Introdução ao Cálculo/Análise de funções elementares I
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O estudo das funções deste capítulo refere-se às funções não puramente algébricas, relacionadas a números transcendentais, algumas das quais já conhecemos da matemática elementar, porém é necessário um aprofundamento do tema para o ambiente acadêmico, onde temos que lidar com análises mais detalhadas e complexas.
[editar] Logarítmicas
A integral da função algébrica f(x) = xn traz uma indefinição quando n = − 1:

A existência desta indefinição nos leva a uma questão: Qual o procedimento para integrar a função:
? A resposta é dada na análise numérica, calculando a integral pelos métodos de análise algébrica podemos chegar a seguinte conclusão:
A função ln é chamada de logaritmo natural, a sua base é chamada de número de Euler, ele é um logarítmo conseqüente do cálculo da área sob a curva da função
, que pode ser obtido numericamente usando a integral de Riemann e outras técnicas de cálculo numérico.
Todos os teoremas para logaritmos, que estão incluidos nos cursos de nível médio, podem ser obtidos a partir da análise do logaritmo natural, também chamado de logaritmo Neperiano.
[editar] Teoremas
Vejamos os principais teoremas para os logaritmos:
Nas citações abaixo, consideremos f(x) = lnx,
[editar] T36 - Produto

Comprovação:
Da definição:


fazendo u = at,du = adt e quando u = a,t = 1:


O que comprova o teorema.
[editar] T37 - Razão

Comprovação:
Sendo
:


logo:

[editar] T38 - Potência

Comprovação:
Sendo:
-> b vezes, que é:
-> b vezes, resultando:

[editar] Derivadas
Da definição do logarítmo natural e a partir do teorema fundamental do cálculo, podemos deduzir a derivada da função logarítmica natural, ou seja, se f(x) = lnx que é a integral definida de
, então a derivada é:

[editar] Integrais
Para integração de funções logarítmicas, veja o capítulo de técnicas de integração, para uma completa abordagem do tema.
[editar] Exponenciais
A função f(x) = ax é chamada de função exponencial na base a, todas as funções exponenciais são introduzidas a partir da definição do logaritmo natural ln x como sua função inversa. As funções exponenciais são estas em que a parte variável é o logaritmo, ou seja:
Se logab = x
então:
ax = b
O que implica b = f(x), tornando-o uma função, na qual podemos atribuir valores a x e obter uma imagem. O número a é chamado base, este número é facilmente identificado nos logaritmos convencionalmente abordados na matemática elementar, mas qual é a base da função lnx ?
Esta questão nos leva a um novo conceito abordado na próxima seção, o número de Euler.
[editar] O número de Euler
A base do logarítmo natural é o número de Euler, simbolizado por: e, ele é obtido pela definição do logaritmo natural, esse número corresponde á área sob a curva da função:
, quando seu valor é unitário, ou seja:
lne = 1,
mais formalmente:

O valor deste número pode ser encontrado por aproximação, utilizando-se os métodos de análise de seqûencias e séries, encontrados no livro: Cálculo III.
A equação que fornece o valor do número de Euler é dada a seguir:

Nesta equação podemos observar que quanto mais alto o valor de n mais preciso se torna o valor de e.
De maneira simplificada, com base nos conceitos até agora abordados podemos encontrá-la da seguinte maneira:
Se f(x) = lnx então
, logo: 
Por outro lado, pela definição:

Para
:





Sendo:
e 
Concluimos que:

[editar] Teoremas
A maioria dos teoremas relacionados, têm origem nas conclusões obtidas no estudo do logarítmo natural, dos quais relacionamos os mais usados:
[editar] T39 - Soma
Seja a função f(x,y) = ex + y, pode-se afirmar que:

Comprovação:
Considerando:
e
,


logo:

ex + y = ab
sendo: a = ex e b = ey,

O que comprova o teorema.
[editar] T40 - Subtração
De forma similar à análise anterior, sendo a função f(x,y) = ex − y, pode-se afirmar que:

Comprovação:
Considerando:
e
,


logo:


sendo: a = ex e b = ey,

O que comprova o teorema.
[editar] T41 - Potência
Seja a função
, pode-se afirmar que:
f(x,y) = exy
Comprovação:
f(x,y) = (ex)y



O que comprova o teorema.
[editar] Derivadas
Consideremos que f(x) = ex, e conseqüentemente: x = lnf(x), se derivarmos implicitamente este expressão:

Curiosamente, teremos:


Ou seja, a função exponencial natural é invariável durante o processo de derivação, o que traz uma série de implicações simplificadoras para estas funções.
Por outro lado se f(x) = ax, temos que:
a = elna
Fazendo
e f(x) = eu, teremos:

Se
, concluimos que:
Que é adotada como uma derivada mais genérica, pois pode ser empregada em qualquer exponencial, pois inclui correção para o fator da base.
[editar] Integrais
Como não poderia ser diferente, o valor da integral da função exponencial natural f(x) = ex é a própria função, conforme a regra da reversibilidade entre a derivada e a integral, apenas sendo necessária a devida observação da base, para eventual correção da diferencial e conseqüente introdução de fator de correção, nos casos em que a função torna-se composta.
Desta forma, temos:
,
Sendo C constante.
[editar] Logarítmicas com outras bases
Como foi visto durante o ensino médio, os logaritmos têm uma definição direta e que denota a sua finalidade de expressar o valor do expoente em uma operação exponencial, a definição pura é dada da seguinte forma:
Se
então,
Onde: a é chamada base do logaritmo, x é o logaritmando e n é o expoente.
O logaritmo é, portanto, a operação pela qual se obtém o expoente necessário para que a base seja elevada, numa operação exponencial e se obtenha o número x.
A função logarítmica de base a pode ser expressa da seguinte forma:

O que nos possibilita encontrar um valor para cada x expresso na equação.
[editar] Mudança de base
Analisemos agora a possibilidade de encontrar uma função logarítmica de uma base a e transformá-la em uma função logarítmica de base natural, ou outra base qualquer:
Seja a função
, podemos dizer que:
e que
,
como:
,
,
,
,
O que nos possibilita afirmar que:
,
ou
.
Note que a analogia serve para funções logarítmicas de qualquer base, visto que podemos substituir
por
sendo z a base que substituirá e na análise anterior.
O que nos possibilita considerar que quando temos duas bases, sejam: a e b, podemos promover a troca das bases, de forma que:
[editar] Derivadas
A derivada da função logarítmica com base diferente de e pode ser feita por substituição da base. Considerando f(x) = logax, temos que:
,
,
logo:



Que nos dá a derivada:
[editar] Trigonométricas I
A trigonometria, tal qual vista na matemática elementar, está relacionada com as relações métricas do triângulo retângulo e do ciclo trigonométrico, agora introduziremos o estudo infinitesimal das funções trigonométricas que são largamente utilizadas nas ciências exatas.
[editar] Conceitos básicos (Radianos)
Em um plano definido pelos eixos x e y podemos estabelecer coordenadas cartesianas para cada ponto, o que nos permite identificar cada um dos pontos em qualquer posição do plano, existe outra maneira de encontrar um ponto neste plano; se quisermos estabelecer uma relação triangular podemos determinar a posição de cada ponto no plano da seguinte forma:
Figura 5
Imagine que cada ponto está numa distãncia R do ponto (0,0) em um plano cartesiano definido por pontos
, da mesma forma a reta R, que é definida entre os pontos
, forma um ângulo com o eixo x, que chamaremos de
, note que podemos identificar qualquer dos pontos no plano a partir de uma reta R e um ângulo
.
Observemos que R, quando fixa, é uma reta que determina um conjunto de pontos em torno do ponto
, se fizermos
variar em todos os valores possiveis teremos uma circunferência. Quando fazemos o valor de R variar teremos diferentes valores de x e y, porém a relação entre eles sempre será a mesma.
Curiosamente, há uma relação entre o perímetro do círculo e o seu diâmetro, ela se apresenta constante qualquer que seja o raio do círculo; o resultado desta relação é um número transcedental chamado PI, representado pela letra grega de mesmo nome:
. Resgatando esta relação para a nossa análise podemos dizer que, se chamarmos o perímetro da circunferência, formada no gráfico, de
e admitirmos um diâmetro de
, então teremos:

