Práticas Corporais 2016/Aula 3

Fonte: Wikiversidade
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Editores Aula: Fernanda Melo de Oliveira, Luanna Vieira Santos e Olívia Francisco Antunes

Aula Práticas Alternativas

I. Tema e objetivos da aula:[editar | editar código-fonte]

Tema: Yoga, Ética e o Cuidado de Si

Objetivos: Estimular um cuidado de si dando significado aos movimentos corporais por meio da consciência do corpo e alma como uma unidade, utilizando a prática da Yoga.

II. Materiais e espaços utilizados:[editar | editar código-fonte]

Materiais: Computador e Data Show

Espaço: A parte prática da aula ocorreu no anfiteatro localizado na unidade da UNIFESP situado na avenida Ana Costa 95, onde podemos contar com um tablado de tatame. A aula teórica foi apresentada na mesma unidade porém na sala 1 situado no segundo andar do prédio.

III. Método didático:[editar | editar código-fonte]

Aula Prática:

  • Repetição das práticas anteriores: automassagem matinal chinesa, 18 terapias da prática Lian Gong e circuito de práticas de permanência e foco;
  • Nova prática: Yoga, sendo cada movimento realizado a partir da explicação do professor, sem demonstração.
  • Prática de Yoga 1

Aula Teórica:

  • Explicação das atividades extra-aula: Pilates, Eutonia entre outras práticas;
  • Apresentação do grupo anterior (Bruna, Gabriela e Luis Fernando) sobre as edições da aula 2 nesta página do Wikiversidade; [1]
  • Apresentação dos textos referentes a esta aula por Fernanda Melo, Luanna Vieira e Olívia Antunes;
  • Debate sobre a temática;
  • Explicação do professor e acréscimos ao assunto.

IV. Descrição das atividades:[editar | editar código-fonte]

PARTE PRÁTICA

A aula teve inicio pontualmente as 8:00 da manhã com à prática de Automassagem Matinal Chinesa.

Logo em seguida o professor iniciou o tema da aula abordando aspectos gerais e características do Yoga descritas a seguir: A pratica de Yoga é uma prática antiga realizada pelo mundo que possui mistura religiosa e espiritual. Existem varias escolas da prática do Yoga algumas mais voltadas para o saber religioso e outras para o saber mais cientifico. A aula foi pautada por uma escola especifica chamada Kaivalyadham que tem feitos estudos mais voltados para área cientifica fundada pelo Swami Kuvalayananda, onde se pratica o "Hatha Yoga".

A prática do Yoga segundo Patanjali é descrita como “ a paralisação dos turbilhões da mente” ou “ a cessação voluntária das modificações da mente”. É uma pratica que não tem como fim o corpo, mas visa acalmar e trabalhar a mente. Existem outros níveis do Yoga que trabalham outras sequencias. A prática é composta por séries e a evolução da prática se da conforme o tempo em que o aluno se dedica a mesma, passando de posturas mais psicofísicas para praticas de respiração e meditação. As posturas precisam ser estáveis e confortáveis não fazendo o praticante ficar apegado a dor que a prática pode gerar na musculatura ativada durante o movimento, porem tem que haver uma tensão no exercício para que ele seja efetivo. A não realização da prática no conforto ( suportar a tesão) dispersa os praticantes e não lhes permite trabalhar a mente. Além das características acimas citadas o controle de movimento é importante para não dispersar o individuo da pratica em si, desta forma ele permite uma fluência de movimento.

Durante a prática o instrutor trabalha somente com instruções verbais, ao passo que cada movimento pode ser trabalhado pelos praticantes dentro dos seus próprios limites corporais, estes ligados a parte anatômica do movimento. E a instrução verbal também permite que o individuo realize a pratica sem se concentrar no outro, pois se isto ocorre é uma forma de desconstrução da prática.

E partindo de toda contextualização o professor iniciou a parte prática da aula de Yoga, onde não realizou movimentos apenas instruiu os alunos com pistas verbais e foi corrigindo-os a medida que se mudava de posição e realização da prática se deu da seguinte maneira:

PREPARAÇÃO Ficar em silêncio em posição estável e confortável, olhos fechados, prestando atenção na respiração.

