Jogo 2015/Aula 10

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Santos, 13 de Maio de 2015 

Relatores da aula: Matheus Lima, Cauê Martinuci, Diego Silva e Tamires Reis

Alunos da Unifesp Baixada Santista

I.Tema e Objetivo da Aula[editar | editar código-fonte]

Aula cujo tema foi a Pedagogia do Jogo e como procedê-la, em que o profissional precisa analisar as condições físicas, psíquicas e motoras de seus alunos para aplicar o conteúdo proposto. Esse entendimento facilita o aprendizado não só do conteúdo, mas também na construção de valores que para a Educação Física agrega conhecimento corporal, musical e de relação com o outro.

II.Materiais e Espaços Utilizados[editar | editar código-fonte]

Num primeiro momento, utilizou-se o salão do Clube Regatas Saldanha da Gama, em que foram trabalhadas brincadeiras com objetos de pronto acesso dos alunos, como por exemplo, chaves, squeezes, chinelos, bijuterias e etc, para a realização da aula prática.

No segundo período de aula, utilizamos a sala 109 da Unidade Ponta da Praia da Universidade Federal de São Paulo, com o uso de data show para a explanação do conteúdo teórico da aula.

III.Método didático[editar | editar código-fonte]

Mais uma vez, o professor Doutor Vinicius Terra, utilizou-se da metodologia de aula prática no primeiro momento e aula teórica posteriormente, utilizando-se dos conceitos que ele mesmo havia nos explicado, de realização do jogo "final" no primeiro momento, para assim analisar o que precisa ser corrigido e melhorado no decorrer da aula, visando um maior aproveitamento e desenvolvimento dos alunos.

Após a brincadeira, já na sala de aula, utilizamos a discussão do texto de João Batista Freire para debatermos o que foi realizado no primeiro momento e qual a sua relação com o texto proposto.

IV.Descrição das Atividades[editar | editar código-fonte]

Primeira parte[editar | editar código-fonte]

Começamos a aula no Clube Regatas Saldanha da Gama, com avisos gerais sobre uma possível paralisação da instituição mencionada no e-mail da turma, que intrigou os alunos em relação as próximas aulas e como a universidade irá se portar diante dos atuais eventos, enquanto isso, os alunos que haviam perdido a primeira prova, realizavam a mesma na unidade Ponta da Praia.

Segunda parte[editar | editar código-fonte]

Os alunos que se encontravam no Clube pegaram objetos de pronto acesso que não quebrassem para realizar a brincadeira "Escravos de Jó" de sem cantar a musica, somente com os movimentos corporais. Após a falha em concordância na primeira tentativa, o professor Vinicius propôs analisar o que precisaria ser trabalhado com a observação do jogo em sua execução. Na Pedagogia do Jogo, Freire nos conta que para executar a primeira parte do ensino, a criança aprende o que lhe é físico, prático e corporal.

Pensando nisso, o professor questionou qual a melhor forma para começar a ensinar a brincadeira, e a aluna Aline Cabral nos disse que o ensino da musica seria viável, para assimilar depois o movimento do corpo, mas o professor nos orientou que a construção do aprendizado precisa antes disso, do ensino do "barulho" da musica, do batuque, que constrói o aprendizado físico, relacionando o sensório-motor.

Alunos experimentando a brincadeira "Escravos de Jó"

Uma segunda variação foi feita de pé em que foi pensada maneiras didáticas de iniciar o processo do "barulho" para que a criança assimile o ritmo com a brincadeira, então os alunos cantaram a musica batendo os pés no chão para enfatizar os inícios e as pausas da musica.

A terceira variação, ainda em pé, deu-se pela utilização de pequenos saltos e giros.

A quarta introduziu-se a musica sem a letra, somente com a sonoridade reproduzida por " la-la-la" e encontrou-se muita dificuldade, por associar o ritmo e execução sem utilizar a letra da musica.

Após as variações, os alunos voltaram a execução inicial sem a musica cantada e houve uma melhora, pois estes aprenderam primeiramente o ritmo, foram acrescentando elementos e dificuldades para enfim, chegar no ápice de dificuldade, sugerido pela aluna Aline: a execução da brincadeira com os olhos fechados. Apesar da evolução nas demais variações, percebemos que executar a brincadeira com os olhos fechados, exige extrema concentração e prática, comprovando o quanto o ensino progressivo é importante para a assimilação do conteúdo como um todo.

Ao final desta parte da aula, o professor resolveu arriscar em utilizar sobreposições musicais e de espaço com a utilização de duas rodas em "Canon", em que um grupo inicia a brincadeira na roda interna enquanto a roda externa aguarda um certo tempo da musica para começar a cantá-la, fazendo um coro que aparentemente mostra-se distinto mas com uma grande organização e concentração dos integrantes.

O vídeo contendo o resumo dessas variações, pode ser encontrado aqui

Terceira parte[editar | editar código-fonte]

A turma se realocou para a Unidade Ponta a Praia para o inicio da aula teórica baseada na experiencia realizada anteriormente, mas antes disso, o grupo responsável pela aula anterior, nos mostrou a página construída por eles no Wikiversidade referente a aula sobre correção da prova teórica e textos "Concepções Abertas - O que se entende por tal?" do autor Reiner Hildebrandt-Stramann e "Para um discurso das regras na escola ou na pedagogia" do autor Lino de Macedo.

