Educação Aberta/WhatsApp

Fonte: Wikiversidade
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WhatsApp é um aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamada de voz para smartphones. Oferece aos usuários a de troca de mensagem em texto, áudio, fotos, imagens, vídeo, gifs e documento. Permite fazer chamadas por voz ou vídeo. O aplicativo (Android e IOS) roda em celulares, tablets e computadores pessoais (via validação por QR Code através do celular ou dispositivo que tem o número telefônico cadastrado e ativado). Para usar o aplicativo você precisa ter um numero de celular, a sua conta passa a ser vinculada a este numero e você precisa ativá-lo pelo aplicativo. Para ativar a sua conta, você precisa inserir um código recebido via mensagem (SMS). Depois de validado o código recebido via SMS, o aparelho está habilitado a receber/enviar mensagem via este numero. A sua conta praticamente passa a ser este número.[1]

O WhatsApp é o aplicativo de mensagens mais utilizado no Brasil, justificando, na maioria dos casos, que as pessoas acessam o aplicativo para se comunicar com organizações educacionais, não apenas voltados para questões educacionais, mas também para questões comerciais. O crescimento do WhatsApp, faz com que, tenha um grande crescimento em relação as tecnologias digitais, fazendo com que os hábitos das pessoas sejam transformados, pois, inserem diferentes formas de comunicações.[2]

Qualquer pessoa que tenha seu numero de telefone pode inicialmente iniciar uma conversa ou ligação. Se você troca de chip (numero de linha) no aparelho, mesmo assim o WhatsApp continuará como o numero ativado inicialmente, sendo necessário alterar o seu perfil para o novo numero para evitar que alguém possa se passar por você, caso outra pessoa compre um chip com o seu número (antigo).

O WhatsApp foi fundado em 2009, nos Estados Unidos, por Brian Acton e Jan Koum. Nasceu como uma alternativa para as mensagens via SMS, o aplicativo se consagrou em todo mundo como uma das plataformas de comunicação mais populares entre os usuários. O WhatsApp pertence ao Facebook (www.facebook.com). No dia 19 de fevereiro de 2014, o Facebook adquiriu a empresa pelo montante de 16 bilhões de dólares, sendo quatro bilhões em dinheiro e 12 bilhões em ações do Facebook, além de três bilhões de ações no prazo de quatro anos caso permaneçam na companhia. Seus fundadores serão incorporados no conselho administrativo do Facebook. mesmo pertencendo ao Facebook, o aplicativo continua operando de forma independente.

O WhatsApp é um aplicativo de  troca de mensagens que se propõe a veicular comunicações em forma de textos, imagens, áudios e vídeos por meio do uso da internet. Está disponível para Smartphones Android, ÍOS, e outros.

De acordo com Olhar Digital “o serviço foi criado por Brian Acton e Jan Koum, dois ex-funcionários do Yahoo, que venderam sua criação ao Facebook em 2014 por US$ 19 bilhões (valor da época)”. E no Brasil se tornou um dos aplicativos mais populares[1].

Segundo o relatório Estado do Mundo Móvel 2020, da consultoria APP Annie, apresentou o maior número de usuários mensais em 2019 no Brasil e no mundo. Considerado pelos brasileiros como uma importante ferramenta no acesso a informações no país, mesmo que muitas vezes levem a desinformações, principalmente quando se trata de acontecimentos políticos no país. Tais desinformações podem trazer consequências que vão desde noticias falsas, prejuízos financeiros ou que põem risco a saúde e a vida. Conforme citação abaixo.

[...] O aplicativo é considerado por 57% de brasileiros como uma fonte importante ou muito importante no acesso a informações políticas (BAPTISTA et al., 2019 ). Além disso, é também identificado como o principal meio de espalhamento de desinformação no país[3]

Paralelo a esses dados, ressaltamos também sobre a importância das pessoas adquirirem o conhecimento de como acessar a rede de internet e o aplicativo de forma segura, pois os usuários adultos e principalmente as crianças estão vulneráveis, sua privacidade precisa ser protegida. Veja o que propõe a internet segura sobre esse tema:

“[...] Proteja a sua privacidade”. (internet segura)[4]

Diante dessa realidade, intensificaram por parte dos pesquisadores preocupações com: a coleta, o tratamento, a utilização e a comercialização de dados comportamentais dos usuários por parte dessas empresas promotoras desse acesso gratuito. Como um alerta aos usuários, tornou-se essencial um conhecimento e diferenciação entre o aberto e o grátis. Uma vez que, um benefício aparente pode camuflar uma violação na privacidade desses usuários. Consultando a legislação, veremos que antes mesmo da pandemia já havia essa preocupação, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a (LGPD) destacada abaixo:

Art. 1º, Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

           De acordo com os dados obtidos pela educação vigiada, “atualmente quase 72% das instituições públicas de ensino tem seus servidores de e-mail delegados a empresas privadas como Google e Microsoft”.

Assim devemos estar atentos, conhecer e repassar para a comunidade que utiliza esse “grátis” o processo de diferenciação existente entre ambos os acessos, o grátis e o aberto.

