Práticas Corporais 2016/Aula 5

Fonte: Wikiversidade
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Editores Aula: Caio Marques; Kaique Oliveira; Luann Brasil; Roberto Júnior.

I. Tema e objetivos da aula:[editar | editar código-fonte]

Tema: Ginástica e Antiginástica.

Objetivos: Aprendizado e conhecimento dos movimentos conhecidos por antiginástica ou preliminares, movimentos estes que nos encaminham para a conquista da consciência corporal.

II. Materiais e espaços utilizados:[editar | editar código-fonte]

Materiais: Tatames, Colchonetes, Bolas de Tênis, Bastões, Computador e Data Show.

Espaços: A parte prática da aula foi realizada no anfiteatro localizado na unidade da UNIFESP situado na avenida Dona Ana Costa (95), que conta em sua estrutura com um tablado de tatame. Já a aula teórica foi ministrada na sala de aula (número 1), segundo andar da unidade.

III. Método didático:[editar | editar código-fonte]

Como de costume, a aula iniciou-se com a parte prática e, posteriormente, tivemos a continuidade da aula em sua parte teórica.  

Prática:

- Movimentos de Yoga;

- Movimentos da Antiginástica/Preliminares.

Teoria:

- Apresentação do trabalho realizado na Wikiversidade pelo grupo da última aula (Felipe Ávila, João Victor e Rafael Bezerra), referente à Aula 4.

- Apresentação dos textos (Básico e Complementar) referente à Aula 5 pelo grupo responsável pela documentação da mesma (Kaique Oliveira, Luann Brasil e Roberto Júnior).

- Breve discussão ministrada pelo professor Vinícius sobre a temática da Antiginástica, onde os alunos também puderam se expressar.

IV. Descrição das atividades:[editar | editar código-fonte]

Prática:

A aula iniciou-se pontualmente às 8 horas da manhã, no anfiteatro da unidade Ana Costa (95).

Logo de início o professor explicou como seria a organização da aula com relação aos conteúdos que seriam ministrados. Como a Yoga e a Meditação foram as práticas menos trabalhadas até o momento e as mesmas podem constituir nossos “Diários de Práticas”, o docente, então, preferiu começar a aula com os movimentos da Yoga e a meditação foi trabalhada de forma intrínseca, pois, é um conteúdo que esta prática abrange, sendo os movimentos, a âncora da prática. Depois dessa parte o professor iria introduzir os movimentos da Antiginástica/Preliminares.

YOGA:

Como já foi descrito de maneira mais detalhada e embasada na Aula 3, não iremos detalhar nesta aula as minúcias que revestem os movimentos desta prática. Entretanto, foi produzido pelo grupo um vídeo que tem por objetivo auxiliar os alunos que pretendem realizar a referida prática. Mesmo assim, segue abaixo a sequência de movimentos realizados em aula. Esta sequência segue o padrão utilizado pelo professor durante as outras aulas em que o Yoga foi trabalhado, visando o aprendizado dos alunos. 

- Movimentos da Yoga:

Obs: Sustentar os movimentos por, aproximadamente, 30 segundos.

  • Preparação: Ficar em silêncio, em posição estável e confortável, olhos fechados, prestando a atenção na respiração.
  • Sentado: Estando sentado, realizar uma postura de extensão, uma de inclinação, uma de torção e uma de flexão.
  1.    Posição de Lótus (Padmasana);
  2.    Postura da Montanha (Parvatasana);
  3.    Postura da Roda Sentada (Cakrasana) – Inclinação lateral: Fazer os dois lados;
  4.    Postura da Torção (Vakrasana ou Matsyendrasana) – Fazer os dois lados;
  5.    Postura do Camelo (Ustrasana) – Extensão;
  6.    Postura da Folha Dobrada (Kurmasana) – Flexão.
  • Postura do Gato (Vivekasana) - 6 apoios: Inspirar fazendo a extensão da coluna e expirar fazendo a flexão da coluna. Obs: Inspirar em 3 tempos, pausando 2. Expirar em 5 tempos, também pausando 2.
  • Postura do Cachorro (Shvanasana) - 4 apoios;
  • Postura da Prancha (Kumbhakasana);
  • Decúbito Ventral:
  1.    Postura do Crocodilo em descanso (Makrasana): Transição para as posturas deitadas. Momento de pausa com intervalo de 2 a 3 minutos. Neste momento, fazer uma autoavaliação da respiração e da postura.
  2.    Postura da Cobra (Bhujamgasana);
  3.    Posição do Gafanhoto (Salabhasana);
  4.    Postura do Arco (Dhanurasana);
  • Decúbito Dorsal: Sequência de posturas unilaterais - (Realizar os dois lados).
  1.    Postura da Testa no Joelho;
  2.    Postura do 4;
  3.    Postura da Torção;
  4.    Postura da Projeção do Calcanhar.
  • Pausa: Corpo totalmente relaxado, em decúbito dorsal.
  • Postura da Ponte (Dhanurasana);
  • Postura do Peixe (Matsyasana);
  • Postura do Barco (Navasana);
  • Postura do Arado (Halasana);
  • Postura da Vela (Sarvangasana).

