Portal:ATOPOS/Congresso Net-ativismo/I/Net ativismo das culturas locais e cosmopolíticas

Fonte: Wikiversidade
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Proposta[editar | editar código-fonte]

As especificidades interativas das tecnologias comunicativas digitais, além de proporcionar a emergência de atuações de novos sujeitos (hackers, crackers e outros), estão ocasionando o interação digital de grupos, culturas e saberes locais tradicionalmente invisibilizados pelas tecnologias comunicativas de massa. A ação comunicativa destes grupos nas redes digitais evidencia a diversidade e as novas possibilidades de empoderamento, visibilidade e ressignificação dos patrimônios culturais de comunidades e coletivos reunidos em torno das interações com as novas tecnologias de participação. A qualidade deste net-ativismo das culturas e dos saberes locais remete, por um lado, a ampliação da esfera pública analógica e, ao mesmo tempo, a urgência de uma ampliação do mesmo significado de política e de participação, como sugerido pelas noções de “contrato natural” de Michel Serres e por aquela de "cosmopolíticas" de coletivos de Isabelle Stengers, noção que remete às entidades múltiplas e suas diversas interações entre seus seres. A leitura de tais fenômenos emergentes através destas interpretações busca analisar formas originais e particulares de percepção e relação com a “Natureza”, que desafiam as categorias de “Cultura” e “Sociedade” tradicionalmente elaboradas pelo pensamento ocidental.

Neste sentido, o objetivo do GT é receber trabalhos que pretendam analisar a relação entre o net-ativismo, o ativismo nas redes digitais, e a reelaboração e a emergência de identidades e saberes culturais locais/tradicionais como forma de atuação marcada pelo diálogo entre suas especificidades socioculturais e as tecnologias interativas digitais, em alguns casos, indicativas de uma complexidade "cosmopolítica" de relações.