Temperaturas Paulistanas/Planejamento/Lajeado/Turma C

Fonte: Wikiversidade
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Grupo: Ayumi Fumayama, Giovanna Mercadante, Maiza Gondim e Marina Ruiz

  • Pré-apuração

Breve introdução de Lajeado

Lajeado é um distrito de São Paulo situado na zona leste da cidade. Com o distrito de Guaianazes forma a Subprefeitura de Guaianazes. Lajeado fica ao lado de São Miguel, um dos primeiros bairros da capital. Nasceu da retaliação das grandes sesmarias e das grandes fazendas, nos séculos XVII e XVIII, até chegar às chácaras, no início do século XX. Nos primeiros anos do século XIX os povoados de Itaquera e Lajeado foram desmembrados do território de São Miguel. Uma parte tornou-se Guianeses e a outra foi chamada de Lajeado.

O distrito iniciou seu crescimento em 1903, participando ativamente da vida de São Paulo, abastecendo-a com as verduras, frutas e flores de suas grandes chácaras. Porém, foi a partir de 1920 que a região conheceu o desenvolvimento. Naquela década milhares de nordestinos vieram para São Paulo. E a cada decênio o número foi aumentado, até tornar-se a região um pequeno nordeste paulistano. Uma ligeira ideia: de 1930 à 1939 vieram para São Paulo 435.864 nordestino. Uma grande parte foi para São Miguel, Itaquera e Lajeado.

Devido ao seu tamanho, Lajeado transformou-se em distrito em 1929, e assim como seus vizinhos foi acumulando problemas. A distância do centro foi trazendo com o correr do tempo um isolamento que a cada ano se tornou maior, gerando um esquecimento do local. Assim, muitos trabalhadores trataram de rumar para a região central da cidade, e Lajeado continuou, em troca, convivendo com as dificuldades – que se multiplicaram – e recebendo poucas benesses da cidade.

História

A criação do distrito de Lajeado se deve a criação do distrito de Itaquera, em 27 de dezembro de 1920, desmembrando-se do distrito de São Miguel Paulista, o Lajeado passou a fazer parte deste distrito. Foi só em 30 de dezembro de 1929 que o distrito de Lajeado foi criado. A partir desta data, se comemora o aniversário de Lajeado.

A formação étnica e cultural do distrito do Lajeado é a mesma de Guaianazes, os povos indígenas que viviam na região eram os Guaianás. Os Guaianás, foram um agrupamento indígena brasileiro, que povoou São Paulo de Piratininga até o final do século XVI.

A região de Guaianazes passou a ser então um ponto de passagem do Imperador. Os viajantes dormiam aqui para depois seguir direto às minas de ouro. No Vale do Ribeirão Lajeado, em terras da família Bueno, foi edificada uma pousada e uma pequena capela para recepção dos viajantes que cruzavam a região. A partir de 6 de novembro de 1857 a área passou a ser designada de Lajeado Velho e o entorno da Estação Ferroviária foi chamado de Lajeado Novo. Três anos depois a capela Santa Cruz de Lajeado foi inaugurada, 3 de maio de 1861. O povoado se desenvolveu entorno da capela, dando início ao bairro. 

Crescimento e formação do Distrito[editar | editar código-fonte]

O crescimento de Lajeado foi lento e embasou-se na presença de imigrantes e de migrantes. A vinda de muitos "imigrantes italianos estabelecendo-se como comerciantes, fabricantes de vinho, fabricantes de tachos de cobre, ferreiros e carpinteiros. Os espanhóis também se fariam presentes a partir de 1912 para dedicar-se à extração de pedras através das Pedreiras Lajeado e São Matheus.”.

Com a queda do processo de imigração, surgiram os migrantes que vieram de Minas Gerais e outras partes do país com destaque para o Nordeste. A partir da segunda década do século 20 a região começou a receber um grande número de migrantes nordestinos, que representariam parte significativa da população local.

Mão-de-obra não especializada, os moradores passaram a desempenhar as diversas tarefas requisitadas pela cidade que crescia em ritmo frenético. A baixa remuneração fez brotar um bairro embasado na autoconstrução, com residências muitas vezes erguidas em área de risco.

Em 30 de dezembro de 1929, Lajeado era elevado à condição de distrito. Os primeiros loteamentos de Lajeado surgiram a partir da segunda década do século 20. Devido a tantas semelhanças com o distrito de Guaianazes ambos respondem a mesma subprefeitura a Subprefeitura de Guaianazes.

Evolução do Distrito[editar | editar código-fonte]

O bairro de Guaianazes foi marcado primeiro pelo processo de imigração estrangeira, depois de uma migração interna, o que aumentou bastante sua população nos anos 50, desencadeando diversos núcleos de povoamento, em que diversos bairros nascem ao redor das estações de trem e do entroncamento das vias.

