Engenharia e ambiente/5.4.3 Identificar metodologias de biorremediação e exemplificar

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Biorremediação[editar | editar código-fonte]

As técnicas podem ser classificadas em dois tipos: "in situ" - quando o solo é tratado no local; e "ex situ" - o solo contaminado é removido e levado para o local de tratamento. A remoção é necessária em situações em que há possibilidade dos poluentes contaminarem pessoas e o ambiente próximo ao solo a ser biorremediado.

"IN SITU":

BIOVENTILAÇÃO - É a injeção de ar ou oxigênio puro em solos e água subterrânea contaminados, estimulando a atividade dos microrganismos. A aplicação de ar e/ou oxigênio puro, à camada de subsuperfície, estimula o crescimento da população existente resultando na redução dos contaminantes no sítio.

BIOESTIMULAÇÃO - É a técnica de aplicação de nutrientes e/ou surfactantes com o objetivo de aumentar a atividade microbiana. Esta forma de tratamento atua no controle hidráulico do sistema de biodegradação prevendo a migração dos nutrientes pelo sítio a ser descontaminado. Várias bactérias de ocorrência natural do gênero Pseudomonas são capazes de degradar o petroleo para suas necessidade de carbono e energia.
BIOAUMENTAÇÃO - É a introdução no solo de culturas puras ou consórcio microbiano contento microorganismos selecionados para degradação do contaminante específico. A utilização deste modelo, com população nativa ou não, no processo de biorremediação resume-se na aplicação de bactérias e fungos que utilizam os contaminantes orgânicos do sítio como fonte de alimento. Para que a aplicação da bioaumentação tenha sucesso, é necessário que os microrganismos selecionados apresentem algumas características, como: capacidade para degradar a maior parte dos contaminantes, estabilidade genética, alto nível de atividade enzimática, alta capacidade de competir com a população intrísica do solo. E os agentes microbianos não devem produzir substâncias tóxicas durante o processo de biodegradação.

FITORREMEDIAÇÃO - É o emprego de plantas para descontaminar locais com resíduos químicos orgânicos em sua porção superficial. Essa técnica pode ser dividida em 5 tipos principais que são:

  • rizofiltração: que é uma técnica de tratamento de água em que contaminantes são removidos e retidos no tecido vegetal;
  • fitoextração: em que os contaminantes são removidos do solo e retidos no tecido vegetal; 
  • fitotransformação: uma técnica que pode ser aplicada ao tratamento da água e do solo, na qual ocorre a degradação dos contaminantes através do metabolismo da planta;
  • fitoestimulação: em que ocorre a estimulação da atividade microbiana pela rizosfera da planta;
  • fitoestabilização: quando as plantas são utilizadas para reduzir a migração dos contaminantes no solo.

Há poucos estudos sobre fitorremediação, não sendo uma tecnologia amplamente aceita pelos órgãos de controle ambiental. Até o momento, a fitoestimulação tem apresentado o maior número de pesquisas que comprovam sua eficiência na biorremediação de solos contaminados.

"EX SITU":

LANDFARMING - Processo também conhecido como “leito preparado”, é a aplicação e incorporação de contaminantes ou rejeitos contaminados na superfície do solo  não contaminado para degradação. O solo é arado e gradeado para promover a mistura uniforme do contaminante e aeração.

COMPOSTAGEM - A compostagem é uma técnica na qual o solo contaminado é removido do local de origem e colocado na forma de pilhas, num local que permita o controle da lixiviação e do escoamento superficial dos líquidos originados dessas pilhas. Neste solo, será desencadeado um processo em que os microrganismos aeróbios irão degradar os contaminantes orgânicos, transformando-os em material orgânico estabilizado, CO2 e água.

BIORREATORES - A biorremediação de solos contaminados pode ser realizada por uma técnica que se utiliza de biorreatores. Existe uma ifinidade de tipos e configurações de biorreatores que ilustrativamente podem ser comparados a tanques aéreos fechados. O solo contaminado é misturado com água, de modo a formar uma suspensão com 10 a 40 % de sólidos, que é mecanicamente aerada através de rotações. A formação desta suspensão no interior do biorreator possibilita o aumento da disponibilidade dos contaminantes aos microrganismos degradadores e a eliminação da heterogeneidade da distribuição dos contaminantes no solo.

Exemplos[editar | editar código-fonte]


Glossário[editar | editar código-fonte]


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Disponível em: <http://biorremediacaobyomega.blogspot.com.br/2011/11/biorremediacao-de-solos.html>, acesso em 16/05/2017.