Temperaturas Paulistanas/Planejamento/Lajeado/Turma B

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Grupo: Bruno Ignacio, Debora Romanini, Gisele Sartini, Juliana Falanghe, Lídia Anjos[editar | editar código-fonte]

Matéria:[editar | editar código-fonte]

Sexualidade por gerações, um retrato de Lajeado:

O problema

Três crônicas apresentam os mesmos problemas de milhões de mulheres no Brasil e também em Lajeado.

A violência, o assédio sexual, o machismo e a gravidez precoce são muito frequentes entre as famílias no distrito de menor IDH da zona leste da cidade de São Paulo e é de conhecimento de todos.

Nada menos do que 85% dos entrevistados conhecem alguém que tenha tido filhos antes dos 18 anos e 39% conhecem pessoas que contraíram doenças sexualmente transmissíveis.

As causas desses dados alarmantes são muitas, inclusive condições socioeconômicas e acesso a informação, porém entre homens e mulheres, não são eles que mais sofrem com essa realidade. Em média os homens nesta região têm o primeiro filho aos 29 anos, enquanto este número cai para 22 entre as mulheres.

Desculpas para não usar métodos contraceptivos são comuns nas bocas deles, que empurram a responsabilidade para suas parceiras, alegando ser desnecessário que eles se protejam ou por serem casados, ou por estarem namorando ou simplesmente porque a mulher toma pílula.

Dos entrevistados do sexo masculino, 60% afirmaram que não andam com camisinha e a mesma quantidade disse já ter se negado a fazer sexo com preservativo.

A educação sexual é dever da família, segundo 87% dos entrevistados, 90% disseram entregar anticoncepcionais aos filhos e 80% se sentem livres para falar sobre o assunto. A grande maioria também sabe onde encontrar preservativos, como em postos de saúde, estação de trem e no próprio CEU Lajeado. O problema está na seletividade de gênero nessas porcentagens, na sociedade patriarcal brasileira, na cultura do estupro, no profundo machismo enraizado desde a colônia. Essas histórias e relatos retratam a realidade da mulher, dos jovens e a gravidade da situação, tanto em Lajeado, quanto nas periferias e em todo o Brasil.

Meus Pêsames

No Paraná com sua mãe e mais duas irmãs, fugiram para São Paulo de um pai alcoólatra. As dificuldades sempre foram muito claras, chegando na cidade viviam de favores em pequenos barracos, sua mãe as educou, mesmo sem educação formal, com ética e clareza da vida. Sendo criadas apenas por uma mulher com todo o sofrimento que esta passou por um homem, sempre ficou muito claro o cuidado que deveria ter com o universo masculino.

Leci Cordeiro Soares, com mais de quarenta anos e um filho, Lucas,  trabalha a quatorze anos em sua loja de roupas na rua Bom Jesus numero 64 próxima a estação de trem Guaianases. Carrega uma leveza na fala que mesmo se tratando de assuntos difíceis consegue mantê-la.  Foi extremamente cuidadosa comigo quando cheguei me oferecendo um lugar para sentar abaixando o radinho de som de sua loja para conseguirmos gravar, de início tivemos um pouco de dificuldade de nos encontrarmos na entrevista, mas logo conseguimos captar uma a narrativa da outra e a entrevista foi criando forma.

Veio para São Paulo com sete anos, tem poucas memórias do Paraná seu estado natal, quando criança passou um período de muitas dificuldades mas só quando cresceu chegou a perceber todo o cuidado que a sua mãe aplicava para protegê-las as escondeu desta realidade. Com seus dezessete anos entrou em uma escola de balé, por lá entrou em contato com realidades extremamente distantes da sua, fez amizades com as burguesas que lá conheceu, saia com as meninas de lá, e uma de suas amigas acabou engravidando e por desespero queria abortar. Leci e sua irmã conseguiram encontrar uma parteira da região onde moravam que fosse fazer o aborto sem que a mãe da menina soubesse, de maneira bem sigilosa conseguiram ajudar a amiga, pois além do que eram todas menores de idade.

