Educação Aberta/Flickr

Fonte: Wikiversidade
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Infográfico que apresenta as categorias de licença sobre direitos autorais no Flickr.
Logomarca da plataforma Flickr

Flickr é uma plataforma online que permite o compartilhamento de imagens, desenhos, ilustrações, fotografias e vídeos, mas o principal uso que é feito da plataforma é o armazenamento e compartilhamento de fotografias. A plataforma sempre contou com dois tipos de contas para usuários: uma gratuita (Flickr Free) e outra paga (Flickr Pro).

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Flickr surgiu em 2004 como um projeto de uma startup, tendo sido desenvolvido por Caterina Fake e Stewart Butterfield pela empresa Ludicorp[1] (CRUZ, 2008), com o intuito de ser uma plataforma de bate-papo e compartilhamento de fotos, tendo inspirado muitas outras redes sociais como Facebook, o Tumblr e o Instagram, ao possibilitar a interação das pessoas a partir das imagens que compartilham[2].

"O serviço foi o primeiro a popularizar o conceito de 'tagging' (Auchard, 2007), isto é, palavras-chave que permitem outros utilizadores encontrar outros documentos de forma rápida e eficaz"[1].

Em 2005 o Flickr é comprado pela Yahoo! pelo valor estimado entre $22 e $25 milhões de dólares[3], tendo o seu conteúdo migrado dos servidores do Canadá para os Estados Unidos e passando a oferecer um espaço de um terabyte gratuitamente para cada usuário. A partir de meados de 2007, a plataforma que, à época, contava com mais da metade de seu contingente de usuários proveniente de países de fala não-inglesa – segundo o então vice-presidente de comunicações do Yahoo!, Brad Garlinghouse[4] – passa por uma grande expansão a partir de meados de 2007, ao ampliar o serviço para outros sete idiomas (incluindo o português) como parte da sua estratégia de internacionalização[1]. Em 2009 o Flickr anunciou uma parceira com a Getty Images, um site de compra e venda de conteúdo visual avaliado em $3.3 bilhões de dólares em 2012[5]. Nessa parceria, usuários selecionados poderiam submeter fotografias para o uso em banco de imagens, recebendo pagamento pelas compras de suas fotos. Em 2010 esse formato foi alterado para que os próprios usuários pudessem rotular as imagens para esse tipo de uso[6].

O Flickr foi lançado pela empresa Ludicorp em 2004

Em 2017, a Verizon Communications, pela sua subsidiária Oath, adquiriu a Yahoo! (que no seu auge, no ano de 2000, fora avaliada em $140 bilhões de dólares) pelo valor de U$4.83 bilhões, passando a ser a nova proprietária do Flickr, que à época já mobilizava mais de 112 milhões de usuários no mundo todo[7], somando mais de seis bilhões de fotos publicadas no site[8]. Em 2017, a Oath abriga mais de 50 marcas de mídia e tecnologia, incluindo HuffPost, Yahoo Sports, AOL.com, MAKERS, Tumblr, BUILD Studios, Yahoo Finance, Yahoo Mail e outras, mobilizando mais de um bilhão de usuários[9] ativos mensalmente (incluindo 600 milhões de usuários de aparelhos móveis por mês)[7]. No ano anterior, a Verizon havia gerado uma receita de aproximadamente U$126 bilhões, contando com um total de 161 mil funcionários.[9]

Desde 2018, a Flickr é propriedade da empresa SmugMug, outro serviço de compartilhamento de imagens lançado em 2002.

