Educação Aberta/Ambientes pessoais de aprendizagem

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Introdução[editar | editar código-fonte]

Áudio desse podcast está disponível no Archive.org.

Esse texto é uma resenha em forma de podcast do conceito Ambientes pessoais de aprendizagem, com base no artigo de MOTA, José Carlos. Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias. v. 2, n. 2, p. 5-21, 2009.

Roteiro[editar | editar código-fonte]

GABRIELA - Olá ouvintes! Estamos reunidas neste momento, nós, estudantes da disciplina de Educação a Distância, da Faculdade de Educação da UnB, responsáveis por apresentar e debater os "Ambientes pessoais de aprendizagem".

ANNA CLARA - Aqui temos, eu, Anna Clara, estudante de Filosofia.

THAÍSA - Thaísa, estudante de Pedagogia.

ANY - Any, estudante de Pedagogia.

GABRIELA - E eu, Gabriela, também estudante de Pedagogia... Espero que você que está em casa, no trânsito, no trabalho ou onde for, possa gostar e aprender com nosso debate!

[vinheta]

THAÍSA - Bom, para começar nossa conversa eu lanço a pergunta: alguma de vocês já conhecia o termo "Ambientes pessoais de aprendizagem"?

GABRIELA - Eu nunca tinha ouvido falar, mas pelo nome acreditava que poderia se tratar de um ambiente coletivo de aprendizagem, situado em alguma plataforma como o Moodle que nós usamos com frequência na UnB.

ANNA CLARA - Fala aí, Any, você pensava algo parecido?

ANY - Olha, antes eu também não sabia o que significava; mas acabei entendendo alguns conceitos com o artigo que nós lemos de José Mota, intitulado “Ambientes Pessoais de Aprendizagem: Contributos para uma discussão do conceito”.

ANY - Mas antes de dar uma definição sobre os "Ambientes", nós precisamos contextualizar o tema.

GABRIELA - Concordo com a Any… Sendo assim, é importante dizer que essa ideia aparece pela primeira vez em 2001, e o debate se estendeu ao longo dos anos principalmente pela Europa, ficando implícito que a ideia não é amplamente divulgada no Brasil, talvez por isso nenhuma de nós conhecia o tema, mesmo sendo todas estudantes de licenciatura.

THAÍSA - Além disso, a ideia dos "Ambientes" representa nesta nova década, as mudanças sociais e culturais provocadas pelo desenvolvimento tecnológico e pela ideia de mundo conectado e distribuído, características da Web 2.0, não se esqueçam!

ANA CLARA - Provavelmente por este motivo, que na rede, encontra-se um espaço de acesso à tecnologia educativa, socialização, conhecimento e aprendizagem, de forma conectada, interativa e, o mais importante, aberta.

ANY - Me chamou a atenção que se valoriza com os “Ambientes” a criação de pontes entre aprendizagem formal e informal; pessoal e ao longo da vida. Ou seja, uma educação feita para um novo público, que exige qualidade quando investe em sua aprendizagem…

THAÍSA - Outro ponto que corrobora para isso é a ideia de partilha de conhecimento, experiências e opiniões, outro aspecto de grande relevância no que toca a esse princípio, algo que geralmente é desestimulado nas instituições de ensino.

GABRIELA - Se trata de uma dimensão completamente inovadora, na minha opinião. De certa forma pode acabar esbarrando no conservadorismo preponderante no ensino formal e tradicional. Mas, ao mesmo tempo, poderia ser bem aceita na Educação a Distância, já que a EaD também se dá em ambientes situados na rede e utiliza ferramentas de informação e comunicação.

ANNA CLARA - Além disso, os aprendentes obtém o que querem, quando querem, como querem e onde querem, cabendo a eles maximizar e filtrar as fontes de modo rigoroso, ditando o nível de qualidade e prioridade da informação.

ANY - Isso requer um autodidatismo e autodisciplina significantes do indivíduo! Mas também democratiza o saber já que quem aprende pode ter liberdade na produção do seu próprio conhecimento.

THAÍSA - E em uma abordagem progressista, estimulam a aprendizagem imersiva (aprender fazendo), centrada nos interesses e necessidades do indivíduo, que constrói seu próprio espaço.

ANNA CLARA - Os “Ambientes” também estimulam o ensino e a pesquisa acadêmica, por exemplo, através da cultura de conteúdos abertos e de remistura.

GABRIELA - Outras potencialidade que podemos abordar é o baixo custo deste modelo de aprendizagem, uma vez que são dispensados gastos institucionais como a manutenção de espaços físicos e do aparato administrativo.