Tendo trabalhado a quatorze anos em Guaianases viu famílias crescendo e mudando de maneira brusca, garotas que ainda eram meninas engravidando de homens que as abandonam, mas uma história das diversas que escutou foi a que mais marcou: A de uma mãe com duas filhas, que, quando crescendo, ela as viu sendo hipersexualizadas com roupas que tiravam a infância das duas crianças. Com doze anos a menina mais velha aparecer em sua loja gravida em desespero. Tinha contado para a mãe que havia sido estuprada e que estava indo ao psicólogo do posto de saúde, a questão chega a ser profundamente absurda, sexo com consentimento com uma menina desta idade continua sendo um estupro e crime de pedofilia, mas dada a realidade de um bairro de periferia, uma garota dessa idade é vista como bem entendida do que quer. A menina carrega as dores da perda da infância sem ao menos entender que foi violentada.

Leci reagiu apenas falando para a menina dizer a verdade a mãe, de que não tinha sido de fato um crime de estupro, a menina então acabou fazendo o parto, e por fim nasceu a criança enquanto a menina, agora mãe, se perdeu em uma dura realidade.

Até que a violência nos separe

Simpática e animada, Adilma é segurança do CEU de Lajeado há sete anos e chama a atenção pelo carinho que demonstra por todos com quem conversa, essa certamente é a primeira impressão que passa. Não se imagina que por trás daquele sorriso se esconde uma história de tanto sofrimento e abusos.

Com a maior hospitalidade, a segurança abriu a porta de sua casa e também as memórias difíceis de sua juventude. Não é por menos que não seria possível marcar uma conversa com ela sem muita insistência.

Adilma é da Paraíba, onde era, e ainda é, costume arranjar aos jovens casamentos. Ela não foi uma exceção. Casou-se aos 17 anos e se tornou mãe aos 19. Infelizmente, mais um retrato da mulher brasileira ainda hoje, um reflexo claro do patriarcado e do machismo que ditam grande parte de nossa cultura.

Aos 20 e poucos anos foi obrigada a fugir de sua terra natal por causa das constantes ameaças e violências que sofria de seu marido, que se estendiam ao seu próprio filho. Lembra-se dele chegando em casa bêbado, dela se escondendo no meio do mato com seu filho, certamente as intenções do marido se estendiam até mesmo a assassinas. Havia arma, ameaças constantes; Ela conta que tinha que trabalhar de segunda à sexta na roça para se sustentar.

A separação não foi fácil, seu ex-marido a perseguia constantemente e a fazia ameaças de morte, motivo que a fez vir para São Paulo, a terra de novas oportunidades para aqueles que sonham com uma vida melhor.

Chegou então à terra da garoa com a roupa do corpo e com coragem, sem poder trazer consigo seu filho, e aqui ganhou sua liberdade, comprou seu apartamento e conseguiu dinheiro para ajudar seu filho que ficou na Paraíba com a avó.

Ao longo da entrevista ficou claro como as lembranças mexiam com ela, como por mais atenuadas que elas tenham ficado com o tempo, elas podiam ser reavivadas facilmente com algumas palavras ou até mesmo em seus sonhos.

A violência contra a mulher parece ser algo hereditário na família de Adilma. Seu pai tinha muitas amantes, batia em sua mãe, além de ser alcoólatra. O mesmo aconteceu com sua irmã, cujo marido foi preso por agressão, mas foi solto cinco meses depois. Ironicamente, a paraibana que trabalha como segurança não acredita na lei e nem se sente protegida por ela.

Este cenário de insegurança e violência contra a mulher não é exclusividade de Paraíba, no CEU Adilma se depara com situações chocantes para qualquer um, como a história de uma jovem amiga sua de Lajeado frequentadora do espaço com quem sempre conversava e dava conselhos. Com apenas 14 anos a menina se envolveu com um moço mais velho, de seus 18 anos e conhecido por seu envolvimento no tráfico de drogas local.

