Práticas Corporais 2015/Aula 6

Fonte: Wikiversidade
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Editores aula 6: Gustavo, Iara Barreira Marqui e Giovanni Soares (Iara não apresentou)

I. Tema e objetivos da aula:[editar | editar código-fonte]

Tema: Educação Somática; Antiginástica; Yoga 

Objetivo: Desenvolver uma aula em que os alunos pudessem experimentar um momento de aprendizado sobre o seu próprio corpo através dos métodos da antiginástica, que visa conscientizar o praticante sobre o funcionamento do próprio corpo, também possui uma função de relaxamento, além de corrigir vícios posturais. Os movimentos básicos (preliminares) da Yoga foram utilizados como ferramenta de ensino. 

II. Materiais e espaços utilizados:[editar | editar código-fonte]

Espaço: A aula foi realizada na sala de ginástica do Clube de Regatas Saldanha da Gama

Materiais: Bola de tênis; Tatame

III. Método didático:[editar | editar código-fonte]

O método utilizado para o processo de aprendizagem da prática foi o da explicação da proposta da Yoga pelo professor, com os principais elementos a ser observados, seguido de descrição detalhada de cada postura (sem demonstração).

A aula foi dividida em alguns momentos:

Discussão Teórica: Contexto do Yoga apresentado pelo professor

Preparação/Aquecimento: Momento de preparação para a execução dos movimentos específicos do Yoga com massagem nos pés e posições de alongamento na parede.

Parte principal: Execução das posturas específicas da sequencia de Yoga.

Desaquecimento/Autavaliação: Exercícios de respiração e meditação sobre o efeito da prática.

IV. Descrição das atividades:[editar | editar código-fonte]

YOGA

- Informações iniciais: a yoga tem como objetivo gerar quietude, baseada no princípio de alongamento passivo. Normalmente, o professor apenas orienta e não faz a prática juntamente com os alunos. Ao realizar os movimentos, os praticantes devem buscar a estabilidade, que implica em alcançar a postura até o momento em que é possível permanecer nela, em que a postura seja minimamente confortável.

A) AQUECIMENTO

1) Autoavaliação: é realizada uma autoavaliação no início e ao final do aquecimento, para que o participante possa comparar o efeito deste primeiro momento. Para isso, é solicitado aos alunos que, após encontrarem um local adequado no espaço, fiquem em pé, com os pés paralelos e façam o movimento de alcançar as mãos no chão, a sua frente, próximo aos pés, realizando assim flexão de tronco.

2) Pés (a cadeia posterior dos músculos da perna é influenciada pela massagem feita nos pés, bem como na coluna do indivíduo)

- Solicita-se aos alunos que sentem no lugar onde estão, e cada um deve receber uma bola de tênis. Iniciar com o pé direito

2.1: Sentados

Com utilização da bola de tênis:

Os alunos devem I) rolar a bola com a região plantar do pé direito; II) tentar pegar a bola com os dedos do pé direito; III) pressionar a bola contra o chão com o pé direito (importante observar se há pontos dolorosos, e se houver deixar mais tempo nesta região; IV) apoiar calcâneo na bola, e aos poucos rolar pelo restante do pé direito em direção aos dedos, sem perder o controle da bola.

Sem utilização da bola de tênis:

Utilizando apenas as mãos, os alunos devem I) apertar a região plantar com os polegares e encontrar pontos doloridos; II) entrelaçar os dedos da mão oposta ao pé aos dedos do pé e segurar (fazer leve flexão e extensão dos dedos do pé; III) realizar torção (inversão e eversão) do pé com ajuda das mãos; IV) criar espaços entre os metatarsos, como se separasse-os; V) segurar o pé pelo tornozelo deixando o pé relaxado e sacudir com as mãos.

2.2: Em pé; utilizando bola de tênis

Com os alunos em pé, devem I) rolar a bola de tênis no chão com o pé direito; II) abrir os dedos do pé na bola de tênis; III) pressionar a bola com o calcanhar; IV) andar um pouco pelo espaço para perceber a diferença entre os pés.

*Antes de repetir com o pé esquerdo, voltar para a posição inicial em pé com pés paralelos, e realizar novamente a flexão do tronco alcançando as mãos no chão, para analisar se há diferença entre os lados.

Sentar no chão novamente, e repetir tudo com o pé esquerdo.

3) Sequência preparatória e adaptações de postura

- Será necessário ter apoio, como uma parede, e pedir que os alunos se disponham próximo a ela, com certa distância entre si.