Prática de Yoga 2

1. POSIÇÕES SENTADAS[editar | editar código-fonte]

Estando sentado, realizar uma postura de extensão, uma de inclinação, uma de torção e uma de flexão.

Posição 1 - de lótus (Padmasana): Meditação sentado, com as costas eretas, coloque o pé esquerdo sobre a coxa direita, e vice-versa. Braços esticados, mãos sobre os joelhos, palmas viradas para o alto. Dedos indicador e polegar juntos, posicionados em "chin mudra" (atitude de sabedoria ou de consciência). Manter as costas eretas, esticando a coluna vertebral para cima e olhar ("drishti"): semiaberto.

Posição 2 - da Montanha (Parvatasana): Na prática de Yoga favorece a redução das dores causadas pela artrite nos ombros, bem como o alongamento da parte superior do corpo. Note que Parvata significa Montanha. A postura recebe este nome porque a pessoa que a pratica lembra uma montanha, com os braços levantados como se fosse um pico.

  1. Sente-se no chão com sua cabeça e espinha eretas. Estique as pernas para a frente, de modo que seus joelhos e calcanhares fiquem juntos. Com a ajuda de suas mãos, coloque o seu pé direito sobre a coxa esquerda e o pé esquerdo sobre a coxa direita;
  2. Coloque as mãos postas, de modo que as palmas fiquem em contato com os dedos estendidos. Começando na altura do peito, estique os braços lentamente para cima ao longo do eixo vertical do corpo até que fiquem acima da sua cabeça. Certifique-se de que os braços toquem suas orelhas e não estejam dobrados no cotovelo. Certifique-se também de que a parte superior do corpo esteja completamente, porém confortavelmente, esticado desde os quadris até os dedos;
  3. Permaneça nesta postura final respirando normalmente e uniformemente com os olhos fechados por cerca de 1-2 minutos (no começo) ou até o seu limite*. Aumente este tempo gradativamente;
  4. Repita os passos acima invertendo os lados esquerdo e direito. Isto fará com que ambas as pernas adquiram flexibilidade por igual.

Posição 3 - da Montanha (Parvatasana) transição para Posição da Roda Sentada (Cakrasana): Pernas na mesma posição que a anterior; Um dos braços descansa sobre a região anterior da coxa enquanto mantém o outro estendido para o teto, ao lado do rosto.

Posição 4 - da Roda Sentada (Cakrasana): Estenda seu braço esquerdo para o teto, ao lado do rosto. Leve sua mão direita ao chão e avance lentamente para a direita, direcionando o antebraço para o chão. Em seguida, incline o tronco para a direita. Gire o tórax para cima, abrindo-o em direção ao teto. Repita para o outro lado.

Dicas: Não é recomendada para pessoas com problemas nos joelhos.

Benefícios: Abre os quadris e o tronco.

Modificações: Caso sinta desconforto nas costas ou nos quadris, você poderá se sentar sobre blocos ou cobertores.

Posição 5 - de Torção/Peixe (Ardha Matsyendrasana): Pernas na mesma posição que a anterior. Uma das mãos é apoiada no joelho oposto, realizando assim uma torção no tronco; O outro braço serve de base para manter tensão advinda da rotação do tronco estabilizando o movimento.

Posição 6 - Pernas na mesma posição que a de lótus; As mãos agora são colocadas na parte posterior do tronco na altura do rim.

Posição 7 - Postura da Folha Dobrada (Darmikasana): Pernas na mesma posição que a anterior; As mãos unidas posicionadas na parte posterior do tronco realizando uma leve tensão para baixo ao passo que o tronco seja inclinado ligeiramente a frente.