Entre os anos de 1970 e 1980, foram construídos os conjuntos habitacionais em Guaianazes (parte deles pertence hoje à Cidade Tiradentes), o que fez aumentar ainda mais o número de pessoas na região em espaços cada vez mais apertados e ainda sem infra-estrutura urbana. Hoje algumas obras viárias que seguiram a linha do trem e o formato de ocupação dos núcleos antigos, casos específicos como o da Radial Leste e do trem que chega até Guaianazes.

Desde o início da atual gestão a região tem avançado. Em março de 2015, Guaianazes ganhou duas novas praças equipadas com brinquedos infantis e equipamentos de atividade física para a terceira idade, somam-se a elas, duas praças com Wi-Fi Livre. Na área de mobilidade, a implantação da rede de ônibus da madrugada veio para facilitar a vida dos moradores que passaram a ter mais opções para os bairros de São Miguel, A.E. Carvalho e Cidade Tiradentes.

Hoje o distrito do Lajeado é servido pela (linha 11 Coral da CPTM) a estação de Guaianazes e um terminal de ônibus ao lado norte da estação e pelas linhas municipais de transporte coletivo. A região ainda aguarda o início das obras de dois importantes corredores de ônibus que hão de melhorar o acesso à região, são eles os Corredores Perimetral Itaim Paulista/São Matheus e o Corredor da Radial Leste trecho 03.

O Distrito também conta com uma unidade do CEU o CEU Lajeado que possui "teatro com 184 lugares, Biblioteca, telecentro, 3 piscinas, 1 quadra coberta, 1 quadra descoberta, 1 sala de ginástica/dança." O CEU ainda possui uma extensão da ETEC Guaianazes a Extensão CEU Lajeado Prof. Marcos Martins que oferecem os cursos técnicos em: Administração; Contabilidade; Logística; Secretariado e Transações Imobiliárias.

Dados Sociais[editar | editar código-fonte]

Em São Paulo, Lajeado está no ranking dos 20 piores IDH. Tem o 3º pior IDH da cidade, com 0,748. Na classificação geral, o distrito está no grupo Desenvolvimento Humano Médio, na posição 94.

A predominância dos níveis sociais é de Média Privação e Adultos, Alta Privação e Jovens, e Alta Privação e Adultos de acordo com o CEM (Centro de Estudos da Metrópole).

Média Privação e Adultos: condições de precariedade socioeconômica médias e com presença de famílias adultas - (Grupo 4): Engloba 20,8% da população da região. Este grupo apresenta características próximas às médias observadas, com exceção dos rendimentos, que são inferiores aos observados para o total do município. Porém, algumas características colocam-no em pior condição do que o grupo 6, como a maior concentração de crianças de 0 a 4 anos.

Alta Privação e Jovens: condições de precariedade socioeconômicas médias e presença de famílias jovens - (Grupo 5): Englobando 7,5% da população do município. Caracteriza-se pela presença de chefes jovens – idade média de 38 anos, 28% dos chefes com idade entre 10 e 29 anos - com baixos níveis de rendimento (67,2% dos responsáveis pelo domicílio ganham até 3 salários mínimos) e escolaridade (apenas 25% dos chefes de família têm ensino fundamental completo). É o segundo pior grupo nos indicadores de renda e escolaridade. Neste grupo observa-se o menor percentual de chefes mulheres, 21,5%, sendo que 18,5% delas possuem até 8 anos de escolaridade, no máximo.

Alta Privação e Adultos: – condições de precariedade socioeconômicas altas e presença de famílias adultas (Grupo 7): Com 18,0% da população. É caracterizado por chefes adultos, com baixa renda (60,4% ganham até 3 salários mínimos) e baixa escolaridade (apenas 31,5% dos chefes têm ensino fundamental completo). Apresenta ainda grande concentração de crianças de 0 a 4 anos e forte presença de adolescentes (11,2% da população do grupo têm entre 15 e 19 anos), além de 30% dos responsáveis serem do sexo feminino (25,4% com até 8 anos de escolaridade).

Dados[editar | editar código-fonte]

O distrito Lajeado está localizado na Zona Leste 2 de São Paulo.

Subprefeitura:  Guaianases

Área geográfica total: 9,20 km²

Densidade Demográfica (Hab/km²): 12.093

Renda média: R$ 543,58

População total: 164.606 habitantes (População de 0 a 9 anos: 26.716 habitantes; População de 10 a 14 anos: 16.823 habitantes; População de 15 a 19 anos: 15.653 habitantes; População de 20 a 29 anos: 31.313 habitantes; População de 30 a 59 anos: 62.625 habitantes; População com 60 anos ou mais: 11.477 habitantes).

Educação: possui uma unidade do CEU (CEU Lajeado), que tem a extensão da ETEC Guaianases, a Extensão CEU Lajeado Prof. Marcos Martins, onde oferecem cursos técnicos.

Transportes: O distrito é servido pela linha 11 Coral da CPTM, pela estação de Guaianases e um terminal de ônibus ao lado norte da estação e pelas linhas municipais de transporte coletivo. A região ainda aguarda o início das obras de dois importantes corredores de ônibus que hão de melhorar o acesso a região, são eles os Corredores Perimetral Itaim Paulista/São Matheus e o Corredor da Radial Leste trecho 03.