A garota tinha um pai que nunca estava em casa e uma mãe que ia a igreja, ao menos, três vezes por semana. O menino não tinha nem pai e nem mãe, sua família era a rua.

Após algum tempo, Adilma percebeu que a menina não a procurava mais para conversar ou pedir conselhos. Estranhou também que o sol não a impedia de usar blusas largas de frio. No entanto, a resposta para tanto mistério veio logo. Lajeado com seus 150 mil habitantes, era de se esperar que a notícia da gravidez da adolescente chegasse aos ouvidos da segurança eventualmente, explicando o porquê de seu afastamento repentino.

Apesar de tantos casos parecidos com a de sua amiga aparecerem no CEU, um foi o divisor na vida da vigilante. Separou o pensamento idealista dela da realidade. Meio-dia, no horário de almoço, Adilma foi fazer sua ronda e encontrou duas crianças que aparentavam ter no máximo 11 anos fazendo sexo atrás do muro.

Ao serem repreendidos as crianças saíram correndo da segurança, que tentou alcançá-los para conversar e quem sabe orientá-los como sempre faz com os jovens que frequentam o CEU.

Mesmo diante de inúmeros casos de meninas grávidas ainda na adolescência em Lajeado, Adilma é rigidamente contra o aborto, alegando que existem diversos métodos contraceptivos para mulheres, dando ênfase ao gênero explicando que existem mais meios para elas se prevenirem do que para eles.

Sexo em azul e rosa

Sexo é um tabu no Brasil? País tropical, do samba e do carnaval, estereotipado como liberal. Ela acha que sim, mas trata do assunto tão naturalmente quanto conversa de elevador. Elisama Ribeiro Matiassi, de 23 anos, atravessa a porta do café acompanhada. Ela e a namorada sentam-se sorridentes e muito mais dispostas do que se espera de alguém numa quarta-feira à noite. Frente a frente com o repórter agora, Elisama se abre após pouquíssimos minutos de conversa.

Uma criança que cresceu diferenciadamente dentro de uma mesma família, não é filha única, há alguns mais novos que ela, porém a idade não é o motivo do tratamento especial, mas sim seu gênero. Em meio a somente irmãos, a jovem jamais ouviu sobre sexo em casa, enquanto os jovens homens recebiam não só informação, como também preservativos para a prevenção. Ela nada recebia, inclusive, jamais deveria praticar tal pecado antes do casamento, informação e prevenção estimulam a promiscuidade. Porém, sabe-se como é a natureza masculina, então seus pais nada podiam fazer a não ser fornecer aquilo a ela negado aos homens de 12 e 13 anos da casa, aconteceria de qualquer forma afinal.

Talvez por sorte, Elis não sofreu consideravelmente as consequências dessa criação, já que nunca se envolveu com homens. Mas hoje, ela sabe que isso está longe de ser a realidade da jovem mulher comum. Teve oportunidade de aprender sozinha sobre esse universo presente em todo lugar mas jogado nas sombras, a escola ajudou um pouco, mas sexo não é só biologia, sexo é envolto em moralidade, em regras e no fetiche de se quebrá-las. Hoje se considera esclarecida, porém, muitos erros poderiam ter acontecido no meio do caminho, erros de quem afinal? Da jovem cuja educação sexual lhe foi negligenciada? Da família que a negou? Ou de uma cultura, de uma sociedade patriarcal, e de um país falho em separar saúde, religião e opinião?

Trabalhando como instrutora esportiva no CEU Guaianases, ela vê constantemente a chocante realidade sexual da periferia, consequência da falta de informação e de uma cultura que incentiva esse tipo de descuido. Incontáveis são seus conhecidos, que com menos de 18 anos, já foram pais, incontáveis também são as mães que terminam por serem impedidas de abortar e arcam sozinhas com os filhos. Elis é a exceção em muitos sentidos, exceção de ter tido oportunidades e sorte, enquanto muitos outros não tiveram.

