Práticas Corporais 2016/Aula 2

Fonte: Wikiversidade
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Automassagem I

Editores Aula: Bruna Caroline Soares Lopes Moraes, Gabriela Fernanda Alves Borba e Luís Fernando Marcelino da Silva

I. Tema e objetivos da aula:[editar | editar código-fonte]

Tema: Automassagem, Lian Gong, Educação Física e Saúde Coletiva e Práticas Corporais e Grande Saúde

Automassagem II

Objetivos: Continuar a prática de automassagem já iniciada na aula anterior, trabalhar o olhar para si, a concentração e iniciar a prática de Lian Gong.

Automassagem III

II. Materiais e espaços utilizados:[editar | editar código-fonte]

Materiais: Computador, Data Show (parte teórica), Aparelho de som e relógio (parte prática)

Espaços utilizados: A parte prática da aula ocorreu no anfiteatro localizado na unidade da UNIFESP situado na avenida Ana Costa 95, onde podemos contar com um tablado de tatame. A aula teórica foi apresentada na mesma unidade porém na sala 1 situado no segundo andar do prédio.

III. Método didático:[editar | editar código-fonte]

Aula Prática

  • Conversa inicial;
  • Prática de Automassagem Matinal Chinesa;
  • Automassagem IV
    Prática de Concentração e de "olhar para si";
  • Prática de Lian Gong (18 Terapias);
  • Explicação sobre cada movimento da última prática mencionada;
  • Conclusão

Aula Teórica

  • A aluna PAD apresentou o texto da semana anterior e suas edições no Wikiversidade;
  • Apresentação do cronograma e definição dos grupos de visita às práticas em locais fora da Universidade;
  • Apresentação dos textos referentes à aula pelos alunos Bruna, Gabriela e Luis Fernando e discussão dos mesmos;
  • Pontos importantes dos textos foram apontados pelo professor;
  • Breve conclusão sobre os temas abordados

IV. Descrição das atividades:[editar | editar código-fonte]

1.   Automassagem Matinal Chinesa

a)     Método terapêutico de massagem, no qual se aplica pressão em diferentes partes do próprio corpo, com o intuito de ativar o organismo.

b)     Para que esta prática seja eficiente, o praticante deve ter uma fluidez no movimento e sentir um “calor” no lugar massageado.

1. 1  TRONCO

Automassagem V

a)     - Em decúbito dorsal, os alunos posicionaram sua mão esquerda pronada sobre o osso esterno, posicionando a mão direita sobre a mão esquerda;

- O movimento então foi iniciado, massageando desde o tórax até aproximadamente quatro dedos abaixo do umbigo de forma retilínea e fazendo uma pressão significativa na região;

- Este movimento foi repetido no mínimo nove vezes, os quais a volta das mãos para o osso esterno foi feita de forma aérea, isto é, sem encostar no corpo.

b)     - Ainda em decúbito dorsal, os alunos fizeram uma massagem com um movimento espiral, partindo da região do umbigo e chegando na região onde se encontram as clavículas.

Automassagem VI

- Segundo o professor, mulheres deveriam começar seus movimentos no sentido horário, enquanto homens deveriam começar seus movimentos no sentido anti-horário.

- Após repetir esse movimento circular no mínimo nove vezes, a direção do movimento foi trocada e a massagem foi repetida por mais nove vezes.

c)      Por fim, os alunos deveriam imaginar o calor na região logo abaixo do umbigo e então imaginar esse calor fluindo para a região lombar e do sacro, aquecendo toda a musculatura do períneo.

1.2   CABEÇA

a)     Os alunos foram instruídos a esquentar suas mãos (esfregando uma na outra) e posicionar a palma da mão na região dos olhos.

b)     Depois disso, os alunos massagearam a região do couro cabeludo, primeiro em um movimento de desloca-lo, depois de coçá-lo e finalmente fazer um movimento de pentear os cabelos.

c)     Com os dedos indicador e polegar em posição de pinça, os alunos massagearam toda a orelha.

d)     Na boca foram feitos três movimentos:

  • Automassagem VII
    Movimento de bater maxila e mandíbula (mastigação), sem engolir a saliva;
  • Movimento de passar a língua entre os dentes e os lábios, com os lábios fechados, fazendo um movimento circular, nove vezes para cada lado, ainda se engolir a saliva;
  • Movimento de hiperextensão cervical, o qual foi executado por três vezes, fazendo com que os alunos engolissem a saliva em três fases