Bairros do distrito[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o distrito de Lajeado abrange os bairros: Conjunto da Paz , Jardim Augusta , Jardim Aurora, Jardim Brigida, Jardim Campos , Jardim do Campo, Jardim Dona Deolinda, Jardim Etelvina, Jardim Fanganiello, Jardim Gianetti, Jardim Guaianases, Jardim Moreno, Jardim Nova Guaianases, Jardim São Paulo, Jardim Ubirajara, Lajeado, Núcleo Lajeado, Parque Guaianases, Vila Andes, Vila Chabilândia, Vila Fukuya, Vila Yolanda, Vila Lourdes, Vila Minerva e Vila Nancy.

  • Pontos específicos escolhidos

Os bairros que o grupo fará a pesquisa são os Vila Chabilândia, Vila Yolanda, Vila Minerva, Lajeado e Jardim do Campo.

Os locais escolhidos para aplicar a pesquisa são: Mercado Municipal Leonor Quadros (Praça Pres. Getúlio Vargas,s/n), CEU Lajeado (Rua Manuel da Mota Coutinho, 293) e o Hospital Central de Guaianases (Rua Cabo José Teixeira, 189).

O espaço Leonor Quadros é um ponto de referência para a região do lajeado, muitos moradores vão até lá para comprar produtos de qualidade por um preço melhor do que os supermercados, além de contar com a facilidade de ter o trem de Guaianases próximo ao mercadão. Lá esperamos encontrar um pouco da cultura da região.

Visitaremos também o CEU lajeado, uma das poucas opções de lazer que os moradores da região têm, que além de ser um polo educativo, aos finais de semanas fica aberto para os locais desfrutarem dos equipamentos do Bloco Esportivo e Cultura e do acervo da biblioteca cujo está disponível para empréstimos. Conversaremos com moradores que utilizam os meios que o CEU oferece e suas respectivas opiniões.

Iremos ao Hospital Central de Guaianases que conta com pronto-socorro adulto e infantil. O centro é a única opção hospitalar no distrito que funciona 24 horas e conta com diversas especialidades, como clínica geral, ortopedia, ginecologia, cirurgia geral e pediatria. Por mês, são aproximadamente 27 mil pacientes atendidos. Perguntaremos aos usuários do hospital o que eles acham dos serviços prestados lá.  

  • Atribuição de responsabilidades entre os membros do grupo

As quatro integrantes do grupo estarão envolvidas em todas as etapas do trabalho: Publicar no site Wikiversidade, editar os textos, visitar o distrito de Lajeado e elaborar e aplicar os questionários nos moradores da região.   

  • Cronograma

12/08- Reunião com o grupo para elaborar o planejamento.

14/08- Entrega do planejamento.

16/08- Elaboração do questionário

17/08- Primeira visita ao Lajeado para reconhecimento da área e aos locais escolhidos onde será aplicado o questionário. Encontro com uma moradora da região para conhecer melhor o local.

21/08- Segunda visita ao Lajeado, com o objetivo de aplicar os questionários.

22/08- Início da tabulação dos resultados da pesquisa.

30/08- Publicação dos resultados do questionário

6/9 - Elaboração da pauta da reportagem

20/9 - Publicação da reportagem

  • Temas abordados na pesquisa

A pesquisa do grupo planeja tratar dos seguintes temas: infraestrutura, urbanização, questões ligadas aos setores de saúde, transporte, educação, condições de trabalho e violência.

  • Questionário

1) Qual é a sua idade?

a) Até 19 anos

b) 20-29 anos

c) 30-39 anos

d) 40-49 anos

e) 50-59 anos

f) Mais de 60 anos

2) Qual é seu nível de escolaridade?

a) Fundamental

b) Médio

c) Superior incompleto

d) Superior

e) Pós- graduação

3) Qual a sua atual ocupação?

a) Estudante

b) Trabalha com carteira assinada

c) Trabalho sem carteira assinada

d) Desempregado

e) Aposentado 

4) Mora em qual bairro do distrito de Lajeado?

a) Vila Chabilândia

b) Vila Yolanda

c)  Vila Minerva

d) Jardim do Campo

e) Lajeado

5) Que nota de 0 a 10 você daria para os seguintes quesitos? Qual acha que necessita de mudanças urgentemente?

a) Escolas públicas ____

b) Segurança ____

c) Saúde pública ____

d) Serviços básicos, como esgoto e água ____

e) Transporte ____

f) Outros ________

6) Você utiliza algum programa social do Governo, como bolsa família, minha casa minha vida?

a) sim

b) não

Se sim, qual?_____________

7) Com qual frequência você vê projetos do Governo Estadual (do Estado de SP) ou melhorias sendo feitas no distrito em que mora?