- Os alunos devem encostar o quadril (tocando os ísquios) na parede, com as plantas dos pés voltadas para cima, e as costas no chão;

- Abrir os braços no chão com a palmas voltadas para o solo;

- Flexionar a perna esquerda (com o joelho no peito) e em seguida flexionar a direita, ficando com os dois joelhos no peito;

- Colocar a região plantar de um pé em contato com a do pé oposto, ficando com as pernas em borboletinha. *Focar atenção na musculatura que precisa ser relaxada;

- Estender a perna direita e cruzar a perna esquerda sobre a perna direita, como se fizesse "4" com as pernas, e tensionar o pé em direção ao solo com auxílio da mão direita;

- Apoiar o pé direito (flexionando a perna) na parede, mantendo a perna esquerda sobre a perna direita;

- Voltar a posição inicial, com os dois pés apoiados na parede e plantas dos pés voltadas para o teto, mas desta vez com os braços elevados acima da cabeça apoiados no chão;

- Flexionar as pernas, com os joelhos apoiados no peito e apoiar a nuca nas mãos (como se realizasse um abdominal);

- Cruzar as pernas (como se fizesse pernas de índio) na parede, com os braços também cruzados ainda atrás da nuca;

- Estender a perna esquerda e cruzar a perna direita sobre a perna esquerda, como se fizesse "4" com as pernas, e tensionar o pé em direção ao solo com auxílio da mão esquerda;

- Apoiar o pé esquerdo (flexionando a perna) na parede, mantendo a perna direita sobre a perna esquerda;

- Voltar a posição inicial, encostando o quadril (ísquios) na parede, com as plantas dos pés voltadas para cima, e as costas no chão;

- Realizar abdução das pernas na parede (planta do pé para cima), com os braços elevados e apoiados no chão;

- Ficar em posição fetal para o lado direito;

- Finalizar com o um relaxamento livre.

B) PARTE PRINCIPAL

- Inicia-se em pé, com pés paralelos, joelhos destravados, coluna e cabeça alinhadas (alinhamentos sutis). Lembrar-se sempre de manter o controle dos movimentos, e não se desfazer das posições abruptamente.

1) Unir palmas das mãos e colocá-las acima da cabeça voltadas para o teto. Os ombros devem ter a intenção de ir para baixo, os cotovelos para fora e as mãos (como dito) para cima;

2) Descer a mãos, ainda unidas, na altura do peito, e manter. Virar calcanhares para centro levemente. Apoiar a ponta do pé direito no chão e o calcanhar direito no tornozelo esquerdo. Aos poucos, subir lentamente o pé direito até a altura do joelho esquerdo. Manter-se enquanto for uma posição estável. Repetir com a outra perna. Voltar à posição inicial, com pés paralelos;

3) Elevar braço esquerdo ao mesmo tempo em que desliza a mão direita pela lateral da coxa direita; ir inclinando o tronco para lado direito com braço esquerdo ainda elevado. Voltar e fazer o mesmo para o lado oposto;

4) Juntas as mãos na região da lombar. Olhar para cima, elevando o queixo. Voltar primeiro a cabeça com olhar para frente e depois voltar as mãos;

5) Afastar os pés e girar o pé direito em noventa graus. A mão direita encosta no chão e fica paralela ao pé direito. A mão esquerda vai em direção ao teto. É necessário realizar rotação do tronco. Voltar por partes e realizar a posição para o outro lado;

6) Iniciando com pés paralelos, colocar mãos no chão, com o intuito de ficar em quatro apoios (as duas mãos e os dois pés apenas tocando no chão), elevando o quadril;

7) Postura da folha dobrada: ajoelhar (como uma posição de meditação, com os pés para trás, sentando sobre as pernas); colocar os braços ao longo das pernas; deitar a cabeça no chão. Ao sair da posição, mantenha-se de joelhos;

8) Ainda ajoelhado, apoiar mãos no quadril e realizar extensão do quadril e do tronco. Aos poucos, passar a mão do quadril para os tornozelos, fazendo maior extensão do quadril e do tronco

9) Realizar novamente a postura da folha dobrada, mas desta vez com os braços elevados e não ao longo das pernas;

10) Coluna em espiral: sentar e abraçar os joelhos. Estender apenas a direita, e apoiar a mão esquerda no chão, rente à lombar (ou seja, nas costas). A perna esquerda cruza a perna direita e o braço direito sustenta a perna esquerda. Após isso, virar a cabeça para a esquerda, realizando torção do pescoço e tronco. Perceber a coluna como uma espiral, desde a região sacral até a cervical. Voltar lentamente e realizar o mesmo para o lado oposto;

