tinham ensino superior. E em 1996 com apoio do Reitor da Universidade surgiu a Comissão de Implantação do Programa de Educação. Neste ano, as experiências com EaD já eram grandes no Brasil e, com base nisso a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional legitimou EaD nos processos educativos. Voltando a realidade da UFPA, o texto apresenta que a dificuldades existiram, perante as estruturas físicas, verbas, tecnologias, comunicação e, também com a cultura da educação presencial, mas ainda sim os trabalhos contribuíram para formação de inúmeros docentes.

Assim sendo, a UFPA teve momentos de apoio financeiro do Governo, da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e, apoio com estrutura física do PLANEAR. Ao chegar em 2009, esse projeto já estava com um perfil diferente mais amplo, sendo modalidade institucionalizada e, vinculado ao gabinete da reitoria da UFPA. O objetivo da assessoria esteve totalmente voltado para os trabalhos com EaD. Assim sendo, surgiu o estabelecimento de políticas públicas como, por exemplo, a Universidade Virtual Pública do Brasil (UniRede) e a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Nessa linha, a UFPA passou a ofertar formação em Matemática em EaD, essa oferta surgiu apresentando grandes desafios, por ser um curso que trata de uma área do conhecimento que até presencialmente é conhecido por levantamentos de muitas dúvidas e dificuldades.

No presente, a AEDi na UFPA, oferta cursos livres, de graduações e de especializações em Belém e em municípios paraenses. Ao decorrer do tempo, esse projeto veio sendo reconhecido como um pilar para democratização do ensino, isso devido suas contribuições na educação no Norte do Brasil.

Vale ressaltar, que o texto também faz uma discussão a respeito das ações e inovações que o AEDi na UFPA vem oferecendo a comunidade Norte do Brasil. Considerando que inovação não é um produto, mas sim aos processos de consolidação de ideias. Essas, que segundo Fainholc (2009,243), remetem a investigação e desenvolvimento; Interação social; Soluções de problemas e; Ciclo de resolução de problemas. O ponto principal é reconhecer que a educação não pode se dissociar das inovações e criatividades, os novos modelos e mudanças nos ambientes de aprendizagem colaboram com os processos de desenvolvimento humano. Apesar de haver paradigmas tecnológicos a ideia é compreender as esferas sociais atendendo as demandas e propondo soluções à possíveis problemas, e por isso EaD se configura em transdisciplinaridade.

Conclusão do trabalho[editar | editar código-fonte]

O papel da educação a distância é inovar e construir um modo de trabalho que abrangente para as inúmeras situações diferenciadas com que se deparam.As diferentes velocidades de conexão e maneiras de se apreender são apenas algumas das investigações sendo realizadas pelos profissionais desta área.Tomando como exemplo o estado do pará  encontramos um número de professores do ensino fundamental sem curso superior que precisam de acesso a uma educação digna.Esta é feita  partir de um forte envolvimento dos desenvolvedores do projeto com a cultura e especificidades regionais de cada região assim como a utilização de aparatos tecnológicos e plataformas digitais.

O termo cidades-florestas foi utilizado para expressar a realidade de Marajoara porêm pode ser aplicado a inúmeras cidades em situação similar inclusive com maior número de habitantes.Umas das abordagens mais utilizadas é a interdiciplinaridade, este movimento inovador é uma ótima ferramenta de ensino-aprendizagem para a educação a distância que parte de uma visão menos fragmentadora do conhecimento que unifica saberes e epistemologias diferentes justamente como a grande diversidade de culturas e saberes que a EaD consegue abarcar.

Disciplinas e cursos a distância ofertados pelas universidades tais como  o projeto newton ou a UFPA nos transportam automaticamente para o campo da interdisciplinaridade por que para existirem necessitam a junção de inúmeros campos de conhecimento.Tendo em vista todo este aparato para se formalizar um curso a distância percebemos a importância de trabalhos como estes e seu impacto na sociedade brasileira, um ambiente ainda aberto a inúmeras inovações de métodos de ensino-aprendizagem e sempre em busca de uma forma de comunicação mais abrangente e  equitativa ou seja uma maior competência comunicativa.

Análise[editar | editar código-fonte]

O texto conclui com seu propósito de mostrar o desenvolvimento do Ensino a Distância na UFPA, sendo ela quem inicia todo o desenvolvimento da EaD no Brasil, visto que a região do Pará sofria com questões como as demandas educacionais e poucos profissionais qualificados dando aula para turmas de ensino médio, assim, abrindo oportunidade de aprendizado onde antes não era possível, fazendo também melhorar a questão socioeconômica dessas regiões afetadas. O ensino EaD, atualmente não está atuando somente no estado do Pará, como também em outras regiões do Brasil, por ter sido enxergado como uma estratégia para alcançar o grupo de pessoas que não possuem mobilidade e não podem arcar com um curso presencial, sendo uma forma de ampliar o ensino-aprendizagem.

É necessário entender que EaD ainda é um conceito novo, visto que começou a ser estudado nos anos 80, portanto, é um ensino que ainda precisa ser bastante analisado, mas que agrega muito positivamente quando aplicado corretamente, porém, existem grupos que não apoiam esse tipo de ensino, por verem ele não sendo aplicado da forma correta, onde o aprendizado proposto não ocorre por negligencia dos formuladores das plataformas onde os alunos estudam, por vezes o material didático disponibilizado não sendo de qualidade ou porque, os professores responsáveis não sabem trabalhar da forma correta com este tipo de ensino, entre outros motivos.

É de grande importância pontuar as problemáticas que surgem com esse ensino, para assim, ele se melhor desenvolvido, mas é fato que ele pode agregar significativamente por trazer oportunidade para aqueles que teriam dificuldade em acessar o ensino presencial, sendo muito procurado por pessoas que buscam fazer mestrado e doutorado, pois esse grupo de pessoas já devem possuir um emprego e uma família para gerir, dificultando o estimulo para ingressar em uma universidade presencial.

Crítica[editar | editar código-fonte]

O texto por si, se torna bastante chamativo por conta do seu título, dando uma ideia que seria tocado bastante o tema sobre a floresta amazônica, levando o leitor a crer que haveria alguma ligação com os povos indígenas, ou questões ligadas a outros tipos de dificuldades por estar exposto o nome da floresta amazônica, mas o texto é bastante centrado no desenvolvimento que a UFPA faz para suprir as demandas educacionais, juntamente com a história do aprimoramento da EaD no Brasil, se tornando inicialmente um pouco frustante ao leitor, porém, o texto consegue ser bastante rico em seus elementos de informação, assim, aguçando a curiosidade do leitor para o tema tratado.

O texto é bastante explicativo, trazendo informações fáceis de serem entendidas, expondo de forma clara as dificuldades da região do Pará, fazendo o leitor ter um pensamento crítico a partir da ideia da necessidade da EaD. Entendo que por muitos não viverem em regiões do Norte do Brasil não possuam uma percepção desenvolvida a partir da necessidade dessas regiões buscarem novas formas para desenvolver uma educação o mais democrática possível, assim, o texto conseguiu assumir o papel de conscientização, por trazer elementos que não são vistos em outras regiões do Brasil, fazendo o leitor se chocar com as informações dadas pelo texto.

Enxerguei que o texto fez um papel de mostrar o quanto a EaD pode favorecer as pessoas mas que ela precisa ser feita corretamente. Quando é mostrado todo o percurso que o ensino EaD passou, é ressaltado as preocupações a esse tipo de ensino e a finalidade a ela dirigida, onde ele é visto como a melhor estratégia para a democratização do ensino superior, pelo menos do Norte do Brasil.