“[...] Precisamos aprofundar as discussões em nossas escolas e universidades sobre como devemos exercer controle sobre nossas ferramentas de trabalho, comunicação e compartilhamento, principalmente quando promovemos a educação aberta”. (AMIEL, 2019)[5]

Então, vamos conhecer essa cartilha de orientação elaborada pela educação vigiada? [6] Ler as dicas da cartilha pode fazer a diferença na hora de você baixar um aplicativo, um filme, um áudio, ou até mesmo copiar e colar uma imagem da internet.

Já pensou que uma simples ativação de conta no WhatsApp pode gerar uma grande dor de cabeça? Por meio do seu numero de telefone, informações disponibilizadas no dispositivo, tipo de aparelho, sistema operacional utilizado e o código do país, além de alguns dados de utilização, tais como: ultimo acesso, frequências de envio de mensagens podem ser compartilhadas com outras empresas e vem gerando preocupações e controvérsia, principalmente entre a comunidade responsável pela educação vigiada.

O conhecimento é o principal recurso que o usuário tem para fazer uma barreira protetiva contra a utilização de seus dados e compartilhamento deles por pessoas ou mesmo empresas não autorizadas quanto ao seu uso.

Qual o tamanho[editar | editar código-fonte]

O Facebook/WhatsAPP não divulga números atualizados desde Fevereiro de 2018. Na época, o aplicativo havia alcançado a marca de 1,5 bilhão de usuários mundialmente segundo a empresa de analise de mercado App Annie[7]. No Brasil, pode chegar a 150 milhões de usuários[8].

O que faz[editar | editar código-fonte]

Além de mensagens de texto e áudio criptografadas, os usuários do WhatsApp podem enviar imagens, vídeos e documentos em PDF, além de fazer ligações grátis, chamadas por meio de uma conexão com a internet. Sua segurança é feita pela criptografia de ponta a ponta, “selando” as mensagens e as tornando confidenciais, os problemas que podem existir é basicamente a dependência que as pessoas criam com a plataforma e que caso saia do ar até então não existe uma plataforma de comunicação criptografada de ponta a ponta que conseguiria substituir o WhatsApp. Oferece também chamadas de voz e vídeo, além do compartilhamento de localização entre os usuários.

A criptografia de ponta a ponta usada pelo WhatsApp e por diversas outras redes sociais garante que as mensagens trocadas pelos usuários não possam ser interceptadas por terceiros, protegendo os dados dos usuários ao longo das conversas. Nem mesmo as empresas que fornecem os aplicativos teriam acesso a esses dados. A implementação dessa tecnologia causou, ao início, preocupação jurídica pois com a criptografia de ponta a ponta não seria mais possível a intercepção jurídica dos dados, ou seja, a justiça não poderia mais determinar que a plataforma entregasse os dados de conversa de seus usuários, ou ao menos teria mais dificuldade de conseguir as informações. O que, por muitas vezes, deixou o programa fora do ar.[9]

Em recente atualização, o WhatsApp trouxe a possibilidade do uso de figurinhas estáticas e animadas, que são ferramentas de texto não-verbal amplamente utilizadas pelos jovens para a disseminação dos chamados “memes” e GIFs. O uso é permitido em conversas individuais ou em grupos e podem ser criadas, compartilhadas, salvas e obtidas através de pacotes. São categorizadas pela mesma lógica dos emojis.[10][11]

Para aqueles que não se sentem confortáveis em utilizar o celular, por considerar ele como uma ferramenta de tecnologia pequena, existe a possibilidade de utilizar o WhatsApp Web, de acordo com Magalhães (2020), desde 2015, onde ele permite que os usuários consigam acessar as suas mensagens vindas do WhatsApp através de um computador. Esse acesso é feito por meio de um QR code, gerado pelo navegador, juntando com o aparelho que fez o reconhecimento.

Para a utilização dessa ferramenta, será necessário que o usuário entre na página WhatsApp Web, em um navegador (web.whatsapp.com), após entrar, um QR code aparecerá para que seja feito o pareamento. Com o celular, a pessoa deverá abrir a opção WhatsApp Web, onde irá escanear o código de segurança com a câmera do celular para conectar os dois dispositivos, tendo acesso as suas mensagens e aos seus contatos.

O WhatsApp faz também com que seja possível fazer uma ligação telefônica, tanto por chamada de voz como por chamada de vídeo. A possibilidade de mensagens de voz, foram feitas a partir de 2013, para que a pessoa consiga enviar a mensagem de voz seria necessário o usuário apenas clicar no microfone e já será possível enviar o áudio para quem ele deseja (LINHARES, R.N; CHAGAS, A.M; SILVA, E.M.R, 2017)

Porque coleta[editar | editar código-fonte]

A razão da coleta de informações é na maioria das vezes para vender essas informações para empresas, traçando o perfil de quem utiliza o WhatsApp, pegando informações gerais e transformando em perfis de desejos, interesses. São coletados metadados dos usuários, combinando com os metadados da mesma empresa (Facebook, Instagram e WhatsApp) . Os metadados fornecem dados para vender de propagandas e para o envio direcionado ao público alvo de determinada campanha de marketing dos anunciantes.

