Introducao ao SIG aplicado a Gestao e Planejamento Urbano
Sobre
[editar | editar código]Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: multidisciplinar.
A ciência SIG preocupa-se com os conceitos geográficos, os elementos primitivos usados para descrever, analisar, modelar, raciocinar e tomar decisões sobre os fenômenos distribuídos na superfície da terra. Está associada ao desenvolvimento e uso de teorias, métodos, tecnologia e dados para a compreensão de processos, relacionamentos e padrões geográficos de fenômenos. Este curso se concentrará na análise espacial de fenômenos urbanos.
Local e Período
[editar | editar código]Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. Sala A18 - Bloco Amarelo. As aulas para o ano de 2025 serão realizadas unicamente de forma presencial.
Quando: 2o semestre de 2025, 3 sessões às teças-feiras, das 8:30 às 12h30 e das 14h às 18h. Datas: 11/11, 18/11 e 25/11 de 2025.
Carga Horária e Número de vagas
[editar | editar código]Carga horária: 30h (mestrado) e 45h (doutorado).16 vagas.
Ementa e Objetivos
[editar | editar código]Fundamentos sobre SIG e Geotecnologias. Áreas de aplicação do SIG e sua relação com o planejamento e a gestão urbana. O SIG como metodologia de análise do espaço urbano. Aquisição e representação de dados espaciais para a estruturação de um SIG. Fundamento de Sensoriamento Remoto. Ferramentas de análise espacial em SIG.
Objetivos:
[editar | editar código]- Conhecer definições e termos usados no SIG e a sua importância na ciência geográfica;
- Elaborar e conhecer bancos de dados espaciais e estrutura de dados em SIG;
- Elaborar mapas em ambiente de SIG;
- Aplicar metodologias de análise de dados espaciais e analisar criticamente os resultados;
- Aplicar SIG para estudos na gestão urbana e planejamento urbano.
Metodologia
[editar | editar código]- Aulas dialogadas;
- Aulas práticas;
- Seminários.
É necessária a instalação do software QGIS no notebook pessoal
Frequência e Avaliação
[editar | editar código]Frequência mínima: 75%.
- Elaboração de exercícios de forma individual (40%)
- Seminário de leitura em equipe (20%): análise e apresentação de um artigo científico pré selecionado.
- Trabalho prático (40%): individual, proposta de aplicação prática (incluindo a coleta dos dados necessários) e o desenvolvimento de um exercício de análise espacial
- Doutorandos: elaboração de ensaio analítico-descritivo do exercício prático.
Programação
[editar | editar código]11/11 (de manhã) - Aula 01: Introdução da disciplina e Fundamentos de SIG
- Apresentação da disciplina, contexto e programação
- Fundamentos e aplicações do SIG
- SIG e estrutura de dados
- Exercício de análise de dados e elaboração de um mapa de localização no QGIS.
11/11 (de tarde) - Aula 02: Banco de dados espaciais e Operações com dados vetoriais
- Infraestrutura de dados espaciais
- Metadados
- Operações espaciais com dados vetoriais (seleção, classificação, dissolução, sobreposição e proximidade)
- Exercício de análise espacial com dados vetoriais (Expansão da Universidade).
18/11 (de manhã) - Aula 04: Análise de dados raster
- Operações com dados raster (reclassificação, fatiamento, ponderação)
- Exercício prático: Mapa de aptidão
18/11 (de tarde) - Aula 05: Introdução ao Sensoriamento Remoto
- Sensores, Assinatura espectral de alvos e classificadores.
- Exercício prático: assinatura espectral de alvos
25/11 (de manhã) - Aula 06: Assessoria
- Aula de assessoria direcionado ao problema de pesquisa da dissertação ou tese.
25/11 (de tarde) - Aula 07: Seminários de leitura
- Apresentação dos seminários dos textos selecionados e discussão.
Bibliografia
[editar | editar código]BAILEY, T.; GATRELL, T. Interactive spatial data analysis. Londres: Prentice-Hall, 1996.
BUGS, G. T. Tecnologias da informação e comunicação, sistemas de informação geográfica e a participação pública no planejamento urbano. Canoas: Ed. ULBRA, 2019.
CUTTER, S. L. The vulnerability of science and the science of vulnerability. Annals of the Association of American Geographers, p. 1-12, 2003.
DAUPHINÉ, A. Risques et catastrophes –Observer, spatialiser, comprendre, gerer. Paris: Armand Colin, 2001.
DE ALMEIDA, C. M.; CÂMARA, G.; MONTEIRO, A. M. V. Geoinformação em urbanismo: cidade real× cidade virtual. Oficina de Textos, 2007.
FREITAS, M. I. C. de.; LOMBARDO, M. A.; ZACHARIAS, A. A. Vulnerabilidades e riscos: reflexões e aplicações na análise do território. Rio Claro (SP): UNESP –IGCE-CEAPLA, 2015, p.55-62.
LONGLEY, P. A.; GOODCHILD, M. F.; MAGUIRE, D. J.; RHIND, D. W. Sistemas e Ciência da Informação Geográfica. São Paulo: Bookman Editora, 2012.
MARTINELLI, M. Curso de cartografia temática. 1. ed. São Paulo: Contexto, 1991.
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MURGANTE, B.; BORRUSO, G.; LAPUCCI, A. Geocomputation and urban planning. Springer, Berlin, Heidelberg, 2009.
SAUSEN, T. M. & LACRUZ, M. S. P. Sensoriamento Remoto para desastres. São Paulo: Oficina de Textos, 2015, p. 119-147.
SMITH, M. J.; GOOLDCHILD, M. F.; LONGLEY, P. A. Geospatial analysis: a comprehensive guide to principles, techniques and software tools. New Jersey: Troubador Publishing Ltd, 2007.