a) frequentemente

b) raramente

c) esporadicamente

8) Você costuma utilizar a internet?

a) Sim

b) Não

Se sim, de que maneira você mais acessa?

a) casa     b) trabalho     c) lan house      d) celular

9) Você considera Lajeado uma região segura?

a) Sim

b) Não 

10) Você já foi vítima de algum tipo de violência em Lajeado?

a) Sim

b) Não

Se sim, qual tipo?

a) roubo

b) furto

c) estupro

d) sequestro

11) Você mora sozinho?

a) Sim

b) Não

Se não, quantas pessoas moram na mesma casa que você?________

12) De quanto é sua renda mensal? (Salário mínimo = R$880,00)

a) Menos de 1 salário mínimo

b) 1 a 2 salários mínimos

c) 2 a 3 salários mínimos

d) 3 a 5 salários mínimos

e) Acima de 5 salários mínimos

f) Não sei/não respondeu

13) Você trabalha em Lajeado?

a) Sim

b) Não

Se não, trabalha em qual bairro? _________________

14) Você tem dificuldade em conseguir emprego próximo a região onde mora?

a) Sim

b) Não

Se sim, quais são os obstáculos:__________

15) Como você vai à escola ou a seu trabalho?

a) A pé

b) Bicicleta

c) Carro

d) Transporte Público

e) Fretado

f) Não frequento escola nem trabalho

16) Você usa transporte público?

a) Sim

b) Não

17) O acesso de Lajeado para o centro de São Paulo é fácil.

a) Concordo fortemente

b) Concordo

c) Nem concordo e nem discordo

d) Discordo

e) Discordo fortemente

18) Que nota você daria de 0 a 10 para as condições das ruas/avenidas do seu distrito? ______

19) Qual é sua avaliação para o serviço de saúde em Lajeado?

a) excelente

b) bom

c) regular

d) ruim

e) péssimo

20) Você tem plano de saúde?

a) Não

b) Sim, pago por conta própria

c) Sim, o pagamento é feito por outra pessoa

c) Sim, é um dos benefícios de onde trabalho

21) Quando é necessário ir ao Hospital, você vai ao de Lajeado (Hospital Central de Guaianases)?

a) sim

b) vou a um hospital fora do bairro. Qual? ______________

  • Resultados do questionário e Análise dos dados

*Questionário aplicado com 40 pessoas

1- Qual é a sua idade?    
  Respostas Porcentagem
Até 19 anos 8 20%
20-29 anos 10 25%
30-39 anos 8 20%
40-49 anos 5 12,5%
50-59 anos 4 10%
Mais de 60 anos 5 12,5%

.

2) Qual é o seu nível de escolaridade?    
  Respostas Porcentagem
Fundamental 7 17,5%
Médio 15 37,5%
Superior incompleto 12 30%
Superior 6 15%
Pós-graduação 0 0
3) Qual sua atual ocupação?    
  Respostas Porcentagem
Estudante 3 7,5%
Trabalha com carteira assinada 14 35%
Trabalha sem carteira assinada 15 37,5%
Desempregado 4 10%
Aposentado 4 10%
4)  Mora em qual bairro do distrito de Lajeado?
Respostas Porcentagem
Vila Chabilândia 8 20%
Vila Yolanda 8 20%
Vila Minerva 5 12,5%
Jardim do Campo 7 17,5%
Lajeado 12 30%
5) Que nota de 0 a 10 você daria para os seguintes quesitos?                
Escolas públicas nota 3: 3 votos nota 4: 3 votos nota 5: 10 votos nota 6: 12 votos nota 7: 2 votos nota 10: 2 votos
Segurança nota 1: 5 votos nota 2: 2 votos nota 3: 3 votos nota 4: 6 votos nota 5: 9 votos nota 6: 2 votos nota 7: 1 votos Nota 0: 3 votos
Saúde publica nota 1: 1 voto nota 2: 3 votos nota 3: 3 votos nota 4: 6 votos nota 5: 6 votos nota 6: 1 votos nota 8: 3 votos Nota 0: 8 votos
Serviços básicos, como agua e esgoto nota 4: 2 votos nota 5: 8 votos nota 6: 2 votos nota 7: 13 votos nota 8: 10 votos nota 9: 5 votos
Transporte nota 5: 3 votos nota 6: 4 votos nota 7: 10 votos nota 8: 10 votos nota 9: 5 votos
Outros
6) Você utiliza algum programa social do Governo, como bolsa família, minha casa minha vida?     
  Respostas Porcentagem
Sim 6 15%
Não 34 85%
Sim: Bolsa família 6 15%
7) Com qual frequência você vê projetos do Governo Estadual (do Estado de SP) ou melhorias sendo feitas no distrito em que mora?    
  Respostas Porcentagem
Frequentemente 0 0
Raramente 30 75%
Esporadicamente 10 25%
8) Você costuma utilizar a internet?    
  Respostas Porcentagem
Sim 36 90%
Não 4 10%
Se sim, de que maneira você mais acessa?    
  Respostas Porcentagem
Casa 11 27,5%
Trabalho 5 12,5%
Lan house 0 0
Celular 20 50%
10) Você já foi vítima de algum tipo de violência em Lajeado?    
  Respostas Porcentagem
Sim 24 60%
Não 16 40%
   
  Respostas Porcentagem
Roubo 10 41,6%
Furto 13 54,1%
Estupro 1 4,3%
Sequestro 0 0

Foram 24 entrevistados, dos quais 54,1%, sofreram com furtos na região.