1.3   MEMBROS SUPERIORES

a)     Os alunos esfregaram o antebraço, tanto lateralmente quanto medialmente.

b)     O movimento devia ser feito como se estivessem massageando seus ossos e sentindo o calor produzido por esse movimento

c)      O movimento de massagem foi prolongado para a mão e também foi lateral e medial.

d)     Com os dedos entreabertos os alunos massagearam entre os dedos.

e)     Todos os movimentos acima foram realizados tanto no membro direito quanto no esquerdo

1.4   MEMBROS INFERIORES

a)     Os alunos esfregaram a perna, em sua parte medial e lateral, sentindo o calor produzido pelo movimento

b)     Na sola dos pés, mais especificamente na base do hálux, foram feitos movimentos circulares, aproximadamente 100 vezes, em um ritmo acelerado e sem perder o tônus.

c)      Finalmente, os alunos fizeram m movimento de chute, projetando o calcanhar para o alto, sentindo alongar os músculos posteriores. Esse movimento foi repetido nove vezes em cada perna

d)     Assim como nos membros superiores, todos esses movimentos citados foram executados tanto no membro inferior direito quanto no esquerdo.

Lian Gong I

1.5   FINALIZAÇÃO DA AUTOMASSAGEM

a)     Os alunos ficaram parados, ainda deitados em decúbito dorsal, com o intuito de sentir o fluxo sanguíneo, onde era possível perceber o sangue se movimentar, onde esse fluxo sanguíneo fica mais consciente para o corpo.

Lian Gong II

b)     O professor neste momento chamou a atenção para as partes esquecidas do corpo, e instigou os alunos a perceber o fluxo sanguíneo nessas partes.

Lian Gong III

1.6   OBSERVAÇÕES

a)     A massagem matinal, uma vez que tem o objetivo de ativar o organismo, nunca é feita com os dedos, mas sim com a palma das mãos, para que a pressão aplicada seja suficiente para ativar o tônus muscular.

b)     A auto-massagem é uma prática interessante para aqueles que têm dificuldades para acordar, uma vez que serve como um ativador e não relaxante muscular.

2. Prática de Atenção/Concentração

a)     A prática foi dividida em quatro estações (em pé, sentado, deitado e caminhando)

b)     Na transição de uma estação pra outra foi solicitado pelo professor para que não houvesse nenhum tipo de comunicação entre os praticantes, o que foi amplamente respeitado pelos alunos

c)      Os alunos deveriam apenas assistir seus pensamentos, não se movimentar de forma alguma e controlar movimentos reflexos e impulsivos (como a coceira, por exemplo)

Lian Gong IV

d)     Os alunos deveriam apresentar domínio sobre seus corpos

2.1 ESTAÇÃO DEITADO

a)     Os alunos ficaram deitados em decúbito dorsal com as mãos posicionadas na região abaixo do umbigo;

b)     Os alunos foram instruídos a sentir a respiração e manter os olhos fechados

Lian Gong V

2.2 ESTAÇÃO SENTADO

a)     Os alunos estavam sentados em um banco sem encosto olhando para o lado de fora da sala com as mãos apoiadas nos joelhos

b)     Os praticantes foram instruídos pelo professor a tentar desfocar o olhar e manter a imagem difusa

2.3 ESTAÇÃO EM PÉ

a)     Os alunos permaneceram em pé de costas para o centro da sala

b)     Um ponto em qualquer local do campo de visão de cada aluno devia ser escolhido e o aluno deveria focar nesse ponto durante todo o processo

2.4 ESTAÇÃO CAMINHANDO

a)     Em um ritmo muito lento guiado pelo professor os alunos percorreram toda a extensão do tatame

2.5 OBSERVAÇÕES

a) O tempo de cada estação foi controlado pelo professor e durou aproximadamente três minutos.

b) Todos os alunos passaram por todas as estações.

3. Prática de Lian Gong

a) Existem duas posições possíveis para as mãos:

- dedos abertos com o polegar e indicador formando a letra L, palma da mão voltada para frente

- punhos cerrados (mãos fechadas)

3.1 MOVIMENTO DO PESCOÇO

- Mãos apoiadas na cintura. Rotação do pescoço para a esquerda. Volta ao meio. Rotação do pescoço para a direita. Volta ao meio. Extensão do pescoço. Volta ao meio. Flexão do pescoço.

