Introdução ao Paisagismo - Aula Teórica I

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Aula ministrada no dia 16/05/2013.

Orientador Francisco Lima (Chico) é bioconstrutor desde 2004, elaborando construções que utilizem sistemas e materiais de modo racional.

Introdução[editar | editar código-fonte]

Vamos pensar num projeto participativo.

- O que as pessoas querem na praça?

Monte grupos:

  • Conversas com a comunidade.
  • Conversa com vizinhos.

Afinal são eles que vão manter a praça e sua usabilidadade.

O que é uma praça?

  • um espaço verde
  • encontro e convívio
  • ciadadania
  • celebrações
  • aprendizagem
  • experiência de beleza
  • quintal - vizinhança
  • encontro interior
  • lazer e esporte
  • histórico
  • arte e cultura
  • fonte alimento e beleza

Design da praça é pensar em como podemos utilizar o espaço.

  • horta

Saúde (taichi, chi gong, yoga, capoeira, alongamentos)

  • sarau
  • apresentação grupo
  • musica/capoeira
  • envolvimento cultural
  • festas (junina, carnaval, aniversários, eventos culturais, movimento boa praça)
  • encontros políticos
  • local para oficinas (culinária, degustação vegetariana)
  • fogueira
  • espaço coletivo, etc...
  • local de brincar (crianças, liberdade)
  • cultura (eventos com periodicidade)
  • feiras (orgânica, economia solidária, de troca, do livro) - Praça facilitador da economia social.
  • comtemplação (comunidade japonesa banca sempre locais com construções japonesas, pau a pique, uma curiosidade é que essas construções são bioarquitetônicas)
  • passagem (quando a praça é uma passagem tende a dar certo, ajuda ser central, mas não é obrigatório, mas escondida ou deslocada, dificulta)
  • história (sempre é guardiã de histórias da região)

No Xingu as praças são sempre no meio do local onde os humanos ficam, sem mato, sem planta, é um local de cerimônia, celebração e dança.

Mobilização cidadã = picnic na praça. Gandi sempre focava em 1 ação exemplar.

Que enfrentamento queremos fazer automotivação biblioteca / livros na praça imprimir desenhos para crianças pintar banco / balanço / pneu / grama / flores/ parquinho hortas urbanas e mutirão. Crianças gostam de plantar, mas quem vai cuidar?

Sugestão de livro: A escola sem muro.

Podemos pensar em praça como um espaço vazio dentro de uma cidade tão ocupada. É um local de não construção, local para sentar.

Como as pessoas fazem uso desse não espaço, é o que define a praça no psicológico de cada um.

Podemos pensar espaços vazios para vários usos.

Praça área verde da cidade, mas com vazios dentro do maciço verde. Podemos pensar em lugar para queimar e fazer fogo.

Parque cada um tem características próprias, tem que conversar com vizinhos. Em algumas comunidades pode surgir uma vontade de cercar a praça, fechar rios e córregos, as vezes a própria comunidade pede isso. Temos que trabalhar, qual o paradigma dessas pessoas.

Praça plantio Praça alimento Alimento x Beleza (com flores) Fazer experiência de beleza com produção de cominda.

SESC Interlagos - Hortas lindas, permacultura e bioconstrução. Os próprios funcionários se apropriaram no SESC.

PQ. da Previdência tem horta e jardim com flor.

Dependendo da cultura podemos ter diferentes tipos de beleza, no jardim japonês tudo é verde ou tudo vermelho. Fazer figuras e imagens no plantio é interessante.

Sempre pensar na estética x ética.

Empoderar as pessoas e estas empoderando outras para não ter fim. Assim 1 peça sai e não desaba o projeto.

Diagnosticando uma praça[editar | editar código-fonte]

É importante saber ver e saber ler a praça.