2. POSIÇÕES COM SEIS APOIOS[editar | editar código-fonte]

(Esta sequência pode ser substituída pela "Saudação ao Sol", ou Surya Namaskar)

Prática de Yoga 3

Posição 8 - Gato/vaca: fique de quatro, com os joelhos na direção do quadril, mãos e ombros distantes, bem abaixo dos ombros. Faça uma inspiração, levantando o peito e olhando para o teto. Solte todo seu peso para o ventre e arqueie bem a coluna. Em seguida, expire e empurre as mãos e os joelhos em direção ao chão, curvando as costas, redirecionando os olhos para o umbigo. Repita a sequência algumas vezes.

Posição 9 - Encarando o cão :Uma das poses mais populares da Yoga, essa é uma ótima maneira de alongar e aquecer toda a parte posterior do corpo, além de trabalhar a flexibilidade dos ombros e peito. Coloque pés e mãos no chão. Imagine que você está transformando seu corpo em um triângulo, onde as pernas são um dos lados do triângulo e as costas e os braços, as outras pontas. Dobre os joelhos e levante os calcanhares. Espalhe os dedos das mãos e empurre o chão para longe, empinando o bumbum.

Posição 10 - Camelo (USTRASANA): O nome vem das palavras em sânscrito Ushtr/Ustra, que significa "camelo", e Asana que significa "postura" ou "assento". É uma curva para trás muito profundo realizada a partir de uma posição ajoelhada. Alonga toda a parte frontal do corpo, dos tornozelos, coxas e virilhas; Abdômen e no peito e garganta; Alonga os flexores do quadril profundas (psoas); Fortalece os músculos das costas; Melhora a postura; Estimula os órgãos do abdômen e pescoço.

Posição 11: Apoie barriga e peito nas coxas. Sentada sobre seus pés, estique seus braços e o corpo para frente, descansando barriga e peito nas coxas. Procure encostar a testa no chão e relaxe por cerca de 30 segundos.

3. DECÚBITO VENTRAL[editar | editar código-fonte]

Prática de Yoga 4

Posição 12: A Postura do Crocodilo (Nakrasana): é uma postura repousante na qual as costas são flexionadas para trás e serve como uma ótima postura restauradora durante uma sequência. Seus braços devem estar na sua frente, com os cotovelos ligeiramente a frente dos ombros. Afaste suas pernas até que elas estejam abertas e posicione os pés de modo que os calcanhares apontem para o lado de dentro e toda a sua perna esteja em contato com o chão. Contraia as nádegas e pressione seu corpo contra o chão. Levante seu peito e dobre os cotovelos de maneira que cada cotovelo esteja sendo tocado pela palma da mão oposta.Flexione o pescoço levando queixo em direção ao peito e suavemente posicione sua testa em seus braços. Reposicione seu corpo, se você se sentir desconfortável. Mantenha a postura por várias respirações e saia dela durante uma expiração.

Posição 13 - Cobra: é ideal para quem precisa ganhar força e flexibilidade na parte superior das costas. Mantenha a respiração ritmada enquanto está nessa posição, assim seus pulmões não serão compactados. Deite de barriga e coloque as mãos no chão ao lado do peito. Mantenha o peito dos pés, pernas, quadris e barriga ligados ao chão. Alongue as costas com cuidado e sinta a coluna se alongar por todo o caminho do cóccix à cabeça. Inspire profundamente e solte o ar pela boca.

Posição 14 - Shalabhasana: ainda na mesma posição, flexione o corpo para baixo, deitando-o no chão com os cotovelos para trás. Tire as mãos do chão e, sem elevar os ombros, suspenda os braços para trás, enrijecendo-os levemente e elevando as extremidades do corpo. Mantenha somente a barriga e o quadril no chão. Não contraia o pescoço durante a posição, mantendo a cabeça voltada para o chão.

Posição 15 - Arco ou ponte (DHANURASANA): o nome vem das palavras em sânscrito Dhanura que significa "arco", e Asana, que significa "postura" ou "assento". Dhanurasana é uma pose da yoga na qual o praticante fica de barriga para baixo, agarra os pés e levanta as pernas em forma de um arco. Alonga o tórax e os pulmões; Fortalece o braços e pulsos, pernas, nádegas, abdome e coluna; Estimula a tireóide e a hipófise; Aumenta a energia e neutraliza a depressão; Terapêutica para asma, dor nas costas, infertilidade e osteoporose.