Menos de um ano depois, em 2018, a plataforma Flickr é vendida pela Oath para um outro serviço pago de hospedagem e compartilhamento de conteúdo visual criado em 2002, a SmugMug. No início de 2019, a empresa realiza alterações nas características das suas contas Free e Pro, passando a limitar o upload de conteúdo, antes de um terabyte, a 1000 fotos por usuário no modo gratuito, e oferecendo "espaço ilimitado" aos usuários pagantes. A companhia estipulou um prazo para os usuários Flickr Free removerem o conteúdo que ultrapassava esse limite ou para migrar a sua conta para o Flickr Pro, removendo todo o conteúdo que não fosse adequado pelos usuários até essa data[10][11]. A empresa também realizou a migração de todo os dados do Flickr (mais de 100 milhões de contas e bilhões de fotos e vídeos) para a Amazon Web Services (AWS), uma subsidiária da Amazon que oferece serviços de computação em nuvem, sendo a líder nesse mercado com uma fatia de 34%, a frente de grandes empresas como a Microsoft, a IBM e a Google[12].

O que faz[editar | editar código-fonte]

O Flickr permite que os usuários criem comunidades a partir da temática e linguagem visual de seu trabalho fotográfico, conheçam novos fotógrafos e busquem fotos para seus trabalhos. Um dos seus principais atributos é, justamente, o fato de a fotografia, ou seja, a visualidade, ser uma linguagem universal, o que não coloca barreiras iniciais na interação com a plataforma e com outros usuários. Além disso, o site possui suporte a diversos idiomas, fortalecendo a estratégia de ser uma plataforma que está em países de língua não-inglesa e permitindo que o portal cresça "de forma organizada e exponencial" [4].

Sendo assim, o Flickr tem como objetivo [13]:

  1. Compartilhamento de fotos e vídeos de maneira facilitada;
  2. Organização de fotos e vídeos por tagging, comunidades, usuários, pastas, álbuns, dentre outros;
  3. Criação de comunidades para conexão entre profissionais a partir de interesses em comum.

Embora desde 2007 o Flickr esteja disponível em mais de sete línguas incluindo o português, em 2019 o site ainda não é completamente traduzido. Na seção de informações e regulamentos do site, enquanto a página Regras da Comunidade do Flickr, a qual contém orientações para a conduta dos usuários, está completa em português, outras páginas como os Termos e Condições de Uso, Política de Privacidade, Termos de Uso dos Aplicativos e Política de Uso de Cookies ainda aparecem apenas em inglês, limitando o acesso a informações pelos usuários não falantes da língua.

Privacidade e segurança[editar | editar código-fonte]

Ao criar uma conta no Flickr, o usuário aceita os termos e condições de uso do site, de acordo com os quais, dentre outras coisas, garante uma licença perpétua, não-exclusiva e livre de direitos autorais para que a SmugMug, empresa proprietária do Flickr, use os conteúdos do usuário, o que inclui qualquer material postado e inclusive os seus dados. A SmugMug ainda se reserva o direito de, a qualquer momento, remover qualquer conteúdo do usuário da plataforma e de veicular anúncios de terceiros.

Os termos ainda isentam a SmugMug de controle ou responsabilidade sobre "qualquer uso de suas informações pessoais por proprietários ou operadores anteriores do Flickr", e se reserva o direito de compartilhar informações sobre o usuário com, por exemplo, "fornecedores, consultores e outros prestadores de serviços que precisam acessar essas informações para realizar trabalhos em nosso nome". Os termos alertam ainda para outras informações que podem ser coletadas por outras empresas que ofereçam serviços analíticos e que veiculem anúncios em nome do Flickr, como "cookies, web beacons, identificadores de dispositivos móveis e outras tecnologias para coletar informações sobre seu uso dos Serviços e outros sites, incluindo seu endereço IP, navegador da web, páginas visitadas, tempo gasto em páginas, links clicados e informações de conversão" [14].

