Jogo 2014/Aula 9

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Santos,22 de Maio de 2014
Trio 8 Aula 9 Gabriela Hashimoto Caio Ramos Jonatan Elias

Trio 08. Gabriela, Caio e Jonatan

I. Objetivo da aula[editar | editar código-fonte]

Correção e discussão da avaliação teórica.

II.Material e espaço utilizado[editar | editar código-fonte]

Aula realizada na Unidade Silva Jardim na sala 129 da Universidade Federal de São Paulo pelo prof Vinicius Terra. Os materiais utilizados foram o projetor e as avaliações de cada aluno.

III.Método didático[editar | editar código-fonte]

Aula teórica do módulo Jogo, focada na discussão da prova.

IV.Descrição das atividades/Discussão e Dúvidas dos alunos[editar | editar código-fonte]

A aula começou com a apresentação gráfica das notas do alunos, comparando número de acertos em cada questão. O professor comentou sobre o rendimento da sala neste momento e comentou questões pontuais da avaliação.

Prof Vinicius Jogos correção da prova

V.Fichamentos dos textos[editar | editar código-fonte]

Texto 1: Brinquedo e Cultura. Autor: Gilles Brougère

Sobre o autor: Gilles Brougère, francês, filósofo e antropólogo, professor em Ciências da Educação na Universidade Paris XIII, especializado em pesquisas sobre Educação Infantil, cultura lúdica infantil, sociologia da infância, educação comparada e intercultural e educação informal. A segunda edição do livro do autor no Brasil foi lançada em 1997 Editora Cortez.

Sobre o texto: O texto é o capítulo 7 do livro (Que possibilidades tem a brincadeira?)e é dividido em 4 subtítulos. A introdução do texto inicia-se com uma indagação do autor " Por que atribuimos tão facilmente um valor positivo a brincadeira infantil?" Há duas origens para este discurso, o ideológico e o científico. No ideológico, com a introdução do Romantismo, os filósofos começaram a associar a imagem da criança e de naturaza como uma visão positiva a espontaneidade das crianças. Hoffmann que popularizou a filosofia romantica, associou a imagem da criança como portadora de verdade, e seguindo esse ideologia, Fröbel aplica esse ideal no Jardim de Infância baseado na brincadeira. Mas a filosofia de Fröbel não é uma argumentação racional. " A brincadeira é o mais alto grau do desenvolvimento infantil nessa idade, porque ela é a manifestação livre e espontânea do interior, a manifestação do interior exigida pelo próprio interior(...) [Fröbel. E no científico Claparède e Stanley Hall tem o ideal a alegação da natureza como boa educadora da criança. "Claparède, par continuar com esse exemplo, vê na brincadeira um modelo educativo proposto pela natureza, que deve ser seguido na medida em que a natureza, melhor do que o homem, sabe o que é bom para a crinaça." Foi no romantismo que se pôde pensar numa valorização da brincadeira infantil.

Brincadeira e Etologia[editar | editar código-fonte]

Etologia é a disciplina que estuda o comportamento natural dos animais, e um percursor no assunto é K. Groos, que tem sua obra sobre a brincadeira dos animais. Segundo Groos "os animais possuem a juventude para que possam brincar; pois somente dessa maneira podem aperfeiçoar, a tempo, pela experiência individual, os meios herdados e insuficientes por si mesmos, a fim de estar á altura das tarefas da vida". Com análise da literatura mostra a impossibilidade de demonstrar visivelmente um benefício seguro e de maneira imediata. Com isso, parece contradizer a teoria da evolução que supõe que todo comportamento mantido é acompanhado de um benefício superior ao seu custo. E através de estudos se pode concluir que não existe uma medida comum entre o comportamento da criança e o do animal, pois o que é essencial na brincadeira infantil está ausente na brincadeira animal. Segundo Erasmo, "uma atividade de aprendizagem, controlada pelo educador, toma o aspecto de brincadeira para seduzir a criança. Porem, a criança não toma a iniciativa da brincadeira, nem tem o domínio de seu conteúdo e de seu desenvolvimento. O domínio pertence ao adulto, que pode certificar-se do valor do conteúdo didático transmitido dessa forma. Trata-se de utilizar o interesse da criança pela brincadeira a fim de desviá-la, de utilizá-la para uma boa causa. Compreendemos que aí só existe brincadeira por analogia, por uma remota semelhança."

Brincadeira e Cultura[editar | editar código-fonte]

Em nenhuma criança existe uma brincadeira natural, pois é um processo de relação interindividual, o que o faz ser cultural. A brincadeira não é inata da criança, é uma aprendizagem cultural. "É o adulto que, destaca Wallon, por matafora, batizou de brincadeira todos os comportamentos de descoberta da criança. A criança entra progressivamente na brincadeira do adulto, de quem ela é inicialmente o brinquedo, o espectador ativo e, depois, o real parceiro. Ela é introduzida no espaço e no tempo particulares do jogo." Bateson diz que a brincadeira supõe de uma comunicação específica que é uma metacomunicação. E para existir uma brincadeira é necessário que as pessoas tenham uma metacomunicação, seja ela qual for e indiquem que se trata de uma brincadeira. E através dessa comunicação particular que se pode distinguir uma brincadeira de uma briga. Através da brincadeira podemos ver que os comportamentos são idênticos aos da vida cotidiana, segundo Reynolds "o caráter lúdico de um ato não provém da natureza daquilo que é feito, mas da maneira como é feito[...] A brincadeira não comporta nenhuma atividade instrumental que lhe seja própria. Ela tira suas configurações de comportamentos de outros sistemas afetivo-comportamental." Em uma brincadeira existe uma decisão por parte daqueles que brinca: "decisão de entrar na brincadeira, mas também de construí-la segundo modalidades particulares. Sem livre escolha, ou seja, possibilidade real de decidir, não existe mais uma brincadeira, mas uma sucessão de comportamentos que têm sua origem fora daqueles que brinca.