3.2 ARQUEAR AS MÃOS

Lian Gong VI

- Extensão do braço com a mão aberta voltada para fora. Flexão do braço até a linha do ombro com as mãos fechadas. Pescoço sempre rotacionando de um lado para o outro

3.3 ESTENDER AS PALMAS PARA CIMA

-Flexão do braço. Mãos fechadas. Extensão dos ombros. Mãos abertas. Cotovelos sempre fechados, na direção do ombro. Rotação do pescoço de um lado para o outro.

3.4 EXPANDIR O PEITO

-Mão esquerda apoiada sobre a direita. Flexão total dos ombros. Adução dos ombros. Extensão e rotação do pescoço. ora para um lado, ora para outro.

3.5 DESPREGAR AS ASAS

Lian Gong VII

- Movimento de tentar "juntar" as escápulas

3.6 LEVANTAR O BRAÇO DE FERRO

- Enquanto uma mão fica apoiada na região lombar, o membro oposto faz movimento de adução e abdução dos ombros, com a palma da mão pronada. Alternando entre os membros. Pescoço acompanha o braço que está em movimento.

3.7 EMPURRAR O CÉU E INCLINAR PARA O LADO

- Entrelaçar as mãos. Flexionar os ombros. Inclinação lateral do tronco por duas vezes. Adução dos ombros. Sempre alternando os lados.

3.8 GIRAR A CINTURA E PROJETAR AS PALMAS

Lian Gong VIII

- Rotação lateral do tronco. Flexão do braço com a palma da mão voltada para frente. O pescoço sempre acompanha o movimento do tronco. O braço que está na direção do movimento fica apoiado no quadril com as mãos fechadas. Sempre alternando os lados.

3.9 RODAR A CINTURA COM AS MÃOS NOS RINS

- Flexão do tronco. Jogar o quadril para a esquerda. Extensão do tronco. Jogar o quadril para a direita. Inverter ordem de execução. Mãos apoiadas nas costas, na direção dos rins.

3.10 ABRIR OS BRAÇOS E FLEXIONAR O TRONCO

Lian Gong X

- Apoiar a mão esquerda na mão direita. Flexionar os ombros. Adução dos ombros até a linha do ombro com as mãos pronadas. Flexionar o tronco formando um ângulo de 90º. Recomeçar o movimento de onde parou.

Lian Gong IX

3.11 ESPETAR COM A PALMA PARA O LADO

Lian Gong XI

- Pés separados (bem além da linha do quadril). Rotaciona o tronco para o lado esquerdo. Flexionar o ombro direito. Mão direita com a palma voltada para fora. Mão esquerda fechada apoiada no quadril. Alternar o lado de execução.

3.12 TOCAR OS PÉS COM AS MÃOS

- Pés lado a lado. Entrelaçar os dedos das mãos. Flexionar os ombros. Flexionar o tronco . Levar as mãos em direção aos pés. Estender o tronco com as mãos ao lado. Repetir o movimento.

3.13 RODAR OS JOELHOS À ESQUERDA E DIREITA

- Apoiar as mãos nos joelhos. Flexionar os joelhos. Fazer movimento circular da esquerda para a direita. Alternar o lado de execução.

3.14 FLEXIONAR A PERNA E GIRAR O TRONCO

- Pés lado a lado ( bem além da linha do quadril). Flexionar uma das pernas. Mãos apoiadas no quadril. Girar o tronco para o lado oposto.

3.15 FLEXIONAR E ESTICAR AS PERNAS

- Pés lado a lado, Mãos apoiadas no joelho. Flexão e extensão dos músculos posteriores da coxa. Repetir o movimento.

3.16 TOCAR O JOELHO E LEVANTAR A PALMA

- Pés lado a lado (bem além da linha do quadril). Mão direita apoiada no joelho esquerdo. Flexão dos músculos posteriores da coxa simultaneamente com a flexão do ombro esquerdo. Mão esquerda apoiada no joelho direito. Extensão dos músculos posteriores da coxa simultaneamente com a extensão do ombro esquerdo. Alternar os movimentos nos dois lados

3.17 ABRAÇAR O JOELHO CONTRA O PEITO

Lian Gong XII

- Perna esquerda a frente. Flexão dos ombros. Flexão do quadril e joelho direitos. Abraçar o joelho direito. Colocar os pés lado a lado. Perna direita a frente. Recomeçar os movimentos para o lado direito.