Elisama suspira, fortalece a voz, e conclui o encontro dissertando sobre um fator prioritário aos seus olhos nas situações de gravidez indesejada durante a adolescência e nas contrações de DSTs que poderiam ter sido facilmente prevenidas: Uma sociedade patriarcal, machista e misógina estimula o homem ao comportamento irracional, impulsivo e descuidado, caracterizando-o como virtude masculina, enquanto inibe a mulher de ter pleno acesso à informação e prevenção, a submetendo a situações manipuladoras que levam a diversos problemas sociais, que podem destruir sua vida e a de uma indesejada criança. Conclui que pretende ser mãe, que como o ser humano deve aprender com seus erros e os erros dos outros, a criança que futuramente será criada pelo casal será certamente esclarecida e terá pleno apoio nesse sentido. Quem sabe Elisama e Mariana representam uma nova direção na estruturação e na ideologia familiar brasileira?

Três crônicas sobre um mesmo problema. Problemas vistos no distrito de menor IDH da zona leste da cidade de São Paulo, mas longe de estarem restritos somente ao local. Esse problema abrangente, segundo levantamento de dados na região, se mostra, porém, de ciência de todos. 85% dos entrevistados conhecem alguém que tenha tido filhos antes dos 18 anos e 39% conhecem pessoas que contraíram doenças sexualmente transmissíveis.

As causas desses dados alarmantes são muitas, inclusive condições socioeconômicas e acesso a informação, porém entre homens e mulheres, não são eles que mais sofrem com essa realidade. A educação sexual é dever da família, segundo 87% dos entrevistados, 90% disseram entregar anticoncepcionais aos filhos e 80% se sente livre para falar sobre o assunto com eles. A grande maioria também sabe onde encontrar preservativos e considera que o governo faz sua parte. O problema está na seletividade de gênero nessas porcentagens, na sociedade patriarcal brasileira, na cultura do estupro, no profundo machismo enraizado desde a colônia. Essas histórias e relatos retratam a realidade da mulher, dos jovens e a problemática situação que é vista em Lajeado, nas periferias e em todo o Brasil.

Reportagem de rádio:[editar | editar código-fonte]

Imagens:[editar | editar código-fonte]

Vista de Lajeado ao chegar na estação Guaianases
Interior da estação Guaianases
Vista de Lajeado

Entrevistas:[editar | editar código-fonte]

Pré-apuração:[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

Originalmente a região levou o nome de Guaianases do tupi, da tribo Guaianás que habitava essa região. Desde sua fundamentação foi uma região de grande miscigenação de povos, indígenas, europeus, africanos e orientais. Então, há uma mistura de grupos étnicos formando um mosaico.

Por volta de 1820, os índios estavam extintos e a terra encontrava-se em mãos de particulares. A região passou a ser então um ponto de passagem do Imperador. Os viajantes dormiam na região para depois seguir às minas de ouro.

O caminho, conhecido como a estrada do Imperador, ficou conhecido também como Estrada dos Guaianases, atual Estrada do Lajeado Velho. A partir de 6 de novembro de 1857 a área passou a ser designada de Lajeado Velho e o entorno da Estação Ferroviária foi chamado de Lajeado Novo. Três anos depois a capela Santa Cruz de Lajeado foi inaugurada, 3 de maio de 1861.

O povoado se desenvolveu entorno da capela, dando início ao bairro. Neste último núcleo de povoamento construiu-se, ao final do século XIX, a Capela Santa Cruz. O crescimento de Lajeado foi lento e embasou-se na presença de imigrantes e de migrantes.

O bairro então encontrou algum desenvolvimento por volta de 1920. A instalação de olarias na região e a chegada da Estrada de Ferro Norte deram impulso à área. A partir da segunda década do século 20 a região começou a receber um grande número de migrantes nordestinos, que representariam parte significativa da população local.

A baixa remuneração fez brotar um bairro embasado na autoconstrução, com residências muitas vezes erguidas em área de risco. Em 30 de dezembro de 1929, Lajeado era elevado à condição de distrito. Os primeiros loteamentos de Lajeado surgiram a partir da segunda década do século 20.