O WhatsApp produziu um documento oficial sobre a coleta de dados de mídia e de usuários que utilizam seus serviços e passível de ser fornecido às Autoridades Públicas é o intitulado "Informações para as autoridades policiais". Na conformidade desse documento, é possível a divulgação dos seguintes dados mediantes autorização judicial: registros de contas; o que pode incluir nome, data de início do serviço, data da última visualização, endereço de IP e endereço de e-mail, informações sobre "recados", foto de perfil, informações de grupo e lista de contatos, caso disponíveis.

Como coleta[editar | editar código-fonte]

O WhatsApp sendo parte de uma tríplice de empresas que coletam metadados e dados (Facebook, instagram e WhatsApp).

Dos usuários do WhatsApp, fornece metadados que cruzam todos os contatos do WhatsApp (numero telefônico, quantidade e tipo de contato diário entre eles, distancia entre eles.

Do Instagram (estilo de consumo, diversão, gostos nas fotos que gosta, dos usuários que segue e das publicações.

Do face, os dados como localização, redes wi-fi conectadas, amigos, colegas, número de telefone e e-mail de contatos, forma de contato, conteúdo compartilhado, e analise das emoções das publicações.

O documento oficial produzido pela empresa WhatsApp sobre a coleta de dados de mídia e de usuários.

A criptografia usada no aplicativo foi originalmente desenvolvida pela Open Whisper Systems, o grupo por trás de um rival do WhatsApp, o Signal. Por mais que as mensagens no WhatsApp sejam criptografadas - e isso inclui chamadas, fotos e vídeos -, o aplicativo não é tão privado quanto poderia ser.

O WhatsApp pode coletar muito mais informações do que o usuário pensa. Muito do que é coletado é igual a qualquer outro aplicativo e está descrito na sua política de privacidade.

A remuneração vem principalmente de vendas de anuncio no Facebook.

(Configurações, dicas de uso que ajudam em questões de privacidade e bom uso do sistema).

Alternativa[editar | editar código-fonte]

Signal: https://signal.org/pt_BR/

Créditos[editar | editar código-fonte]

Miguel Donizeti de Bastos

Maria Clara Garcia Fonseca Alves Calazans

Rosália Barbosa Soares

Valentina Carvalho Oliveira

Maria Eduarda Pereira de Sousa

Maria de Fatima dos Santos Figueirôa

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. 1,0 1,1 https://olhardigital.com.br/dicas_e_tutoriais/noticia/veja-como-aumentar-a-privacidade-e-seguranca-de-seu-whatsapp/106877> Acesso: 13 nov. 2020.
  2. LINHARES, R.N., CHAGAS, A.M., and SILVA, E.M.R. Interações no ciberespaço: estudos e pesquisas sobre o Whatsapp na educação no Brasil e Portugal. In: PORTO, C., OLIVEIRA, K.E., and CHAGAS, A., comp. Whatsapp e educação: entre mensagens, imagens e sons [online]. Salvador: Ilhéus: EDUFBA; EDITUS, 2017, pp. 87-111. ISBN 978-85-232-2020-4. http://books.scielo.org/id/r3xgc/pdf/porto-9788523220204-06.pdf
  3. SOARES et al. Desinformação sobre o Covid-19 no WhatsApp: a pandemia enquadrada como debate político. Artigo submetido para a Ciência da Informação em Revista – Outubro de 2020- Disponível em https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/1334, acessado em 01 dez. 2020.
  4. https://internetsegura.br/
  5. https://press.rebus.community/openatthemargins/chapter/educational-content-openness-and-surveillance-in-the-digital-ecology/
  6. Educação Vigiada. Disponível em: <https://educacaovigiada.org.br>
  7. https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/01/whatsapp-supera-o-facebook-e-e-o-aplicativo-mais-popular-do-mundo.ghtml
  8. https://canaltech.com.br/apps/um-a-cada-10-usuarios-do-whatsapp-e-brasileiro-94510/
  9. TEIXEIRA, T.; SABO, P. H.; SABO, I. C. Whatsapp e a criptografia ponto-a-ponto: Tendência jurídica e o conflito privacidade vs. Interesse público. 2018/01/12, Revista da Faculdade de Direito da UFMG. v. 0, p. 607–638, [s.d.]. Disponível em: <https://www.direito.ufmg.br/revista/index.php/revista/article/view/1882>
  10. https://faq.whatsapp.com/android/chats/how-to-use-stickers/?lang=pt_br
  11. Atualização do WhatsApp traz figurinhas animadas e modo escuro no desktop. Veja, 1 jul. 2020. Disponível em <https://veja.abril.com.br/tecnologia/atualizacao-do-whatsapp-adiciona-figurinhas-animadas-e-modo-escuro-na-web/>

[1]

  1. MAGALHÃES, André. Guia básico do WhatsApp Web: como o app de mensagens funciona no computador. CanalTech, 2020. Disponível em: https://canaltech.com.br/apps/como-funciona-whatsapp-web/ Acesso em 09 dez. 2020