4. DECÚBITO DORSAL[editar | editar código-fonte]

Prática de Yoga 5

Posição 16 - Pavanamuktasana: com as pernas estendidas e os braços ao lado do corpo. Inspire e, com a expiração, flexione a perna direita, levando-a para o peito. Pressione a perna com as mãos, para que a coxa encoste no peito e expulse todo o ar possível dos pulmões. Logo, repita a sequência toda com a perna esquerda.

Posição 17 - Postura do Quatro: em decúbito dorsal, flexionar as duas pernas mantendo os dois pés no chão. Com a perna esquerda você vai cruzar sobre a direita, formando um 4. Abraçar a perna direita atras do joelho, manter a cabeça apoiada no chão e puxar a perna para trás em direçao ao tronco. Obs: manter sempre o sacro no chão. Em seguida fazer o mesmo com as pernas opostas

Posição 18: em decúbito dorsal uma perna flexionada com os pés apoiados no tatame, elevar a outra perna até que a mesma de estenda no sentido de apontar o calcanhar para o teto, as mãos se unem na pare posterior da coxa para dar sustentar a perna estendida. O movimento é realizado em ambas as pernas.

Posição 19 - Torção deitada essa posição restaura a força e flexibilidade dos músculos. Assim como a pose do “bebê”, ela está liberada sempre que seu corpo pedir para relaxar e descarregar as energias. Deite-se de costas. Levante os pés para cima e mantenha seus quadris e os joelhos em um ângulo de 90 graus para que suas pernas fiquem paralelas ao chão. Deixe os braços descansar no chão, alinhadas com os ombros. Expire e dobre seus joelhos para o lado direito. Se você sentir algum tipo de desconforto, coloque um cobertor ou travesseiro embaixo dos joelhos ou ombro esquerdo. Relaxe as costas, os quadris e os ombros. Respire fundo 20 vezes, dobre as pernas para o outro lado e retome o exercício.

Posição 20 - Cadáver (SHAVASANA) (também conhecido como postura do cadáver ou postura do relaxamento): é considerado um dos asanas mais difíceis de realizar, porque é necessário permanecer deitado num estado de relaxamento profundo e consciente – e não adormecer.

Posição 21 - Meia ponte (Urdhva Dhanurasana): deitada no chão, sola do pé e palma da mão coladas no chão, eleve o quadril, os ombros se aproximam um do outro. Alongamento da parte dianteira do corpo, extensão, abertura da caixa torácica e coração, estímulo das glândulas endócrinas. Olhar ("drishti"): prolongado depois da ponta do nariz.

Posição 22 - Arado (HALASANA): Deite-se em decúbito frontal, flexione os joelhos e traga as coxas próximas ao abdome. Pescoço alongado e olhar para o teto. Impulsione pernas e quadril para cima, deixando os joelhos flexionados próximos a testa. Acomode bem os ombros, afastando-os das orelhas, para isso , tente aproximar o máximo possível os cotovelos (que estarão em contato com o chão). Apoie as mãos nas costas, na altura dos rins, e comece a estirar as pernas, com a intenção de encostar os dedos dos pés no chão. Se os dedos do pé chegarem até o chão, você pode estirar os braços em direção ao solo, entrelaçando os dedos das mãos, pressionando os braços contra o solo. Para retornar, flexione os joelhos, apoie as palmas das mãos no chão e inicie a descida, colocando uma vértebra após a outra no solo. pressione o chão fortemente com os braços para auxiliar o retorno. Não deixe que ombros e cabeça saiam do chão, para garantir um retorno em segurança.

Posição 23 - Barco (NAVASANA): O corpo entra em forma de V, equilibrando inteiramente nas nádegas. Em diferentes variações e tradições, as pernas braços e tronco pode assumir posições diferentes. Eleve as pernas estendidas em seguida incline o tronco a frente da direção das pernas. As palma da mão deve estar voltada para cima em direção ao joelho. Olhar em direção aos pés.

