Introdução à Telefonia por IP utilizando Asterisk/Telefonia Analógica

Fonte: Wikiversidade
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa



Telefonia Analógica[editar | editar código-fonte]

A telefonia analógica se baseia na transmissão do sinal de voz sem forma de codificação. As alterações de amplitude da voz são interpretadas como vários níveis de tensão, e não apenas como dois níveis, como é o caso da codificação digital. Isso faz com que a transmissão analógica seja consideravelmente mais lenta e menos segura do que a digital, visto que tem por princípio de funcionamento a transmissão integral do sinal emitido, gerando atraso na transmissão pela quantidade de informação emitida, sendo mais susceptível a interferências externas, como por exemplo, interceptações via escutas telefônicas, enquanto a segunda trabalha apenas com dois níveis de amostra de tensão, o que dificulta a ocorrência de perda do sinal.

Inicialmente a comunicação se baseava na ligação entre dois terminais apenas, mas com a necessidade de haver comunicação entre vários usuários, foram criadas as centrais telefônicas. As centrais telefônicas são equipamentos que tem por finalidade fazer o papel de "ponte" entre usuários dos serviços de telefonia. Basicamente, baseiam-se no atendimento, recepção de informação, processamento das informações, teste de disponibilidade da linha, interconexão, alertas, supervisão e envio de informação. Anteriormente as centrais eram manuais, onde haviam telefonistas que faziam a interligação entre dois usuários, conectando as linhas dos mesmos, quando assim eram solicitados. Após o fim da ligação, voltavam-se novamente os conectores de linha de cada usuário, para que fosse possível utilizar a linha telefônica novamente. Depois de um tempo, foram implementadas centrais telefônicas que fariam por si próprias o trabalho de comutação entre usuários, ainda de forma analógica, até o ponto em que a transmissão de dados de voz se deu por forma de Telefonia Digital.

Telefonia Analógica sem fio[editar | editar código-fonte]

Desde 1984, telefones sem fio nos Estados Unidos tem operado em dez pares de frequência nas bandas 46.6-47.0 MHz (transmissão da base) e 49.6-50.0 MHz (transmissão do aparato de mão).

A banda de emissão permitida é de 20kHz, e a potência irradiada efetiva (ERP) é bastante baixa, da ordem de 20 W (comparado aos 10mW dos outros sistemas de telefonia sem fio). Modulação em frequência é utilizada para o sinal de voz, e codificação digital é requerida para os sinais de controle pelo FCC. Atualmente houve a disponibilidade de telefones sem fio digitais de maior potência utilizando a faixa ISM, mas mesmo assim a popularidade dos telefones sem fio analoógicos de 49 MHz continua.

Devido a grande base deste dispositivos, os dez pares de canais se tornaram inadequados, particularmente em áreas densas. Em agosto de 1992, o TIA peticionou o FCC para fazer 15 pares adicionais perto de 44 MHz (transmissão da base) e de 49 MHz (transmissão do aparato de mão) disponível para telefones sem fio. Uma novo regulamento sobre as novas frequências é esperada.

Os primeiros telefones sem fio foram importados para a Europa pelo leste e pelos Estados Unidos. Em grande parte da Europa, o uso destes telefones era proibído. No Reino Unido, um padrão bastante similar ao originalmente utilizado nos Estados Unidos foi introduzido (MPT 1332) para oferecer uma alternativa às importações ilegais. Este padrão somente referido como CT0, permitido para oito pares de canais próximos de 1.7 MHz (transmissão da base) e de 47.5 MHz (transmissão do aparato de mão), e muitas unidades podiam acessar apenas um ou dois pares de canais. Uma abordagem de padronização similar foi adotada na França.

No resto da Europa, a reação a demanda de telefones sem fio foi o desenvolvimento do padrão analógico sem fio conhecido como CEPT/CT1. Este padrão sem fio fornece 40 pares de canais duplex nas bandas 914-915/959-960 MHz (80 pares estão alocados para o CT1+ nas bandas 885-887/930-932 MHz, o qual não sobrepõe a alocação do GSM), e uma forma de designação dinâmica de canal (DCA), onde um dos 40 (ou 80) pares de frequência duplex é selecionado no início de cada chamada. Com o DCA e este grande número de canais, a probabilidade de bloqueio é baixa, mesmo em regiões densamente povoadas. O CT1 historicamente, é um padrão de coexistência ao invés de um padrão de interoperabilidade, o qual tem por consequência que os equipamentos de diferentes fabricantes são geralmente incompatíveis.

No Japão, existem 89 canais duplex perto de 254 MHz (transmissão do aparato de mão) e de 380 MHz (transmissão da base) alocados para telefones analógicos sem fio utilizando FM. O espaçamento de canal é de 12.5 kHz e a potência permitida de transmissão é de 10mW. Diferente do CEPT/CT1, existem dois canais de controle dedicados, para facilitar conexões rápidas e conservar o tempo de vida da bateria, ao preço de alguma perda de robustez contra interferência.

Além disto, telefones sem fio de baixa potência são permitidos (500V/m em 3 metros ou entorno de 50nW ERP) no Japão abaixo de 350 MHz e acima de 1GHz. No entanto, a demanda por este aparelhos é baixa devido ao curto alcance de operação.



--João Paulo Vicentini (discussão) 22h44min de 19 de abril de 2013 (UTC)

--Erimar Monteiro (discussão) 21h46min de 9 de abril de 2013 (UTC)

--SamiraBorges (discussão) 19h52min de 15 de abril de 2013 (UTC)

--SamiraBorges (discussão) 19h47min de 15 de abril de 2013 (UTC)