Apesar de coletar uma série de informações sobre o usuário, a plataforma permite que o usuário controle algumas de suas informações que serão importadas pelo site e quem pode ter acesso a elas. A configuração é relativamente simples, intuitiva e de fácil compreensão, contendo a explicação sobre algumas das seções configuráveis. O usuário pode estabelecer, entre outras:

  • Quem poderá acessar os arquivos originais das suas imagens postadas
  • Se outras pessoas podem compartilhar suas coisas em outras plataformas (como Facebook, Twitter, Tumblr, etc.)
  • Quem pode marcá-lo em uma foto
  • Se deseja ocultar os dados de EXIF da câmera, que podem informar a marca e modelo da câmera, além de dados de localização do local onde a foto foi tirada, caso a câmera possua um sistema de GPS
  • Se deseja ocultar seu perfil e suas imagens de buscas públicas através de outros sites como o Google
  • Quem poderá ter acesso aos seus dados pessoais como nome verdadeiro, endereço de e-mail e cidade onde mora
  • A licença padrão de direitos autorais que seu conteúdo terá (podendo ser alterada para cada conteúdo)
  • Definir o nível de segurança aplicável ao seu conteúdo e do conteúdo que aparecerá na sua navegação pelo site através de filtros. Os níveis são:
    • Segura: adequada para um público-alvo globa
    • Moderada: conteúdo que pode ser considerado ofensivo por algumas pessoas
    • Restrita: conteúdo inapropriado para crianças ou para o ambiente de trabalho

Ao pesquisar conteúdo relacionado ao Flickr no Lumen, um projeto de pesquisa que coleta e analisa pedidos de remoção de conteúdo da internet com o objetivo de promover uma internet mais transparente, foi encontrada apenas uma ocorrência. Trata-se de uma reclamação de Amanda Ship de 2015 sobre a publicação de imagens privadas sem a sua permissão. A página no Lumen[15] informa que foram tomadas ações mas não especifica quais, e ao acessar as URL onde as imagens teriam sido compartilhadas sem a autorização, percebe-se que as páginas não mais existem.

Censura[editar | editar código-fonte]

Em 2007, na mesma época em que o Flickr estava promovendo sua estratégia de internacionalização e expansão para novos idiomas, a plataforma implementou bloqueios dos conteúdos definidos como "moderados" e "restritos" para todos os usuários de países como Alemanha, Singapura, Hong Kong e Coréia, gerando controvérsia e reclamações entre esses usuários[16].

Outros relatos incluem: a remoção de fotos e ameaça de exclusão da conta na plataforma de um psicólogo espanhol devido à publicação de "conteúdo ofensivo" (no caso, pessoas fumando)[17]; a exclusão da conta de um usuário que entrou em contato com o Flickr sobre dúvidas em relação ao ser conteúdo estar ou não de acordo com as regras do site (conteúdo adulto publicado com o filtro correspondente), pela qual mais tarde o Flickr se desculpou apontando a exclusão da conta como um erro[18]; e o bloqueio de fotografias contendo imagens de pessoas nuas, as quais os filtros do site identificavam como conteúdo sexual[19].

O problema em relação à exclusão de fotografias ou contas no Flickr é que são permanentes. Mesmo quando realizadas erroneamente, é impossível reverter a exclusão, fazendo com que os usuários percam também todas as interações, comentários e os links que outros sites haviam feito à suas fotos.

Comercialização de dados dos usuários[editar | editar código-fonte]

A empresa Amazon, com a qual o Flickr tem contrato dos serviços de computação em nuvem através do Amazon Web Services (AWS), coleta dados através de variados métodos como: cookies, rastreamento de dispositivo, software de reconhecimento facial, preenchimento de buscas, perfis e as ferramentas de anúncios Double Click e AdSense da Google. Como tanto os termos do Flickr como os da Amazon garantem o direito a troca das informações dos usuários com terceiros, é bem provável que a coleta de dados da Amazon também se aplique aos usuários do Flickr. A Amazon coleta, entre outros, dados como cliques em anúncios, informações específicas do dispositivo, número de telefone, localização, endereço de e-mail, o navegador utilizado, endereço de IP, sistema operacional e informações do perfil. Os dados são usados na integração de múltiplas contas, conteúdo personalizado, anúncios direcionados e serviços de localização[20].