O bairro de Guaianases foi marcado primeiro pelo processo de imigração estrangeira, depois de uma migração interna, e após todo processo de desenvolvimento populacional do bairro que nasceu em Lajeado Velho e depois trazendo a urbanização para o Lajeado Novo (hoje Guaianases).

Guaianases aumentou bastante sua população nos anos 50, pois devido ao baixo salários dos trabalhadores havia a necessidade de encontrar terrenos baratos com prestações mensais acessíveis, desencadeando diversos núcleos de povoamento, em que diversos bairros nascem ao redor das estações de trem e do entroncamento das vias.

Entre os anos de 1970 e 1980, foram construídos os conjuntos habitacionais em Guaianases (parte deles pertence hoje à Cidade Tiradentes), o que fez aumentar ainda mais o número de pessoas na região em espaços cada vez mais apertados e ainda sem infraestrutura urbana.

A região passou a avançar no início da gestão atual. 

Bairros que a constituem[editar | editar código-fonte]

O Distrito de Lageado na Zona Leste atualmente abrange os bairros: Conjunto da Paz - Jardim Augusta - Jardim Aurora - Jardim Brigida - Jardim Campos - Jardim do Campo - Jardim Dona Deolinda - Jardim Etelvina - Jardim Fanganiello - Jardim Gianetti - Jardim Guaianases - Jardim Moreno - Jardim Nova Guaianases - Jardim São Paulo - Jardim Ubirajara - Lajeado - Núcleo Lajeado - Parque Guaianases - Vila Andes - Vila Chabilândia - Vila Fukuya - Vila Iolanda - Vila Lourdes - Vila Minerva - Vila Nancy.

Dados Sociais[editar | editar código-fonte]

Em São Paulo o distrito entra no ranking dos 20 piores IDH , com Guaianases em 12º com 0,768 e Lajeado em 3º com 0,748. A predominância dos níveis sociais é de, Média Privação e adultos, Alta Privação e Jovens e Alta Privação e adultos de acordo com o CEM (Centro de Estudos da Metrópole). Os grupos citados do local tem como principal característica serem encontrados nas regiões periféricas da cidade de São Paulo, sendo Lajeado um dos ambientes de predominância.

Média privação – condições de precariedade socioeconômica médias e com presença de famílias adultas (Grupo 4): Engloba 20,8% da população da região. Este grupo apresenta características próximas às médias observadas, com exceção dos rendimentos, que são inferiores aos observados para o total do município. Porém, algumas características colocam-no em pior condição do que o grupo 6, com a maior concentração de crianças de 0 a 4 anos.

Alta privação – condições de precariedade socioeconômicas médias e presença de famílias jovens (Grupo 5): Englobando 7,5% da população do município. Caracteriza-se pela presença de chefes jovens – idade média de 38 anos, 28% dos chefes com idade entre 10 e 29 anos - com baixos níveis de rendimento (67,2% dos responsáveis pelo domicílio ganham até 3 salários mínimos) e escolaridade (apenas 25% dos chefes de família têm ensino fundamental completo). É o segundo pior grupo nos indicadores de renda e escolaridade. Neste grupo observa-se o menor percentual de chefes mulheres, 21,5%, sendo que 18,5% delas possuem até 8 anos de escolaridade, no máximo.

Alta privação – condições de precariedade socioeconômicas altas e presença de famílias adultas (Grupo 7): Com 18,0% da população. É caracterizado por chefes adultos, com baixa renda (60,4% ganham até 3 salários mínimos) e baixa escolaridade (apenas 31,5% dos chefes têm ensino fundamental completo). Apresenta ainda grande concentração de crianças de 0 a 4 anos e forte presença de adolescentes (11,2% da população do grupo têm entre 15 e 19 anos), além de 30% dos responsáveis serem do sexo feminino (25,4% com até 8 anos de escolaridade).

