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Introdução ao Jornalismo Científico/Índice

De Wikiversidade

Metodologia e Filosofia da Ciência

Ciência e Filosofia

Objetivos de aprendizado

Esta unidade, intitulada “Ciência e Filosofia”, convida a pensar as bases conceituais que sustentam a própria ideia de ciência. Antes de abordar o jornalismo científico, é necessário compreender como diferentes tradições filosóficas moldaram o modo de pensar o conhecimento e a verdade. É a partir dessa reflexão que se entende por que o jornalismo não pode tratar a ciência como um catálogo de certezas, mas como uma prática histórica, social e em constante revisão.

Níveis de entendimento

Objetivos de aprendizado

Falar em “níveis de entendimento” é reconhecer que a ciência pode ser compreendida em múltiplas camadas, que vão do método à cultura, do dado à interpretação. Esta unidade propõe justamente percorrer esses níveis, mostrando que o conhecimento científico não nasce de um único método, mas de tradições e estratégias diversas que se articulam historicamente. E entender essas diferenças é preciso para comunicar ciência de forma crítica e contextualizada.

A metáfora científica

Objetivos de aprendizado

A expressão “metáfora científica” sintetiza um dos aspectos mais fascinantes e complexos da comunicação da ciência: o poder da linguagem. Nesta unidade, o foco se amplia para pensar como as metáforas, analogias e escolhas discursivas moldam o modo como o público entende o conhecimento científico. Entender as metáforas é, portanto, entender como o jornalismo constrói sentidos e traduz o pensamento científico para diferentes audiências.

Os elementos da metodologia científica: observação, hipótese, experimentação, análise e publicação

Objetivos de aprendizado

Esta unidade, dedicada aos elementos da metodologia científica (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação), revisita essas etapas para compreender como elas se articulam na prática e como chegam até o público por meio do jornalismo. Ao acompanhar esse percurso, veremos que o chamado “método científico” não é linear nem uniforme, mas um processo vivo, revisável e profundamente humano.

Metodologia e comunicação

Objetivos de aprendizado

Ao tratar de Metodologia e Comunicação, esta unidade amplia a reflexão sobre como o conhecimento científico é construído e compartilhado. Hoje, comunicar ciência envolve não apenas relatar métodos e resultados, mas também lidar com a confiança pública, as redes digitais e os desafios de um ecossistema informacional fragmentado. Discutir metodologia é, portanto, discutir também as condições contemporâneas da comunicação científica.

Objetivos de aprendizado

Ao término desse módulo você irá saber:

  1. Alguns dos critérios que diferenciam ciência e filosofia
  2. O que caracteriza a ciência
  3. Como é construído o conhecimento científico
  4. Quais os elementos que norteiam a metodologia científica
  5. Filósofos da ciência e suas respectivas linhas de pensamento
  6. O método específico adotado pelas pesquisas na área da comunicação


História da Ciência e da Tecnologia

Introdução

Objetivos de aprendizado

Nesta unidade, o aluno é convidado a compreender o que significa estudar a história da ciência e da tecnologia. Mais do que uma linha do tempo de invenções, trata-se de reconhecer que o conhecimento é uma construção social, atravessada por disputas, contextos e transformações técnicas. O comunicador científico aprende aqui a olhar para a ciência como uma narrativa histórica que é feita de vozes, interesses e modos de traduzir o mundo.

Antes da Ciência, veio a Técnica

Objetivos de aprendizado

Antes da ciência se tornar método e instituição, ela foi prática e necessidade. Esta unidade mostra como a técnica é a base do pensamento científico. A partir de autores que discutem o tema, o aluno é levado a perceber que toda ciência nasce da experiência material e que o jornalismo científico, ao narrar descobertas, também revela o elo entre o trabalho, a invenção e o conhecimento.

A Técnica nas Primeiras Grandes Civilizações

Objetivos de aprendizado

Egito, Mesopotâmia e China foram sociedades que transformaram a técnica em saber organizado e em instrumento de poder. Nesta unidade, o estudante analisa como práticas de observação e registro deram origem às primeiras formas de ciência e como o domínio técnico moldava hierarquias e legitimidades. O paralelo com o jornalismo científico aparece na ideia de mediação, onde traduzir e registrar o conhecimento é, desde então, uma forma de construir autoridade.

Grécia Antiga e Império Romano: a Ciência como a conhecemos

Objetivos de aprendizado

O pensamento grego introduziu a razão como caminho para compreender o mundo, e Roma transformou esse saber em ferramenta de organização e poder. Esta unidade apresenta a origem da ideia de método, argumento e prova, elementos que ainda sustentam o discurso científico. Para o jornalismo científico, entender essa herança é entender que comunicar ciência é também praticar retórica, isto é, construir sentido e credibilidade por meio da linguagem.

O Islã e a Ciência grega

Objetivos de aprendizado

Durante os séculos VIII a XIII, o mundo islâmico foi o principal elo na transmissão e reinvenção do saber grego. Ao traduzir e reinterpretar obras antigas, estudiosos árabes criaram novas formas de compreender a natureza e fundaram uma tradição científica própria. A unidade propõe ao aluno refletir sobre a tradução como prática criativa. Tanto no Islã medieval quanto no jornalismo científico, traduzir é recriar e tornar o conhecimento acessível a novos públicos.