Direitos autorais[editar | editar código-fonte]

Semáforo Creative Commons: (C) se refere às licenças mais restritivas e mais comuns (copyright ou todos os direitos reservados); O (C) invertido representa o tipo de licença copyleft; O (C) com uma faixa vermelha se refere à anticopyright (domínio público). (CC) faz referência ao escopo de licenças cobertas pela Creative Commmons; O selo verde representa os trabalhos culturais livres.

As regras do Flickr são claras em relação aos direitos autorais sobre as imagens postadas na plataforma: é expressamente vedada a publicação de imagens cuja autoria não seja do usuário que a esteja postando. O usuário, ao postar uma imagem, deve especificar quais usos do conteúdo ele licencia através das categorias de licença disponibilizadas pelas configurações do site. As licenças vão desde a mais restritiva (nenhuma licença - todos os direitos reservados) até as mais abertas (domínio público), passando pelas categorias de licenciamento Creative Commons (CC). São elas:

  1. Nenhuma (Todos os direitos reservados)
  2. Public Domain Work
  3. Public Domain Dedication (CC0)
  4. As 6 licenças Creative Commons
DESCREVER

Em março de 2012, um caso envolvendo o escritor e comediante britânico Dave Gorman gerou controvérsia e, pouco tempo depois, foi responsável pela mudança na política do Flickr em relação às denuncias de uso propriedade intelectual. Gorman teve uma de suas fotos removidas do Flickr após uma reclamação por parte de uma falsa empresa que alegou direitos autorais sobre a imagem. Mesmo após provar sua autoria sobre a foto, Gorman não teve a página de sua foto recuperada, pois a Yahoo! (à época dona do Flickr) havia excluído a página, ao invés de simplesmente desativá-la[21]. Esta era a política do Flickr nos casos de disputa sobre conteúdo envolvendo usuários de outros países que não os Estados Unidos. Quando ambas as partes em disputa estivessem sob jurisdição estadunidense, a foto em questão era desativada temporariamente pela plataforma, respeitando o prazo de réplica (counter-notice) pela parte reclamada, de acordo com o estabelecido na Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA), a qual o Flickr segue. Identificando-se a denúncia como falsa, a página deveria ser restaurada na sua íntegra. Em junho do mesmo ano, o Flickr atualizou sua política de direitos autorais, uniformizando-a tanto para usuários estadunidenses como de outros países[22]. Na internet é possível encontrar outros relatos sobre a exclusão indevida de imagens e até de contas de usuários por motivos de falsas denúncias de infração a direitos autorais.

Em novembro de 2014, quando ainda pertencia ao Yahoo!, o Flickr lançou um novo produto chamado Flickr Wall Art, através do qual passou a vender impressões das fotografias publicadas no site, dentre as mais de 50 milhões de imagens licenciadas com CC na plataforma[23]. No mês anterior, a plataforma já havia criado o programa que permitia aos usuários imprimir as suas próprias fotos postadas no site[24], mas a decisão de vender as fotos CC dos seus usuários gerou controvérsias entre os fotógrafos que utilizavam a plataforma. Apesar de não estar infringindo nenhuma lei de direitos autorais, uma vez que as imagens estavam licenciadas sob licenças CC que permitiam o seu uso comercial, usuários esperavam, com as licenças CC, possibilitar que seus trabalhos pudessem chegar a mais pessoas, e não que as suas fotografias seriam usadas comercialmente pela Yahoo!, que optou por reter todos os ganhos feitos pelas vendas, sem repassar nem mesmo parte da quantia ganha para os fotógrafos que capturaram as fotos[25]. Em 2017, já sob a propriedade da Verizon, a empresa decidiu descontinuar o produto, mantendo apenas a opção de criar livros de fotografias, a qual já havia sido lançada em 2013, mas agora em parceria com outra empresa, a Blurb[26]. Atualmente, os usuários podem criar os livros fotográficos apenas a partir dos seus próprios álbuns de fotografias publicados na plataforma.