11) Você mora sozinho?    
  Respostas Porcentagem
Sim 4 10%
Não 36 90%
Se não quantas pessoas moram com você?    
  Respostas Porcentagem
1 pessoa 5 12,5%
2 pessoas 10 25%
3 pessoas 6 15%
4 pessoas 6 15%
5 pessoas 5 12,5%
12) De quanto é sua renda mensal? (Salário mínimo = R$880,00)    
  Respostas Porcentagem
Menos de 1 salário mínimo 3 7,5%
1 a 2 salários mínimos 18 45%
2 a 3 salários mínimos 10 25%
3 a 5 salários mínimos 6 15%
Acima de 5 salários mínimos 0 0
Não sei/não respondeu 3 7,5%
13) Você trabalha em Lajeado?    
  Respostas Porcentagem
Sim 21 52,5%
Não 19 47,5%
Se não, trabalha em qual bairro?    
  Respostas Porcentagem
Bertioga 1 6,25%
Guaianazes 6 37,5%
Ferraz de Vasconcelos 4 25%
Brás 3 18,25%
República 2 12,5%
14) Você tem dificuldade em conseguir emprego próximo a região onde mora?    
  Respostas Porcentagem
Sim 24 60%
Não 16 40%
Se sim, quais são os obstáculos?    
  Respostas Porcentagem
Não tem oportunidade 12 50%
Pouco contrato 7 29,13%
Não tem muito comércio 5 20,83%
15) Como você vai à escola ou a seu trabalho?    
  Respostas Porcentagem
A pé 13 32,5%
Bicicleta 0 0
Carro 5 12,5%
Transporte Público 17 42,5%
Fretado 1 2,5%
Não frequento escola nem trabalho 4 10%
16) Você usa transporte público?    
  Respostas Porcentagem
Sim 29 72,5%
Não 11 27,5%
17) O acesso de lajeado para o centro de São Paulo é fácil?    
  Respostas Porcentagem
Concordo fortemente 20 50%
Concordo 18 45%
Nem concordo nem discordo 2 5%
Discordo 0 0
Discordo fortemente
18) Que nota você daria de 0 a 10 para as condições das ruas/avenidas do seu distrito?    
  Respostas Porcentagem
Nota 4 2 5%
Nota 5 7 17,5%
Nota 6 10 25%
Nota 7 15 37,5%
Nota 8 6 15%
19) Qual é a sua avaliação para o serviço de saúde de Lajeado?    
  Respostas Porcentagem
Excelente 0 0
Bom 3 7,5%
Regular 7 17,5%
Ruim 16 40%
Péssimo 14 35%
20) Você tem plano de saúde?    
  Respostas Porcentagem
Não 22 55%
Sim, pago por conta própria 6 15%
Sim, o pagamento é feito por outra pessoa 5 12,5%
Sim, é um dos benefícios de onde trabalho 7 17,5%
21) Quando é necessário ir ao hospital, você vai ao de Lajeado? (Hospital Central de Guaianazes)    
  Respostas Porcentagem
Sim 25 62,5%
Vou a um hospital fora do bairro 15 37,5%
Hospital fora do Bairro    
  Respostas Porcentagem
Hosp. Geral de Guaianazes 8 20%
UBS Chabilândia 4 10%
UBS Vila Yolanda 3 7,5%
  • Análise de dados:

O questionário foi aplicado a 40 pessoas, que em sua maioria, 25%, estão entre 20 a 29 anos de idade. Porém, somente 37,5%, tem o nível de escolaridade até o ensino médio. Percebemos que o nível de escolaridade da população de Lajeado é baixo; pois não possuem uma pequena oportunidade de frequentar universidades ou fazer cursos, como mostra a tabela. Em relação ao trabalho, apenas 37,5%, tem sua ocupação sem carteira assinada.

Os entrevistados, eram pessoas que moravam pelas redondezas e apenas 30% deles moram em Lajeado. Esses entrevistados consideraram segurança e saúde pública dignos de nota 0, sendo essas as menores notas dentre os entrevistados, sendo algo muito preocupante e que nos chamou atenção. Percebemos que Lajeado deixa a desejar também nos outros quesitos, porém segurança e saúde pública são os mais alarmantes.

Apesar dos dados surpreenderem, no sentido negativos ,85% dos entrevistados não usam programas sociais do governo. Além disso, 75% raramente veem projetos do governo estadual ou melhorias sendo feitas no distrito onde moram. Vemos que essa situação não é comum apenas em Lajeado, mas sim, praticamente em todo Estado de São Paulo.