Idade Média e o caminho para o Renascimento Científico

Objetivos de aprendizado

A Idade Média foi marcada pelo controle do conhecimento e pela centralização da autoridade intelectual nas instituições religiosas. Poucos avanços científicos ocorreram, mas a técnica e a curiosidade prática resistiram nas margens do poder. Esta unidade propõe pensar como o isolamento do saber pode gerar estagnação e como o jornalismo científico, ao democratizar o acesso à informação, cumpre o papel de romper o silêncio e manter viva a circulação das ideias.

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O Renascimento Científico

Objetivos de aprendizado

O Renascimento reabriu o mundo à curiosidade e à experimentação. A observação, a técnica e a imprensa criaram as bases da ciência moderna e da comunicação pública do conhecimento. Nesta unidade, o aluno reflete sobre o nascimento da ciência como empreendimento coletivo e da comunicação como parte essencial desse processo. O jornalismo científico é apresentado aqui como herdeiro direto desse espírito renascentista de investigar, questionar e compartilhar o saber como forma de emancipação.

Objetivos de aprendizado

  1. Compreender a definição de ciência e sua construção histórica a partir de diferentes perspectivas
  2. Identificar técnicas da pré-história que abriram caminho para o desenvolvimento científico
  3. Conhecer noções científicas presentes nas civilizações antigas da Mesopotâmia, Egito, China e Índia
  4. Relacionar filosofia e ciência no contexto da Grécia antiga e do Império Romano
  5. Verificar a orientação da ciência praticada por muçulmanos e em que medida se diferenciava de outras ciências
  6. Perceber o papel inquisidor da Igreja católica nas produções científicas da Idade Média
  7. Analisar criticamente o Renascimento Científico e alguns de seus componentes, como as grandes navegações e a corrente filosófica do humanismo


Ética da Ciência

Protocolos éticos em pesquisas experimentais

Objetivos de aprendizado

Este conteúdo apresenta como funcionam pesquisas experimentais com humanos e animais, o que os comitês de ética avaliam e por que esses cuidados importam para quem escreve sobre ciência. Mostra problemas recorrentes em protocolos, explica direitos de participantes e indica pontos que o comunicador deve observar antes de transformar um estudo em notícia. Também aborda riscos de divulgação apressada e como isso afeta a confiança do público.

Reprodutibilidade

Objetivos de aprendizado

Aqui se explica por que a possibilidade de repetir um estudo com resultados próximos reforça a consistência de uma pesquisa. O conteúdo discute fatores que dificultam essa verificação, como métodos incompletos e ausência de dados, e mostra o papel da ciência aberta na descrição clara de procedimentos. A unidade ajuda o comunicador científico a identificar limites, lacunas e sinais de que um achado ainda precisa de novos testes antes de ganhar destaque na imprensa.

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Revisão por pares

Objetivos de aprendizado

Esta unidade apresenta o que acontece no processo de revisão por pares, como avaliadores analisam métodos e interpretações e por que pareceres divergem. O texto discute formatos tradicionais e abertos de avaliação, apontando vantagens e limites de cada prática. Também orienta o comunicador científico a diferenciar estudos revisados de materiais preliminares, como preprints, e a ajustar o tom da cobertura conforme o estágio em que a pesquisa se encontra.

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Práticas anticientíficas

Objetivos de aprendizado

Este conteúdo mostra como surgem ações que imitam ciência sem seguir seus procedimentos básicos e como elas circulam em ambientes digitais. A unidade diferencia ciência, pseudociência e práticas que distorcem resultados ou ampliam conclusões de forma indevida. Também apresenta sinais de alerta para o comunicador cientifico, como ausência de método, apelos emotivos e comparações inadequadas entre estudos. O objetivo é ajudar o leitor a reconhecer quando um argumento se apoia em dados reais e quando apenas assume aparência de rigor.

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Objetivos de aprendizado

  1. Compreender as regras, escritas ou consensuais, respeitadas pelos cientistas e que garantem o avanço do conhecimento científico
  2. Conhecer e entender as Normas de Merton
  3. Entender alguns dos mecanismos usados por "cientistas" para burlar essas regras e suas consequências
    • Publicações em nichos
    • Periódicos predatórios
  4. Ethos científico: cientistas e jornalistas na divulgação científica

Temas Centrais da Ciência Contemporânea

Cérebro estatístico

Objetivos de aprendizado

Nesta aula, a pesquisadora Claudia Vargas explica a conjectura do cérebro estatístico, estudada pelo CEPID NeuroMat. A construção de memórias, as predições feitas por esse órgão e a construção de modelos são alguns dos tópicos abordados.

Modelagem de neurônios

Objetivos de aprendizado

A pesquisadora Aline Duarte cita a tradução matemática, comportamentos estocásticos e o modelo Galves-Löcherbach como aspectos fundamentais para compreender o que é modelagem de neurônios. Nesta aula, esses conceitos são aprofundados.