Em 2019, em parceria com a startup Pixsy, uma nova função foi adicionada ao Flickr para os membros Flickr Pro, a qual permite rastrear o uso ilegal de até 1.000 imagens e enviar notificações automáticas sobre infrações aos direitos autorais para pessoas ou empresas que façam o uso ilegal dessas imagens[27].

Porque coleta dados[editar | editar código-fonte]

A plataforma incentiva o uso de fotos autorais, e esta é a primeira regra de comunidade do Flickr. O usuário mantem os direitos de propriedade intelectual referentes a qualquer conteúdo que o usuário tenha publicado, enviado ou disponibilizado através da plataforma, incluindo os direitos autorais de e para as fotos e vídeos. A plataforma não reivindica qualquer propriedade, direito, título ou interesse no conteúdo dos usuários. No entanto, ao carregar e / ou enviar qualquer conteúdo para a plataforma, se concede à SmugMug, atual proprietária, um direito perpétuo, não exclusivo e isento de royalties de usar o conteúdo do usuário. [14]

Como se mantém[editar | editar código-fonte]

Desde a compra da plataforma pela SmugMug em 2018, o site parece estar apostando mais no modelo de contas pagas como principal forma de remuneração. A empresa SmugMug tem a sua própria plataforma de armazenamento e compartilhamento de fotos desde 2002, que é paga e possui quatro diferentes níveis de contas, com diferentes características e funcionalidades cada uma, variando de aproximadamente $47 dólares até $360 dólares por ano. Segundo o fundador e CEO Don MacAskill, a plataforma conta com milhões de usuários pagantes, gerando uma receita anual estimada entre $57 e $220 milhões de dólares (estimativa pelo site Hackernoon[28]). Outro indício que apontam nessa direção é a mudança na política de espaço de armazenamento: assim que assumiu o Flickr, a SmugMug reduziu de um terabyte para 1.000 fotos o limite de postagem por usuários das contas gratuitas (Flickr Free), ao passo que os usuários Flickr Pro tem espaço ilimitado de postagem de fotografias.

Além disso, o site também veicula anúncios de outras empresas em seu site (para os usuários Flickr Free) e seus termos e condições de uso resguardam seu direito de coletar e comercializar dados dos usuários.

Como contornar alguns dos problemas[editar | editar código-fonte]

Selecionando o tipo de material que você deseja filtrar no Flickr[editar | editar código-fonte]

Desde 2007, o Flickr implementou uma política de níveis de segurança sobre o conteúdo publicado na plataforma, através da definição de um "filtro familiar". Para escolher o nível de segurança sobre as imagens que você visualizará no Flickr, clique no ícone do seu perfil, que fica no canto superior direito da interface, e então clique em "Configurações". Você será direcionado à página "Configurações de conta". Clique em "Privacidade e permissões". Na seção "Configurações de busca" clique em "editar". Você pode definir o filtro de conteúdo, cujos níveis são definidas no Flickr da seguinte forma:

  • Filtro Familiar ativado: Você prefere ver as fotos e vídeos que são seguros para um público-alvo global.
  • Filtro Familiar moderado: Você não vê problemas em ver o excêntrico "nu artístico" aqui ou lá, mas esse é o limite.
  • Filtro Familiar desativado: Você tem mais de 18 anos e assume total responsabilidade ao declarar que você se sente confortável em ver o que surgir.
Protegendo seus dados contra outras pessoas na internet[editar | editar código-fonte]

O primeiro passo para proteger seus dados na internet é criar senhas fortes e únicas para cada plataforma, combinando letras, números e símbolos[29]. Dentro do Flickr você também pode definir algumas configurações de privacidade e segurança. Clique no ícone do seu perfil, que fica no canto superior direito da interface, e então clique em "Configurações". Você será direcionado à página "Configurações de conta". Clique em "Privacidade e permissões".

