Jogo 2014/Aula 12

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Jogo

Santos, 05 de junho de 2014, Clube Saldanha. Aula 12, Trio 11: Vitor, Luiz Henrique e Anderson


I. Tema e Objetivo da Aula[editar | editar código-fonte]

I. Tema e Objetivo da Aula

O intuito da aula é incluir diferentes pessoas no jogo, modificando a ideia clássica vista pelas pessoas, onde apenas os mais fortes ou mais aptos ao jogo são escolhidos e ganham os jogos.E explorar jogos cooperativos, dos mais simples e mais competitivos para os mais elaborados, onde a porção competitiva chega a ser ínfima. II.Materiais e Espaços Utilizados[editar] Bola,panos,cones e fitas foi necessária para realizar todas as atividades, no salão de dança do Clube Saldanha.

III. Método didático[editar | editar código-fonte]

III. Método didático

A aula foi praticamente toda pratica, com a criação de regras e divisão de times,duplas e equipes ao começo de cada jogo, e no fim de cada jogo situações eram criadas para que cada participante do jogo começa-se a participar das atividades.

IV. Descrição das Atividades[editar | editar código-fonte]

IV. Descrição das Atividades

1ª parte O intuito da aula é incluir diferentes pessoas no jogo, modificando a ideia clássica vista pelas pessoas, onde apenas os mais fortes ou mais aptos ao jogo são escolhidos e ganham os jogos. A partir disto, foram citadas outras formas de se fazer divisões para grupos, por exemplo, por idade, gênero, mês ou dia que nasceu, cor de roupa que estava usando, entre outras.

Com essa ideia, foi feita uma dinâmica de como "conhecer pessoas" ou simplesmente de entrosamento, onde foram separados dois grupos (uma divisão das anteriores) que ficaram alinhados paralelamente, entre eles o professor colocou uma bexiga cheia, que continha um papel dentro. Esses grupos deveriam soprar e/ou fazer vento para que a bexiga fosse para o outro grupo, caso essa bexiga chegasse nesse outro grupo, eles estourariam a bexiga e no papel estava escrito a nova forma que os grupos deviam se reorganizar de acordo com suas preferências, por exemplo, se gosta mais de frio ou calor; de praia ou campo; de doce ou salgado; café com leite ou suco de laranja; quem acorda rindo ou não; quem vai ou não se casar; e por ai vai. Desta forma podem ser feitas divisões menos competitivas, e consequentemente menos inclusivas.

Após esta, foi feita outro jogo, o pique bandeira, fazendo modificações para que o jogo ficasse mais dinâmico e inclusivo. Foi iniciado o pique bandeira com as regras clássicas e com menos estratégia, onde dois grupos, um de cada lado da quadra, devem pegar a bandeira localizada no lado oposto da quadra (fim da quadra adversária) e trazer de volta para seu campo, sem que este fosse pego, caso pego este larga a bandeira (que retorna ao seu local de início) e o participante permanece parado naquele lugar até que alguém de seu time encoste nele, e "salve-o". Depois de uma rodada nesta forma, novas regras foram introduzidas: foram inseridas duas medicine balls uma para cada time, e o indivíduo deveria lançar a bola até o fim da quadra adversária (a bola podia ser interceptada), caso conseguisse, isso lhe permitiria uma passagem segura até lá. Na rodada seguinte mais regras foram adicionadas, a bola que antes era só uma forma de atravessar a quadra, caso estivesse no fim da quadra adversária, poderia ser usada como bandeira; além disso, foi acrescida duas novas medicine balls maiores que podiam ser lançadas para o outro lado, e permitindo que o sujeito que a lançou fosse até onde ela estava e ficasse ali sem poder ser pego.