O questionário gerou o resultado em que 90%, das pessoas costumam utilizar a internet. É possível perceber que quase todos os entrevistados têm acesso à internet em Lajeado, sendo um ponto positivo para os moradores do distrito. O acesso à internet, para 50 % deles se dá através do celular.

Em relação a violência, 60 % dos entrevistados já foram vítimas de algum tipo de violência em Lajeado. A maioria, 54 %, sofrem com furtos na região. Esses dados mostram que Lajeado merece uma atenção maior no quesito segurança, pois para a maioria dos entrevistados, o distrito não oferece um sistema de segurança primordial e consideram uma região insegura.

Lajeado, possui habitantes, em relação aos entrevistados, que 90% não moram sozinhos e 35% deles, moram com duas pessoas. A renda mensal deles está em torno de 1 a 2 salários mínimos, não sendo diferente do que o IBGE contatou na região. Percebemos que a renda de Lajeado é mal distribuída entre seus moradores, como praticamente no Brasil inteiro.

Os moradores do distrito entrevistados, em sua maioria 52,5%, trabalham em Lajeado mas 37,5% trabalham em Guaianazes, o distrito vizinho. Essa situação é consequência de 60%, dos entrevistados possuírem dificuldade em conseguir emprego na região onde moram; pois, 50% deles acham que faltam oportunidades de trabalho.

O transporte público na região é majoritariamente usado por 72,5%, dos quais 42,5% o utilizam para chegar. Para os entrevistados, 50% concordam fortemente que o acesso de Lajeado para o centro é fácil.  Com isso, identificamos que o transporte em Lajeado atende as expectativas dos entrevistados, tanto o trem quanto os ônibus, tornando assim, fácil o acesso de Lajeado para o centro de São Paulo.

A condição de infraestrutura publica de Lajeado, foi bem criticada pela população. Em relação as condições de ruas e avenidas do distrito foi atribuído nota 7, por 37,5% dos entrevistados. Contudo, o serviço de saúde na região é considerado ruim por 40% deles. Com esse resultado, percebemos que a saúde também é um quesito preocupante e que deixa muito a desejar no distrito. Além disso, 55% deles não possuem plano de saúde e são obrigados a usar as unidades de saúde da região. Na maioria das vezes, 62,5% dos entrevistados utilizam o Hospital Central de Guaianazes, porém 20% deles utilizam o Hospital Geral de Guaianazes.  

  • Pauta da reportagem

Temas: Segurança e Saúde

Histórico: Foram 40 entrevistados, dos quais 60%, já foram vítimas de algum tipo de violência em Lajeado. Esses dados mostram que Lajeado merece uma atenção maior no quesito segurança, pois para a maioria dos entrevistados, o distrito não oferece um sistema de segurança primordial e consideram uma região insegura. Quando questionados, 3 moradores deram nota 0 para segurança.  Entre os 40 entrevistados,16 deles, consideram o serviço de saúde de Lajeado ruim. 8 moradores deram nota 0 para o quesito saúde no distrito. Iremos ao Hospital Central de Guaianazes que conta com pronto-socorro adulto e infantil.  

Abordagem/enfoque/objetivo: Para abordar o tema da segurança vamos conversar com moradores que já sofreram algum tipo de violência no distrito, ou temem pela sua segurança (Felipe: funcionário da tenda de Yakissoba do Marcado Municipal, por exemplo). Para abordar o tema de saúde vamos visitar o hospital central de Guaianazes, para fazer um abordagem com pacientes e prestadores de serviços no hospital afim de criar um debate sobre a qualidade do serviço de saúde disponível no distrito, já que mesmo sendo uma região com baixo IDH, Lajeado conta apenas com UBS's para serviços de saúde publico.  

Perguntas:

Em sua opinião, quais são os cinco maiores problemas que atingem o serviço de saúde presente em Lajeado?

Como você encara o fato de Lajeado ser um dos distritos com menor IDH da cidade de São Paulo e mesmo assim ter apenas um hospital, que no caso é particular?

Em sua opinião, quais são as causas da forte violência urbana presente em Lajeado?

  • Reportagem

Lajeado: um lugar esquecido

Saindo da estação de trem Luz rumo à estação Guaianazes, fizemos uma longa viagem de 40 minutos até o nosso destino. Passamos pelas estações Tatuapé, Vila Matilde, Itaquera, nos afastando, cada vez mais, do centro de São Paulo, pela janela do trem era possível notar as transformações na paisagem, que quanto mais nos aproximávamos de nosso destino, mais diferente ficava, do aglomerado de edifícios que estamos acostumadas a ver todos os dias na Paulista.