Ocultar identidade[editar | editar código-fonte]

Na seção "Quem pode adicionar você a uma foto?", clique em "editar" e você poderá escolher quem pode marcar você em uma foto e ainda remover as marcações existentes.

Na seção "Ocultar seu perfil em buscas públicas", cliquem em "editar" e selecionando a opção "Ocultar-me de buscas no site flickr.com e em sites de terceiros que usam a API?" você poderá ocultar seu nome para exibição, nome verdadeiro ou endereço de e-mail no Flickr nas buscas internas do site e em buscas de outros sites que usam a API.

Na seção "Quem pode ver o que no seu perfil", clique em "editar" e você pode selecionar quem tem acesso ao seu nome verdadeiro.

Outras dicas:

Não conecte sua conta do Flickr às suas contas em outras redes sociais (como o Facebook, o Twitter e o Tumblr).

Não use uma foto sua no perfil da sua conta.

Não escreve informações pessoais na descrição do seu perfil.

Ocultar localização[editar | editar código-fonte]

Na seção "Quem pode ver o que no seu perfil", clique em "editar" e você pode selecionar quem tem acesso à informação sobre a cidade em que você mora.

Ao enviar uma foto contendo dados de localização (por exemplo, de um dispositivo móvel) ou adicionar manualmente uma geotag à sua foto, a localização da foto pode ser exibida em um mapa. Na seção "Quem poderá ver suas coisas em um mapa", clique em "editar" e selecione quem pode ver esse mapa (você pode também alterar a privacidade geográfica de cada foto separadamente). Lembre-se de também editar a seção "Quem pode acessar seus arquivos das imagens originais?", pois esses arquivos vêm com dados embutidos de EXIF que permitem acessar a localização onde a foto foi tirada.

Na seção "Importar dados de local EXIF", clique em "editar" e selecione a opção "não".

Ocultar dados pessoais[editar | editar código-fonte]

Na seção "Oculte seus dados EXIF", clique em "editar" e você pode ocultar o link para os seus dados em EXIF, o qual mostra todas as suas páginas de fotos individuais e exibe a marca e o modelo da câmera usada para tirar a foto.

Na seção "Quem pode ver o que no seu perfil", clique em "editar" e você pode selecionar quem tem acesso ao seu endereço de e-mail.

Protegendo as suas fotos e a sua conta[editar | editar código-fonte]

A ideia do Flickr é justamente o compartilhamento de fotos autorais. Embora você possa selecionar quem tem acesso às suas fotos, inclusive tornado-as privadas (só você tem acesso), se você tem uma foto à qual deseja que ninguém tenha acesso, considere armazená-la em discos rígidos (num HD externo ou no próprio HD interno do seu computador, pen drives, etc.) ou em outras plataformas de armazenamento em nuvem com criptografia de dados, para evitar vazamentos.

Ao postar imagens no Flickr, não há como impedir que outras pessoas as coletem a partir de diferentes métodos de captura de imagens e façam uso ilegal da mesma. Apesar de o Flickr proibir o publicação de imagens não autorais e tomar uma série de medidas contra a infração dos direitos autorais, os termos de uso da plataforma eximem a responsabilidade da empresa sobre esses usos em outros espaços fora do site.

Dentro do Flickr você pode definir algumas configurações para proteger as suas fotos. Clique no ícone do seu perfil, que fica no canto superior direito da interface, e então clique em "Configurações". Você será direcionado à página "Configurações de conta". Clique em "Privacidade e permissões".

Proteger as minhas fotos contra o acesso ou uso por outras pessoas[editar | editar código-fonte]

Na seção "Quem pode acessar seus arquivos das imagens originais?", clique em "editar" e você poderá escolher quem tem acesso aos arquivos originais das suas fotos.

Na seção "Permitir que outros compartilhem suas coisas", clique em "editar" para autorizar ou não que outras pessoas compartilhem as suas fotos em outras plataformas como o Facebook, o Twitter e o Tumblr.