Após mais duas rodadas nessa forma o jogo foi interrompido, e isso nos permitiu uma nova análise, onde o jogo com mais bolas e mais regras (mais possibilidades) tornou o jogo mais dinâmico e mais “jogável”, permitindo que pessoas que não fossem tão rápidas ou com menores habilidades motoras pudessem participar, através da elaboração de estratégias coletivas (como sacrificar alguém em prol da equipe), retirando a figura de “herói do time”, quem ganha é o time todo (pensamento mais coletivo). Desta forma, houve também uma mudança no caráter competitivo do jogo, deixando-o também mais divertido para todos, e não só para a única pessoa que pegava a bandeira.

2ª parte Na sequência, foi passada uma sequência de jogos cooperativos, dos mais simples e mais competitivos para os mais elaborados, onde a porção competitiva chega a ser ínfima.

O primeiro jogo foi de peteca, pois é um jogo não muito comum para o público estudante, e dessa forma ninguém se destacaria. Uma dupla ficou segurando uma corda (rede) enquanto os outros jogavam, porém todos jogavam, menos a rede, então foi proposto que um grupo de pessoas ficasse no lugar da rede, e não apenas dois segurando a corda. Assim, uma nova regra foi imposta, na qual caso a rede tocasse na peteca este grupo que estava na rede trocaria de lugar com o que tocou na peteca por último. Nessa nova maneira não havia mais uma competição entre dois times, e sim dois contra a rede, que se alternava constantemente, e em conjunto a isso, o placar se extinguiu (reduzindo ainda mais a competitividade do jogo), pois a todo o momento que um time fazia ponto, os outros trocavam de lugar.

O segundo jogo foi o volençol, que consiste em dois times formados por duplas que seguram um pano esticado, e a bola deve ser lançada de um lado a outro, a partir da sincronia do movimento de lançamento da bola com o lençol, forçando a dupla a trabalhar em equipe. Novas formas do jogo foram feitas, acrescentando mais uma bola; fazendo a passagem da bola por todas as pessoas sem que a bola caísse no chão (contando o número máximo de repetições); e competição para ver quem fazia mais passes sem derrubar a bola.

O terceiro jogo ocorreu após a formação de um circulo originado por um aglomerado de pessoas, em que cada uma devia dar as mãos para duas pessoas que estivem em lados opostos ao a ela, formando um imenso emaranhado de mãos, braços e pessoas. A partir disso, sem que as mãos fossem soltas as pessoas deveriam se desembaraçar, e formar um enorme círculo. Após 45 minutos de muito trabalho, o circulo foi desembaraçado, e foi formado dois elos cruzados.

V. Discussões e Dúvidas dos alunos[editar | editar código-fonte]

V. Discussões e Dúvidas dos alunos

Após esses jogos foi discutido que o jogo cooperativo nem sempre é divertido, e muitas vezes por não ter um fim específico, tanto em questão de tempo bom como de objetivo, acaba se tornando enfadonho. E é em momentos de jogo que as pessoas perdem sua racionalidade e mostram quem realmente são, dispersivas, estressadas, cooperativas, e assim por diante. Devido a isso, cada vez mais o jogo tem sido usado em entrevistas de emprego e dinâmicas de grupo, por aflorar o que a pessoa realmente é.

Para concluir foram discutidas as características do jogo cooperativo em comparação ao individual. Onde o individual sempre possui um individuo que se destaca dos outros, fazendo com que apenas ele se divirta e jogue, enquanto no jogo cooperativo, o prazer do jogo é muito maior, por permitir maior inclusão, e até mesmo, muitas vezes reduzindo seu caráter competitivo.

VI.Fichamento de Textos[editar | editar código-fonte]

