Wikinativa/Cambiuá

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Responsável.: Adriano Satti.

Os Kambiwá, ou Cambiuá, são uma população indígena com cerca de 1.100 habitantes que vivem aldeados sobre a proteção da Fundação Nacional do Índio (Funai). Sua aldeia possui uma área de aproximadamente 2.700 hectares, localizada nos municípios de Ibimirim, Inajá e Floresta, na região do Moxotó, em Pernambuco. [1].


Cambiuá/Kambiwá
População total

3482(Funasa, 2010)

Regiões com população significativa
Pernambuco
Línguas
Português
Religiões
Religão cristã e rituais antigos
Estados ou regiões do Brasil
Pernambuco
situação do território
Homologada

Localização[editar | editar código-fonte]

Localizam-se no estado de Pernambuco, na região dos municípios brasileiros de Inajá, Ibimirim e Floresta.[2].

Área demarcada no munícipio de Ibimirim

História[editar | editar código-fonte]

Segundo a Universidade de Pernambuco (UFPB):

Em 1802, um missionário capuchinho italiano, Frei Vital de Frescarolo, afirma ter aldeado, no lugar conhecido como Jacaré, entre a Serra do Periquito e a Serra Negra, 114 índios da nação Pipipão que, segundo seu relato: "andavam embrenhados no sertão da Serra Negra" e envia exemplares das armas e vestes destes índios a Sua Alteza Real, em sinal de sua obediência e fidelidade (frescarolo, 1802/83).

Poucos anos mais tarde (1823), "José Francisco da Silva e Cipriano Nunes da Silva expeliram à mão armada os índios Pipipães que habitavam a Serra Negra, situaram uma fazenda pastoril, construíram casas e currais, fizeram grandes plantações, abriram estradas, e para sua garantia mantinham gente armada, prevenindo qualquer investida dos índios espoliados de suas terras" (Albuquerque, 1989/1889). Embora formassem o contingente majoritário ao que parece, não se pode dizer que eram os Pipipães os únicos habitantes da Serra Negra. Relatos diversos dão conta que outros etnônimos, igualmente noticiados, tais como os "Vouê", "Umãs", "Aricobés" e "Avis" (Ibid.: 132-133), integravam o que Hohenthal Jr. (1960) veio mais tarde chamar de "bandos nômades da Serra Negra", mencionando as diversas tentativas frustradas empreendidas, já neste século no sentido de aldear estes índios junto com os Pankararu de Brejo-dos-Padres, com quem sempre tiveram estreita relação. O “território de perambulação" dos Kambiwá compreendia, segundo informações colhidas “Pedra Furada, Serra da Cangalha, Serra das Areias , Serrote dos Bois, Rio Moxotó), Serrote Sonhém, Cabembe. margem esquerda do São Francisco, e daí até a Pedra Furada" (FUNAI, 1988).[3].

Língua[editar | editar código-fonte]

A língua principal não é definida, porém a tribo utiliza o Português e outras línguas em alguns cânticos típicos da tribo.

Cosmologia e Religiosidade[editar | editar código-fonte]

Uma das religiões mais difundidas entre a tribo é a católica, em consequência do período colonial onde houve grandes movimentos da Companhia de Jesus (Jesuítas) para controle dos indígenas. [3] Como diversas tribos do nordeste, praticam o ritual Toré. O ritual baseia-se em uma cerimônia religiosa aberta, onde os índios dançam nos terreiros das aldeias e costumam ingerir uma bebida extraída da planta jurema.[2] Além do ritual Toré, é também praticado o Praiá. Este considerado mais importante que o toré, mas que não tem seu significado religioso tão revelado. Tem como objetivo a comunicação com ancestrais da tribo.[2]

Aspectos Culturais[editar | editar código-fonte]

A tribo se organiza socialmente através do cacique e do pajé[4]

Possuem o hábito de construir artesanatos, voltados a peças para trajes rituais, entre outros objetos. Também participam de cânticos religiosos que contam a história lembrando da Serra Negra e seus antepassados.

Situação territorial[editar | editar código-fonte]

Atualmente a terra dos Cambiuá, totalmente protegida pela Funai e a área oficial consiste em 31.495 hectares no município de Ibimirim.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências




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