ANTIGINÁSTICA:

Antes de dar início à prática, o professor fez um breve relato sobre a mesma.

A antiginástica é um tipo de educação somática que procura tratar o corpo em sua totalidade. No ocidente, a prática foi desenvolvida a partir de doenças/problemas que não conseguiam ser tratados pelos métodos tradicionais. Diferentemente de outras práticas, a antiginástica busca usar apenas a energia necessária para o movimento ou objetivo em questão.

Nas práticas tradicionais da área da Educação Física, algumas regiões do corpo não costumam ser trabalhadas. Essas áreas ganham maior destaque nos movimentos da antiginástica, como os pés, que ganham bastante foco na maioria dos movimentos. A maior parte de nossos movimentos possuem grande relação com os pés, pois, são eles quem sustentam o nosso corpo. É a partir deste pensamento, que as preliminares visam trabalhar mais esta região.

A antiginástica não entende a musculatura como estudamos tradicionalmente na anatomia. Este método “enxerga” a musculatura como uma cadeia, como se um músculo se interligasse ao outro formando um trilho. Daí, têm-se a ideia da totalidade corporal.   

- Movimentos da Antiginástica

Para a realização desta prática, inicialmente, o professor utilizou bolas de tênis. Primeiramente, os alunos foram instruídos a realizarem o movimento chamado de “diagnóstico”, onde, a partir dele, iriamos começar a sentir os efeitos da prática.