FOTOS DE CADA POSTURA [2] GUIA DE POSTURAS [3]

Por fim foi dado inicio ao circuito de práticas de foco e permanência, com 4 estações: deitado, sentado, em pé e caminhando com a duração de 3 minutos em cada estação totalizando 12 minutos.

PARTE TEÓRICA

Na parte teórica da aula foi apresentado uma possibilidade de visita a uma atividade que ocorrerá no Sesc Belenzinho em São Paulo sobre Yoga [4] que ocorrerá nos dias 27 e 28 de agosto, porem muitos alunos não tinham disponibilidade. Dando sequência algumas alterações do cronograma com relação as visitas nas práticas de Pilates e Eutonia foram realizadas e alguns alunos foram remanejados para outro grupo.

Em sequência os alunos do grupo 2 fizeram a apresentação da Wiki [5] levantando todos os tópicos abordados em sala e como foi feito o registro.

Por fim, nós do grupo 3 realizamos apresentação dos textos obrigatórios e complementares, com participação de uma aluna e do professor na parte de discussão dos textos.

V. Discussões e dúvidas dos alunos:[editar | editar código-fonte]

Aula Prática: dúvidas sobre posições da prática, mas que iam sendo sanadas pelo professor no decorrer da mesma.

Aula Teórica: Aluna enriqueceu a discussão por afinidade e por estudos aprofundados referentes ao tema.

Conselheiro da Idade Média x Personal Trainer: professor nos questionou se identificamos essa correlação.

Professor também nos questionou sobre nossa opinião referente ao texto, o qual concluímos ser de difícil compreensão pelo pensamento e escrita do autor, Michael Foucault, mas identificando a essência do que queria nos transmitir.

VI. Temas Interdisciplinares:[editar | editar código-fonte]

FUNDAMENTOS DAS ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS III - RITMOS, DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL: conhecer nosso corpo, nossas limitações e capacidades;

TRABALHO EM SAÚDE - CLINICA INTEGRADA: PRODUÇÃO DE CUIDADO: o cuidado de si para si mesmo e para os demais;

MÓDULO APARELHO LOCOMOTOR: origem, inserção e localização dos músculos, a fim de identificar qual está sendo recrutado e de que maneira;

ESTUDO DO MOVIMENTO HUMANO III - BIOMECÂNICA: amplitude de movimento das articulações e tensão muscular, ligamentar e torque;

CIÊNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO III - TREINAMENTO ESPORTIVO: flexibilidade, alongamento estático e balístico;

CIÊNCIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO FÍSICA III - PSICOLOGIA: corpo, mente e alma como uma unidade;

CIÊNCIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO FÍSICA IV - PSICOBIOLOGIA: cognição, memória, sono entre outros aspectos psicobiológico que podem ser melhorados com o cuidado de si a partir de práticas sejam alternativas ou outras;

INSERÇÃO SOCIAL: cultura, classe social, etnia e raça, religião e gênero como influenciadores nas modificações das práticas corporais, como a sua difusão e alterações do decorrer do tempo.

VII. Fichamento de texto:[editar | editar código-fonte]

Ambos os textos trazem uma discussão sobre o “Cuidado de si” e a sua relação com o corpo baseado nas obras de Michel Foucault, buscando tecer reflexões para a Educação Física atual.

Para Foucault, “ao longo dos textos de diferentes formas de filosofia, de diferentes formas de exercícios, práticas filosóficas ou espirituais, o princípio do cuidado de si foi formulado, convertido em uma série de fórmulas como “ocupar-se consigo mesmo”, “ter cuidados consigo”, “tirar-se em si mesmo”, “recolher-se em si mesmo”, “sentir prazer em si mesmo”, “buscar deleite somente em si”, “permanecer em companhia de si mesmo”, “ser amigo de si mesmo”, “estar em si como numa fortaleza”, “cuidar-se” ou “prestar culto a si mesmo”, “respeitar-se”, etc (2010, p. 13).

