Jogo 2014/Aula 14

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26 de Junho de 2014

Aula 14 Trio 13 André, Mayara e Nathália 

FICHAMENTO DE TEXTOS DA AULA[editar | editar código-fonte]

Texto Ensaios Construtivistas[editar | editar código-fonte]

Lino de Macedo[editar | editar código-fonte]

Lino de Macedo em seu texto Ensaios Construtivistas, caracteriza o conceito construtivismo através de sua oposição com o Não- construtivismo, cada qual sendo complementar uma da outra. O texto decorre a partir das perguntas: - O que é Construtivismo? - Como e por que ser construtivista? A linguagem é vista como o meio mais poderoso e econômico para a difusão de um acontecimento. As palavras nos fazem pensar, tirar conclusões, deduzir e formular tais acontecimentos, e transmiti-los para aqueles que ainda não o conheceram.

‘’ o que importa é a ação de ler ou interpretar o texto e não apenas aquilo que, por ter se tornado linguagem, pode ser transmitido por ele.’’

Cartilha e não- construtivismo

O autor demonstra por exemplo a forma como a oposição entre as visões é evidente na educação; explica que para um não- construtivista a criança somente saberá escrever ao final do ano após as repetições da tarefas para a alfabetização, enquanto o construtivista vê a criança como aquela que já sabe desde o primeiro dia de aula escrever, e o que acontece é tornar legível aos outros aquilo que possui.

É a partir da essência do ‘’método clinico’’ de Piaget que o texto decorre, para explicação e compreensão.

Ao lado a tabela demonstra as principais características das duas visões.

Comparação construtivismo, não- construtivismo

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Há a necessidade de uma análise para saber sempre quando e como operar com cada visão, já que cada qual mesmo em suas o oposições, são complementares, quanto a forma de produção do conhecimento. O problema portanto é diferencia-las e aplica-las na educação da criança. ‘’a criança dos dias de hoje conta com recursos para seu desenvolvimento não imagináveis há vinte ou trinta anos.’’ O tempo trouxe consigo uma remodelação da formação da criança, onde num passado inventar histórias para os filhos, foi sendo substituído por livretos com histórias apenas repassadas por exemplo. O que levava antes as famílias visões construtivistas, atualmente é a visão não construtivista a presente, junto com a tecnologia e consequentemente suas novas formações sociais. Ainda há aqueles professores onde ainda cativam o processo de aprendizagem pelo o qual a criança necessita passar, mas em contrapartida escolas ‘’tradicionais’’, ‘’fortes’’, simplesmente ensinam matérias com ordem e disciplina.

Não construtivismo, disciplina e rigidez.

Para uma escola mais construtivista Lino de Macedo , supõe que o não construtivismo na educação venha dos compromissos tradicionais da classe dominante que continuam os mesmos, onde a criança deveria ser moldada para ser um adulto, através da cópia. ‘’ Então, quais as mudanças a serem feitas nos diversos aspectos de sua(escola) estrutura e funcionamento?’’ O autor propõe tais mudanças através da Postura do professor, Materiais de ensino, Disciplina na sala de aula e Avaliação escolar. Dentro da relação do conhecimento construtivista, há aspectos essenciais para entendimento: a intuição, que organiza a conduta; a estrutura que ordena, explica; Gênese, quando interpretamos nossas ações e associais a memórias; Sujeito, a criança tratada como algo ‘’vazio’’, ou Objeto ‘’cheio’’, a qual nada sabe. Produzir conhecimento é construir pensamentos a partir do que já se sabe. Durante todo o trabalho analisado, é de extrema importância a relação com Piaget, o qual julga necessário descrever os passos da construção do conhecimento na criança, ao contrário das instituições que buscam um ‘’saber sistematizado’’.