3.18 PASSOS MARCIAIS

- Mão apoiada na cintura. Perna esquerda a frente. Deslocar o quadril para trás levantando a ponta dos pés, mantendo o calcanhar no chão e a perna esticada. Perna direita a frente. Repetição do movimento.

V. Discussões e dúvidas dos alunos:[editar | editar código-fonte]

As dúvidas que houveram durante a aula foram em relação ao posicionamento da prática de Lian Gong e as mesmas foram esclarecidas pelo professor durante a prática.

Fernanda Melo, responsável pelo relato da aula.

VI. Temas Interdisciplinares:[editar | editar código-fonte]

Nesta aula foi possível articular os textos lidos e a aula prática com alguns módulos que já tivemos antes, dentro do curso de Educação Física da UNIFESP. O módulo de Trabalho em Saúde (TS) foi importante enquanto discutimos o texto Educação Física e Saúde Coletiva (LUZ in FRAGA, WACHS, 2007) [1], já que o texto tratava da inserção do profissional de educação física no sistema único de saúde, o SUS, assunto o qual tratamos durante as aulas de TS, e que agora, ao discutirmos mais uma vez a importância do educador físico dentro dos serviços públicos de saúde, conseguimos ter uma visão mais ampla e sólida para poder discutir sobre o assunto.

Outro módulo que pode ser lembrado durante a aula foi o Módulo do Aparelho Locomotor (MAL), já que para que os exercícios possam ser feitos de maneira satisfatória é importante que saibamos bem a anatomia do corpo humano, conseguindo assim , no caso da automassagem, ser eficiente ao massagear os pontos solicitados.

Por fim, um terceiro módulo que pode ser relacionado à aula em questão é o módulo FAFES III - Ritmo, Dança e Expressão Corporal, no qual durante todo o semestre aprendemos a conhecer e reconhecer nosso corpo, nossas limitações e capacidades e durante a aula de automassagem e Lian Gong também foi importante a consciência corporal e além disso, saber tocar o próprio corpo.

VII. Fichamento de texto:[editar | editar código-fonte]

Práticas Corporais e Grande Saúde: Um encontro possível[editar | editar código-fonte]

No texto é citada a seguinte frase: " Deve-se fazer atividade física para se ter saúde", assim os autores questionam a fundamentação e a justificativa para o uso do verbo dever, afirmando que são os imperativos morais, éticos e estéticos que ditam padrões, nos fazem ver magreza como sinônimo de beleza física e corpo sarado como sinônimo de saúde. Os autores ainda defendem que o cenário midiático contribui para essas associações, nos fazendo desenvolver um sentimento de culpa, o que no texto eles chamam de neurose.

Segundo o texto, mesmo com toda essa pressão social no que diz respeito a ser saudável, não há um aumento da adesão de sujeitos à prática de atividade física e além disso, a atividade física se transformou em um bem de consumo e assim assume um valor de mercado

O termo Grande Saúde, criado por Nietzsche, diz respeito a algo que se conquista sempre, e não algo que se obtém e se guarda. A grande saúde defende a ideia de que devemos encarar a vida em plenitude, e que esta saúde saúde é reservada àqueles que querem experimentar diferentes modos de sentir e pensar, sendo assim, ela só existe quando nos oferecemos essa aventura do viver, exploração e descoberta de diferentes pontos de vista. Nietzsche não faz apologia à enfermidade ao defender a grande saúde, mas sim uma apologia à saúde, já que para ele saúde é o potencial de reação do corpo em um episódio de doença; ele entende que ser saudável não é só não adoecer, mas conseguir fazer oposição à enfermidade.

Ainda segundo os autores, a baixa adesão à prática de atividade física pode de deve ao fato da alta demanda de esforço exigida pelo exercício físico, nos fazendo relembrar da nossa realidade e desistir dessa prática antes mesmo de tentar. Há uma dificuldade em perceber a existência de outros pontos de vista e de uma resistência do olhar para si. Segundo Alves e Carvalho (2010), para adquirir a grande saúde é necessário criar e recriar vida no exercício físico, além de não olhar somente para a atividade física, mas também para o encontro que ela proporciona, pois é nesse encontro que se desperte o nosso lado criativo, o que pode nos fazer alcançar a grande saúde.