11) Postura da pinça: sentados com as pernas estendidas, sustentar o quadril e manter a coluna ereta. Colocar as mãos sobre as coxas ou joelhos. A cada respiração, fazer pequena extensão da coluna (intenção de alcançar, aos poucos, as mãos nos pés), como se ganhasse espaço a cada expiração. Parar quando alcançar uma estabilidade;

12) Postura do peixe: deitar e ficar com "pernas de índio", com as costas no chão. Apoiar a parte mais alta da cabeça (osso parietal) e isso necessitará de hiperextensão da cervical. Para isso os cotovelos irão auxiliar, ficando apoiados no chão. Será apenas um apoio. O corpo não sai do chão. As mãos ficam com as palmas apoiadas no chão. Voltar lentamente, por partes;

13) Ainda deitados, os pés devem encostar nos glúteos (os dois pés ao mesmo tempo) realizando extensão do quadríceps. Se necessitar de adaptação, deitar lateralmente e segurar um pé de cada vez com auxílio das mãos e fazer em uma perna de cada vez;

14) Permanecendo deitados, trazer joelhos próximos ao peito com o intuito de abraçar a pernas. Voltar e apoiar os pés no chão. Manter;

15) Meia-ponte: apoiar os braços na lateral do corpo e fazer meia-ponte. Aos desmontar a posição, fazer movimento vértebra por vértebra. Ao fazer a meia-ponte, há abertura da caixa torácica, e ao desfazer a caixa torácica fecha;

16) Torção do tronco: ainda deitados, colocar os pés no chão e cruzar a perna esquerda sobre a direita como se realizasse um "4". Segurar pela região posterior da coxa direita e alongar a região do glúteo ao "puxar" para si a coxa. Desfazer a posição e deixar que as pernas caiam para o lado direito com a perna esquerda por cima. A mão direita segura a perna esquerda, e o braço esquerdo fica estendido para o lado esquerdo, de modo que o aluno olhe para a mão esquerda. Voltar ao início, e realizar para o lado oposto.

17) Posição do barco: deitados, afastar coluna cerca de trinta graus do chão (região cervical e parte da torácica) e elevar as pernas e braços a frente, ao mesmo tempo, mantendo o olhar voltado para frente;

18) Postura do arado: posicionar as mãos próximas às articulações sacro-ilíacas, colocar os cotovelos apoiados no chão e elevar os pés e o quadril para trás (diferente da posição da vela, que seria com os pés em direção ao teto);

19) Deitar em decúbito ventral. Estender a coxa esquerda com olhar para frente. Realizar o mesmo movimento com a perna direita;

20) Posição do arco: após leve descanso, ainda em decúbito ventral, flexionar as duas pernas e segurar os pés com as mãos. Ao realizar força com a perna, a coluna também forma um arco, e deve-se olhar para frente;

21) Voltar ao decúbito dorsal e estender os braços. Respirar. Sentir efeito da prática no corpo. Deixar os alunos em relaxamento livre por 5 minutos. Ao final deste tempo, falar para espreguiçar aos poucos, partindo das extremidades.

C) RESPIRAÇÃO

A respiração ao final atua como uma ativação ou limpeza, e é bastante eficaz no tratamento de apneia. Ela é realizada de forma cíclica, repetitiva e rápida, com inspiração passiva e expiração ativa e rápida.

V. Discussões e dúvidas dos alunos:[editar | editar código-fonte]

Não houveram dúvidas e discussões referente ao assunto neste dia.

VI. Temas Interdisciplinares:[editar | editar código-fonte]

A referência indicada para esta aula, bem como a prática em si proposta pelo professor, nos remeteram a módulos anteriores, alguns específicos do curso de Educação Física da Unifesp, e outros que compõem o chamado eixo comum, em que há mais de um curso envolvido no aprendizado.

Os módulos específicos do curso de Educação Física que vimos relação são Aproximação à prática da Educação Física em Saúde I e Ginástica. Nestes módulos estudamos como historicamente a ginástica foi precursora da Educação Física, e como isso trouxe à profissão (e é bem observado atualmente) o foco de gerar modelos e reproduzir padrões de corpo, sendo visto como referência de saúde um corpo esbelto, musculoso, apenas. E em particular o módulo de Aproximação à prática da Educação Física em Saúde I nos fez refletir o que é educação física, buscando perceber que há outros horizontes de atuação. Agora no módulo de Práticas Alternativas, vemos uma outra forma de produzir saúde, que não foca no corpo docilizado que executa os movimentos seguindo uma orientação e alcança um corpo forte, mas sim em um corpo que é o próprio ser. Um ser que se percebe em cada movimento realizado e em como isso pode também ser uma prática da educação física, que integra movimentação com percepção. Antiginástica foi o tema desta aula, de forma que as autoras de "Corpo tem suas razoes: antiginastica e consciencia de si", Bertherat e Bernstein (2001), nos lançaram ao oposto da ginástica precursora da Educação Física, possibilitando pensar, por exemplo, em como a movimentação do diafragma pode estar intimamente ligada (por proximidade) ao bem estar do fígado ou pâncreas.