  • Movimento Diagnóstico: Realizar uma flexão do quadril, projetando seu corpo a frente, sentindo qual o estado atual do seu corpo.
  • Preliminares/Movimentos sobre o pé:
  1. Para a realização desta preliminar, é preciso a utilização da bola de tênis. Ponha-se de pé e coloque a bola sob o pé direito. Pise na bola e comece a notar a presença de nódulos e de pontos sensíveis. Tranquilamente comece a esfregar a bola com a planta do pé. Faça uma massagem completa: sob os dedos, sob a parte anterior do pé, sob a parte mediana do pé. Deixe a perna direita pender com todo o peso. Continue a fazer massagens pedaço por pedaço, suave e metodicamente em todo o pé: calcanhar, borda interna e borda externa. Realize movimentos circulares com a bola, para dentro e para fora. Tente pegar a bola com os dedos. Afaste os dedos na bola. Agora, realize uma pressão nos pontos mais sensíveis.
  • Movimento Diagnóstico: Com os olhos fechados e deixando a bola de lado, perceba os dois pés. Agora flexione o quadril, como na postura inicial, e veja se há diferenças. Veja se você consegue se abaixar com mais facilidade. Caminhe em volta da bola e veja se há diferenças entre os pés, entre os lados do corpo ou se caminha com mais facilidade.
  • Preliminares/Movimentos sobre o pé:
  1. Agora, trabalhe o pé esquerdo e faça os mesmos movimentos e mesmas observações.   
  2. Sente-se no chão o mais confortavelmente possível. Coloque o pé direito sobre a perna esquerda estendida, de modo a poder ver a planta do pé direito. Segure o dedão do pé direito com uma mão mantendo o pé com a outra mão. Puxe suavemente o dedão e faça-o girar ligeiramente, como se fosse aparafusá-lo. Depois desaparafuse-o. Faça a mesma coisa com o 2º, 3º, 4º e 5º dedos. Puxe e faça girar desde a base dos dedos. Cada um corresponde a uma zona da coluna vertebral. Segure com uma mão o dedão do pé direito. Com a outra mão segure os outros 4 dedos. Afaste-os suavemente. O primeiro e o segundo dedo devem formar um ângulo reto. Cuidado para não forçar. Veja, em seguida, se consegue o mesmo ângulo entre o 2º e o 3º, entre o 3º e o 4º, entre o 4º e o 5º dedos. Coloque a palma da mão esquerda contra a planta do pé direito e cruze os dedos da mão com os dedos do pé. Isto é, passe os dedos da mão com os dedos do pé. Dê leves socos na sola do pé. Agora, chacoalhe o pé. Por fim, esfregue o pé com as duas mãos.
  • Movimento Diagnóstico: Ponha-se de pé bem devagar. Compare os pés colocados lado a lado. Dê alguns passos e veja se algo está diferente em seu corpo ou em sua postura.
  • Preliminares/Movimentos sobre o pé:
  1. Realize os mesmos movimentos com o pé esquerdo.
  • Preliminar – A Rede: Para a realização desta preliminar, é preciso a utilização da bola de tênis. Deite-se de costas. Tente relaxar toda tensão inútil: das pernas, dos maxilares, dos ombros. Coloque a bola sob o sacro e o cóccix e, depois, não faça mais nada. Isto é o mais difícil. Tente contrair a musculatura da pelve e períneo. Comprima a bola contra o chão. Faça força no quadril, afundando a bola no tatame. Tire a bola e relaxe. Sinta seu corpo e observe como a parte inferior das costas encosta.
  • Preliminares/Movimentos para o ombro: Para a realização desta preliminar, é preciso a utilização da bola de tênis. Deite-se de costas com os braços estendidos ao longo do corpo e as palmas das mãos viradas para baixo. A bola fica perto da mão direita. Sem levantar o ombro, nem o cotovelo e o antebraço, mas com a ponta dos dedos, faça a bola rolar devagar, paralelamente ao corpo, em direção dos pés. Lentamente, com a ponta dos dedos, você procura distanciar a bola, sem perdê-la. Depois segure-a na palma e, apoiando-se no cotovelo, erga a mão, com a palma sempre para baixo, e o antebraço. Leve lentamente a bola para o teto sempre sem erguer o ombro e o cotovelo. Tente sentir o contato da bola no oco da mão, o peso dela. Os dedos não tocam mais a bola. Devagar, descanse a bola perto do corpo. Estenda as palmas e os braços sobre o chão. Compare com atenção o contato deles com o chão. Você poderá fazer o lado esquerdo ou, então, não faça para sentir melhor a diferença.
  • Preliminar para a coluna: Para a realização desta preliminar, é preciso a utilização de um bastão. Deite-se de costas. Apoie o bastão na musculatura paravertebral (não pode ser nas vértebras, pois, causará dor). Após colocar o bastão, tente relaxar e manter a posição adotada, mantendo o equilíbrio. Após um tempo, troque o bastão de lado. Retire o bastão, tente relaxar e sinta seu corpo. Observe a diferença entre os dois lados trabalhados.

Fotos da Prática.

Teórica:

Após o término da primeira parte da aula (prática), fomos para a sala, onde foi realizado a parte teórica.

Os alunos responsáveis por documentar a Aula 4 (João Victor e Rafael Bezerra), apresentaram o trabalho realizado pelo grupo na Wikiversidade.

Depois, os alunos Caio Marques, Kaique Oliveira, Luann Brasil e Roberto Júnior fizeram a apresentação dos textos básico e complementar referentes à aula. Após a apresentação, o professor fez alguns apontamentos e permitiu a fala de alguns alunos. 