Que resulta em:
Que é uma relação bastante esclarecedora, visto que nos mostra uma dependência linear entre o raio e o comprimento de um fio imaginário que pudesse ser usado para seguir o contorno da circunferência do gráfico. Se o raio for unitário teremos um valor de referência para l, que poderá ser usado para encontrar qualquer comprimento de circunferência no gráfico, bastando para isto multiplicá-lo pelo raio, este valor de referência está ligado à circunferência fechada. Por outro lado, se fizermos com que R se desloque de um ângulo nulo, ou seja, que saia do eixo x em direção a y, formando um ângulo
, teremos pedaços de circunferência, que chamamos de arcos, considerando que temos um raio unitário e que percorremos um pedaço da circunferência para cada ângulo "
" que tomamos, temos uma correspondência entre ângulo e arco, ou seja: podemos nos referir a arcos como unidades de ângulos, esta unidade angular é chamada de Radiano. Qualquer círculo forma
radianos e todas as relações entre os pontos da circunferência que o contorna e os eixos cartesianos podem ser referenciadas como relações entre partes desta medida.
Como o radiano é uma medida real, isto nos leva a outra questão: O que determina o sinal negativo ou positivo neste valor?
Acontece uma variação destes valores quando nos deslocamos de um ponto a outro da circunferência, quando saimos do eixo x em direção ao ponto
o ângulo cresce, portanto temos que concluir que é positivo, recuando-o de encontro ao eixo x os valores diminuem, portanto se ultrapassarmos o eixo x o valor deve ser menor que zero, nos revelando um ângulo negativo.
[editar] Seno e cosseno
Temos, portanto, uma circunferência dentro do plano cartesiano e seus pontos relacionados ao raio R e ao ângulo
, são referenciados pelas variáveis x e y no mesmo plano, agora imaginemos funções para que seja possível a partir do raio e do ângulo encontrar as variáveis, estas funções são o seno e o cosseno.
A função seno, simbolizada como:
Nos dá o valor da variável y, ou seja, a altura do ponto em relação ao zero referencial, no encontro dos eixos, conforme espelhada no eixo y, quando o raio R é unitário, caso não seja fazemos
.
A função cosseno, simbolizada como:
Nos dá o valor da variável x, ou seja, a distância do ponto em relação ao zero referencial, no encontro dos eixos, conforme espelhada no eixo xquando o raio R é unitário, caso não seja fazemos
.
As funções seno e cosseno são periódicas, ou seja, pela natureza do ciclo trigonométrico, quando temos um valor em x maior que
temos a representação de um ciclo completo mais um ângulo residual, na verdade o valor representa este ângulo residual, o que nos leva a constatação que sempre será calculado o valor do seno ou cosseno do resto da operação
quando um ângulo maior que 2π for sugerido para x.
Alguns valores de senos e cossenos de certos arcos são perfeitamente dedutíveis através da observação do ciclo, são eles:
| Ângulo | 0 | ![]() |
![]() |
![]() |
|---|---|---|---|---|
![]() |
0 | 1 | 0 | -1 |
![]() |
1 | 0 | -1 | 0 |
Observando o gráfico podemos também concluir que o sinal do seno é idêntico ao sinal do ângulo, enquanto que o cosseno não acompanha o sinal do ângulo, de forma que cossenos de ângulos negativos são iguais a cossenos dos valores absolutos dos ângulos, ou seja:
sendo
,
enquanto que:
Outros senos e cossenos podem ser obtidos pelas relações métricas no triângulo e são largamente utilizados, são:
| Ângulo | ![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
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[editar] Identidades (1)
As equações desta seção são conseqüência das características dos senos e cossenos, seu comportamento cíclico e sua relação com uma circunferência de raio unitário lhes conferem uma excelente operatividade, possibilitando-nos fácil intercâmbio entre as mesmas.
[editar] I-1 Identidade relacional básica
Seno e cosseno são relacionados pela equação:
Comprovação:
Observando o ciclo trigonométrico, temos um triângulo cujos catetos são: \ \mbox{sen} (a) e \cos(a) e sua hipotenusa é 1, portanto a identidade é conseqüente do conhecido teorema de Pitágoras.
[editar] I-2 Cosseno da soma
Sejam os ângulos a e b, o cosseno de sua soma é:
Comprovação:
Nos pontos A e B do ciclo trigonométrico, temos os arcos para os ângulos a e b:
Figura 6
A distância entre os pontos P e (A+B) é igual à distância entre -A e B, o quadrado das duas é:
![[\cos(a+b)-1]^2 + sen^2 (a+b) = [\cos(b)-\cos(-a)]^2 + [\ \mbox{sen} (b)-\ \mbox{sen} (-a)]^2 \,\!](http://upload.wikimedia.org/math/c/9/a/c9abd3f47f5f94f6012301291388f108.png)
Da identidade básica:


![- 2\cos(a+b) +1 + 1 = [cos^2 (b) + sen^2 (b)] - 2 \cos(-a)\cos(b) + [cos^2 (-a) + sen^2 (-a)] -2\ \mbox{sen} (-a)\ \mbox{sen} (b) \,\!](http://upload.wikimedia.org/math/a/5/6/a567f7ad0c9ff931dcdc1c8fe686aa94.png)



Como
e
:

O que comprova a identidade.
[editar] I-3 Cosseno da diferença
Sejam os ângulos a e b, o cosseno de sua diferença é:
Comprovação:
Do cosseno da soma:

Substituindo b por -b:


O que comprova a identidade.
[editar] I-4 Equivalência angular
Se o ângulo a é
e b é x, então:


logo:
Por outro lado, se:
e
, obtemos:
[editar] I-5 Seno da soma
Sejam os ângulos a e b, o seno de sua soma é:
Comprovação:
Sendo
e
, temos:
![\ \mbox{sen} (a+b) = \cos \left [\frac{\pi}{2} - (a+b) \right ]](http://upload.wikimedia.org/math/7/f/1/7f1401ba202229be4a2e1ef3f44e2321.png)
![\ \mbox{sen} (a+b) = \cos \left [\left(\frac{\pi}{2}-a \right) -b\right ]](http://upload.wikimedia.org/math/c/d/d/cddf3209ae5bc41c5128fdf4c1614c48.png)


O que comprova a identidade.
[editar] I-6 Seno da diferença
Sejam os ângulos a e b, o seno de sua diferença é:
Comprovação:
Se
,
Substituindo b por -b, temos:

e
enquanto que
, logo:

O que comprova a identidade.
[editar] I-7 Múltiplo de dois senos
Sejam os ângulos a e b, o múltiplo de seus senos é:
Comprovação:
Somando as equações das identidades da soma e diferença dos cossenos:

O que comprova a identidade.
[editar] I-8 Múltiplo de dois cossenos
Sejam os ângulos a e b, o múltiplo de seus cossenos é:
Comprovação:
Subtraindo as equações das identidades da soma e diferença dos cossenos:

O que comprova a identidade.
[editar] I-9 Múltiplo de seno e cosseno
Sejam os ângulos a e b, o múltiplo do seno de a pelo cosseno de b é:
Comprovação:
Somando as equações das identidades da soma e diferença dos senos:

O que comprova a identidade.
[editar] I-10 Soma de dois senos
Sejam os ângulos p e q, a soma dos senos de p e de q é:
Comprovação:
Podemos dizer que:

substituindo na identidade:

O que comprova a identidade.
[editar] I-11 Soma de dois cossenos
Sejam os ângulos p e q, a soma dos cossenos de p e de q é:
Comprovação:
Seguindo a analogia anterior:

