Wikinativa/Jiripancó

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André Eigenmann

Jiripancó ou Geripankó é o nome de um povo indígena brasileiro. Segundo a Funasa, em 2010, apresentavam uma população de 2074 habitantes.

Geripankó
População total

2.074 habitantes (segundo a Funasa em 2010)

Regiões com população significativa
Línguas
Tupi e Português
Religiões

Localização[editar | editar código-fonte]

Os Geripankó habitam o extremo oeste do estado de Alagoas, no município de Pariconha (341km de Maceió).


Coordenadas -9.240382,-38.011429[editar | editar código-fonte]

Veja no mapa

Mapa interativo[editar | editar código-fonte]

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História[editar | editar código-fonte]

Os Geripankó são descendentes do grupo indígena Pankararú, que habita o Brejo dos Padres, em Pernambuco. Teriam migrado em busca de terras para agricultura. Ocupam hoje 185 hectares do território tradicional de 1200 hectares, que foi habitado há mais de cem anos. Em virtude da pequena extensão da área ocupada atualmente, um grande número trabalha como “bóia fria” no corte da cana e em fazendas vizinhas.

Língua[editar | editar código-fonte]

Os Geripankó têm como língua materna o tupi, no entanto, atualmente, falam majoritáriamente em português.

Aspectos culturais[editar | editar código-fonte]

Os Geripankó plantam milho, mandioca e produzem farinha de mandioca para consumo familiar e comercialização na feira de Pariconha. Praticam a “ciência do índio”, dançam o Toré e realizam festas herdadas do Pankararu, tais como: A corrida do Umbu, a festa do menino do Rancho, etc e rituais dos “Encantados” (Praias) e o ritual do Ouricuri. A comunidade é servida por uma escola mantida pelo município, precisando de ampliação para atender as demandas da comunidade.

O povo Geripankó é o primeiro grupo descendente de Pankararu a se organizar no estado de Alagoas e é composto por cerca das 400 famílias distribuídas entre as aldeias do Ouricuri, Figueiredo, Serra do Perigoso e Volta do Moxotó. A primeira família chegou à região no final do século XIX, atravessando o Moxotó, rio que separa os estados de Pernambuco e Alagoas.

Existe uma rede de abastecimento em Pariconha que leva água potável até a comunidade indígena, este serviço é pago pela prefeitura do município, no entanto, o pagamento referente ao consumo de energia elétrica da aldeia é pago pelos próprios índios. Apesar dos Gerinpakó terem perdido grande parte dos seus costumes, ainda conservam algumas tradições, como a dança do Toré e a dança dos Praiás.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.fundaj.gov.br/
  2. http://josehelenoindigenista.blogspot.com.br/
  3. http://www.fejal.com.br/
  4. http://portal.mj.gov.br/
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