"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)

Texto Escolinha de Futebol: Uma questão pedagógica[editar | editar código-fonte]

Scaglia 1996[editar | editar código-fonte]

O objetivo deste estudo é expressar a importância da pedagogia em escolinhas de futebol. Nessa visão pedagógica é preciso trazer a compreensão de ideias de autores que acreditam que a prática pedagógica tem de estar embasada no crescimento e desenvolvimento físico e motor, respeitando sempre suas limitações e suas fases de desenvolvimento. Nesse sentido, a prática pedagógica preparada e sistematizada vai além dos gestos técnicos – o aluno cria uma interação com o mundo e também possibilita uma reflexão do meio onde vive. As escolinhas de esporte está aumentando nas cidades, isto devido a vários motivos e um deles é o interesse do empresariado que tem como uma fonte de renda a formação de talentos, sempre visando lucros, assim como a forte influência da mídia no esporte, muitas vezes ministrados por ex- atletas que utilizam seu prestígio para atrair crianças e adolescentes. Essa proliferação acelerada das escolinhas pode ter um fim pedagógico ou esportivo (busca de talentos). Focando na primeira opção, precisamos entender que o esporte pode ser uma ferramenta com a intenção educativa que leva vários caminhos, o esporte não é necessariamente educativo, mas pode ser. O esporte pode ser o que a gente fizer dele. A especialização precoce transpõe vários processos importantes da vida da criança e do adolescente, pois é nessa fase que a criança consegue grande ênfase na sua formação. Por isso esta pesquisa vem propor uma visão pedagógica que se preocupa com o desenvolvimento físico, motor e social, respeitando sua idade cronológica e biológica. O esporte pode ser um instrumento para ensinar características para a vida, como habilidades, atitudes e tomadas de decisões, ele pode ser ensinado não necessariamente para formar um jogador, mas para formar um individuo com capacidade bem desenvolvida, e isso deve ser o papel das escolinhas de esporte.

Iniciação Pedagógica

Todas as escolinhas têm de ter um princípio pedagógico, e um princípio muito importante é o do ensino e da aprendizagem que se adapta à idade do praticante. Ainda é preciso levar em conta a experiência que o aluno traz consigo. Para que esses objetivos venham a ser alcançados é preciso deixar de lado a visão de descobrimento de talento e olhar para o praticante como um futuro cidadão. Ainda quando falamos de competição, é preciso propor uma reflexão que a derrota faz parte do crescimento individual. Adaptar as brincadeiras infantis para o futebol é de extrema importância para o seu aprendizado no futebol. O planejamento de longo e curto prazo da aula possibilita que o professor acompanhe o crescimento dos alunos nesse processo de ensino e aprendizado. A convivência professor-aluno não pode ser segundo plano, pois os alunos têm de ter alegria na realização das atividades e em alguns momentos o professor tem de se colocar na situação dos alunos, viver como eles e pensar como eles para ter maior compreensão das suas linguagens.

Metodologia

Respeitando sempre a fase que o aluno se encontra, propiciando uma linguagem simples e objetiva. Os trabalhos técnicos como o passe, drible, cobrança de falta o jogo propriamente dito, lembrando sempre de respeitar a idade cronológica e os limites do campo e também do aluno. Antes do início da atividade é preciso uma conversa explorando o tema. Logo após explicar a técnica do jogo, e em seguida propor o jogo, tendo no fim uma conversa ou uma reflexão dos acontecimentos que houve na partida, mas nada impede que durante o jogo o professor pare e reúna os alunos melhorando as explicações de possíveis problemas. Propiciar a criança a descobrir um novo movimento é ampliar seu repertorio é ter influência direta no futuro deste indivíduo. Nesse conceito, é preciso aliar o treino à brincadeira para fugir do contexto da especialização precoce. É no jogo em que a criança expressa seus desejos e usa o que foi aprendido, e toda a atividade tem que ser sistematizada, passando pelos conceitos básicos, derivados e específicos.

Nos princípios básicos é preciso construir uma base sólida. Passe, domínio e condução de bola, chute, drible e marcação. As atividades de exercícios derivados são uma sequencia do básico. O lançamento, por exemplo, nada mais é do que uma continuação do passe longo. Os fundamentos básicos não têm fim em si mesmos e seus objetivos têm que ser claros como os de desenvolvimento motor, que possibilitam a construção básica para o futebol, ou seja: partindo desse momento, o professor começa a acrescentar no desenvolvimento do praticante dentro do futebol.