EDUCAÇÃO DE CORPO INTEIRO-TEORIA E PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA O livro em questão se apresenta como uma proposta de "Teoria e Prática da Educação Física" (conforme subtítulo), para crianças da pré-escola à 4* série do lº grau. Resenhando, trataremos, primeiramente, de destacar os pontos que considera¬mos relevantes e como o autor os fundamenta.Logo já se faz uma relação ao sistema escolar, educação institucionalizada, traduzindo-a em duas críticas: 1) a escola submete a criança à uma imobilidade excessiva, que desrespeita sua "marca característica", qual seja, a intensidade da atividade motora; 2) a escola não deve apenas mobilizar a mente, mas também o corpo, pois "corpo e mente devem ser entendidos como componentes que integram um único organismo. Ambos devem ter assento na escola"(p. 13).Na argumentação do autor, destaca que a criança nessa idade, a partir do surgimento da linguagem, já faz uso do símbolo, representações mentais, sendo função da escola promover o fazer juntamente com o compreender.Dessa maneira, J. B. Freire entende que as experiências corporais que a criança necessita vivenciar para compreender o mundo, precisam estar presentes na escola e serem significativas para ela, ou seja, devem ser experiências.Ele busca também o suporte teórico necessário para sua proposta em Piaget, que, sem dúvida, apresenta muitas contribuições no que diz respeito ao desenvolvimento infantil, principalmente do ponto de vista da cognição.

Jogos Cooperativos (Brotto); Em uma época onde a competição é tanto estimulada, o livro de Brotto, surge como um desafio na divulgação aberta da filosofia da cooperação. Esse pensamento é expresso já no início do livro, onde o autor abre mão dos direitos autorais e autoriza a reprodução a quem quiser divulgar os jogos cooperativos.O objetivo do autor com o trabalho é contribuir para que as pessoas possam resgatar o seu potencial de viver juntas e realizarem objetivos comuns, aprendendo a viver uns com os outros, ao invés de uns contra os outros. Trata-se de um estudo filosófico-pedagógico acerca dos jogos cooperativos para promover a ética da cooperação e desenvolver as competências necessárias para a melhoria da qualidade de vida atual para a vida das futuras gerações. Brotto expõe os conceitos e abordagens de jogo, fazendo uma relação dele com as dimensões do ser humano e uma relação profunda com a vida humana,também discute sobre a diferença gritante que há entre a cooperação e a competição, quais os alcances, os objetivos e os sentimentos envolvidos em uma situação competitiva e em uma situação cooperativa.Comenta também sobre alguns mitos que surgem quando falamos em cooperação, deixando bem claro que há alternativas, não porque a competição é ruim e a cooperação é boa, mas porque a cooperação é mais necessária se queremos um mundo melhor.O autor relaciona tudo que foi exposto ao exercício da convivência, e estimula o leitor a desejar e lutar por um mundo melhor, sem perdedores ou vencedores, mas um mundo onde todos vencem juntos. Um verdadeiro desafio na construção de um mundo onde nós nos importamos com o outro, porque ele é parte de nós.Em suas considerações finais, Brotto enfatiza que os jogos cooperativos não terminam ali, eles continuam, “é impossível conceber um apito final para este Exercício de Convivência”. Todos são estimulados a vivenciar e a divulgar essa pedagogia da cooperação.

VII. Temas interdisciplinares[editar | editar código-fonte]

Como estudado nas aulas de ginastica vimos que o processo de competição tem relação direta com a criação de regras e métodos,e a sede do ser humano em ganhar e disputar algo.Já com a aula e textos estudados esse aspecto e deixado de lado onde o foco e na participação de todos.

VIII. Conclusões[editar | editar código-fonte]

VIII. Conclusões

Foi concluído que a alteração de regras e objetivos dos jogos podiam facilitar a participação das pessoas nas atividades possibilitando que todos ali jogassem e desenvolvessem relação direta com a aula,e como resultado se criasse o processo de cooperação e competição entre os jogadores de cada equipe.Quebrando o processo de onde o individual sempre possui um individuo que se destaca dos outros, fazendo com que apenas ele se divirta e jogue, enquanto no jogo cooperativo, o prazer do jogo é muito maior, por permitir maior inclusão, e até mesmo, muitas vezes reduzindo seu caráter competitivo.

Pesquisa Bibliográfica[editar | editar código-fonte]

Pesquisa Bibliográfica

Texto 1: O jogo e suas implicações pedagógicas e Educação de Corpo Inteiro(Freire) Texto 2:Jogos Cooperativos (Brotto); Interdisciplinares:Historia da ginastica