Dados[editar | editar código-fonte]

Área 9,2 km² Densidade 201,99 hab/ha Renda média R$ 543,58 IDH 0,748 - médio (94°) Subprefeitura Guaianases Região Administrativa - Leste 2 Escolas 16 no Município

População total: 164.606 habitantes População de 0 a 9 anos: 26.716 habitantes População de 10 a 14 anos: 16.823 habitantes População de 15 a 19 anos: 15.653 habitantes População de 20 a 29 anos: 31.313 habitantes População de 30 a 59 anos: 62.625 habitantes População com 60 anos ou mais: 11.477 habitantes

Planejamento:

Pela distinção pouco clara entre os limites dos bairros comandados pela subprefeitura de Lajeado e Guaianases, com base em nossas pesquisas vimos que o bairro de Guaianases pertence ao distrito de Lajeado por isso decidimos focar nossa análise nele.

·        Pesquisas sobre o distrito e o bairro que o constituem

·        Escolhido o bairro foco da pesquisa o grupo irá se dividir para aplicar o questionário no bairro em dois dias. Na tarde do sábado (27/08) e na manhã do domingo (28/08).

·        Reuniremos os resultados da pesquisa de ambos os dias e faremos a análise do questionário, para a partir disso definir qual será a pauta destinada a matéria de Jornalismo Básico II e também a reportagem para a matéria de Radiojornalismo.

Como preestabelecido durante a aula de metodologia e pesquisa o grupo fará entrevistas de profundidade com personagens que responderam ao questionário aplicado.

·        Após a definição das pautas o grupo irá novamente ao bairro para colher material para as reportagens como entrevistas com moradores, imagens, sonoras que caracterizem o local.

·        Reunido o material necessário as pautas serão produzidas e entregues na data estipulada pelos professores.

O grupo escolheu por não delimitar funções específicas para cada integrante já que todos fazem um pouco de tudo. Editando a plataforma, aplicando questionários, escolhendo pautas, produzindo conteúdo, etc. 

Com base na análise dos questionários foram definidas duas pautas: segurança pública para a disciplina de radiojornalismo e a aboragem da educação sexual através das gerações para a disciplina de jornalismo básico II. O grupo se dividiu para a produção de ambas a as pautas, durante o sábado de manhã (17/09) duas integrantes do grupo voltarão ao bairro para gravar as sonoras de rádio, tanto para ilustrar a reportagem quanto para pegar o depoimento das fontes. Ainda no mesmo fim de semana os outros três integrantes do grupo irão fazer as entrevistas de profundidade com fontes que responderam o questionário e esse material será parte da apuração para a pauta de jornalismo básico II. 

Questionário:[editar | editar código-fonte]

Link do aquivo em word do questionário que imprimimos e aplicamos:

https://drive.google.com/file/d/0B40nT2INwxMFY2tNNVpXb0ZLZEE/view?usp=sharing

Total de entrevistados = 41

1•     Gênero:

a) Feminino: 24              

b) Masculino: 17              

2•     Idade:

a)  Entre 18 e 25 anos: 11                    

b)  26 a 40: 15                  

c)  Mais de 40: 15

3•     Grau de escolaridade:

a)   Fundamental: 9                        

b)   Ensino Médio: 21                

c)   Graduação: 10

d)  Nenhum: 1

4•     Renda familiar:

a)   Menos de 1 salário mínimo: 7                    

b)  Entre 1 e 5: 31

c)   Entre 6 e 10: 1              

d)  Mais de 10: 0

(Salário mínimo está hoje 880 reais)

5•     O que você mais gosta no bairro?

a)   Lazer: 8         

b)  Transporte: 7             

c)   Iluminação: 4          

d)  Segurança: 0

e)   Comércio fácil: 11             

f)     Quantidade de escolas: 6            

g)   Postos de saúde: 2

6•     Quais são os principais problemas da região?

a)   Lazer: 5             

b)  Transporte: 8            

c)   Iluminação: 3      

d)  Segurança: 29

e)   Comércio fácil: 2              

f)    Quantidade de escolas: 3            

g)   Postos de saúde: 5

7•     Tem filhos?