A relação “corpo e cuidado de si“ envolve o corpo como uma unidade corpo-alma, segundo Foucalt. Diante disso, é através de práticas de si que os indivíduos tornam-se sujeitos, ou seja, constitui a si próprio os modos de subjetivação. Essa por sua vez acontece nas relações que se estabelecem no corpo de cada sujeito.

No desenvolvimento do conceito do cuidado de si, Foucault divide o processo histórico em três momentos:

  1. Período Socrático Platônico: é o surgimento do cuidado de si baseado em reflexões de saberes filosóficos e médicos. Nesse período o cuidar de si era baseado em “cuidar de si para cuidar dos outros”, “ser capaz de governar as cidades” baseando-se numa atividade política. Os cuidados eram baseados em técnicas para os jovens que trabalhavam a concentração, como a meditação, exame de consciência, memorização do passado e respiração que levava o indivíduo à purificação. Esse momento foi caracterizado por cuidar de seu corpo físico e espiritual para ser capaz de governar e cuidar dos outros, como pode ser entendido no trecho “é preciso cuidar-se para cuidar da cidade, governar-se para governar o outro; desempenhando papel “claramente instrumental”, a relação de si para consigo passa, portanto, pela mediação da cidade”.
  2. Século I e II d.C. (Idade de Ouro): ainda baseado em saberes filosóficos e médicos, o cuidado de si passou a ser relacionado com as artes de viver, chegando ao seu ápice. O objetivo agora passa a ser com finalidade de si mesmo, e não mais para a cidade como anteriormente. Além das técnicas de concentração já trazidas desde o passado, agora se valoriza também a fala, a leitura e a escuta (subjetivação do discurso verdadeiro). É nesse momento que surgem os termos “pião” e “rodopio”, os quais remetem às diferentes fases. O pião, segundo Foucault, gira sobre si sob um impulso externo fixado a partir de uma meta, que no caso era a necessidade de obter uma melhor forma para governar.  Já o rodopio é caracterizado pela movimentação própria do sujeito com a necessidade de resistir aos modelos que impõem as regras e condutas.
  3. Século III e IV d.C. (Momento Cristão): o cuidado de si deixa de ser baseado em saberes filosóficos e médicos e passa a ser embasado em saberes religiosos. É caracterizado pelo sacrifício e resistência de si, e não mais ao retorno de si. A partir de agora, visa o desapego, obedecendo a um sistema de regras.

Após entender um pouco sobre o cuidado de si antigamente, é possível fazer reflexões sobre a relação do cuidar de si com a Educação Física atualmente. Essa área profissional é capaz de proporcionar práticas de liberdade por meio do uso dos prazeres, seja por meio de técnicas de concentração ou por outras práticas corporais capazes de proporcionar uma reflexão sobre si mesmo e de quem está ao seu redor.

A sociedade atual é ditada pela imposição de aparências e da ideia de que é obrigatório manter uma vida saudável e ativa, contribuindo com o individualismo contemporâneo. Entretanto, o culto ao corpo perfeito muitas vezes acaba divergindo exatamente desse ideal de vida saudável, uma vez que acaba por desfocar da saúde do corpo físico e mental e almejar incondicionalmente os corpos de revistas.

É nesse momento que a imagem do rodopio trazida durante a Idade de Ouro induz a Educação Física a ter como desafio despertar práticas nas quais cada sujeito seja capaz de girar em torno de si. Práticas que contribuam com a sua própria constituição, ao invés de ditar normas fixas a serem seguidas sem qualquer tipo de conhecimento e reflexão.

