Wikinativa/Tuxá

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Os Tuxá vivem na cidade de Rodelas, constituindo-se a sua “baia” num prolongamento da área central da cidade a noroeste, acompanhando o curso do Rio São Francisco. A aldeia compõe-se de um arruamento com cerca de 65 casas, habitadas unicamente por famílias indígenas e de uma área arenosa vizinha, com aproximadamente 1km. Além do terreno na cidade, os Tuxá ocupam a Ilha da Viúva no Rio São Francisco, que constitui o seu exíguo território agrícola. Identificando-se como “tribo Tuxá, nação Prokámon, caboclos arco e flecha e maracá”. Contam com cerca de 1950 habitantes.


Ficheiro:Indígenas da tribo Tuxá, de Rodelas, em frente ao prédio da governadoria.jpg
Indígenas da tribo Tuxá, de Rodelas, em frente ao prédio da governadoria
População total

cerca de 1950 habitantes.

Regiões com população significativa
BA e PE
Línguas
Português
Religiões
Etnia
Tuxá

Localização[editar | editar código-fonte]

Os Tuxá vivem na cidade de Rodelas, constituindo-se a sua “aldeia” num prolongamento da área central da cidade a noroeste, acompanhando o curso do Rio São Francisco, além de Ibotirama (ambas na Bahia), além da área situada no município de Inajá (PE), no outro lado da divisa entre os estados, por conta da construção da barragem Hidroelétrica de Itaparica em seu antigo território.


Tuxá vivem na cidade de Rodelas, constituindo-se a sua “aldeia” num prolongamento da área central da cidade a noroeste, acompanhando o curso do Rio São Francisco, além de Ibotirama (ambas na Bahia), além da área situada no município de Inajá (PE), no outro lado da divisa entre os estados, por conta da construção da barragem Hidroelétrica de Itaparica em seu antigo território.pais pólos de atração áreas agrícolas próximas, e a cidade de São Paulo. [1][editar | editar código-fonte]

Construção da barragem da Hidroelétrica de Itaparica[editar | editar código-fonte]

Com a construção da barragem de Itaparica, em 1988, a inundação da área e os índios foram transferidos para duas outras áreas distintas. Uma na nova cidade de Rodelas e outra em Ibotirama (ambas na Bahia), além da área situada no município de Inajá (PE), no outro lado da divisa entre os estados. Habitantes do Brasil, mesmo antes da colonização, o povo Tuxá veio resistindo ao extermínio e à penetração pecuarista no Nordeste do País. [2]



Língua[editar | editar código-fonte]

É desconhecida a filiação lingüística dos Tuxá, supondo-se que a sua língua original fosse uma língua isolada, hoje eles falam o português.


Cosmologia e Religiosidade[editar | editar código-fonte]

O ‘Toré’ e o ‘particular’ são as formas rituais encontradas entre os Tuxá e que se constituem em mecanismos diferenciadores frente à sociedade nacional. A primeira é uma manifestação pública e coletiva, aberta à participação de todos os índios, sem distinção de idade e sexo.. Durante a sua realização, os cânticos e a dança são acompanhados da ingestão de jurema e do uso de cachimbos rituais, de madeira ou barro, e de um apito especial de madeira para atrair as forças protetoras da ‘aldeia’. O ‘Particular’ constitui uma cerimônia mais fechada, realizada fora dos limites da cidade, vedado a qualquer participação de pessoas não envolvidas com o ritual, restrito aos adultos Tuxá casados, homens e mulheres. A utilização de jurema e fumo é bem mais intensa nestas ocasiões, que ocorrem regularmente a cada duas semanas. [3]


Aspectos Culturais[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente pescadores e agricultores, os Tuxá dedicam-se atualmente quase que de forma exclusiva a agricultura comercial, com base na produção de cebola, cultivo que nos últimos dez anos tem substituído rapidamente os cultivos de subsistência, reduzindo estes a espaços cada vez mais limitados. Utilizam sistema de irrigação, inicialmente apoiado no emprego de energia humana, e presentemente em eletrobombas que atingem toda a superfície cultivada da Ilha da Viúva. A introdução deste sistema de irrigação e as facilidades de acesso à moeda, graças ao comércio da cebola - efetuado no entreposto da cidade de Belém do São Francisco -, provocaram grandes transformações no modo de vida dos Tuxá, incluindo o abandono de atividades tradicionais como o artesanato, e uma crescente dependência de produtos industrializados, que abrangem hoje geladeiras, televisores, etc. Agrupados em famílias nucleares, os Tuxá mantêm laços interfamiliares muito estreitos que não são rompidos, seja com a ocorrência de casamentos interétnicos, seja com a dos novos padrões referidos. Além do cacique, que no caso dos Tuxá tem um papel menos central que nos demais povos indígenas na Bahia, há ainda o pajé, o capitão e o conselheiro, O primeiro, que detém muito prestígio, dirige as práticas rituais e pode ser identificado como o guardião das tradições. O capitão atua como um organizador das atividades associativas da ‘aldeia’, enquanto que o conselheiro estabelece fundamentalmente os vínculos do povo Tuxá com a sociedade nacional, representando-o junto a esta. As boas relações mantidas entre índios e não-índios em Rodelas, têm implicado numa crescente participação daqueles na política local, no âmbito da qual atuam de modo coeso, marcando posição de relativo destaque e contando com um vereador, seu representante na Câmara Municipal.[4]


Medicina tradicional[editar | editar código-fonte]

Em casos de doenças, dependendo da enfermidade, utilizam métodos tradicionais de cura ou procuram a medicina convencional, através do posto de saúde. [5]


Situação territorial[editar | editar código-fonte]

A FUNAI comprou e regularizou as terras que, atualmente, estão ocupadas pelos Tuxá.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências