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Portal:Formação Básica/História/Islamismo

Fonte: Wikiversidade

ISLAMISMO

O Caminho a Deus Através da Submissão

“Em nome de Alá, Clemente Misericordioso”


Em 1990, segundo certa fonte, haviam mais de 900 milhões de mulçumanos no mundo, hoje são mais de 1,3 bilhão de adeptos mas apenas 18% destes vivem no mundo árabe.

Sendo assim, o Islamismo é a segunda maior religião do Mundo, atrás apenas da Igreja Católica Romana.

Significado do nome: O nome islã significa submissão, rendição ou entrega a Alá. Segundo certo historiador, “expressa mais íntima atitude dos que abraçaram a pregação de Maomé”. Já a palavra Muçulmano significa ‘aquele que faz ou pratica o islã’. Eles (os muçulmanos) crêem que sua fé é a continuação das revelações dadas aos hebreus e cristãos do passado (os cristãos do primeiro século até a morte do último apóstolo). Embora no Qur’ãna (Alcorão) citem-se textos tanto das Escrituras Hebraicas (o chamado velho testamento) e das Escrituras Gregas (o chamado novo testamento), seus ensinamentos (os do Alcorão) divergem do da Bíblia.

Mohammad (مُحَمَّد): Mohammad (Maomé – imagem ao lado) nasceu em Meca no ano de 570 da Era Comum (EC) e faleceu em 8 de julho de 632 em Medina. O pai de Maomé, Abdalá, morreu antes de Maomé nascer. Já a mãe de Maomé, Amina, morreu quando ele tinha cerca de seis anos. Naquele tempo, os árabes praticavam uma forma de adoração de Alá centralizada no vale de Meca, no local sagrado da Caaba. Segundo o Livro de Philip K. Hitti, História dos Árabes, publicado em inglês, “a Caaba foi originalmente construída por Adão segundo um protótipo celestial e depois do Dilúvio reconstruída por Abraão e Ismael”. Tornou-se santuário de 360 ídolos.

Maomé passou a questionar as práticas religiosas de seus dias. No livro Man’s Religions é declarado: “Incomodava-se com as incessantes rixas por causa de confessos interesses de religião e honra entre os chefes coraixitas” (tribo a qual Maomé pertencia). Quando ele tinha quase 40 anos de idade, Maomé foi chamado para ser Profeta. Como isso aconteceu? Segundo a tradição muçulmana ele costumava ir sozinho para a caverna de Gar Hira (foto ao lado). Numa dessas idas, Maomé afirmou ter recebido a chamada para ser profeta. Segundo a tradição Mulçumana, enquanto estava lá, um anjo, chamado Gabriel, ordenou-lhe que recitasse em nome de Alá. Maomé não obedeceu-o, de modo que o anjo “agarrou-o e comprimiu-o tanto que Maomé não pôde suportar. O anjo repetiu a ordem. Novamente, Maomé não reagiu, de modo que o anjo ‘sufocou-o novamente. Isto ocorreu cerca de três vezes, depois disso Maomé começou a recitar o que seria a primeira de uma série de revelações que constituem o Alcorão”, diz o Revelation Book, de Sahih Albukhari.

Maomé não é considerado pelos Muçulmanos como um ser divino mas sim o último e o mais importante dos profetas desde Adão.

Maomé não rejeitou completamente o judaísmo ou o cristianismo, apenas disse que havia sido enviado para restaurar os ensinamentos originais destas religiões.

Veja agora alguns ditos do profeta Maomé:

“Recitai o Alcorão, porque o Alcorão intercede por vós no dia do Juízo final.”

“Afastai-vos da inveja, porque a inveja destrói as boas ações, como o fogo consome a lenha.”

“Quando um ser humano falece, acaba a sua jornada, exceto em três casos: 1- Uma caridade cujos benefícios não cessaram 2- Trabalhos no campo do saber, que produzam utilidades às pessoas. 3- Ter criado filhos bons, que rezem por ele constantemente.”

“A busca do saber é obrigatória para todo muçulmano e muçulmana.”

“Afastai-vos das bebidas alcoólicas, porque são a chave de todos os males e desgraças.”

“Não entrareis no paraíso se não pela fé, e não tereis fé se não amardes uns aos outros.”

“Afasta-te de tudo que Deus proibiu e serás o mais piedoso dos homens. Resigna-te ao que Deus destinou a ti, e serás o mais rico dos homens.”

“Fazei o bem a teus vizinhos, e serás verdadeiro crente. Deseja para o teu semelhante o que deseja para ti mesmo, e serás autêntico muçulmano.”

“O momento em que o muçulmano está mais próximo de Deus, é quando ele estiver prostrado em oração.”



As Revelações: Como foram registradas as visões de Maomé? Fontes muçulmanas explicam que assim que as recebia, Maomé as recitava para quem estivesse por perto (Maomé confessou que não sabia ler). Daí estas pessoas as recitavam para memorizá-las. Depois disso recitavam para os escribas poderem às escrever nos pergaminhos.

Fontes de ensino e orientação: São três as autoridades que governam a vida islâmica. São elas: . Qur’ãn (Alcorão) – Foi revelado a Maomé pelo anjo Gabriel. O Alcorão é tido como inspirado por Alá. . Hadith (Sunna) – São “os atos, as declarações e a aprovação tácita do Profeta”. A Sunna é um registro de uma ação ou dizeres do Profeta”. . Xariah – Lei canônica, baseada em princípios do Alcorão, regula toda a vida do muçulmano.