Educação Física saúde coletiva: Políticas de formação e perspectivas de intervenção

[https://drive.google.com/drive/folders/0B50mQluQwkyhfm1Id1E5ZFlURGhhOGdENDZhSXBmQlBqdWxhdTNsdHJwa2JjWjBQdlBHS28]

O texto cita e apresenta a educação física como práticas terapêuticas, auxilio no tratamento de diversas doença e também retardo das perdas ocasionadas pelo envelhecimento. Durante muito tempo a educação física só era reconhecida como ginástica, musculação, hidroginástica entre outros. Modulação do corpo perfeito, prática da educação física para alcançar os padrões corporais estabelecidos pela mídia, harmonia e beleza do corpo.

A pesquisa apresentada nesse texto mostra a atividade física como melhora da saúde. A educação física não tem uma inserção significativa na graduação voltada para o lado terapêutico. Sabendo disso o texto traz que a educação física da escola não irá influenciar na vida adulta do aluno, por isso dentro da graduação temos que explorar outros temas podendo ser usado como prolongamento da vida. " Adoecimento e morte podem ser evitados com o movimento''.

Trazendo a educação física de forma terapêutica segundo o texto podemos fazer um link para trabalhar com corpo e mente (social,psíquico,emocional e espiritual) como um todo não fragmentado como é apresentado pela educação física convencional. Com isso o trabalho de exercícios para promoção e prevenção de doenças serão sempre trabalhados para públicos que buscam longevidade de vida, sem a cobrança de adestrar o corpo ou até mesmo conferir sua habilidades.

o texto ainda traz sobre a precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS) que a porta de entrada para o profissional da educação física dentro da área da saúde. Falando sobre a interrupção muitas vezes de projetos por falta de verba, falta de local e materiais não só para aula, mas para todos os procedimentos dentro das UBS. É possível e necessária a inserção de práticas alternativas dentro do SUS.

VIII. Material relacionado:[editar | editar código-fonte]

Lian Gong em 18 Terapias (Vídeo) [2]

Manual de Lian Gong [3]

Associação Brasileira de Lian Gong em 18 Terapias [4]

IX. Relato de um aluno na aula:[editar | editar código-fonte]

A aluna que relatou sobre a aula foi a Fernanda Melo. Ela falou que gostou mais de realizar o Lian Gong que a automassagem. A mesma disse que gosta bastante de alongamento, e sentiu que o Lian Gong possui características parecidas. Quando foi perguntado sobre a prática de automassagem, ela disse que foge um pouco do nosso cotidiano, não é algo que fazemos com frequência. Em relação à prática de Lian Gong, Fernanda afirmou que conseguiu fazer transferências positivas (de sensações e movimentos executados) e que se sentiu bem durante a prática, além disso, relatou que é uma das práticas que ela realizaria todos os dias. A presença de música e som ajudam na execução, além de tornar a prática mais prazerosa.

X. Conclusão:[editar | editar código-fonte]

Essa aula de práticas alternativas nos trazem sensações novas, não vividas e nem sentidas. Na modernidade em que vivemos, caracterizada por diversos afazeres, incluindo a Universidade, nos impede de tomarmos tempo para nós mesmos. Esse estilo de vida agitado, de poucas horas dormidas, de diversos estresses, nos afastam do nosso bem estar. As práticas alternativas ajudam muito nesse sentido, porque trabalham tanto o corpo, como a mente. Quantas vezes paramos, para observar nossa respiração? E sentir/percorrer a entrada do ar em nossos pulmões? São coisas muito simples, que acabamos não sentindo. Como um todo, essas práticas nos proporcionam vivenciar nosso corpo com autonomia, e nos ajudam na busca pela subjetividade e autoconhecimento. Quando lemos o texto Práticas corporais e grande saúde (ALVES; CARVALHO, 2010), é abordada a questão de relacionar padrões estéticos com saúde, o que grande maioria das pessoas fazem. Ir na academia, ser magro, ou corpos grandes, esculpidos, isso mantém uma crença que devemos passar, pelo menos uma hora dentro de uma academia, o que para muitas pessoas é obrigação, para se alcançar os corpos impostos por mídias e sociedade. Enquanto saúde, for tratada intimamente com corpos que são adestrados, a busca por práticas alternativas será dificultada.