Lento, abafado e cheio de pessoas, assim era a situação do vagão em que embarcamos. Poucas pessoas descem em outra estação que não seja Guainazes, por isso o trem continuou cheio até lá. Por mais que alguns ônibus circulem pela região, a forma mais fácil de ir ou voltar do Centro de São Paulo ainda é pela CPTM, que, nesse caso, tem ligação com a linha 3 vermelha do metro na estação Itaquera, o que facilita ainda mais a vida dos moradores de Lajeado.

É quase que automático quando desembarcamos, comparar a estação de Guaianazes com outras estações em que passamos todos os dias. A estação de nosso convívio que chegou mais perto daquela é a estação do Brás. O aglomerado de pessoas nas catracas e muitos ambulantes gritando para anunciar seus produtos “olha o fone de ouvido dez reais”, “bala halls apenas dois reais”, “olha o chip da Tim, já vem com crédito”, fez daquela estação muito diferente das estações da Linha Verde, sempre cheia de pessoas engravatadas, olhando para o celular com seus fones para não ouvirem o barulho da rua. A partir daquele ponto o nosso objetivo era perceber e absorver o máximo de coisas passíveis daquele lugar, até então, desconhecido por nós, o que não foi difícil começar.

Nossa primeira impressão não foi das melhores. Ao irmos em direção a catraca para sair da estação, notamos uma movimentação estranha, pessoas em volta de um rapaz repreendido pelos seguranças da estação. Espantadas, e ao mesmo tempo, curiosas, perguntamos o que acontecia à uma moradora da região que acompanhava a situação: “Esse vagabundo acabou de roubar o celular da mulher aqui na estação, merece ir pra cadeia mesmo! Tem que batalhar muito na vida e não sair roubando qualquer um por aí...”, só então nossa viagem por Lajeado começou de verdade.

Saímos em direção à Rua Copenhague, já em Lajeado. Do outro lado da rua, era possível observar uma favela, parte mais humilde da região. De lá, vinha uma música de funk que pudemos identificar, chamada “PowPowTeyTey”, do MC Dede. Mesmo em um dia fechado, bem nublado, tivemos a sensação de que essa música fez com que a gente entrasse em um clima vibrante, deixando nosso momento mais “para cima”, após o ocorrido que tínhamos acabado de presenciar. 

Saímos da estação com o objetivo de ir ao Mercado Municipal de Guaianazes. O caminho foi tranquilo, diferente de como imaginávamos, as ruas eram asfaltadas e o fluxo de carros e ônibus eram intensos. Nosso trajeto durou cerca de dez minutos, com uma parada em um dos comércios da região em busca de informações sobre o local, e então algumas quadras depois avistamos o “Mercadão”. Um dos maiores problemas relatados pelos moradores da região é que Lajeado não tem opções de lazer, o distrito não tem cinema, não tem teatro, não tem casa de cultura e não tem museus e é por isso que o Mercado Municipal tornou-se um dos principais centros de convívio público na região.

POINT DE LAJEADO

O Mercadão, que recebe o nome de Leonor Quadros, foi inaugurado em 5 de maio de 1989. O espaço, onde antigamente funcionava uma feira livre, até hoje continua sendo um ponto de referência para o Distrito de Lajeado e região, já que a vida pública da região acontece basicamente lá. Passamos algumas horas dentro do mercado, conversando com comerciantes e clientes do local. Já que o mercado abastece os distritos de Guaianazes, Lajeado, Cidade Tiradentes e outras regiões vizinhas, encontramos muitas pessoas vindas de lugares distantes.

Após algumas horas aplicando um questionário em quem aceitasse conversar com a gente, já que a maioria das pessoas tinham um certo medo, paramos para comer um pastel e tomar caldo de cana em uma das lanchonetes do local. Era dia 18 de agosto, em meio as Olimpíadas no Rio de Janeiro, sentadas em uma mesa de madeira e assistindo os Jogos por meio de uma pequena tv instalada na lanchonete, começamos a analisar as respostas dos questionários e perceber o quão gigante é a desigualdade social em nosso país.

Em um intervalo de cerca de quinze minutos, enquanto a Globo televisionava um evento que demandou o gasto de bilhões de reais do Governo brasileiro, um garoto que aparentava ter no máximo sete anos veio pedir para que alguma de nós pagasse algo para ele comer, pouco tempo depois uma senhora com roupas rasgadas e sujas, tentou duas ou três vezes nos vender algumas balas.

O que ouvimos sobre o distrito antes de conhece-lo, ficava, cada vez mais evidente diante de nossos olhos. O distrito de Lajeado fica na Zona Leste de São Paulo e está entre os 20 mais populosos da capital. Moram no Lajeado 185 mil pessoas divididas em 25 bairros. Apesar da população, o Distrito é considerado um dos mais carentes e violentos de São Paulo, onde a renda média dos moradores é de R$ 543,00.

Analisando a pesquisa feita naquele dia, concluímos que os maiores problemas na região, são a escassez de hospitais públicos para atender a população de baixa renda e a violência.  Segundo relatos e pesquisas, o distrito possui apenas oito UBS (Unidade Básica de Saúde) e uma AMA (Assistência Médica Ambulacional); simplesmente, a metade do que é indicado pela Organização Mundial da Saúde. Ademais, Lajeado foi classificado como campeã em casos de dengue em São Paulo, no início de 2016. 