Aproveitando a questão anatômica, pudemos refletir também sobre o eixo biológico dos cursos da Unifesp, que contém carga horária extensa nos primeiros três semestres, e que tem sua importância. Mas um módulo como este, que trás uma outra visão (oriental, em maioria) de se lidar com o corpo é tão curto (e junto com outras matérias do curso de educação física, corre o risco de ser diminuído). Ainda bem que ainda assim temos a oportunidade de aprender uma outra visão de corpo em nossa grade, se pensar que em diversas universidade essa reflexões nem contam na grade curricular. A saúde não é apenas corpo anatômico, fisiológico e equilíbrio (mesmo porque equilíbrio só atingimos mesmo ao morrermos), e sim um corpo integrado com quem a pessoa é, em como ela percebe o próprio corpo e em como ela pode passar a percebê-lo.

Isso é bastante importante ao se pensar ?inclusive nos módulos de Trabalho em Saúde e Inserção Social, também de eixos compartilhados entre os cursos. Neles refletimos sobre o ser humano dentro de um contexto socioeconômico e de uma cultura que fazem com que o termo saúde varie de acordo com cada contexto. Normalmente pensamos em utilizar pilates, yoga, tai chi chuan para um público selecionado que possa pagar e tenha um tempo livre. Não pensamos, por exemplo, que poderia ser inserido em Unidades Básicas de Saúde ou Núcleos de Atenção Psicossocial (ambos em que já há desfalque de profissionais de educação física) as práticas mencionadas. WAGN et al (2010) realizaram um estudo e concluíram que a prática de tai chi chuan para pacientes com fibromialgia trouxeram benefícios. Apenas um exemplo que possa nos tirar um pouco do contexto padrão em que a educação física se encontra e nos colocar nos possíveis contextos das pessoas que sofrem fisicamente de uma doença que é derivada e aspectos psicológicos (no caso da fibromialgia); ou seja, não é apenas tônus muscular que deve ser objetivado, mas também uma presença em si que pode ser proporcionada com movimentos bem orientados, como os da yoga, pilates, entre outros que trazem essa essência em sua origem.

VII. Fichamento de texto:[editar | editar código-fonte]

"O Seu Corpo - Essa Casa Onde Você Não Mora" (Bertherat, 1977)

A Casa: O próprio corpo, propriedade única, da qual perdemos as chaves a muito tempo. As paredes dessa casa são comparadas aos nossos músculos, que "ouvem" nossos vícios. O texto compara o corpo a uma casa que parece desconhecida pois desde o nascimento somos influenciados a desenvolver diversos vícios corporais, geralmente pela figura dos pais que indicam um jeito de andar, de sentar etc. Também passamos a responsabilidade de cuidar dessa casa para outras pessoas. Médicos, psiquiatras, personal trainers ficam com esse cargo, que nem sequer desejam, não como nós mesmos, não com o amor que temos ao nosso corpo.

As Chaves: Cabe ao próprio dono da casa encontrá-la. Não é simples, mas também não é tão complicado, como tudo na vida, é um processo. O texto explica esse processo colocando em primeiro lugar coisas que não devem ser feitas, como não comparar o nosso corpo a uma "máquina defeituosa", não aceitar etiquetas definitivas e não considerar-se como um animal em adestramento.

Nosso Corpo Somos Nós: O importante reconhecimento do próprio corpo como uma particularidade, algo que se deve redescobrir, aquele modo de ser que apenas o dono do corpo possui, algo único. Muitos desprezam quem preza por seu corpo, como se fosse algo fútil, algo estético, sem se lembrar que o corpo é nossa identidade, que se não o conhecermos, não cuidar, quem o fará?

Antiginástica: O método é apresentado, ainda sem nome, como algo que desenvolvem a inteligencia muscular e não que embrutece, movimentos que nascem de dentro do corpo e não algo que vem de fora. "Tem por finalidade não que você escape a seu corpo mas sim que seu corpo não continue a escapar-lhe, junto com a vida". Não houve uma busca pelo nome desse método, apenas era respondido como Antiginástica e que só podia ser entendido pelo corpo através da experiência vivida, posteriormente esses movimentos do método passaram a se chamar preliminares.