As práticas alternativas, são de maioria da cultura oriental, onde existe uma preocupação muito maior, com o interior do nosso corpo, totalmente diferente da cultura ocidental. São práticas que precisam ser sentidas, exigem concentração, corpo e mente, o que talvez, falte em outras práticas.

E pensarmos em que saúde falamos, uma senhora que tenha alguma doença crônica, e seja direcionada a fazer academia, e não goste de estar lá, será que há saúde? Ela fazer práticas em que ela encontre outras pessoas, converse com tempo com elas, troque experiências, sinta as energias da prática, conheça o corpo... não pode ser que tenha mais relação com saúde?

XI. Referências Bibliográficas:[editar | editar código-fonte]

Educação Física e Saúde Coletiva (LUZ in FRAGA,WACHS, 2007).[5]

Práticas corporais e grande saúde (ALVES;CARVALHO, 2010)[6]


AVALIAÇÃO DO PROFESSOR[editar | editar código-fonte]

  • NOTA FINAL: 8,0

AVALIAÇÃO DO PROFESSOR[editar | editar código-fonte] NOTA FINAL:

1) Assiduidade e pontualidade do grupo no registro e apresentação da aula que é responsável (1,0/1,0)

2) Qualidade da leitura apresentada escrita e oralmente (2,0/3,0)

3) Publicação da aula em forma de relatório da lição (desejável formato multimídia, com descrição convidativa, uso de texto, imagens e hiperlinks para publicações de slides, áudio e vídeo em sites de compartilhamento como youtube).(4,0/ 5,0)

4) Revisar a aula publicada pelo grupo anterior ao seu e fazer críticas e comentários complementares (1,0/ 1,0)

COMENTÁRIOS[editar | editar código-fonte]

A descrição das atividades foi contemplada com riqueza de detalhes e uma boa organização, que favorece a compreensão de suas etapas. A despeito da postagem do vídeo no material relacionado, uma sugestão para aprimorar ainda mais este item seria adicionar um vídeo dos procedimentos, apresentação de power point ou qualquer outro recurso de mídia com imagens ilustrando o passo-a-passo feito por vocês. Em relação às dúvidas, é pertinente revisar se houve alguma em relação à discussão dos textos ou se elas ficaram restritas apenas aos posicionamentos do lian gong. Ainda a este respeito, poderia ser interessante, mesmo que de maneira bem breve e sucinta, explicitar as principais dúvidas. No que se refere ao fichamento, é preciso inserir também o fichamento da leitura do texto Educação Física e Saúde Coletiva (LUZ, 2007). Já relativo ao fichamento do texto de Alves e Carvalho (2010), atentar para as seguintes considerações: usar o plural por serem dois autores e manter dessa maneira ao longo de todo o texto; ter cuidado com a repetição de determinadas palavras como, por exemplo, assim, que aparece inúmeras vezes no mesmo parágrafo; e evitar frases muito longas, como no último parágrafo, que tornam a escrita confusa. Apesar da forma, é preciso revisar também o conteúdo do último parágrafo, o qual não parece estar completamente alinhado com a intencionalidade do texto apresentado. Além disso, é preciso ter cautela com o uso do termo práticas corporais, talvez seja importante revisitar o texto e a discussão em sala de aula para reescrever o último parágrafo. Por fim, no que diz respeito à conclusão, poderia ser apresentada uma relação mais clara entre as práticas vivenciadas e o conteúdos dos textos discutidos.

Comentários e críticas do grupo 3 (Fernanda, Luanna e Olívia): A descrição das atividades foram ótimas, até mesmo das práticas que não remetiam ao seu grupo como a Automassagem Matinal Chinesa e a Prática de Atenção/Concentração, no entanto, auxiliando os alunos que queiram relembrar e praticá-las. Sobre as posições de Lian Gong, somente algumas que tiveram suas explicações um tanto defasadas e/ou não tão claras como o Despregar as Asas e Passes Marciais. As imagens auxiliaram no entendimento, mas se cada uma estivesse linkada com a posição respectiva seria mais didático. Os temas interdisciplinares forem bem correlacionados e explicativos, assim como o fichamento dos textos.