a)  Sim: 25                            

b)  Não: 13

8•     Com quantos anos você teve o primeiro filho?

a)   Menos de 17: 4

b)  Entre 18 e 25: 12

c)   Entre 26 e 30: 4

d)  Entre 31 e 35: 4

e)   36 ou mais: 1

9•     Quantos filhos tem?

a)  Um: 8

b)  Dois: 9

c)  Três: 6

d)  Quatro: 0

e)  Cinco ou mais: 2

10•   Qual é sua religião?

a)   Católica: 13               

b)  Evangélica:19              

c)   Espírita: 2     

d)  Judaica:0

e)   Protestante: 0          

f)     Ateu: 0

g)   Outros: 5

11•   Você concorda com esta frase?

“Quem deve mostrar ao mundo o certo e o errado, o pecado e a santidade é a igreja, os cristãos, os líderes de fé, e não a política”

a)   Sim:  29                   

b)  Não: 13

12•   Você é a favor que valores religiosos sejam ensinados nas escolas?

a)   Sim: 30                    

b)  Não: 11

13•   Você acha que valores religiosos deveriam pesar em decisões políticas?

a)   Sim: 12               

b)  Não: 29

14•   Você gostaria que seu filho recebesse aulas de orientação sexual nas escolas?

a)   Sim: 32                 

b)  Não: 9

15•   Entre qual idade você considera apropriado para que crianças saibam sobre sexo:

a)   Entre 5 a 7:  0             

b)  8 a 10: 11             

c)   11 e 13: 15         

d)   mais de 13: 15        

16•   Você se sentiria confortável em falar sobe sexo com seu filho?

a)   Sim: 33           

b)  Não: 9

17•   Por quais veículos você recebeu orientação sexual?

a)   Família: 14            

b)  Amigos:  10          

c)   Televisão:  1          

d)   Internet: 2         

e)   Leitura: 3

f)     Escola:  3          

g)   Outros: 11

18•   Você tem dúvidas de como usar os métodos contraceptivos?

a)   Sim:  8                        

b)  Não: 33

19•   Você votaria em alguém que tenha projetos de orientação sexual para jovens?

a)   Sim:  30                       

b)  Não: 12

20•   Você sabe o que são dst’s?

a)   Sim: 33                      

b)  Não: 8

21•   Você conhece alguém que tenha alguma doença sexualmente transmissível?

a)   Sim:  16                      

b)  Não: 26

22•   Você tem vergonha de comprar anticoncepcional ou pegá-los em postos de saúde?

a)   Sim: 11                      

b)  Não: 30

23•   Você usa algum método contraceptivo?

a)   Sim:  22                       

b)  Não: 19

•        Quais?

a)  Camisinha masculina: 18           

b)  Camisinha feminina: 0         

c)  Pílula: 6

d)  Pílula do dia seguinte: 1            

e)  DIU: 1             

f)   Diafragma: 0           

24•   Você acha que é fácil o acesso a métodos contraceptivos?

a)   Sim: 37                     

b)  Não: 4

25•   Onde você geralmente pega esses produtos?

a)   Farmácia:14               

b)  Postos de saúde: 22               

c)   Pais: 0             

26•   Você entregaria anticoncepcionais para seus filhos?

a)   Sim: 35                      

b)  Não: 7

27•   Você conhece alguém que tenha tido filhos antes dos 18 anos?

a)   Sim: 37                      

b)  Não: 4

28•   Que medidas devem ser tomadas para diminuir os índices de gravidez na adolescência?

a)   Educação Sexual: 13            

b)  Orientação dos pais: 29      

c)    Orientação religiosa: 0

d)  Casamento: 0                      

e)   Aborto: 0              

f)     Campanhas publicitárias 4

29•   Quem deveria ajudar a combater a gravidez na adolescência?

a)   Governo: 3          

b)  Família: 36           

c)   Escola: 6          

d)  Igreja: 4

30•   Você acha que o sexo é um tabu no Brasil?