Uma breve introdução aos benefícios desse método é feita, explicando os ganhos da realização dos movimentos preliminares. Os benefícios colocam a autenticidade, livramento de uma série de problemas endógenos, aguçamento dos cinco sentidos, reafirmar a individualidade, aumentar a capacidade intelectual, desaprender os maus hábitos e libertar-se de problemas de frigidez.

VIII. Material relacionado:[editar | editar código-fonte]

- Vídeo com fotos das posturas em aula (produzido pelo grupo)*

- EU MAIOR - Entrevista com professor Hermógenes

*O intuito do vídeo é poder oferecer fotos que demonstrem as posturas descritas no item IV, caso haja dúvida, e não que seja utilizado como mera "cartilha" de movimentos a se reproduzir, o que fugiria completamente do tema da aula (ao se aproximar de ginástica).

IX. Relato de um aluno na aula[editar | editar código-fonte]

Relato feito pela aluna Melina Kubota:

"Apesar de ter sido passado alguns exercícios básicos da Yoga, senti grande dificuldade de realizá-los e principalmente de permanecer neles. Assim percebi melhor que a Yoga também é uma prática, afinal, serão resultados alcançados com o tempo, de acordo com a sua frequência de prática eles poderão ser maiores e melhores e não que só de fazer que você já conseguirá realizar com louvor. Apesar das dificuldades a realização foi uma experiência muito boa, é um bom jeito de fortalecer a musculatura que nos dão estabilidade".

X. Conclusão:[editar | editar código-fonte]

Concluímos que a prática de yoga, utilizada nesta aula que tinha como tema a antiginástica, não deve ser vista como objetivo para um corpo esbelto. Podem ocorrer delineações desejáveis no corpo através da prática, porém seria mais uma consequência secundária do que o objetivo almejado, uma vez que o objetivo primeiro é perceber a integração corpo-mente, que insistimos em desintegrar para estudos e que estão em nós e naqueles a nossa volta como unidade - o ser.

XI. Referências Bibliográficas:[editar | editar código-fonte]

BERTHERAT, Thérèse; BERNSTEIN, Carol. Corpo tem suas razoes: antiginastica e consciencia de si. Martins Fontes, 2001.

WANG, Chenchen et al. A randomized trial of tai chi for fibromyalgia. New England Journal of Medicine, v. 363, n. 8, p. 743-754, 2010.

XII. Crítica sobre a documentação da aula 5[editar | editar código-fonte]

A aula cinco foi atípica, uma vez que se tratou de uma palestra, ao passo que as demais eram aulas práticas. Pensamos se haveria uma maneira diferente de documentar uma palestra (com intervenções artísticas), e entre as opções que nos vieram à mente não havia nenhuma que considerássemos melhor do que a utilizada pelas alunas Bárbara e Laís. Descreveram o método e o conteúdo da palestra do Prof. Odilon de maneira clara e fiel ao ocorrido, e trouxeram ótimas fotos à pagina, bem como registro íntegro da palestra. Trouxeram ótimas referências, além das indicadas pelo professor Vinícius, o que mostra que buscaram amparo na literatura para fomentar sua documentação.

Avaliação do Professor do Caderno Colaborativo Aula 5[editar | editar código-fonte]

NOTA 8,5 (AVALIAÇÃO REALIZADA EM 23/11)

A avaliação do caderno será feita conforme os seguintes critérios e valores:

1) apresentar as leituras obrigatória e complementar em sala de aula, comentá-las e destacar os seus principais conceitos (2,0/2,0)

2) postar a leitura para a turma na wikiversidade e inserir perguntas e comentários pertinentes que a relacionam com as aulas (1,5/2,0)

3) registrar a aula daquele dia, utilizando-se recursos multimídia e postá-la na wikiversidade (2,0/2,0)

4) aprofundar pesquisa sobre o tema da aula e inserir links para publicações de slides, áudio, vídeo e redes sociais (1,0/2,0)

5) revisar a aula publicada pelo grupo anterior ao seu e fazer comentários (1,0/1,0)

6) cumprir o prazo de uma semana para realizar todas as etapas, ou seja, publicar tudo até a aula seguinte (1,0/1,0)

Comentários do Professor:

Ótima documentação. Leitura do texto bem feita. Aula minuciosamente descrita. Ainda que a página tenha ficado com excesso de informação (visualmente), merece destaque o uso do vídeo, preciso e didático, sem abrir mão do cuidado estético. Faltou aprofundar mais a pesquisa sobre o tema da aula - educação somática e, sobretudo, antiginástica, postando mais vídeos e infos a respeito.