V. Discussões e dúvidas dos alunos:[editar | editar código-fonte]

As maiores dúvidas dos alunos durante a aula prática foram em relação à execução das posições e o conflito entre interpretar as orientações, conseguir segui-las da maneira mais fidedigna possível que lhes foram passadas, ou estar confortável durante essas posições. Todas essas dúvidas foram esclarecidas pelo professor prontamente, em geral, com novas orientações, principalmente, adequando as posições ao conforto particular de cada aluno, de cada corpo.

Outra discussão presente foi sobre as sensações imediatas dos efeitos da antiginástica em relação ao corpo dos alunos. Os relatos, em geral, eram de que os hemisférios do corpo trabalhados pelos movimentos, ficavam mais relaxados e aumentavam a percepção da relação com o ambiente, por exemplo, quando os pés eram enfatizados durante os movimentos, logo em seguida, ficavam mais sensíveis ao toque no solo, mais estimulados e até mesmo, mais libertos.

VI. Temas Interdisciplinares:[editar | editar código-fonte]

Essa aula se articula com os módulos FAFE'S III - RITMOS, DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL e FAFE'S III – GINÁSTICA, nos quais também é abordado o conteúdo de antiginástica e disseminado a conscientização corporal, com movimentos e intenções diferentes das atividades físicas mais praticadas hoje em dia, principalmente, no Ocidente. Esses módulos também trazem para os alunos uma visão diferente, uma busca do conhecimento corporal como unidade, que vai na contra mão de muitas práticas atuais, onde o corpo é sempre muito dividido, separado, trabalhado em partes, como se elas não tivessem uma conexão.

Podemos ver relação também com o MÓDULO DO APARELHO LOCOMOTOR, MÓDULO DOS TECIDOS AO SISTEMAS e CINESIOLOGIA no sentido da anatomia muscular, origem e inserção dos músculos, amplitude dos movimentos e como o corpo alcança as posições desejadas, qual é o caminho que ele percorre para se chegar no destino final daquela forma, além das sensações musculares que esses movimentos proporcionam a quem está realizando.

Uma visão interessante também, é a relação dessa aula com o conteúdo do MÓDULO CIÊNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO III - TREINAMENTO ESPORTIVO, e a maneira com que ambos enxergam o corpo, os movimentos e a atividade física. Enquanto a antiginástica prega a consciência corporal, o corpo como uma unidade, o conhecimento e a valorização de cada corpo como ele é; o treinamento esportivo busca o mais alto rendimento possível daquele corpo, busca desenvolver da melhor maneira as capacidades biomotoras, e, de certa forma, domar os corpos em busca de um objetivo. Essa dualidade se mostra interessante e é um conflito muito delicado pelo qual o profissional de Educação Física passa, e deve entender que não há certo ou errado, que cada indivíduo deve respeitar sua subjetividade, seus limites, seus desejos, e que conhecer o próprio corpo pode ser uma ótima maneira de atingir um melhor rendimento, podendo assim, utilizar todos esses conhecimentos para lidar com os diversos corpos e seus donos.

VII. Fichamento de texto:[editar | editar código-fonte]

Ambos os textos (Básico e Complementar) são retirados de uma mesma obra: “O corpo tem suas razões: Antiginástica e consciência em si.”, da autora Therese Bertherat.

Leitura Básica:

- Texto: O seu corpo – essa casa onde você não mora.

O texto refere-se a atual condição do corpo na sociedade, utiliza-se da metáfora que o mesmo é como uma casa e que o indivíduo perdeu as chaves há tempos e, então, fica fora dela, não habitando-a. Therese compara as paredes da casa aos músculos e ainda salienta que o velho ditado “se as paredes ouvissem” não pode ser utilizado quando tratamos da nossa real casa, o corpo. Isto, porque, nossos músculos tudo ouvem e nada esquecem. Está marcado em nossos músculos as melhores e as piores lembranças, está escrita toda nossa história, do nascimento até hoje. 