Na seção "Oculte suas coisas das buscas públicas", clique em "editar" para escolher se suas fotos serão exibidas em buscas globais no Flickr e/ou em sites de buscas de terceiros.

Autotags são palavras-chave que o Flickr pode adicionar automaticamente a imagens a partir de um algoritmo de reconhecimento de imagens com a justificativa de facilitar sua localização na busca do Flickr. Na seção "Mostrar autotag", clicando em "editar" você pode desabilitar as autotags feitas nas suas fotos (mas você também não visualizará autotags nas fotos de outros usuários).

Para definir a licença que você concederá a outras pessoas sobre as suas fotos postadas no Flickr, na seção "Que licença seu conteúdo terá" clique em "editar" e escolha o tipo de licença padrão do conteúdo da sua conta. Se você deseja oferecer licenças mais abertas a alguns conteúdos enquanto mantém maiores direitos sobre outros, selecione a opção "Nenhuma (todos os direitos reservados)" e posteriormente defina individualmente outros tipos de licença para cada foto. É importante se informar e observar as características de cada licença para se assegurar que você não estará autorizando usos não desejados sobre a sua imagem, como por exemplo a comercialização das suas fotos.

Marcas d'água são ícones parcialmente transparentes colocados sobre as imagens para dificultar o seu uso indesejado por terceiros, geralmente com o nome do proprietário ou uma logomarca. As marcas d'água costumam ser usadas por pessoas que desejam comercializar suas fotos, disponibilizando as imagens sem a marca d'água apenas diretamente para o cliente que a adquire. Apesar de não serem bem-vistas pela comunidade de usuários do Flickr[30], as marcas d'água podem ser uma maneira de garantir maior controle sobre as suas fotos.

Proteger as minhas fotos e a minha conta de serem removidas pelo Flickr[editar | editar código-fonte]

O Flickr se reserva o direito de excluir ou remover qualquer conteúdo ou conta de usuário do seu site a qualquer momento e sem qualquer aviso prévio, embora esse não seja o modus operandi padrão da plataforma. Em tais casos, essas ações se devem geralmente a denúncias quanto a infração de direitos autorais ou de publicação de conteúdo "impróprio" ou "inadequado" que não esteja marcado como tal.

Evitando problemas com conteúdo "ofensivo" ou "inadequado"[editar | editar código-fonte]

O Flickr contém uma ampla gama de trabalhos fotográficos e um público variado de usuários, incluindo crianças com idade a partir de 13 anos, idade mínima para cadastro na plataforma. Para conseguir atender a um público diversificado, o site solicita que os usuários definam o nível de segurança aplicado aos conteúdos publicados em sua conta, dentre as opções "segura", "moderada" e "restrita". Por padrão, ao criar uma conta, seu conteúdo está configurado como "seguro", isto é, "adequado para um público-alvo global".

Se você pretende publicar conteúdos que algumas pessoas possam considerar "impróprios" ou tem dúvidas sobre se o seu conteúdo está adequado ao nível de segurança definido, você pode alterar essas configurações. Primeiro clique no ícone do seu perfil, que fica no canto superior direito da interface, e então clique em "Configurações". Você será direcionado à página "Configurações de conta". Clique em "Privacidade e permissões". Na seção "Que Nível de segurança e Tipo de conteúdo sua galeria terá", clicando em "editar" você terá acesso as opções de níveis de segurança. Posteriormente, você pode alterar o nível se segurança individualmente para cada foto ou galeria.

Evitando problemas com direitos autorais[editar | editar código-fonte]

De acordo com os termos do Flickr, ao postar qualquer conteúdo, o usuário atesta sua autoria sobre o mesmo, sendo proibido a publicação de qualquer imagem que não seja de sua própria autoria, ainda que com a autorização do autor.