VIII. Material relacionado:[editar | editar código-fonte]

Fotos da aula prática [6]

Vídeos da aula [7]

BARROS, N. F. et. al. Yoga e promoção da saúde. Revista Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, n. 4, Rio de Janeiro, abr., 2014. [8]

FURLANETTII, M. R. R. Prática de Yoga: reflexões sobre uma perspectiva descolonizadora do cuidado. Campinas, 2014. [9]

JACOB, T. C. Educação Física, Yôga e suas possibilidades: caso Swásthya Yôga no Parque Vaca Brava. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, v. 16, n. 162, nov., 2011. [10]

NUNES, T. C. L. Yoga: do corpo, a consciência; do corpo à consciência. O significado da experiência corporal em praticantes de yoga. Santa Catarina, 2008. [11]

SIEGEL, P., BARROS, N. F. Yoga, Saúde e Religião. Revista eletrônica PUCSP, mar., 2013. [12]

SILVA, A. J. F. et al. A ioga inserida nas aulas de Educação Física do ensino médio. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, v. 15, n. 148, set., 2010. [13]

IX. Relato de um aluno na aula[editar | editar código-fonte]

Luann Brasil Bauduin de Sousa, 20 anos

6º termo de Educação Física

Prática de Yoga 6

"Das práticas utilizadas até o momento, eu, particularmente, prefiro a automassagem matinal chinesa por conta da sua maior aplicabilidade, visto que utilizo em outros momentos da graduação, como projeto de extensão. A Lian Gong não tive tanta aproximação, pois foi algo que não me tocou e não praticaria mais vezes, porém a Yoga me chamou a atenção por ter desconstruído a visão que sempre tive, de que fosse estática a todo o momento, logo o fato dela ter sido dinamizada me estimula a pesquisar e descobrir mais sobre esta prática, visto que não gosto de nada parado, sendo um atrativo. Talvez sozinho eu não praticaria a Yoga mais vezes, mas aplicaria se me apropriasse mais sobre o assunto. Referente às repetições das práticas em todas as aulas, acredito que seja importante, visto que não se torna algo disperso que aprendemos um dia e não temos mais contato, a automatização e a aproximação com essas práticas são importantes para que fique o mais próximo de se tornar um hábito".

X. Conclusão:[editar | editar código-fonte]

Concluímos que a aula prática obteve grande aceitação e foi de agrado da maioria, assim como do nosso grupo que mesmo que estávamos anotando e registrando a aula, nos sentimos instigadas a realizar a prática junto aos demais. O texto, apesar de difícil leitura e compreensão, nos levou a refletir sobre as mudanças de concepções e como isso afeta nós e aos demais hoje e que faz parte de nossa realidade. Possível de entender que somos resultados das mudanças, nós somos a história e fazemos a história a cada dia a partir do nosso maior bem que é o corpo, mente e alma, estes que são muito mais complexo e repleto de significados do que imaginamos.

A cada aula descobrimos mais sobre a sociedade, sobre as mudanças, e sobre nós mesmos, trabalhando o cuidado e a saúde de um outro ângulo.

XI. Referências Bibliográficas:[editar | editar código-fonte]

BOLSONI, B. V. O cuidado de si e o corpo em Michael Foucault: perspectivas para uma educação corporal não instrumentalizadora. IX ANPEDSUL: Seminário de pesquisa em educação da região Sul, 2012. [14]

MENDES, M. I. B. S, GLEYSE, J. O cuidado de si em Michael Foucault: reflexões para a Educação Física. Movimento: Revista da Escola de Educação Física da UFRGS, Porto Alegre, v. 20, p. 507-520, 2014. [15]

AVALIAÇÃO DO PROFESSOR[editar | editar código-fonte]

  • NOTA FINAL: 8,5

1) Assiduidade e pontualidade do grupo no registro e apresentação da aula que é responsável (1,0/1,0)

2) Qualidade da leitura apresentada escrita e oralmente (2,0/3,0)

3) Publicação da aula em forma de relatório da lição (desejável formato multimídia, com descrição convidativa, uso de texto, imagens e hiperlinks para publicações de slides, áudio e vídeo em sites de compartilhamento como youtube).(4,5/5,0)

4) Revisar a aula publicada pelo grupo anterior ao seu e fazer críticas e comentários complementares (1,0/ 1,0)

COMENTÁRIOS[editar | editar código-fonte]