O que comprova a identidade.
[editar] I-12 Diferença de dois senos
Sejam os ângulos p e q, a diferença dos senos de p e de q é:
Comprovação:
substituindo q por -q em:

O que comprova a identidade.
[editar] I-13 Diferença de dois cossenos
Sejam os ângulos p e q, a diferença dos cossenos de p e de q é:
Comprovação:
substituimos q e q, por
e
em:

O que comprova a identidade.
[editar] Limíte trigonométrico fundamental
Precisaremos de um limite fundamental nas próximas seções, se trata de um limite que é utilizado na dedução das derivadas do seno e do cosseno, faremos sua dedução nesta seção. Considere o ciclo trigonométrico representado a seguir:
Figura 7
A figura 7 mostra a representação de um ângulo
no ciclo trigonométrico, o nosso propósito é deduzir o seguinte limite:
Para isto, imagine o triângulo inscrito na circunferência, podemos dizer que o segmento de reta n é uma aproximação grosseira do arco
, porém observe que quando o ângulo se aproxima de zero o segmento se torna mais parecido com o respectivo ângulo, algébricamente podemos expressar que:

Por outro lado façamos o cálculo do valor do n; observando o triângulo podemos dizer que:
![n^2 = sen^2 (\alpha) + [1-\cos(\alpha)]^2 \,\!](http://upload.wikimedia.org/math/6/c/0/6c0ae7e9d4ef1acb6dc718c8f47509b6.png)
![n^2 = 2[1-\cos(\alpha)] \,\!](http://upload.wikimedia.org/math/b/d/f/bdfa5a2c5658cfd703ea89f8251cf415.png)
Logo:


Simplificando temos:
![\ \mbox{sen} (\alpha) = n \left [1 - \frac{n^2}{4} \right]^{\frac{1}{2}}](http://upload.wikimedia.org/math/9/5/6/9567a2eb50c9b021384cfd8b1c15b444.png)
Voltando para o nosso limite, temos que usar as nossas equações anteriores desta forma:
![\left[\lim_{\alpha \to 0} \frac{1}{\alpha} =\lim_{n \to 0} \frac {1}{n} \right] \cdot \ \mbox{sen} (\alpha) \,\!](http://upload.wikimedia.org/math/8/2/1/821764603c1ed16c0eda387b219c50f9.png)

Substituindo o valor do seno no lado da equação relaciondado ao n, teremos:
![\lim_{\alpha \to 0} \frac{\ \mbox{sen} (\alpha)}{\alpha} =\lim_{n \to 0} \left[1-\frac {n^2}{4}\right]^{\frac{1}{2}}](http://upload.wikimedia.org/math/8/1/f/81fee1449eb0ed3f859fc9d5b45a5951.png)
O que nos leva ao resultado:
A interpretação desse limite é a seguinte:
Uma vez que o ângulo diminui até valores próximos de zero e o arco tende a se assemelhar a uma reta em regiões próximas do zero, o valor do seno é igual ao valor do arco no limite, quando o seu valor se aproxima de ser nulo.
[editar] Derivada do seno
Agora podemos verificar qual a variação da função seno em relação ao seu ângulo, aplicando a definição da derivada ao seno, temos:


Aplicando o seno da soma:


Aplicando os limites:

Temos, então, o limite fundamental que é igual a 1, logo:
[editar] Derivada do cosseno
Também podemos verificar qual a variação da função cosseno em relação ao seu ângulo, aplicando a definição da derivada ao cosseno, temos:


Aplicando o seno da soma:


Aplicando os limites:

Novamente temos o limite fundamental, logo:
[editar] Integral do seno
Como conseqüência do resultado da derivada do seno, podemos deduzir que a sua integral, como operação inversa é:
Cuja constante C é a constante devido a indefinição no processo de antidiferenciação, conforme já estudamos anteriormente.
[editar] Integral do cosseno
Segundo o mesmo princípio colocado no caso da integral do seno, podemos afirmar que a operação de integração do cosseno é definida por:
Cuja constante C é a constante devido a indefinição no processo de antidiferenciação
,
,
.





