O ATENDIMENTO É RUIM, VIU?

Segundo relatos dos moradores e frequentadores da região, os hospitais estão largados pela administração pública, pois faltam médicos que não comparecem ao trabalho por medo da violência do local; e ainda falta medicação e atendimento eficiente nos prontos socorros.  

Dâmaris, estudante de odontologia, já passa horas no trem durante o percurso até a universidade que fica em Mogi das Cruzes. Ela sai todos os dias às 6h da sua casa em Vila Yolanda para estar às 8:30 na aula. Se já não bastasse o longo trajeto até a faculdade, a jovem reclama das condições de saúde no distrito:

“Falta um hospital público, o que tem é longe e quando chegamos lá às vezes não tem médico, o mais próximo que tem é particular (o Central de Guaianazes), que é um hospital ruim, de péssima qualidade, viu? Demora o atendimento lá, eu tenho que sair da Vila Yolanda até o Tatuapé em busca de um bom atendimento. ”

“POW POW”

Em relação a violência, a pesquisa nos mostrou que 60% dos entrevistados já foram vítimas dela; inclusive, ao conversarmos com uma atendente do Mercado Municipal de Lajeado, ela nos contou, em termos simples e com aparência tranquila que vivenciou um estupro em sua própria casa. Com isso, pudemos notar que a violência na região passou a ser algo, relativamente, “normal", e os moradores aprenderam a conviver com isso.

A moradora da Vila Chabilândia, Creusa de 67 anos, trabalha como socorrista do Samu na região. Ela confirma que o lugar é extremamente perigoso:

 “Realmente, quanto mais você vai chegando para o fundo das comunidades, da periferia a estrutura familiar, o uso de drogas, a violência é muito grande, muito bandido, crianças de 11, 12, 13 anos com armas. ”

Ela nos relata que em seus quase 20 anos de trabalho ficou espantada com a violência, enquanto buscava uma paciente na UBS Vila Chabilândia presenciou um ataque contra uma médica:

“Poucos dias atrás, garotos jovens invadiram a UBS e atacaram uma médica, levaram tudo dela”

Creusa acredita que a falta de médicos na região é devido ao risco que eles passam indo trabalhar na comunidade:

“Sabe o que essa médica fez? Foi embora, não voltou mais a trabalhar por medo, então todos tem medo da violência, mas ninguém se mexe pra resolver, infelizmente a estrutura do lugar realmente é muito difícil, tem gente boa, tem gente muito boa nas comunidades, mas também tem gente que não tem estrutura nenhuma: moral, familiar e financeira. ”

Gabriela de Oliveira, outra moradora de Lajeado, relata que falta policiamento e as ruas não são um ambiente seguro, pois não possuem iluminação. Assim como nos contou Dâmaris, que concorda com a falta de policiamento e insiste que os governantes devem dar assistência a populações desfavorecidas, pois a falta desta implica na marginalização dos jovens.

Reparamos que esse fato, não é uma reclamação somente de Dâmaris, Gabriela e Dona Creusa, mas também da maioria dos entrevistados. Para eles os governantes não agem para melhorar a condição de vida dos moradores. Ainda, segundo relatos, os governantes só aparecem no distrito em época de eleição, prometendo soluções.

Ao chegar em Lajeado nossas impressões iniciais foram completamente diferentes das finais. À primeira vista, Lajeado parecia um lugar perigoso e com uma realidade bem distante da que conhecemos. Porém, com as demais visitas e após conversamos com cada morador, tivemos a sensação que apesar de todos os pontos negativos do local, seus moradores não desejam mudar de Lajeado, pois suas histórias estão ali. A única coisa que desejam é um futuro melhor para a nova geração do distrito.




Áudios:

https://soundcloud.com/marina-ruiz-romano/damaris-de-jesus-moradora-vila-yolanda

https://soundcloud.com/marina-ruiz-romano/gabriela-de-oliveira-moradora-lajeado-pergunta-02

https://soundcloud.com/marina-ruiz-romano/gabriela-de-oliveira-moradora-lajeado-pergunta-03

https://soundcloud.com/marina-ruiz-romano/gabriela-de-oliveira-moradora-do-lajeado-pergunta-01

https://soundcloud.com/marina-ruiz-romano/creusa-moradora-vila-chabilandia-1

  • Referências

http://www.spbairros.com.br/lajeado/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lajeado_(distrito_de_S%C3%A3o_Paulo)

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/guaianases/historico/index.php?p=151 

http://www.encontraguaianases.com.br/guaianazes/parque-lajeado-em-guaianazes.shtml http://oma.com.br/idh-os-20-melhores-e-os-20-piores-distritos-de-sao-paulo/

http://www.ibge.gov.br/

https://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/regioes.php?regiao=17&distrito=47