A expansão: Em janeiro de 630 EC (8 AH – O ano muçulmano é dado em AH [Anno Gegirae, ano da fuga] em vez de AD [Anno Domini, ano do senhor] ou EC [Era Comum]) Maomé obteve o domínio de Meca e passou a governá-la. Ele conseguiu então varrer as imagens idólatras da Caaba e estabelecê-la como ponto principal de peregrinação a Meca, a qual persiste até hoje. Logo após a morte do profeta (poucas décadas depois), o islamismo já havia sido difundido até o Afeganistão e a outros países como a Tunísia, na África do Norte. Divisão: Quando morreu, Maomé não deixou sucessor claramente designado. Isso foi um estopim para causar divisão no Islamismo. Quem seria o próximo sucessor ou Califa? Segundo certo historiador muçulmano “nunca houve uma questão islâmica que causasse mais derramamento de sangue do que o califado”. Em 632 EC foi resolvido o problema escolhendo-se Abu-Bekr como sucessor de Maomé – o Califa. Surgiram dois principais grupos que contestam algumas posições no Califado, estes são os Xiitas e os Sunitas. Xiitas – A Enciclopédia Universal Wikipédia em português explica que: “Os xiitas consideram Ali, o genro e primo do profeta Maomé, como o seu sucessor e olham com indiferença os restantes três dos quatro califas que o sucederam.” Sunitas – A mesma enciclopédia declara: “A maioria dos sunitas acredita que o nome deriva da palavra Sunna, que se refere aos preceitos estabelecidos no século VIII baseados nos ensinamentos de Maomé e dos quatro califas ortodoxos. Alguns afirmam porém que o termo deriva de uma palavra que significa "um caminho moderado", referindo-se à ideia de que o sunismo toma uma posição mais neutra do que aquelas que têm sido percebidas como mais extremadas, como é o caso dos xiitas e dos caridjitas. Resumo de crenças: Concordando com o que a Bíblia diz, os Muçulmanos acreditam que o Supremo do Universo, o Todo Poderoso, é Deus, não Jesus.

“La ilah illa Allah; Muhammad resul Allah” – Não há deus senão Alá; Maomé é o mensageiro de Alá. Este é o Principal ensinamento do Islamismo.

Os muçulmanos acreditam que o homem possui uma Alma Imortal (a Bíblia discorda deste ponto). Acreditam na Ressurreição (a qual a bíblia concorda), no Paraíso (também descrito na Bíblia) e no Inferno de Fogo (ou lugar de tortura chamado de Inferno no sentido de tortura eterna não é descrito na Bíblia – a palavras grega e hebraica usadas aqui são hades e seol que se referem a sepultura comum da humanidade.) Dentro do mundo Islã é permitido a Poligamia, embora a maioria dos muçulmanos prefira ter apenas só uma esposa.

Vida diária do Islamita: O seguidor do Islamismo possui cinco principais obrigações e cinco crenças básicas.


As Cinco Principais Obrigações • Repetir a chahada; • Oração voltada a Meca cinco vezes ao dia; • Caridade: dar certa porcentagem do que ganha aos pobres; • Jejum: Especialmente durante o Ramadã (abstinência de comida e de relações sexuais); • Peregrinação a Meca pelo menos uma vez na vida.

Os cinco pilares da Crença • Crença num Deus único, Alá (Surata 23: 116, 117); • Crença em Anjos; • Crença em muitos profetas sendo que o primeiro foi Adão e os últimos foram Jesus e Maomé (Surata 4: 136; 33:40); • Crença num dia de juízo (Surata 15: 35, 36); • Crença na presciência de Deus (Surata 9:51)


Mulheres: O Islã acentua a igualdade de todas as pessoas, apesar da raça, étnica, gênero ou posição social. O Islã prescreveu papéis diferentes e responsabilidades aos homens e mulheres, com cada gênero completando o outro. Séculos antes do mundo moderno o Islã reconheceu os direitos da mulher, o Islã reconheceu a igualdade dos dois gêneros, e aboliu o ritual selvagem de enterrar filhas vivas, um crime ultrajante praticado pelos árabes antes do tempo do Profeta Sagrado. O Islã fez as mulheres conscientes dos seus direitos e deu-lhes uma identidade, uma personalidade, liberdade, e independência. Esses direitos, entre outros, incluem o direito de herdar, possuir a propriedade, obter um divórcio, reunir um dote, e ganhar à custódia das crianças. Quanto à igualdade dos gêneros, o Alcorão diz: "Quanto aos muçulmanos e às muçulmanas, aos fiéis e às fiéis, aos consagrados e às consagradas, aos verazes e às verazes, aos perseverantes e às perseverantes, aos humildes e às humildes, aos caritativos e às caritativas, aos jejuadores e às jejuadoras, aos recatados e às recatadas, aos que se recordam muito de Deus e às que se recordam d’Ele, saibam que Deus lhes tem destinado a indulgência e uma magnífica recompensa”. (33:35)


Bibliografia e referências[editar | editar código-fonte]

  • Centro Islâmico do Brasil – ARRESALA – www.arresala.org.br
  • WIKIPÉDIA a Enciclopédia Livre – www.wikipedia.org ou pt.wikipedia.org
  • Centro de Estudos e Divulgação do Islã – CEDI – www.isla.org.br
  • O Homem em Busca de Deus – Watchtower Bible and Tract Society – 1990.
  • Livro História dos Árabes, de Philip K. Hitti, em Inglês
  • Man’s Relligions, de John Noss
  • Revelation Book, de Sahih Al Bukhari, em inglês