Regra e Livre Escolha[editar | editar código-fonte]

Ambiente Indutor[editar | editar código-fonte]

Segue entrevistas do autor

Entrevista com Gilles Brougère entrevista 2

No texto há um discurso relativo valor da brincadeira,na outra hipótese para encobrir práticas bem diversas na justificativa que examinadas,.faltam com o rigor.É necessário a relação da brincadeira estar longe de se situar num campo da certezas.Recusando a priori,discurso forçado sobre o valor positivo da brincadeira.Não existe nenhuma evidencia e confessamos que sabemos pouca coisa coisa sobre o papel da brincadeira.A Brincadeira permite atribuir à brincadeira e no valor na educação das crianças.



Texto 2: O brinquedo na educação: Considerações históricas. Autora: Tizuko Morchida Kishimoto

Sobre a autora: Atua no campo da educação infantil focalizando estudos sobre formação de professores, propostas pedagógicas, história e políticas públicas, museu e brinquedoteca, letramento e o brincar. Produz materiais pedagógicos destinados a professores e a comunidade em geral, para educação de crianças cegas (brailleviritual, lupa), organiza e mantém curso à distância para formar profissionais para atuar em brinquedotecas e disponibiliza, gratuitamente , materiais digitais para os interessados na ludicidade . Tem utilizado recursos da pesquisa-ação para envolver profissionais da rede pública de São Paulo para melhorar a qualidade da praxis e a discussão das Pedagogias da Infância. Mantém grupo de pesquisa no Brasil, em rede com grupos internacionais para discutir a infãncia, as pedagogias, entre os quais, a Universidade do Minho. Relaciona-se com grupos de pesquisadores em Parmal, Itália e, na França, com a Universidade Paris 13 para estudar as especificidades do brincar e da infância.Especializa-se no campo dos jogos e brincadeiras, mantendo contato com pesquisadores do International Toy Research Association. Entre outros interesses pesquisa a cultura da infância em diferentes países, entre os quais o Japão, a França e Portugal.

Sobre o texto: O texto aborda a questão histórica da evolução dos brinquedos. Por falta de dados do Brasil, busca isto na sociedade francesa. Discorre sobre os períodos e a interpretação das sociedades em relação ao brinquedo e os jogos, desde a antiga Roma e Grécia, trazendo Platão que já falava da importância do brinquedo na educação em contrapartida da violência e opressão e Aristóteles, que trata os jogos como uma preparação para a vida adulta. Explica que no auge do cristianismo os jogos e brincadeiras ficaram marginalizados, já que eram considerados pecaminosos e delitosos (em comparação com prostituição e embriaguez), tendo voltado no Renascimento e a mudança de paradigmas que este trás a sociedade como um todo - Felicidade terrestre sendo considerada legítima, etc -. É abordado com exemplos claros a questão do brinquedo na formação da sociedade, sendo trazido o exemplo de brinquedos bélicos na 1ª guerra, com os jogos esportivos depois. Atualmente com os jogos e brincadeiras educacionais em tona (com movimento que começa nos anos 60), é chegado o impasse do âmago do jogo, de ser divertido, improdutivo, em relação aos Jogos Educativos, denotando a necessidade de cuidado com o excesso de Jogos Educativos. Esta é a principal crítica da autora em questão a como o jogo se apresenta hoje. É uma enorme descaracterização do conceito de jogo e o torna chato.

Segue em anexo entrevistas que elucidam mais sobre o texto e a opinião da autora.

A importância do bricar

Entrevista com profª Tizuko Morchida

Palestra sobre ensino

VI.Temas interdisciplinares[editar | editar código-fonte]

Uma disciplina diretamente ligada ao texto de Brougère é a de I.S, que discute sobre como a cultura tem influência sobre os humanos. Brougère diz que "não existe na criança uma brincadeira natural, a brincadeira é um processo de relações interindividuais, portanto de cultura." Já no texto da profª Kishimoto ligamos a disciplina de Aproximação, nas aulas de História da Educação Física dado pelo prof Vinícius e no filme 'Daens'. Onde os jogos são destinados ao preparo físico com a finalidade de formar soldados.

Segue link para pergunta com intuito de fixação do conteúdo.

https://docs.google.com/forms/d/18lbAAm9VuFzlZlwwC86eey66rw0MoaERf1LwjM9xw0A/viewform?usp=send_form

VII.Conclusões[editar | editar código-fonte]

Ambos os textos trazem aspectos históricos do brinquedo e dos jogos. Abordando sua significação entre crianças e adultos, bem como sua evolução histórica, em seu sentido material, simbológico e pedagógico.

Pesquisas bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Texto 1: Brinquedo e Cultura. Autor: Gilles Brougère

O brinquedo na educação: Considerações históricas. Autora: Tizuko Morchida Kishimoto