a) Sim: 18                    

b) Não: 21

*PERGUNTAS PARA MULHERES

•        Você já usou/usa camisinha feminina?

a)   Sim: 1                    

b)  Não: 23

•        Sabe onde encontrar?

a)   Sim: 20                        

b)  Não: 4

•        Com qual frequência você vai ao ginecologista?

a)   1x ao ano: 12             

b)  2x ao ano:  7          

c)   + de 2x ao ano: 1          

d)   Nunca fui: 1

*PERGUNTA PARA HOMENS

•        Você sempre anda com preservativos?

a)   Sim: 7                     

b)  Não: 10

·      Você já se recusou a transar com camisinha?

a)   Sim: 7

b)  Não: 10

Contatos para entrevistas:[editar | editar código-fonte]

Aryane Sousa - 95885-9855

Entre 18-25 anos

Ensino Médio

Sônia Olanda - 2513-5207 (fixo)

Mais de 40

Fundamental

Adelina - 95190-9557

25 - 40

Ensino Médio

Leci - 9933-90609

Mais de 40

Graduação

Elisama Ribeiro - 9857-41155

Entre 18 e 25

Graduação

Adriana - 95876-1332

25 - 40

Ensino Médio

Renata - 97559-5013

25-40

Graduação

Edite Siqueira da Silva - 98648-3282

Mais de 40

Fundamental

Gilberto Altério da Silva - 2554-5586 (farmácia)

Mais de 40

Fundamental

Douglas Martins dos Santos - 95744-7991

Entre 18 e 25

Ensino Médio

Eric Willian de Mello - 98614-1079

25-40

Graduação

Diogo - 96065-3896

Entre 18 e 25

Graduação

Links entrevistas e reportagem de rádio caso não rode na página:[editar | editar código-fonte]

https://drive.google.com/open?id=0B84rUmhKIY9xWU5oZE1kdXQ5a28 - REPORTAGEM DE RÁDIO SOBRE VIOLÊNCIA

https://drive.google.com/open?id=0B9urfHvuj4VzVnZfMFhsQXVkRzQ - Entrevista Leci

https://drive.google.com/open?id=0B40nT2INwxMFVmtKOUtidl9uZnc - Entrevista Elisamara

https://drive.google.com/open?id=0B9Lg406tw0yEWWFWeXhiYVdNVEk - Entrevista Adilma

Referências:[editar | editar código-fonte]

450 Bairros São Paulo 450 Anos , Autor Levino Ponciano, Editora Senac São Paulo

IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) - Censos Demográficos / SMDU/Dipro - Retroestimativas e Projeções 2011

http://www.fflch.usp.br/centrodametropole/584

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lajeado_(distrito_de_S%C3%A3o_Paulo)

http://www.fflch.usp.br/centrodametropole/584

http://www.etecdeguaianazes.com.br/

http://www.capital.sp.gov.br/

http://www.spbairros.com.br/tag/bairros-lajeado/

https://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/regioes.php?regiao=17&distrito=47

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/guaianases/historico/index.php?p=151

http://www.archdaily.com.br/br/786534/os-20-distritos-com-os-idh-mais-altos-e-mais-baixos-de-sao-paulo http://www.spbairros.com.br/lajeado/

http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/agente/10065/

http://www.educacao.sp.gov.br/central-de-atendimento/Relat_Escola.asp?ID_DIR=005&ID_MUN=100&ID_DIST=96&NM_MUN=SAO%20PAULO&NM_DIST=LAJEADO&CD_ADM=1&Nova=1

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/guaianases/

Subprefeitura de Guaianases

Estrada Itaquera-Guaianases, 2.561 08420-000 Tel: 2557-7099

Horário de Funcionamento Segunda a Sexta-feira 08h00 às 18h00

Apresentação:[editar | editar código-fonte]

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Vídeo Caio Quero:[editar | editar código-fonte]

https://www.youtube.com/watch?v=jMO6mssogDw