Jogo 2017/Aula 3

Fonte: Wikiversidade

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=CaMqOODNff4&feature=youtu.be

I.Tema e Objetivos da Aula[editar | editar código-fonte]

Utilizando a imaginação para metamorfose do objeto e da situação

Ao início da aula foi proposta uma atividade em que o principal objetivo era imaginar e promover a utilização da criatividade dos alunos. A temática utilizada foi muito semelhante a que Paulo Freire cita em seu livro "Educação como uma prática da liberdade", onde ele cita a educação com viés livre, que propicia e induz os alunos a terem uma utilização da imaginação sem limitações, e consequente liberdade inconsciente.

II.Materiais e Espaços Utilizados[editar | editar código-fonte]

Durante a aula o espaço utilizado foi a quadra desportiva. Um dos materiais foi uma caneta esferográfica, a criatividade e um grupo de pessoas, sendo esse essencial para a realização da atividade.

III.Método didático[editar | editar código-fonte]

A didática utilizada na aula foi facilitadora do entendimento e realização da atividade, foi uma atividade expositiva, diferente do modo convencional, onde há inicialmente um aquecimento, a parte da atividade que é considerada principal, ou momento crucial, e por ultimo a volta a calma. Nessa atividade o método utilizado tinha como principal temática a criatividade, como momento de fantasia e metamorfização de objetos, a caneta neste caso, e das próprias pessoas envolvidas. Construindo uma certa linearidade e aumentando as possibilidades criativas.

IV.Descrição das Atividades[editar | editar código-fonte]

Primeira Parte[editar | editar código-fonte]

No início da aula todos os alunos foram levados para a quadra, sentaram-se no chão e formaram um círculo. Após isso houve uma explicação básica sobre o jogo, e o tema do jogo foi demonstrado, que era a utilização da imaginação como ferramenta de transformação. Um objeto base foi citado, no caso era uma caneta, e a partir desta suposição sobre a caneta imaginária a função ou objetivo era criar, fantasiar ou imaginar novos e possíveis usos ou objetos semelhantes à caneta, sem repeti-los durante o jogo, e como exemplos teve-se lápis, garfo, e muitos outros.

Segunda Parte[editar | editar código-fonte]

Roda onde a atividade foi desenvolvida

Após algumas rodadas da atividade citada anteriormente, uma caneta foi introduzida no jogo. Deixando assim a criatividade e possibilidades do jogo aumentadas, isto é, os participantes esqueceram-se parcialmente da vergonha e "lucidez" inicial, o que remeteu ao irrealismo em jogos, demonstrado no livro de Eliza Santa Roza "Quando brincar é dizer", e assim houve uma maior dinamização do jogo.

Terceira Parte[editar | editar código-fonte]

Alunos desfrutando da atividade proposta

O professor utilizou uma caneta como uma "roleta" para indicar quem deveria dizer uma nova utilidade ou forma para a caneta, criando assim uma nova variação do jogo. Ao ser rodada a tampa da caneta sempre apontaria para alguém, e esse alguém deveria fantasiar ou metamorfizar a caneta em outro objeto assim como as variações anteriores. A música mostrada pelo professor ao fim da aula, "João e Maria" de Chico Buarque de Holanda, demonstra totalmente o que ocorre quando se brinca, o irrealismo surge como base para a criatividade e ao relacionarmos com a teoria de Callois, onde se tem dois extremos, o ludus (deriva-se desse termo a palavra "lúdico") e o paedia (definido como educação ou formação ética pelos gregos antigos).

V.Discussões e Dúvidas dos alunos[editar | editar código-fonte]

O primeiro tema abordado foi sobre o que seria "o brincar" definido basicamente como atividade universal e a partir dessa definição passamos a determinadas questões-chave, como a definição de cultura sendo play ou game e também a diferenciação entre fantasia e imaginação, que foram solucionadas com um debate envolvendo discentes e docente.

VI.Temas interdisciplinares[editar | editar código-fonte]

A aula em geral foi "ministrada" pelos discentes, isto é, ditaram a dinâmica e fluidez. A medida em que a imaginação foi sendo usada atendeu-se as características e regras formais do próprio jogo, também debatidos em aula, assim como a imaginação e fantasia. Levando então a uma didática unica e propriamente diferenciada.

VII.Conclusões[editar | editar código-fonte]

A parte prática da aula, em conjunto com as associações feitas pelo professor, associaram-se bastante com alguns conceitos do texto lido. Esse texto era "Brincar: construindo um conceito", e com a leitura pode-se observar a universalidade presente no jogo. Alguns conceitos como fantasia e imaginação, e uma série de outros conceitos que condizem com uma realidade sobre jogo e brincar, quase todos da turma desconheciam e, eles permitiram abrir o campo de visão e criatividade, possibilitando um maior entendimento da complexidade presente no assunto abordado.

VIII.Pesquisas Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Educação como prática da Liberdade: Freire, Paulo. Editora Paz e Terra, 2008

Quando Brincar é dizer: Roza, Eliza Santa. Editora Contracapa, 1999.

Artigo[editar | editar código-fonte]

MÉTODOS DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM: UMA ANÁLISE HISTÓRICA E EDUCACIONAL DO TRABALHO DIDÁTICO: Lacanallo, Luciana Figueiredo; Silva, Sandra Salete de Camargo; de Oliveira, Diene Eire de Mello Bortotti; Gasparin, João Luiz; Teruya, Teresa Kazuko.

Sites[editar | editar código-fonte]

Acessado em: 10 de abril de 2017 <<https://www.youtube.com/watch?v=agH2bBnNUCs>>

IX.Observações da página do grupo anterior[editar | editar código-fonte]

Montagem e distribuição do conteúdo serviu como exemplo para a formatação e construção dos textos desta aula.