Alternativas[editar | editar código-fonte]

Plataformas abertas[editar | editar código-fonte]
  • https://pixelfed.org/ - Plataforma de compartilhamento de fotos, semelhante ao instagram.
  • https://mediagoblin.org/ - Plataforma descentralizada e de código aberto para compartilhamento de mídias digitais. Tem como mascote um duende roxo vestido com o esteriótipo de artista, com o intuito de reforçar o compromisso de compartilhamento de mídias autorais.
  • https://wordpress.org/ - Criação de página Web, possibilitando o compartilhamento de textos, fotos, dentre outros.
Plataformas fechadas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. 1,0 1,1 1,2 CRUZ, Sónia. Blogue, YouTube, Flickr e Delicious: Software Social. In: Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores. 2008. FCT - Universidade do Minho. pp. 15-40. Disponível em: <http://webhosting.bombyte.org/~joao.gama/My%20Cmaps/As_Tic_%20no_%20Ensino/blogueyoutube.pdf>. Acesso em: 17/jun/2019.
  2. SACRAMENTO, 2014
  3. https://www.wired.com/2014/08/the-most-fascinating-profile-youll-ever-read-about-a-guy-and-his-boring-startup/
  4. 4,0 4,1 UOL– Notícias. Portal de imagens Flickr lança versão em português. 2007. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/06/12/ult1809u11764.jhtm>. Acesso em 17/Jun/2019.
  5. https://www.chicagotribune.com/entertainment/ct-xpm-2012-08-15-sns-201208151041reedbusivarietynvr1118057860-20120815-story.html
  6. http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/8744817.stm
  7. 7,0 7,1 https://petapixel.com/2016/07/25/verizon-flickr-via-4-8b-yahoo-acquisition/
  8. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome :4
  9. 9,0 9,1 https://www.prnewswire.com/news-releases/verizon-completes-yahoo-acquisition-creating-a-diverse-house-of-50-brands-under-new-oath-subsidiary-300472958.html
  10. https://www.usatoday.com/story/tech/2018/04/20/smugmug-buys-flickr-verizon-oath/537377002/
  11. https://www.bbc.com/news/technology-47130138
  12. https://awsinsider.net/articles/2017/08/01/aws-market-share-3x-azure.aspx
  13. [1] FLICKR. Sobre o Flickr. Disponível em <https://www.flickr.com/about>
  14. 14,0 14,1 FLICKR. Termos de uso. Disponível em <https://www.flickr.com/help/terms>
  15. https://www.lumendatabase.org/notices/10428411#
  16. https://web.archive.org/web/20070630132833/http://www.heise.de/english/newsticker/news/91160
  17. https://www.geeklawblog.com/2009/02/censoring-social-networking-can-you.html
  18. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome :6
  19. https://br.wwwhatsnew.com/2013/08/como-funciona-flickr
  20. https://technology.ie/big-brother-is-watching/
  21. https://www.zdnet.com/article/how-dave-gorman-fought-flickr-over-a-deleted-photo/
  22. https://www.zdnet.com/article/dave-gorman-wins-flickr-changes-deletion-policy/
  23. https://petapixel.com/2014/11/20/flickr-opens-50-million-creative-commons-licensed-images-flickr-wall-art/
  24. https://petapixel.com/2014/10/13/flickr-launches-wall-art-turn-photographs-beautiful-home-decor/
  25. https://www.businessinsider.com/photographers-angry-yahoo-selling-free-flickr-photos-for-profit
  26. https://br.blurb.com/partner/flickr
  27. https://www.bbc.com/news/technology-47852150
  28. https://hackernoon.com/dont-smugly-dismiss-100m-startups-fb19314afdaa
  29. https://canaltech.com.br/seguranca/Como-criar-uma-senha-forte-Confira-dicas-de-uma-empresa-de-seguranca/
  30. https://www.flickr.com/groups/34427469792@N01/discuss/72157601978496118/

Créditos[editar | editar código-fonte]

Cássio Tessmer Elias Soares

Ester Sabino Santos