A autora identifica a raiz do problema como sendo a forma como o corpo é inserido na sociedade e por diversas pressões sociais, familiares e morais acabam se moldando e refletindo algo que não é verdadeiro. Nosso corpo de verdade vai sendo substituído por um corpo estranho, que no fundo rejeitamos. Entretanto, Therese afirma que nunca é tarde para recuperarmos a chave de nossos corpos, ou seja, nunca é tarde para recuperarmos o nosso verdadeiro corpo. Porém, esbarramos numa grande problemática para que isso se torne realidade. Precisamos apenas de nós mesmos, cada um depende de si para recuperar seu corpo ou sua “casa”. Digo problemática porque, segundo a autora, sempre deixamos o cuidado do nosso corpo à terceiros e com isso acabamos nos esquecendo que nós mesmos devemos cuidar dele. É preciso mudar esta realidade, para que possamos voltar a ter controle dos nossos corpos. Saúde, bem-estar, segurança, prazeres, deixamos tudo a cargo de médicos, psiquiatras, arquitetos, patrões, maridos, mulheres, filhos. Confiamos a responsabilidade de nossa vida, de nosso corpo, aos outros.

Então, a autora a firma que é possível reencontrar as chaves do nosso corpo, tomar posse dele, habitá-lo e, enfim, encontrar a vitalidade, saúde e autonomia que lhe são próprias. Mais uma vez, esbarramos em outro ponto importante: a maneira como enxergamos nosso corpo. Precisamos começar a enxerga-lo em sua totalidade, como algo interligado e que não é feito de “peças soltas”. Para recuperarmos nosso corpo precisamos tomar consciência do mesmo e, assim, ter acesso ao ser por inteiro. Neste momento, a autora começa a fazer uma crítica aos modelos tradicionais de “educação do corpo”. A mesma afirma que buscar a consciência corporal pela ginástica e exercícios tradicionais não adianta, pois, os mesmos levam a um adestramento forçado do corpo.

Ao se opor aos modelos tradicionais de educação corporal, Bertherat, que considera o corpo como uma unidade indissolúvel, propõem a realização de movimentos que não embrutecem mas que, pelo contrário, desenvolvem a inteligência muscular e exigem, a priori, a perspicácia de quem os pratica, facilitando a conquista da consciência corporal pelos praticantes. São movimentos que utilizam, apenas, a energia necessária para a sua devida realização. Segundo a autora, esses movimentos têm por finalidade não que você escape a seu corpo, mas sim que seu corpo não continue a escapar-lhe.

Os movimentos sugeridos por Therese não possuíam uma nomenclatura e eram, então, definidos por aquilo que ela sempre se opôs: exercícios e ginástica. Antes de escrever o livro, se referia ao que ensinava como “Antiginástica”, acrescentando sempre que isso só podia ser entendido pelo corpo, através da experiência vivida. Porém, ainda na busca por alguma palavra que pudesse definir o essencial desses movimentos destacados, a autora utilizou a palavra “Preliminar”, utilizando-se desta para referir-se aos movimentos que preparam o corpo a viver plenamente, “Preliminares”. Assim, esses movimentos fazem com que os males do seu corpo trabalhem junto a você e não contra ao seu corpo; estimula músculos que ainda não foram estimulados, e, portanto, não os conheciam; desperta seus cinco sentidos; aumenta sua capacidade intelectual; entre outros pontos benéficos, além de romper “automatismos” praticados pelo corpo em função das pressões ocorridas durante toda a vida.

Leitura Complementar:

- Texto: Preliminares.

O texto complementar, como já sugere em seu título (Preliminares), vai se preocupar durante todo o transcorrer do texto em descrever uma sequência de movimentos da qual ele cita durante o texto da leitura básica. Serão descritos 15 movimentos que possuem como objetivo facilitar o praticante a reconquistar a consciência corporal, a ter de volta o domínio de seu corpo ou, como a autora sugere, ter de volta a “chave de sua casa”. Porém, antes de iniciar a descrição dos preliminares, a autora faz algumas ressalvas importantes para os praticantes.

A primeira grande ressalva de Therese é: “Tenha cuidado”. Não que esses movimentos possam fazer mal ao corpo, mas, o perigo está no fato de atribuirmos uma importância maior do que se deve a estes movimentos, esperando que eles nos concedam uma nova consciência corporal. Entretanto, os preliminares são apenas caminhos para readquirirmos esta consciência do corpo, pois, como afirma a autora, “a consciência corporal não se dá, a consciência do corpo conquista-se”.