A Wikiversidade foi publicada dentro do prazo, mas a correção do professor deu-se apenas no dia 6 de setembro, o que expande o prazo para correções até o dia 13 de setembro. As leituras apresentadas demonstraram dedicação à leitura dos textos e identificação dos conceitos principais, que foram parcialmente compreendidos, dada a dificuldade de relacioná-los com a prática profissional. O professor prometeu retomar estes conceitos mais adiante no módulo para tratá-los com mais cuidado. Foi demasiadamente sucinta a descrição da parte prática, sendo necessário maior atenção aos detalhes e também às ideias e conceitos trabalhados. Pontualmente, sugere-se corrigir o nome da escola, citada como Kabale Adama. Trata-se da escola de Yoga de Lonavla, que faz parte de uma Instituição denominada "Kaivalyadham", fundada pelo Swami Kuvalayananda, onde se pratica o "Hatha Yoga". Outra correção: Não é que "A prática tem como conceito fazer a inibição ou paralisação da mente para entender os turbilhões que ocorrem através do pensar." A prática de Yoga, segundo o texto clássico Yoga Sutra de Patanjali, é a “Yoga é a paralisação dos turbilhões da mente” ou “Yoga é a cessação voluntária das modificações da mente”. Há outros conceitos explanados de modo confuso, como : "Existem oito tipos de práticas distintas", mas na verdade são outro membros, também chamados de níveis do Yoga. Outro equívoco: "a maioria das series são compostas por exercícios mentais, visando entender as perturbações internas do praticante e a medida que se prolonga a participação do individuo com a prática as atividades se tornam mais físicas". De fato, inicialmente há mais posturas psicofísicas do que exercícios de respiração e meditação, mas a ênfase vai mudando com o avançar da prática e aos poucos a meditação (exercícios da mente) se tornam preponderantes na prática de yoga. Ainda sobre a parte prática, não houve descrição detalhada das atividades, o que dificultará os alunos que escolherão o yoga para ser sua prática no diário. A ilustração com fotos e vídeos existe, mas não tem uma preocupação didática no sentido de ajudar o aluno / espectador a compreender a sequência de posturas e os cuidados a se tomar quando executadas. Assim, sugere-se que sejam retrabalhados, tomando como referência a seguinte sequência:

PREPARAÇÃO Ficar em silêncio em posição estável e confortável, olhos fechados, prestando atenção na respiração.

SENTADO Estando sentado, realizar uma postura de extensão, uma de inclinação, uma de torção e uma de flexão. Sequência sugerida
Postura da Montanha - Parvatasana
Inclinação Lateral - Postura da Roda Sentada - Cakrasana
Postura da Torção - Vakrasana ou Matsyendrasana
Postura do Camelo - Ustrasana
Postura de Flexão - Sinete (Yogamudra) ou Postura da Folha Dobrada (Kurmasana) ou Postura da Criança (Balasana)

SEIS APOIOS* (Esta sequência pode ser substituída pela "Saudação ao Sol", ou Surya Namaskar)

Postura do Gato - Vivekasana

Postura do Cachorro olhando para baixo - Shvanasana

Postura da Prancha - Kumbhakasana

DECÚBITO VENTRAL

Postura do Crocodilo em descanso - makrasana

Postura da Cobra - Bhujamgasana

Postura do Gafanhoto - Salabhasana

Postura do Arco - Dhanurasana

DECÚBITO DORSAL

Sequência de Posturas Unilaterais (posturas de preparação/transição, não fazem parte da tradição do Yoga):

Postura da testa no joelho

Postura do quatro

Postura da torção

Postura da projeção do calcanhar

Posturas em decúbito dorsal

Postura da Ponte - Dhanurasana

Postura do Barco - Navasana

Postura do Peixe - Matsyasana

Postura do Arado - Halasana

Postura da Vela - Sarvangasana

Postura do Cadáver - Savasana


Sites indicados http://kdham.com/

http://www.yogacontemporaneo.com/

http://www.yoga.pro.br

http://www.yogaposes.com.br/ (guia de posturas)