Educação Aberta/YouTube

Fonte: Wikiversidade
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Infográfico sobre o YouTube

O YouTube é uma plataforma digital que permite que seus usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital. Os criadores do YouTube acreditam que essa plataforma é um meio para que as pessoas tenham liberdade de expressão, direito à informação, direito à oportunidade e liberdade para pertencer.

O próprio site do YouTube nos fornece alguns dados sobre o seu tamanho, onde ele nos informa que mais de 1,9 bilhão de usuários conectados ao YouTube acessam a plataforma todos os meses. Diariamente, as pessoas assistem mais de um bilhão de horas de vídeo e geram bilhões de visualizações. É importante ressaltar que a Google comprou o YouTube por US$ 1,65 bilhão em ações. Seu dono é um grupo de empresas chamado Alphabet Inc., que é a dona do Google.

O que faz[editar | editar código-fonte]

O serviço armazena milhares de canais, com conteúdo da mais variada abordagem. Com um sistema bastante similar ao que temos em uma televisão, sua diferenciação está no fato de ser ofertado ao usuário a escolha entre produtor ou consumidor de conteúdo - podendo ocupar os dois papéis dentro do processo, podemos ter uma noção mais ampla sobre esse assunto[1].

O sistema também oferece uma interação entre todos os agentes que estão presentes dentro da plataforma. Algumas funções simples como: se inscrever no canal, da like/deslike, comentar; proporciona essa interação e uma certa “autonomia/liberdade” para o usuário do serviço.

A ocorrência de potenciais problemas e desafios deve-se ao fato de que todo usuário do YouTube antes de usar o serviço concorda em respeitar os termos de serviço da rede, entretanto muitos não têm noção ou não dão importância quanto às informações coletadas por ele. As informações de atividades coletadas podem incluir o seguinte:

  • Termos que você pesquisa;
  • Vídeos que você assiste;
  • Visualizações e interações com conteúdo e anúncios;
  • Informações de voz e áudio quando você usa recursos de áudio;
  • Atividade de compra;
  • Pessoas com quem você se comunica ou compartilha conteúdo;
  • Atividades em sites e apps de terceiros que usam nossos serviços;
  • Histórico de navegação do Chrome que você sincronizou com a Conta do Google.

Essas informações podem ser coletadas  enquanto você utiliza o serviço e também quando não o utiliza, para oferecerem anúncios ou vídeos de coisas que possivelmente gostaríamos de ver.  O grande problema é que muitas vezes esses conteúdos não são devidamente filtrados, pois as informações coletadas podem não ser exatamente essas que dizem. Portanto, é extremamente importante que todos leiam os termos antes de concordar em utilizar o serviço.[2]

Porque coleta dados[editar | editar código-fonte]

O YouTube utiliza os mesmos processamentos de dados que o Google, já que utilizam os mesmo servidores e subservientes de processamento. Os maiores problemas encontrados é que o YouTube sabe tudo que você está fazendo e como está fazendo, a partir da monitoria do seu comportamento nos sites.[3]

Eles captam desde o modo que você age com o mouse em cima de um anúncio até uma conversa utilizada por recurso de áudio. Eles armazenam as informações de uso de recurso de áudio, recurso de mensagem, atividades de compras, vídeos que você já viu, termos que você pesquisa, pessoas que você mantém comunicação, atividades nos sites e o histórico de navegação. Tudo isso em prol de oferecer um serviço personalizado, ou seja, eles fazem a combinação de todas essas informações para lhe oferecer conteúdos e/ou anúncios que podem lhe interessar.

Deixam claro que não utilizam os anúncios personalizados através de categorias sensíveis, ou seja, raça, religião, orientação sexual ou saúde. E não compartilham informações diretas com os anunciantes como nome, e-mail e etc.

O YouTube conta com uma cartilha dentro dos termos onde deixa claro os conteúdos que são proibidos serem postados no YouTube, tais como: violência (sexual, física, psicológica etc), conteúdos pornográficos, que contém discurso de ódio (religião, orientação sexual, raça, origem, identidade de gênero etc) e principalmente conteúdos relacionados a menor de idade.

Como coleta dados[editar | editar código-fonte]

Como em muitas outras plataformas, ao utilizarmos alguns serviços estamos criando um perfil digital que será utilizado na venda de anúncios. Por exemplo, se pesquisarmos sobre informática, ao acessarmos a plataforma nos são direcionados anúncios sobre o assunto.

Podemos dizer que somos o produto que gera lucro para a plataforma, uma vez que quando paga para exibir anúncios ela se faz do uso de nossos dados para direcionar os mesmos.

E através disso remunera os criadores de conteúdo, pois eles são peças fundamentais nesse processo de venda, pois sem seus conteúdos para acessarmos não há como vender anúncios e fazer seu giro de capital acontecer.

Se alguém usa a ferramenta, como contornar alguns dos problemas? (Configurações, dicas de uso que ajudam em questões de privacidade e bom uso do sistema).

O que fazer[editar | editar código-fonte]

Para contornar alguns problemas relacionados à sua privacidade, é importante que ao logar no YouTube você vá nas configurações da sua conta, em seguida que acesse a alternativa "privacidade" para alterar as preferências relacionadas a sua intimidade. Além disso, clique sobre a alternativa “Contas Conectadas”, na parte esquerda da tela, para alterar, adicionar ou excluir o vínculo de seu registro no YouTube com as redes sociais listadas. Dessa forma, você terá um certo controle (mesmo que seja mínimo) sobre os seus dados na rede social.

Alternativa[editar | editar código-fonte]

A fim de oferecer uma alternativa para plataformas centralizada, em 2015, um programador conhecido como Chocobos desenvolveu o PeerTube, uma plataforma de vídeo federada, descentralizada e gratuito.

Contratado pela Framasoft - que tinha uma companhia chamada Contti Utopia, com a finalidade de criar alternativas para plataformas centralizadas - contratou o desenvolvedor para apoiá-lo principalmente na melhoria do design e utilidade. A primeira versão beta vem em março de 2018, para em outubro ser disponível a primeira versão estável, após alguns meses de versão beta já se há disponível na plataforma 113 instâncias abrigando mais de 10.000 vídeos.[4]

Referência[editar | editar código-fonte]

Incluir no texto como as que estão abaixo

DANTAS, Tiago. "Youtube"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/informatica/youtube.htm. Acesso em 22 de junho de 2019.

Dados do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/intl/pt-BR/yt/about/press/. Acesso em 22 de junho de 2019.

Termos de serviço do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/static?gl=BR&template=terms&hl=pt. Acesso em 22 de junho de 2019.

Violação de dados. Disponível em: https://exame.abril.com.br/tecnologia/netflix-youtube-e-apple-sao-acusados-de-violar-norma-de-protecao-de-dados/. Acesso em 22 de junho de 2019.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Leandra Arrais

Nicole Ferraz da Trindade

Rafael Fernandes

Rerê Lima

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Ameaça as operadas de TV paga. Disponível em: https://exame.abril.com.br/tecnologia/youtube-e-a-nova-ameaca-as-operadoras-de-tv-paga/. Acesso em 22 de junho de 2019.
  2. https://www.youtube.com/static?gl=BR&template=terms&hl=pt
  3. https://exame.abril.com.br/tecnologia/netflix-youtube-e-apple-sao-acusados-de-violar-norma-de-protecao-de-dados/
  4. https://framatube.org/videos/watch/9c9de5e8-0a1e-484a-b099-e80766180a6d?start=1m52s