A segunda ressalva feita por Bertherat é que não é preciso se “martelar” para acertar os movimentos, visando fazê-los corretamente. O errar passa a ser até mais importante, pois, é através destes que o praticante passa a ter conhecimentos dos limites de seu corpo, o que ele pode ou não fazer.

Por fim e, talvez, a mais importante ressalva, a autora diz que precisamos perceber o tempo. Tempo este dado pelo nosso corpo, ritmo que vem do interior de nós. Ou seja, precisamos aprender a escutar o que o nosso corpo tem a nos dizer, o que já é um grande avanço para conquistar a consciência corporal.

Essas três importantes ressalvas nos colocam a pensar sobre as tradicionais práticas corporais, onde a submissão ao exercício, o fazer corretamente e o não entendimento de nosso próprio corpo são as grandes chaves que permeiam estas práticas. É a partir disso que a autora, então, nos alerta (através das ressalvas) que para a realização dos preliminares precisamos mudar algumas de nossas visões sobre as práticas.

Como dito no início, o texto vai descrever, desde o seu início, até o fim, alguns movimentos. Entretanto, a autora é bem enfática em dizer que não é preciso seguir a sequência ou fazer todos os movimentos. Um bom passo para a obtenção da consciência do corpo, é saber o que vai bem e o que não vai bem para o seu corpo, o que ele pode ou não fazer. Então, não é preciso fazer todos, um atrás do outro. Therese sugere que é melhor fazer um só, com atenção, seguindo o próprio ritmo.

Por não ser possível resumir os movimentos e o passo-a-passo feito pela autora, sugerimos que leiam o texto para que possam ter melhor aproximação com a prática. 

VIII. Material relacionado:[editar | editar código-fonte]

IX. Relato de um aluno na aula:[editar | editar código-fonte]

Luccas Matheus Harder de Barros Germano, 21 anos, 6º Termo do curso de Educação Física.

“ Eu, particularmente, achei a atividade de antiginástica bem relaxante, apesar de, nos movimentos com os dedos dos pés eu ter um pouco de aflição, mas eu achei bem diferente, e até agora dentre as práticas aprendidas, foi a que eu mais gostei. Eu só fiquei meio incomodado com a bola de tênis por ela ser um pouco dura, mas deu para fazer, e o exercício com o bastão foi legal; eu nunca tinha feito algo parecido e consegui sentir bastante os movimentos realizados. Não vejo muita aplicação prática dessa técnica para mim, pois não é a área da educação física que eu mais me identifico e pretendo trabalhar. Eu já tinha feito Yoga uma vez e os movimentos não eram tão difíceis como esses de hoje, por isso eu tive bastante dificuldade, mas gostei, deu para relaxar.”

X. Conclusão:[editar | editar código-fonte]

A aula foi muito bem aproveitada, tanto em sua parte teórica, quanto prática.

A prática, que trabalhou o Yoga em sua primeira parte, foi muito bem assimilada pelos alunos. Esta aula foi essencial para os que pretendem utilizar esta prática para os “Diários de Práticas”. Como havia sido pouco trabalhado, esta última aula conseguiu esclarecer algumas dúvidas quanto a execução de alguns movimentos.

A temática da “Antiginástica” encerrou a prática e foi abordada durante toda a parte teórica da aula. É um tema pouco abordado durante a graduação, fato este que nos leva a muitas reflexões. Culturalmente falando, estamos acostumados com pesos, máquinas, corridas, caminhadas, mas dificilmente somos apresentados às práticas que divergem do citado acima. Isso nos leva, em primeira instância, a uma recusa ou até mesmo preconceito. Então, ter acesso ou conseguir ter uma mínima aproximação com esses métodos nos fazem futuros profissionais mais completos e de cabeça mais aberta para o “novo”. Nos faz ter certeza que a área da Educação Física é mais ampla do que achamos. E melhor, são práticas que visam a autonomia do ser, são práticas que incentivam o cuidado de si (como citado em aulas anteriores no módulo), o que não estamos acostumados a fazer. A autonomia gerada, não exclui a presença de um profissional da nossa área. Entretanto, nossa presença com futuros alunos, pacientes, clientes, entre outros, não se dará 24 horas por dia. Por isso, esta preocupação se faz válida.