  • Relevo
  • Clima
  • Vegetação
  • Elementos Hídricos (água, chuva, nascente (lago)
  • Limites, tamanho e localização
  • Equipamentos (esportivos, lúdicos)
  • Mobiliário Urbano (banco preso ou banco solto, tenda)
  • Sinalização
  • Caminhos e acessos (rampas e acessibilidade)
  • Acessibilidade (autonomia e segurança, não pode escorregar por exemplo)
  • Segurança (cada um tem um padrão e envolve iluminação, policiamento. Mas o que garante a segurança mesmo é ao uso da praça)
  • Uso do local pela população (social, lazer, esporte, cultural e convívio)
  • Presença de fauna
  • Percepçõ

es subjetivas (próxima aula diagnóstico e prognóstico)

Alguns pontos a serem pensados:

Gui Castanha trabalha bastante com água. Sempre vai num dia com chuva no local para saber por onde passa e acumula. Se faz outra leitura da local do que num dia de sol.

No Brasil faltam mais banheiros em praças.

A criação de canteiros mais altos para serem acessíveis também para idosos/crianças e deficientes físicos e visuais.

Praça Sensorial ou jardins sensorais, pensam em cheiro, textura, cor, barulho, para as pessoas passearem/viajarem através dos sentidos. São utilizadas plantas como manjericão, citronela.

Os agentes comunitários de saúde, tem grande permeabilidade social, a maioria são mulheres e devem ser aliadas de projetos comunitários.

Indicação de Livro da Secretaria do Meio Ambiente: A Fauna Silvestre de São Paulo.

Secretaria do Verde, cuida da fauna, ele que recolhe os animas silvestres achados na cidade.

Design[editar | editar código-fonte]

  • Areas sombreadas e esnolaradas (vit. D), mapear os caminhos que as pessoas escolhem, sol pega de manhã, a tarde, bancos são legais mais na sombra.
  • Composição do banco + caminho + quiosque, pensar como quadro, como pintura. É agradável?
  • Objetos Lúdicos, presença de escultura, arte, avião antigo, coreto, árvore gigante ou outro elemento natural com uma pedra.
  • Equipamentos esportivos. (pode ser madeira, cimento, ferro)
  • Sinalização
  • Horta comunitária
  • Água
  • Iluminação, tem que ter eficiência e ambientação, senão fica com cara de hospital, também interfere na fauna e flora, pensar em cor mais tranquila, verde/quente, luz indireta, o ciclo biológico dos animais pede escuro na hora de dormir.

Numa praça constatar e perceber o caminho que as pessoas já fazem, os atalhos, as trilhas, existem caminhos intuitivos.

Ver a geobiologia, as histórias e lendas, onde os animais ficavam e caminho que faziam antes de construir a praça.

EX: Jardins Contemplação são diferentes de praça. Pois precisam de muito espaço vazio, pode ser um local ou cantinho de um parque.

Podemos pensar em:

  • Pedras como elemento natural, o caminho entre elas.
  • Pedriscos nos caminhos para permeabilidade.
  • Terra a vista em alguns pontos é bonito.
  • Grama é muito útil para crianças brincarem.
  • Espiral, amarelinha, mosáico, mensagem, textura, pavimentação, chão.
  • Textura, liso é bom para skate, bola de gude.
  • Quando temos tudo muito separado e definido é chato, afasta as pessoas.
  • Brinque com cenário, Palmeiras com água e areia vira um cenário de praia. Podemos dar cara de outro planeta, país, cidade.
  • Fazer referência ao longo dos caminhos.

Curiosidades:[editar | editar código-fonte]

Pintar árvores de branco é pelo efeito bactericida e fungicida

Sobre essa documentação[editar | editar código-fonte]

Esse texto é parte da documentação dos participantes do curso de Agricultura Urbana realizada pelo Células de Transformação e também de informações retiradas de:

Publicação do Blog do Células de Transformação com fotos e vídeos.

Todo material aqui contido, pode e deve ser utilizado livremente, se possível, cite a fonte ;)