ANY - E diferente de trabalhar em ambientes fechados, nos chamados VLEs, que tem como exemplo bastante conhecido por nós, o Moodle, que obrigam as pessoas a fazerem cópias de todos os conteúdos que considerem relevantes; os “Ambientes” despertam interesse, pois com eles você pode usar o seu trabalho para construir uma rede que exista para além do final do curso.

GABRIELA - Realmente, este problema com os VLEs acontece frequentemente… Quando nós encerramos uma disciplina que utiliza o Moodle, o professor nos retira automaticamente do ambiente virtual, e toda a biblioteca do curso, atividades realizadas, entre outras coisas, se perde caso o aluno não tenha arquivado as cópias em seu computador pessoal.

THAÍSA - Algumas desvantagens que o autor pontua no texto sobre os “Ambientes”, que poderiam ficar como ponto de reflexão para quem promove este tipo de modelo seriam: os empecilhos na autenticação, dado o elevado número de estudantes envolvidos em muitos casos; não ter todas as ferramentas e informações reunidas num ambiente único; e a dificuldade na monitoração do trabalho desenvolvido pelos estudantes.

ANNA CLARA - Agora que nós já explicamos a ideia geral dos "Ambientes pessoais de aprendizagem", podemos comentar pontualmente sobre as nossas concepções pessoais sobre o tema. Gabriela qual a sua opinião?

GABRIELA - Acredito que daqui alguns semestres, quando for escrever meu TCC, os "Ambientes" poderão ser úteis para o aprofundamento de alguma modalidade da educação que não pude ver com muitos detalhes na universidade. Já fiz matérias como EJA, Classe Hospitalar e Projeto na área de Gestão, todas com caráter optativo, e os professores acabam "correndo" com um conteúdo extremamente extenso e nós não conseguimos abordar todos os assuntos com relação a estas temáticas, então acredito que poderei estudar por meio dos "Ambientes" aquilo que percebi que não foi abordado ou até mesmo revistar temas esquecidos durante minha trajetória no curso de Pedagogia.

GABRIELA - O que você pensa sobre o assunto, Thaísa?

THAÍSA - Concordo com você Gabi. Eu acredito que essa ideia de partilha de conhecimento, experiências e opiniões que o PLE traz é muito importante. Na minha vida como um todo, não só no ambiente escolar, através de relatos de experiências de outras pessoas consigo evitar erros e prever soluções para situações da vida cotidiana. Posso ter exemplos do que fazer em determinada situação, além de ajudar outras pessoas compartilhando os meus resultados. Já para estudantes de EaD vejo que esses ambientes são ainda mais importantes, pois eles não têm esse contato igual a do presencial, assim, promover esses ambientes seria uma forma  de até unir pessoas de um determinado curso, com diferentes trajetórias e com um foco parecido e sem dúvidas as trocas de experiências e conhecimentos estariam presentes fazendo com que o PLE aconteça. Então pra mim é muito efetivo esses ambientes.

THAÍSA - Anna, você poderia falar um pouquinho sobre a sua visão?

ANNA CLARA - É importante a proposta do texto sobre a questão da autoeducação, onde a partir dela nós começamos a compreender sobre sermos capazes e responsáveis pelo nosso aprendizado. Existem diversos meios e plataformas que podem guiar qualquer pessoa para a autoeducação, assim, fazendo as pessoas compreenderem que o ensino não se baseia somente em um professor como transmissor de conhecimento, fazendo compreender que o conhecimento é muito mais amplo e acessível a todos.

ANY - Exatamente, Anna Clara. Se faz extremamente necessário considerarmos todos os desafios e as potencialidades que esses Ambientes Pessoais de Aprendizagem podem ter, por ser algo diferente daquilo que já estamos habituados, mas que, mesmo assim, em muitos casos, tem um grande potencial de sucesso para a nossa autoaprendizagem. E assim encerramos as discussões que fizemos a fim de compreender o que são os ambientes pessoais de aprendizagem. Espero que tenham entendido, até mais.

[vinheta]

Comentário

O podcast foi interessante, pois aprendemos algo que não conhecíamos, porém o áudio ficou grande e repetitivo, poderia ter resumido mais e não necessariamente perguntar a opinião de cada um do grupo sobre cada tema.

Créditos do áudio[editar | editar código-fonte]

Brittle Rille. Kevin MacLeod (CC-BY 3.0) Disponível em: https://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1200047&Search=Search

Créditos de autoria[editar | editar código-fonte]

Gabriela Cunha Miguel

Anna Clara Barros Alves

Thaísa Teixeira Tavares

Any Caroline Lopes da Silva