A autora, que descreve o método da Antiginástica, é bem enfática em tentar nos mostrar o quanto precisamos aprender esses métodos que nos auxiliam a conquistar ou reconquistar a consciência corporal, pois, isso nos leva a um estado de domínio de nós mesmos, o que muitas vezes não temos. Então, o grupo entende como essencial o tema que foi trabalhado e ressalta que é preciso que tais práticas sejam mais difundidas durante a graduação.

XI. Referências Bibliográficas:[editar | editar código-fonte]

Soares, C. L. Educação Física Raízes Europeias e Brasil. 3. ed. 2. cap. “Em nome da saúde do corpo sociial”, pg. 32. Campinas, SP: Autores Associados, 2004, 

ANTIGINÁSTICA: o método de Thérèse Bertherat enquanto conceito do anti-fitness, dez. 2007

XII. Crítica/Comentário sobre a documentação da aula anterior:[editar | editar código-fonte]

Em relação a parte prática, a aula 4 foi documentada de forma concisa e bem analisada, descrevendo e comparando bem os exercícios que foram realizados e suas intenções, de forma que se faça um link com os textos abordados e o que foi discutido em aula. Em todo momento, o grupo responsável por documentar a aula teve a preocupação de detalhar o que foi realizado, e explicar a origem e o motivo daquele movimento, para que fique claro as técnicas abordadas durante essa aula, e como elas podem ser utilizadas pelos profissionais de Educação Física, que é o intuito principal do módulo.

Com relação ao fichamento dos textos, o grupo poderia ter deixado mais claro o conceito de "Educação Somática", pois, existem diversos exemplos que não são tão palpáveis, o que pode vir a dificultar o entendimento. Poderia ter aparecido um pouco mais da opinião do grupo nos fichamentos, como forma de conclusão sobre a temática abordada. Sentiu-se que o conceito foi bem trabalhado, entretanto, ainda de forma ampla, sem um fechamento da temática, que seria uma forma de sanar as dúvidas que vão surgindo quando o texto vai sendo lido. Isso porque, o texto trás algumas definições de diferentes autores e com diferentes entendimentos sobre o tema.

AVALIAÇÃO DO PROFESSOR[editar | editar código-fonte]

  • NOTA FINAL: 7,5

1) Assiduidade e pontualidade do grupo no registro e apresentação da aula que é responsável (1,0 /1,0)

2) Qualidade da leitura apresentada escrita e oralmente (2,5 /3,0)

3) Publicação da aula em forma de relatório da lição (desejável formato multimídia, com descrição convidativa, uso de texto, imagens e hiperlinks para publicações de slides, áudio e vídeo em sites de compartilhamento como youtube).(3,0/5,0)

4) Revisar a aula publicada pelo grupo anterior ao seu e fazer críticas e comentários complementares (1,0/ 1,0)

COMENTÁRIOS[editar | editar código-fonte]

Sugere-se observar os comentários e referências do professor na aula 3 para checar a sequência do yoga.

O registro está conciso, detalhado e bastante cuidadoso. O acréscimo dos vídeos contempla os registros visuais necessários para postagem na wikiversidade, porém seria interessante ter separado quais são os exercícios relativos ao Yoga e quais referem-se ao método da Antiginástica. Além disso, cada imagem poderia conter uma legenda com a descrição ou a indicação do item ao qual ela ilustra, facilitando ainda mais a visualização e, consequentemente, a compreensão dos exercícios executados. O item Temas Interdisciplinares merece destaque, não apenas pelas conexões que vocês estabeleceram, mas, principalmente, pela contraposição do que é dado em outros módulos, como descrito no último parágrafo, o que mostra o desenvolvimento de um olhar mais crítico no que concerne a formação profissional. Embora o fichamento esteja muito bem feito, vale um cuidado ao mencionar "atual condição do corpo na sociedade", haja visto que o texto é antigo, porém sua temática ainda é atual. Sendo assim, é importante sempre contextualizar historicamente os conceitos, temas, textos, etc que vocês forem discutir ou argumentar.