Ao concluir este trabalho tem-se a ideia de que o professor informado e preparado, se sobressai melhor do que um professor que só se preocupa com o rendimento ou a especificação precoce. Além do ensino e aprendizado, este trabalho tem a preocupação de levar a promoção da saúde e do bem estar físico e mental durante a atividade, ainda mais a solidariedade, cooperação e desenvolvimento de um indivíduo crítico. As atividades em escolinhas de futebol concede à criança um resgate da cultura do Brasil, aprendizagem motora, valores étnicos, sociais e morais, sendo um ser transformador de seu ambiente preocupado com a cidadania.


Texto Concepção do Jogo em Vygotsky: uma perspectiva psicopedagógica[editar | editar código-fonte]

Airton Negrine[editar | editar código-fonte]

Concepção de jogo

Jogo pode ser entendido como brincar, seria essa a palavra pra descrever tal ação. Ao mesmo tempo que é uma prática evolutiva, capaz de desenvolver crianças, tanto de maneira física, como mental, Realizando um um avanço no uso de diversas capacidades gerais, tal como a observação, atenção, memória, todas elas somadas, desenvolvidas mediante ao exercício adequado. Assim o foco do professor, seria desenvolver não uma única capacidade de pensar, mas sim muitas capacidades em diferentes campos, reforçando a atenção em diferentes matérias. A aprendizagem e desenvolvimento estão ligadas entre si desde o primeiro dia de vida da criança e não só na integração em uma unidade escolar, pois antes de chegar a escola ela já aprendeu muitas coisas de uma forma não sistemática, por um lado o desenvolvimento. Por um lado o desenvolvimento potencial, que se refere a parte que a criança é capaz de fazer com a ajuda dos demais, seja por imitação ou demonstração, seria determinado por nós. Assim se da o processo de maturação. Neste sentido, todo processo e experiência que a criança obtém, através dos jogos, serve de alavanca para o processo de desenvolvimento mental, pois, por meio do jogo, a criança aprende, interliga novos comportamentos, verbaliza, entra em comunicação com os demais e consequentemente se desenvolve. Mas para a criança o jogo começa de uma forma “Ilusoria”, ou seja ao atuar, a criança imagina e ao imaginar ela joga. E o prazer nestes jogos está centrado no prazer corporal, na utilização do corpo, comunicando e contra comunicando com companheiros e adversários. Porém todo jogo, e imaginário contém regras de conduta, determinando limites de ação que são impostos pelo conhecimento culturalmente adquirido das crianças, proporcionando, novas aprendizagens, decorrentes desde processo interativo e representativo, ou seja, toda situação imaginaria contém regras de conduta e todo tipo de jogo com regras contém umas situação imaginaria. Mas mesmo o jogo sendo de influência enorme para o desenvolvimento, assim como a imaginação, existe a natureza motivadora, que seria quando o próprio objeto ou coisa, dita a criança o que fazer, como por exemplo, uma escada, entretanto em contexto a percepção do individuo. Muitas vezes há um divergência entre o significado do campo e da visão, onde o pensamento está separado do objeto, onde a realidade se torna imaginação, ou seja um simples pedaço de pau se torna um cavalo, assim, o jogo proporciona um estágio transicional. Isso demonstra uma riqueza na formação de novas estruturas mentais, umas vez que a criança ao jogar, além de dar significado aos objetos, recria novos significados ao objeto, segundo os papéis que vai representando no jogo. Isso significa que ao jogar, a criança utiliza todas suas estruturas mentais, assim durante um jogo ela se exercita , testando suas capacidades e habilidades .



Referencias[editar | editar código-fonte]

MACEDO, Lino - Ensaios Construtivistas; NEGRINE,Airton - Concepção do Jogo em Vygotsky: uma perspectiva psicopedagógica; SCAGLIA,Alcides José - Escolinha de futebol: uma questão pedagógica.