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Redes sociais

Objetivos de aprendizado

Esta aula é baseada na apresentação de Antonio Galves no Faísca NeuroMat. A partir de estudos de caso das eleições de 2018, é proposto um modelo que define o comportamento das pessoas nas redes sociais.

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Ciência aberta

Objetivos de aprendizado

A tese de Jean Carlos Ferreira dos Santos é o ponto de partida para esta aula que trata sobre as múltiplas abordagens da ciência aberta. O conteúdo ainda desenvolve os tópicos de ethos científico, privatização do conhecimento e código aberto.

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Objetivos de aprendizado

  1. Conhecer a conjectura do cérebro estatístico bem como os conceitos de construção de memórias, predições e modelos
  2. Entender como a modelagem de neurônios é baseada pelas noções de tradução matemática e estocasticidade
  3. Perceber como o comportamento de usuários nas redes sociais afetam decisões da esfera pública e como esse comportamento pode ser analisado por um modelo matemático
  4. Identificar as múltiplas abordagens de ciência aberta, preceitos do ethos científico e de código aberto


Modos de Organização e Financiamento dos Sistemas de Pesquisa, no Brasil e no Exterior

Panorama mundial dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento

Objetivos de aprendizado

É traçado um comparativo entre o investimento em Pesquisa & Desenvolvimento em diversos países e a origem desses recursos (privada ou pública). Para esta análise, considera-se o PIB de cada nação e a percentagem destinada a esse setor.

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Os primeiros financiamentos de P&D e sua chegada ao Brasil

Objetivos de aprendizado

A partir de uma recuperação histórica, são comentadas iniciativas que direcionaram investimentos à pesquisa. A começar pelo exemplo de Johannes Kepler e Tycho Brahe até a criação de periódicos científicos durante o século XIX.

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O estabelecimento da pesquisa no Brasil

Objetivos de aprendizado

Seguindo a cronologia dos investimentos no setor científico, esta aula dedica-se ao estudo da criação das agências e institutos de pesquisa. Tais como: Instituto Oswaldo Cruz, Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

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A estrutura de financiamento para a ciência no Brasil

Objetivos de aprendizado

O sistema de financiamento de pesquisa brasileiro opera em nível nacional e estadual. Neste tópico, são indicados centros e agências de financiamento de pesquisa e a forma como atuam.

Pesquisadores: quem são, onde trabalham e quais as áreas de atuação

Objetivos de aprendizado

Nesta aula, é apresentada a distribuição de pesquisadores no Brasil em relação a gênero, área de conhecimento e região do país

As bolsas de pesquisa e os caminhos até elas

Objetivos de aprendizado

Por meio de uma abordagem bem objetiva, são descritas as diversas bolsas oferecidas em âmbito nacional. São incluídos níveis de aprofundamento, duração e valores.

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Objetivos de aprendizado

Ao término desse módulo, você irá saber:

  1. O que é pesquisa e desenvolvimento
  2. O investimento no Brasil: as origens e os destinos do dinheiro
  3. O panorama mundial de investimento em pesquisa e desenvolvimento
  4. Como e quando começou o investimento em pesquisa científica
  5. As instituições responsáveis pela pesquisa e pela distribuição da verba
  6. Quem são, onde estão e em que área atuam os pesquisadores do Brasil


Mídias, Linguagens e Prática do Jornalismo Científico

O jornalismo e a Ciência

Objetivos de aprendizado

Será apresentado o percurso histórico do jornalismo científico, considerando a relação com o público e com a comunidade científica. Retirar o público de uma posição de passividade e envolvê-lo em uma ideia de compartilhamento de conhecimento exprime um dos pontos principais de análise.

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Difusão digital

Objetivos de aprendizado

A intersecção entre ciências da computação e jornalismo, o uso da Wikipédia e do YouTube como ferramentas de divulgação científica e as problemáticas e oportunidades de uma difusão sincrônica são temas desta aula.

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Desinformação científica

Objetivos de aprendizado

A disseminação de fake news, movimento antivacina e abordagens ambíguas são discutidos neste tópico como exemplos de desinformação científica. Além disso, são indicadas algumas alternativas que podem ser adotadas pelo jornalismo científico para conter esse fluxo.

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O uso da imagem no jornalismo científico

Objetivos de aprendizado

A imagem como um recurso complexo e explicativo e não apenas ilustrativo pode ser um aliado para o jornalismo científico. Conhecer as bases teóricas dessa ideia e as aplicações práticas dela são objetos de interesse desta aula.

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Podcasts e ciência

Objetivos de aprendizado

Será explicada a origem do formato podcast, passando por uma contextualização do mercado na atualidade até uma interpretação crítica de programas especificamente voltados à divulgação científica.

Objetivos de aprendizado

  1. Conhecer como o jornalismo científico se constituiu e como é praticado
  2. Entender estratégias de difusão científica digital
  3. Verificar como a desinformação científica se perpetua e como pode ser combatida
  4. Compreender o uso da imagem como recurso explicativo no jornalismo científico
  5. Traçar um panorama histórico sobre podcasts e entender como o formato tem sido usado para divulgação científica