Em seguida, o grupo responsável pela aula, explanou os objetivos baseados na experiencia vivida na parte prática e relacionou com o texto de João Batista Freire do capitulo "Como começar, por onde ir?" do livro Educação de Corpo Inteiro com uma apresentação de slides (o resumo do texto encontra-se aqui ) em que falava que o ensino deve ser baseado nas práticas cotidianas como correr, pular e saltar, e que o ensino da Educação Física deve ser pautado no desenvolvimento de atividades motoras básicas que ao longo do ensino acaba se tornando práticas mais ligadas com a parte motor e de cognição do aluno.

- Videos utilizados em sala[editar | editar código-fonte]

Gordinho correndo

Menina Contando Histórias

Bebês e a chupeta

Após a apresentação, o professor Vinicius exemplificou o quanto a prática e a experiencia é fundamental para desenvolver a aula, pois ele acredita que uma aula sendo baseada na sua prática, "no que faz sentido", "no que traz emoção", rende muito mais já que o aluno acaba sendo marcado pela vivencia e não esquece facilmente.

Professor Vinicius Terra explicando sobre os desafios da Semana do Brincar

Quarta parte[editar | editar código-fonte]

Ao fim da aula, o professor Vinicius explicou como será o procedimento da Semana do Brincar proposta pelo Sesc em conjunto com a UNIFESP e como será configurado na cidade de Santos.

O evento será direcionado pelos conceitos de coragem, criatividade e resiliência , além dos desafios propostos à população (Desafio da Atividade Física, Desafio de Ensinar a Brincar e Desafio de Aprender a Brincar).

Os alunos da UNIFESP ficarão responsáveis pela organização de jogos no dia 24 de Maio (jogos de areia, vento e água) que recria brincadeiras com materiais de praia e do dia 27 de Maio (jogos do circuito lúdico-ginastico) baseados nos jogos e brinquedos populares brasileiros e na pedagogia da ginástica geral.

V.Discussões e Dúvidas dos alunos[editar | editar código-fonte]

Uma duvida muito interessante vinda dos demais alunos, foi em como saber o que deve ser ensinado primeiro numa aula. O professor Vinicius, utiliza-se da metodologia de aplicar o produto final na classe para durante a aula, moldar o que precisa ser melhorado, mas no âmbito infantil, dependendo de sua faixa etária (relacionando-as com os jogos de exercício, jogos simbólicos e jogos de regras) deve-se analisar a faixa etária primeiramente antes de formular o conteúdo programático, pois como visto na aula prática, é preciso entender a fase em que a criança está para adequar suas necessidades aquela aula.

VI.Temas interdisciplinares[editar | editar código-fonte]

Um ponto interdisciplinar que pudemos observar em relação ao texto é a condição social que aquela criança vive, pode influenciar na sua formação, pois como citado por Freire, a criança não adquire conhecimento só na escola,porque antes disso a criança já possui um desenvolvimento cognitivo e motor, seja ele por brinquedos ou pelas brincadeiras que pode ser determinante nas diferenças de comportamento, essa condição social, pode ser muito observada no eixo de Inserção Social que os alunos da UNIFESP possuem na sua grade.

VII.Conclusões[editar | editar código-fonte]

Com o conhecimento adquirido na aula por meio da apresentação do grupo responsável, a vivencia das variações da brincadeira "Escravos de Jó" e da reflexão feita juntamente pelo professor e a turma, conclui-se que o ensino provém não só da aplicação de formulas concretas de aprendizado, mas que o conhecimento em relação as capacidades do individuo, as experiencias vividas e as condições em que este se encontra deve ser levada em consideração, pois um professor apesar de dar aula em classes com a mesma faixa etária, nunca encontrará alunos com as mesmas capacidades.

Além disso, este deve apresentar formas que desenvolvam mais do que apenas o proposto, o professor tem o dever de ensinar o aluno a pensar, questionar e saber lidar com diversas situações que encontrará, tornando sua bagagem de experiencias mais rica.

VIII.Pesquisas Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

"Como começar, por onde ir?" do livro Educação de Corpo Inteiro - João Batista Freire

IX.Observações da página do grupo anterior (Aula 09)[editar | editar código-fonte]

Aula com pouco conteúdo a ser comentado por ser composta em sua maioria, pela correção da prova teórica aplicada aos alunos do primeiro termo do curso de Educação Física da UNIFESP, mas muito bem relacionada ao citar cada resposta da prova fazendo com que o leitor possa estar por dentro do ocorrido, mesmo sem ter acesso ao material. Ainda sim, acreditamos que seria mais interessante o uso de recursos visuais, ilustrando a aula para que o leitor se sinta mais a vontade ao ler o conteúdo.


AVALIAÇÃO DO PROFESSOR[editar | editar código-fonte]

  • NOTA FINAL (atualizada em 23/6): 9,0

1) Assiduidade e pontualidade do grupo no registro e apresentação da aula que é responsável (1,0/1,0)

2) Apresentação da leitura no começo da aula a partir das perguntas (3,0/3,0)

3) Publicação da leitura/apresentação/perguntas na plataforma colaborativa wikiversidade dentro do prazo (desejável o formato multimídia, com uso de hiperlinks para textos, notícias, quiz e demais conteúdos que possam auxiliar o aproveitamento da leitura). (1,0/ 2,0)

4) Publicação da aula em forma de relatório da lição (desejável formato multimídia, com descrição convidativa, uso de texto, imagens e hiperlinks para publicações de slides, áudio e vídeo em sites de compartilhamento como youtube).(3,0/ 3,0)

5) Revisar a aula publicada pelo grupo anterior ao seu e fazer comentários (1,0 / 1,0)